Faltavam alguns minutos para a meia-noite, quando recebi uma mensagem de um amigo muito querido, com um relato que me comoveu bastante. Talvez por ter experimentado perda parecida, quando minha mãezinha fez sua passagem. O texto desse meu amigo descrevia de forma requintada um pouco da história de vida de sua mãe, que acabara de falecer. Dizia assim: “Dona Janice. Mulher trabalhadora, honesta, amorosa,fiel e temente a Deus. Filha de Augusto e Lidia, teve 8 irmãos, casou-se com Anísio, quando tinha 16 anos. Eles tiveram 4 filhos ( Sonia , Silvio , José e Carlos). Janice era uma mocinha que tinha uma vida boa e já no segundo dia de casada as mãos estavam cheia de bolhas por trabalhar na roça. Juntos o casal adquiriu patrimônios, que infelizmente utilizou pouco, sempre pensando em seus filhos. Mulher determinada e destemida, enfrentou muitos desafios e venceu. Apos um transplante de joelho, teve que utilizar um andador, tinha um desvio em algumas vértebras que doia noite e dia. Recentemente foi diagnosticada com câncer na mama e nos ossos. No dia 21/02/2026 foi internada com uma infecção muito alta, ja tinha afetado o pulmão, rins e bexiga. Ficou internada por 16 dias, onde a família revezou noite e dia para ficar com ela. Foram dias de muita dor, desespero e angústia. Somente a morfina diminuia a dor intensa. Pedia muito para voltar para casa. No dia 08/03 ela realmente voltou para sua casa. Teve uma parada cardíaca. A casa que ela tanto queria era a casa do Pai, a morada eterna onde não tem dor e nem sofrimento. Deus a poupou de muito sofrimento. Ele percebendo que estava pronta, a levou de volta. É com muita dor que escrevo! A saudades é grande! Sepultar uma mãe que tanto amamos é muito difícil. E o que conforta é saber que está com Deus e que um dia nos encontraremos no céu. Essa é a última mensagem do celular dela. Chegou ao fim o bom dia e boa noite que ela fazia com muito amor e carinho por todos. Quero aprender e ter um coração como o dela que perdoava, não guardava rancor e que queria ajudar a todos, sem esperar nada em troca. Deus abençoe, orem pela família que já sente muito a sua falta!” Meu amigo Carlos nem imagina o quanto ele aprendeu com sua mamãe. Destaco aqui a época da pandemia da Covid 19, quando todos estavam confinados em casa, ele percorria de moto as casas dos amigos que foram diganosticados com o vírus para oferecer ajuda na compra de mantimentos e medicamentos. E sempre com uma mensagem de esperança e oferta de um ombro amigo para todas as horas. Inclusive uma hora ingrata como essa de pandemia, onde a esperança esvaía-se em muitos corações. Carlos, vejo ao longo de 18 anos de amizade, que seu sorriso é cura pra muitos, que seu empenho para seguir o evangelho com a própria vida é visível e não posso deixar de citar a sua paternidade e seu matrimônio, exemplares. Tenha a certeza de que dona Janice deixou nesse mundo, um grande legado que é você amigão. Alguém que não só aprendeu, mas pratica o bem como sua saudosa mamãe.
Deus abençoe!
Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova




