QUANTO AMOR!

Estou aqui… pensando em ti..
Meu Senhor..quanto amor tens por mim…
Mesmo sendo um pecador… não desistes de mim..meu salvador..
Nas noites escuras vem me iluminar…
Nos tropeços da estrada.. vem me levantar..
Pois o amor que tens por mim meu Senhor, é capaz de livrar-me do mal que há em mim..
Nas dores da angústia vem me consolar..
Nos caminhos de pedras, ensina-me a andar..
Pois o amor que tens por mim é maior que todo mal que há em meu coração..

 

 

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
@WallaceAndrade9

Existem momentos em nossa vida, que nos falta fôlego e, como um atleta no auge de sua exaustão, até chegamos a pensar que não vamos conseguir cumprir a prova. Somos invadidos pelo desânimo e estamos a um passo de parar nas nossas fraquezas. Só que “…o atleta, na luta esportiva, só recebe a coroa, se lutar segundo as regras…” (2Tm2,5).   Se me falta fôlego é porque não tenho treinado como deveria. Se me falta ânimo é porque tenho emprestado meu ouvido a palavras que não produzem esperança e fé. Então começa a gritar dentro de nós a falsa certeza de que “não vai dar”… “não vou aguentar”… “tenho que parar”… e se realmente nos entregamos a este veneno, pararemos e estaremos sujeitos a vaias e deboches. Mas o percurso dessa prova é bem longo amigos e sempre temos tempo suficiente para recobrarmos nossas forças, sintonizar a respiração com as batidas do coração, usar a brisa leve e suave para regular a temperatura corporal. Em pouco tempo o desânimo desaparecerá e a gana de seguir na prova da vida, será retomada. Só precisamos usar a sabedoria que o Senhor nos deu.  “Esforça-te por te apresentares a Deus como homem provado, como operário que não tem de que se envergonhar…”,(2Tm2,15).  Um atleta de Cristo precisa treinar sempre para a maratona da vida. Começa o dia correndo para a Eucaristia, se alimenta regularmente da Sagrada Escritura, fortalece a musculatura das pernas, dobrando os joelhos em Adoração ao Santíssimo Sacramento, troca os anabolizantes pelas bolinhas do Santo Terço e tem a coragem de reconhecer os erros que comete, se arrepende e se reconcilia com o Senhor, através do seu grande treinador, o Sacerdote.  As provas desta vida acontecem todos os dias e aumentando nosso condicionamento espiritual, estaremos sempre prontos para cumpri-las até o final. Isto é o mais importante… cumprir… seguir… e completá-las. Sabe por que? Na prova de nossas vidas, já tem um vencedor que se chama JESUS CRISTO!.

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova

Um dos locais preferidos das águias são os penhascos. Ali numa fenda mais trabalhada pela natureza, elas conseguem fazer seus ninhos e viver o processo de continuidade da espécie. Diz a tradição que as águias, ao alcançarem os 40 anos de vida, se infiltram numa dessas fendas e iniciam um doloroso processo que precisam vencer para continuar a vida. Primeiro elas usam o bico e arrancam as velhas e desgastadas penas das duas asas. Depois com o mesmo bico, arrancam todas as desenvolvidas e encurvadas garras, que já não conseguem mais capturar pequenos mamíferos, como coelhos e roedores. Por fim metem o bico, já muito envergado pela ação do tempo, na parede até quebrá-lo por completo. Totalmente incapaz de sobreviver sem suas três “ferramentas”, ela enfrenta um período de dor, fome e sede, até que novas asas, garras e bicos ressurjam. Quando esse milagre da natureza acontece, as águias ganham mais 40 anos de vida. Usei essa história pra falar de alguém, que nas devidas proporções, também chegou a metade da vida em frangalhos. E que também teve forças pra arrancar suas velhas marcas desgastadas por decepções, maus tratos, insegurança e medo, pra recomeçar. E depois de 91 anos muito lindamente vividos ela nos deixou. O interessante que ela também trás no nome um derivado de penhasco. Penhasco é uma penha de grande tamanho, com determinada altura. As penhas são rochas muito pesadas com elevações de tipo pedregoso. Os penhascos formam-se a partir de procedimentos da natureza, como um movimento terrestre, a ação da água ou a força gravitacional quando se aplica sobre ladeiras de grande inclinação. Tanto termo técnico não consegue nos levar as experiências que só as águias e os alpinistas conhecem com riquezas de detalhes. Mas eles me ajudam a recolher fragmentos de alguém que me ensinou muito com seu silêncio, com seu sorriso fácil, com sua doçura e simplicidade no falar e principalmente com sua determinação de amar sem medidas. Desde sua total entrega e dedicação ao filho especial que marcou nossas vidas e que tinha como marca de sua comunicação a palavra “Mãããee”. Aquele olhar distante ao sepultar seu menino de 23 anos, também era o mesmo quando teve que entregar ao Criador, sua filha de 49 anos. A filha que por seis anos lutou bravamente em favor da vida e da família, contra um invencível câncer. Sempre a filha mostrou que nesse penhasco onde nasceu, aprendeu a ser guerreira até o fim. Caminhar nesse penhasco, pra poucos, me faz embaçar os olhos e deixar que a dor me revele uma saudade que só se tem quando se ama. Como queria que meu filho tivesse tido a chance de estar mais tempo desse penhasco! Como queria eu mesmo poder escalar um pouco mais essa penha que suportou tantas tempestades e venceu todas sem perder a esperança. Como queria voltar a sua sala, onde namorava sua neta e sentir aquela paz e maternidade cada vez mais raras nas terras por onde ando. Como queria ter podido estar em sua despedida desse mundo, como estive na despedida de sua filha e presenciei seu último suspiro. Meu consolo veio do seu bisneto. Enquanto o velório acontecia, meu filho me confortava, a 550 km de distância, ao dizer que ele estava vendo a bisavó. “Olha pro céu papai, ela é aquele pontinho lá no alto igual uma estrelinha!”. Que o Senhor nos dê a pureza de um menino pra entender que os bicos, as asas e as garras passam… mas a Penha .. o Penhasco…permanecerá para sempre… em nossos corações e na presença do Senhor!.

Vovó Maria da Penha … nós te amaremos pra sempre! 

 

 

 

 

 

 

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
@WallaceAndrad9
@wallace.andrade.cn 

 

Mãe e sua filha cega de nascença viviam a grande expectativa, trazida por um parente que peregrinou pela primeira vez à Aparecida. Ele chegou contando milagres e prodígios que presenciou e vivenciou. A menina com o coraçãozinho cheio de alegria pediu a mãe que fossem a esse lugar tão maravilhoso descrito por seu tio. A mãe sem recursos financeiros, mas com um desejo imenso de satisfazer a vontade da filha, que não enxergava nada, resolveu criar coragem e com o coração cheio de fé e devoção, disse sim. Começava ali uma linda história de relacionamento mãe e filha, que enfrentaram juntas fome, frio, sede, falta de um lugar pra dormir e dependendo de esmolas pra chegar ao destino tão aguardado pela menina. Foram quase quatro meses de partilhas, sofrimentos e alegrias por estarem vencendo os obstáculos. E no fim antes de entrarem na cidade de Aparecida, o grande presente, a grande recompensa para aquelas duas, que agora além de mãe e filha, eram mais amigas e íntimas uma da outra. A menina, ainda na beira da estrada gritou emocionada. “…mãe olha lá a casa a Mãezinha!!” Essa linda história está no meu primeiro livro: Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida. Faça a experiência você também, de se aproximar da Virgem Santíssima e depois partilhe sua história comigo.

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
Autor do livro “Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida”
Adquira o mais novo lançamento no site: loja.cancaonova.com 
Televendas (12) 3186 2600
Plataformas digitais Google Play, Amazon e iBooks
Lojas oficiais do Santuário Nacional, em Aparecida (SP) – http://www.a12.com/santuario-nacional/institucional/detalhes/lojasou na loja virtual http://www.lojasantuarionacional.com.br/.

Ainda me lembro dos primeiros ensaios como integrante do Ministério de Música Cristo Redentor, em Cachoeiro do Itapemirim-ES. A gente se juntava no sábado a tarde pra rezar, fazer as leituras da liturgia de domingo, escolher as músicas apropriadas para aquele tempo litúrgico e ensaiá-las.  Nossa coordenadora era Liliane, com uma belíssima voz e que tocava violão muito bem. Era ela quem tinha a facilidade de perceber qual era o tom mais confortável para as vozes do grupo. Era também nossa coordenadora, que mais entendia de música católica e seu repertório era o ideal para cada momento em que éramos chamados a cantar.  E foi num ensaio desses que Liliane me lançou um grande desafio. Acho que na verdade foi o maior de todos que tive nessa estrada de terra batida e empoeirada que ainda atravesso, tentando ser fiel ao chamado do Senhor como ministro de música, e como alguém que só quer colocar seus dons a serviço da igreja.  As músicas já estavam escolhidas e já tínhamos ensaiado quase todas. Faltava a música de comunhão, que desde o início de minha caminhada como músico, sempre foi a que mais mexeu comigo. Foi então que Liliane, com seu ouvido apurado e atento, começou a cantar uma canção nova. “Vem, que a tempestade já não pode te abalar. A segurança em meu barco encontrarás. Confia em mim, que meu amor te abrigará…Não tenhas medo, pois eu estou aqui. É o teu Senhor quem diz. Quero guiar os passos teus. Vem! Entrega-te então. Farei morada em teu coração!…”  Fui impactado pela beleza dessa poesia eucarística e que me encheram os olhos e o coração de emoção. Algo tremia em meu ser e depois de cantá-la, duas ou três vezes, nesse ensaio inesquecível, “Confia em Mim” já estava gravada na minha alma e talvez por isso a cantei outra vez com muita intensidade. E essa só pode ser a única explicação para Liliane olhar pra mim e dizer que eu iria solar essa música na comunhão daquele domingo. E lançou aquela tradicional frase de ensaios: “vamos cantar mais uma vez!”  Era um desafio muito grande pra alguém que nunca estudou música e que por se encantar com o ministério animando um grupo de oração, decidiu pedir para assistir aos ensaios e acabou entrando pra sempre nesse serviço tão intenso e gratificante que a igreja nos oferece.  Estava certo de que pra esse meu primeiro desafio iria precisar de muita coragem. Tinha que vencer a timidez de quem apenas queria estar ali no meio do pessoal do ministério, ajudando a cantar as músicas do grupo de oração e da santa missa. Mas aceitei e Deus me segurou. A Liliane seguiu o curso da vida e se casou, indo morar em Portugal. E me deixou como coordenador do Ministério. E Deus, com todo seu carinho, colocou no meu caminho cinco jovens que marcaram pra sempre a minha estradinha da música. Cadu(violão de nylon), Bruno (baterista), Wanderlan (baixo), Rubinho (guitarra) e meu afilhado de casamento, Geoconelle (violão de aço). Dois anos de grandes e inesquecíveis momentos nas missas e celebrações, além de grupos de oração em Cachoeiro do Itapemirim-ES. O Senhor mostrou o quanto fez e faz morada em meu coração e até hoje os acordes e canções que executamos naquele tempo de missão, ainda vibram em meu ser. Grandes amigos, que se tornaram engenheiro civil, jornalista, professor e amigos para sempre. Lembrando dos meus amigos, lembro também que desde que decidi entregar a Deus todo o meu ser em gratidão, o Senhor vem no meu silêncio, no meu cansaço e no meu anoitecer, me consolar e me dar forças pra continuar. Isso sem contar que sela em mim a salvação que é única e exclusivamente Dele.  A máquina do tempo não parou e desde aquele primeiro desafio proposto por Liliane, naquele domingo de 2000, minha musicalidade segue o rumo desse rio em busca do alto mar. Não encontro outro sentido nas músicas que canto e toco, se não for para me colocar no silêncio eucarístico e fazer com que os irmãos presentes na santa missa, façam também a sua grande experiência com o Senhor Sacramentado.  E quando eu imaginava já ter cantado tanta música linda de comunhão, aprendi mais uma. Era uma sexta-feira dessas na missa das 6h da manhã. As portas do Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista-SP, estavam todas abertas e lá fora o raiar de um novo dia era como uma pintura. Daquelas que fazemos quando criança, onde misturamos o amarelo com o vermelho, na expectativa de chegar perto da verdadeira cor do sol.  Na homilia daquela missa, tão especial pra mim, o padre José Augusto falou profundamente da importância de comungarmos o corpo e sangue do Senhor, todos os dias. Nosso alimento diário que nos fará ganhar a glória dos céus. E no final desse momento, nos convidou a comungarmos em silêncio total. O tempo parecia ter parado. E o silenciar daquele alvorecer veio como música em nossos corações. Até parece estranho um ministro de música dizer isso, mas no corredor da sacristia, depois da missa, precisei dizer ao padre que aquela foi a melhor música de comunhão que já cantei. O silêncio eucarístico que precisa sempre acontecer no meu e no seu coração, para estarmos cada vez mais perto do Senhor e do céu!  Porque o dia em que não houver mais instrumentos e microfones, músicos e cantores, a missa vai continuar a acontecer nos corações de quem verdadeiramente busca a Deus nesse mundo, que passa!

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
Autor do livro “Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida”
Adquira o mais novo lançamento no site:
 loja.cancaonova.com 
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Lojas oficiais do Santuário Nacional, em Aparecida (SP) – http://www.a12.com/santuario-nacional/institucional/detalhes/lojasou na loja virtual http://www.lojasantuarionacional.com.br/.