Uma mensagem que nos interpela, hoje

A mensagem de Fátima mostra-nos uma experiência universal e permanente: o confronto entre o bem e o mal que continua no coração de cada pessoa, nas relações sociais, no campo da política e da economia, no interior de cada país e à escala internacional. Cada um de nós é interpelado a corresponder ao chamamento de Deus, a combater o mal a partir do mais íntimo de si mesmo, a compreender o sentido da conversão e do sacrifício em favor dos outros, como fizeram os três pastorinhos, na sua pureza e inocência.

Fonte: ( Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima)

A história que vivemos tem muitas nuvens, mas é a hora do acordar. O ocidente parece perder a sua própria humanidade, procurando ilusões que fazem muitas promessas mas que degradam. O mundo proclama a vida e semeia a morte; declara a solidariedade e fecha-se, prega o amor mas é individualista. As pessoas, contudo, começam a interrogar-se sobre o futuro do mundo, sobre o destino da vida. Como naquele 13 de Outubro de 1917 se começaram a ver uns flashes de luz, assim no coração dos homens começam a surgir as perguntas verdadeiramente importantes, a necessidade de verdade, a sede de amor e de bem. Este é o acordar que já começou e que não vai parar.

O Sol de Cristo

Em Fátima continua a brilhar o sol, a luz que brota do seio da Virgem Santa: Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus vivo, o revelador do invisível, o fundamento de todas as coisas; Ele é o Mestre da humanidade, o Redentor; é o segredo da história, é a chave dos nossos destinos, o Rei do mundo novo. Ele é aquele que nos conhece e ama, é o companheiro de estrada e o amigo da nossa vida, Aquele que há-de vir e que deve, um dia, ser o nosso Juiz e, assim o esperamos, a plenitude da nossa alegria… Ele é o Pão que desceu do Céu, é a Fonte de água viva que sacia a nossa fome e a nossa sede. Nunca nos cansaremos de falar de Jesus!

O coração imaculado

Olhemos agora para o rosto suavíssimo de Nossa Senhora; no seu coração imaculado encontraremos o coração de Cristo, um rosto que une todos os nossos rostos. Envolvido pelo nome de Maria, como foi envolvido pelas faixas em Belém, ressoe sobre este recinto o nome de Jesus: a partir do Seu nome cada um de nós sentirá pronunciar o seu próprio nome, sentirá a sua vida ser iluminada, a sua fé regenerada e a sua esperança reforçada.

Cardeal Angelo Bagnasco

Arcebispo de Génova

Em Fátima respira-se a fé! Onde está a Mãe, ali está o Filho, o encontro é mais intenso, a caridade cresce, a fé é mais clara e límpida: mais límpida porque mais essencial. O Evangelho da Anunciação leva-nos ao coração da fé: Maria confia-nos a Deus porque confia em Deus. Esta é a fé de Maria, esta é a fé da Igreja. Estamos aqui como peregrinos com as nossas tribulações e esperanças; mas estamos aqui também como povo de Deus que representa a Igreja dispersa por toda a terra; mais ainda, aos pés da virgem, queremos trazer as angustias e os pedidos de toda a humanidade perdida e sofredora, necessitada de luz e de amor!

Porque vêm as pessoas a Fátima? Porque o coração humano tem necessidade de palavras de vida eterna; porque todos desejamos uma mãe que nos dê alento e nos acompanhe; porque o homem procura a redenção das próprias fraquezas; porque a humanidade está fascinada com a luz que brilha no meio das trevas; porque é atraída pela oração que revela aquilo que somos, pequenos diante da majestade de Deus e tomados sob o cuidado do sacrifício de Cristo. Redenção e pecado, luz e trevas, oração e conversão, amor, sacrifício, salvação eterna… não é isto a substância da fé? E não isto a mensagem de Fátima, o caminho da vida cristã? À luz da vida dos pastorinhos, o fruto destas palavras não será a paz do coração e a alegria da alma, seja qual for a circunstância?

Cardeal Angelo Bagnasco

Arcebispo de Génova

1 T UMAX     PowerLook 3000   V1.8 [4]É importante recordar que as aparições se deram por iniciativa de Deus para responder às realidades em que a humanidade está inserida, considerando o tempo presente. O conteúdo da mensagem desperta, impulsiona e provoca a fé.

Em tempo de guerra, morte, medo e dor, muitas almas estavam desorientadas e descrentes. Nesse contexto mundial, Portugal também vivia essa realidade, e corações com fé suplicavam a paz e a salvação para o mundo.

Diante da descrença a Deus, o centro do conteúdo da Mensagem é um convite urgente para a retomada da vida cristã e do mundo à adoração de Deus, a ascender o desejo de amor a Ele.

Na Mensagem também percebemos como Deus intervém na história da salvação – uma humanidade na conquista da grandeza e do poder – e na ignorada história dos pequenos, pobres e fracos, desprovidos do saber e do poder e vivendo na periferia do mundo.

Texto Extraído do livro: Mistica de Fátima

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caminho ceu fatimaNo contexto ardoroso da Segunda Guerra Mundial, ocorreram as aparições em Fátima. Foi em Portugal, num pequeno lugarejo chamado Cova da Ira, município de Vila Nova de Ourém, hoje, diocese de Leiria-Fátima. Este foi o local que Deus escolheu para nos trazer a Mensagem de Fátima através da Virgem Maria. Lugar de gente simples, de camponeses e pastores, de inúmeras famílias que traziam a expectativa da volta dos seus filhos com vida diante do terror da guerra.

O mundo enfrentava uma catástrofe econômica, as lutas das classes e muitas desigualdades sociais. Muitos camponeses, na época, eram praticamente escravos do sistema industrial, pois deixavam suas terras para tentar a vida nos grandes centros. Enfim, a ideologia comunista fortaleceu o seu poder e passou a exercer profunda influência no cenário internacional e na vida interna de todas as nações.

Diante dessa realidade mundial, Deus teve desígnios de misericórdia sobre nós e escolheu um lugar para manifestar, de modo particular, a Sua presença. O lugar se torna fundamental, é como um invólucro, algo que envolve como uma cápsula a manifestação da presença de Deus.

Conta-se que, na época das aparições, a Cova da Iria era um lugar bem afastado dos povoados, caracterizado por terra fraca para se plantar, mas própria para o pastoreio. Recebeu o nome de Cova da Iria em homenagem a Santa Iria, virgem e mártir. Podemos chamar esse local de um recorte do céu, um lugar sobrenatural, já que nele podemos tocar em Deus e viver experiências com Ele.

Texto extraído do Livro Mistica de Fátima

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anjoMons. Luciano Guerra, antigo reitor do Santuário de Fátima, foi o primeiro a intitular o lugar do Monte dos Valinhos e de Aljustrel como o “Pulmão do Santuário de Fátima”.

A força espiritual deste lugar que acolheu as três aparições do Anjo (duas na Loca e uma no quintal da Casa de Lúcia), a passagem dos Pastorinhos de Fátima a caminho da Cova da Iria, e que agora acolhe peregrinos e visitantes ao longo de todo o ano.
Em meditação e oração ou em passeio, de forma individual ou em grupo, a passagem por aquele lugar integra muitos programas de visitas e peregrinações.
Para o administrador do Santuário, Padre Cristiano Saraiva, os Valinhos “são um pulmão em termos ambientais e em termos espirituais, um pulmão de silêncio, de reflexão, de oração”. Os Valinhos são, refere, “um lugar de muita paz e tranquilidade”.

602949_590931404285754_350368730_nPeregrinar é um ritual comum à imensa maioria das religiões. A concretização desse ritual depende da concepção que temos de Deus, do Homem e do mundo, que tem cada credo religioso. A peregrinação é uma jornada empreendida, por motivos religiosos, a um lugar considerado de algum modo sagrado ou milagroso. Quase todas as religiões adoptaram as peregrinações como forma de culto religioso. O seu postulado fundamental é que a divindade exerce, em determinado lugar, influxos e benefícios especiais para os que a visitam.
Dá-se o nome de “peregrino”, ou de “romeiro”, a todo aquele que toma parte numa viagem dessa natureza.
A Bíblia é um testemunho escrito de uma peregrinação que marca o caminho do homem atrás da sua felicidade, destino para o qual, Deus o havia criado. Abraão (Gn 12, 1-9) é apontado como o grande exemplo do homem de fé, foi um dos primeiros peregrinos errantes na busca dos destinos que Deus lhe havia anunciado.

Fonte:http:www.rotadoperegrino.com/voz-do-peregrino/o-que-e-a-peregrinacao

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O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima dá expressão ao pedido de Nossa Senhora do Rosário, aludido já em 13 de agosto de 1917 e expressamente indicado na aparição de 13 de outubro desse ano a Lúcia de Jesus, Francisco Marto e Jacinta Marto: «Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário» (Primeira Memória da Irmã Lúcia). A capelinha foi erguida em 1919 no local das aparições de 1917 na Cova da Iria e, desde então, o espaço do Santuário foi sendo edificado, em resposta ao significativo afluxo de peregrinos.

O Santuário de Fátima é local de peregrinação, que faz memória do seu acontecimento fundante, as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos. O acolhimento pastoral dos peregrinos é elemento primordial da sua missão.

O Santuário de Fátima custodia a mensagem do acontecimento de Fátima. É sua missão o estudo e a difusão desta mensagem, trabalhada como meio de evangelização em Portugal e no mundo.

O Santuário de Fátima é, por vontade expressa da Sé Apostólica, um Santuário Nacional.

Fonte:  santuario.pt

Convivencia - Agosto 196O que faz as pessoas virem a Fátima?”, “Será que a Rússia se vai mesmo converter? Se sim, será que vai ter um papel importante no mundo, a nível religioso?”.

Mons. Luciano Guerra acredita que “a Igreja Católica é a instituição religiosa mais preparada para os problemas da realidade hodierna. Não querendo (com esta afirmação) diminuir de modo nenhum a ação positiva das outras religiões”.
Lendo a atualidade à luz da Mensagem de Fátima, ele considera que esta esperança depositada na Igreja Católica pode também encontrar-se na Terceira parte do Segredo de Fátima. “O sangue dos mártires é a semente de novos cristãos. (…) A Igreja Católica tem milhões de mártires no século XX, esses milhões de mártires darão milhões de sementes”, afirmou.
“Nossa Senhora acaba por ser colocada em Fátima como exemplo e como protetora do século XXI”, disse Mons Luciano, interrogando-se se esta presença feminina terá também que ver com a crescente importância das mulheres na sociedade. Estamos a precisar que haja um bocadinho de bondade, simpatia, finura, de caridade e de solidariedade, muito próprias da mulher”, disse.
A concluir, Mons. Luciano Guerra, que foi reitor do Santuário por mais de 30 anos, transmitiu a sua esperança: “Vamos esperar que na Igreja Católica Fátima seja uma força decisiva no mundo atual, pelos caminhos apontados na conclusão das aparições: arrepender-se, emendar-se, rezar o terço todos os dias”.