O Papa Bento XVI nessa semana falou-nos algo muito importante sobre a diferença entre  ativismo ou atividade para a Igreja.

Ele nos disse que os apóstolos “cientes de que a prioridade da missão era o anúncio da Palavra de Deus”, não ignoravam o mandato de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Disse que essas duas realidades devem ser vivas na Igreja – “o anúncio da Palavra e a caridade concreta” , e que é preciso encontrar uma solução para que ambas ocupem seus devidos lugares, a “necessária relação entre elas”.

Disse que Jesus mostrou isso escolhendo homens, Apóstolos, que gozavam não apenas de “boa reputação”, mas “cheios do Espírito Santo”, ou seja, não apenas “organizadores que sabem fazer”, mas fazer no “espírito da fé, com a luz de Deus, na sabedoria do coração”.

Bento XVI ainda cita o episódio, narrado por Lucas: “Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; no entanto, pouca coisa é necessária, até mesmo uma só. Maria, com efeito, escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”(Cfr Lucas 10, 41-42). Este e outros episódios, diz o Papa, ensinam-nos que, “no meio das atividades de cada dia, não devemos perder de vista a prioridade da nossa relação com Deus na oração”.

O Papa ainda nos recorda que “num mundo acostumado a avaliar tudo segundo os critérios da produtividade e eficiência”, devemos lembrar que, “sem a oração, a nossa atividade se esvazia, convertendo-se em puro ativismo, que nos deixa insatisfeitos.

Terminando, Bento XVI diz que a oração deve ser para nós como que a respiração da alma e da vida.

Junior Alves

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