Novena de Nossa Senhora Auxiliadora 4º dia

Quarto Dia:
Maria, a mãe do filho de Deus!

Comentário Inicial: “Na plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei. para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adotados como filhos” (Gl 4,4-5). Essas palavras de São Paulo resumem e dão sentido ao nascimento de Jesus, sobre o qual refletimos hoje, neste quarto dia de nossa novena em honra de Nossa Senhora Auxiliadora. O nascimento de Jesus faz parte de um projeto de salvação que Deus quis colocar em marcha para a humanidade. Para isso ele contou com a participação de Maria e José para entrar na história e dar um sentido a todas as ações humanas. Peçamos hoje a intercessão de Maria para que possamos dar um sentido salvador à nossa própria vida.

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Acolhida
P: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T: Amém.
P: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam sempre convosco!
T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Invocação ao Espírito Santo
P: Invoquemos as luzes do Espírito Santo sobre a nossa novena:

Oração do Quarto Dia da Novena
P: Rezemos a oração deste quarto dia de nossa novena:
T: Ó Maria, nossa dulcíssima Mãe, vós que sou a Rainha dos Mártires por causa dos tantos atos de coragem e de força que realizastes na terra, dignai-vos infundir em nossos corações a força necessária para nos mantermos constantes no vosso serviço, a fim de que, vencendo todo o respeito humano, possamos praticar abertamente e sem vacilar todos os nossos deveres religiosos, e mostrai-nos sempre, em toda e qualquer ocasião, o vosso filho devoto até a morte. Ó poderoso auxílio dos cristãos e da humanidade, pedimos que leveis a nossa oração ao Pai e ao vosso Filho Jesus Cristo, que vivem e reinam na unidade do Espírito Santo. Amém.

Evangelho

P: Preparemos os nossos corações para ouvir o Evangelho.
L: Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
T: Glória a vós, Senhor!
L: 2,1 Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império.
2 Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria.
3 Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal.
4 José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia,
5 para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto,
7 e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa.
8 Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho.
9 Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo.
10 Mas o anjo disse aos pastores: “Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo:
11 hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor.
12 Isto lhes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura”.
13 De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão de anjos. Cantavam louvores a Deus, dizendo:
14 “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.
15 Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu, os pastores combinaram entre si: “Vamos a Belém, ver esse acontecimento que o Senhor nos revelou”.
16 Foram então, às pressas, e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.
17 Tendo-o visto, contaram o que o anjo lhes anunciara sobre o menino.
18 E todos os que ouviam os pastores, ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Palavra da Salvação.
T: Glória a vós, Senhor!

Maria na vida de Dom Bosco

P: Ouçamos, neste momento, um fato da vida de Dom Bosco:
L: Em agosto de 1864, Dom Bosco se encontrava em Mirabello. Subiu ao púlpito e na pregação disse ao povo:
— Se vocês vierem a todas as pregações destes três dias, se vocês se reconciliarem com Deus por meio de uma boa confissão e se vocês se prepararem todos de modo que no dia da festa (da Assunção de Nossa Senhora) haja uma comunhão geral, eu prometo a vocês, em nome de Nossa Senhora, que uma chuva abundante virá refrescar os seus campos.
A sua calorosa exortação venceu todos os corações. No afã de falar, ele não tinha a intenção de fazer uma promessa absoluta, mas sim de fazer uma exortação eficaz, apoiado na bondade de Maria: Nossa Senhora, porém, tinha falado pela sua boca.
Tendo descido para a sacristia, Dom Bosco percebeu que o povo o olhava maravilhado e comovido, e o pároco, Padre Clivio, se aproximou e lhe disse:
— Que bom! Bravo! É preciso ter uma coragem como a sua!
— Que coragem?
— A coragem de anunciar ao público que uma chuva copiosa cairá no dia da festa!
— Eu disse isso?
— Mas é claro! O senhor disse exatamente essas palavras: em nome de Maria Santíssima, prometo a vocês que se fizerem uma boa confissão, terão a chuva.
— Mas não! Terá entendido… Eu não me lembro de ter dito isso.
— Então pergunte um a um dos ouvintes, e o senhor verá se todos entenderam isso que entendi eu.
De fato, era isso mesmo, e o povo ficou de tal forma persuadido que decidiu prontamente ajustar os jogos da própria consciência: os confessores não foram suficientes para tantos penitentes. Naqueles dias, os confessionários foram assediados desde manhãzinha até tarde da noite e muito mais. Padre Rua e especialmente o Padre Cagliero ainda guardam na memória o cansaço daqueles dias.
Nas vilas próximas o povo comentava e ria da profecia. Aliás, na vila de Grana, o povo preparou um grande baile para comemorar o blefe que o tempo teria dado no padre. Naqueles três dias, o céu parecia arder. Dom Bosco continuava a rezar e, nas suas idas e vindas da igreja, o povo perguntava:
— E a chuva?
— Afastem-se do pecado — respondia Dom Bosco.
No dia da festa da Assunção de Maria ao céu, que naquele ano caiu na segunda-feira, houve uma comunhão tão numerosa, como há muito não se via. Naquela manhã, o céu nunca pareceu tão sereno. Dom Bosco sentou-se para comer com o Marquês Fassati, mas, antes ainda que os convidados tivessem acabado, levantou-se e foi para o quarto. Estava meio angustiado, porque sua previsão tinha causado grande expectativa. Ouvia ao longe o som das trompas do baile público de Grana. No próprio Montemagno, certos liberais tinham organizado uma demonstração hostil contra ele. 
Os sinos tocaram convidando o povo para as vésperas e na igreja começaram os cânticos dos salmos. Dom Bosco, apoiado na janela, interrogava ao céu que parecia inexorável. Reinava um calor sufocante. Ele pensava sobre o que dizer do púlpito se Nossa Senhora não lhe concedesse a graça.
[…] Acabado o Magnificat, Dom Bosco subiu ao púlpito, dizendo no seu coração a Maria:
— Não é a minha honra que se acha em perigo neste momento, mas a vossa. O que dirão os escarnecedores do vosso nome, se virem frustradas as esperanças desses cristãos que deram o melhor de si para vos agradar?
Dom Bosco apareceu no púlpito. Uma multidão densa, que ocupava cada canto da igreja, tinha os olhos fixos nele. Dita a Ave Maria, pareceu-lhe que a luz do sol tivesse ficado ligeiramente obscurecida. Deu início à pregação. Logo em seguida, ouviu-se um prolongado barulho de trovão. Um grito de alegria correu por toda a igreja. Dom Bosco parou por um instante a pregação com a mais viva comoção. Os trovões se sucederam, e uma chuva copiosa e a cântaros bateu nos vitrais. Pensem vocês na eloquente palavra que saía do coração de Dom Bosco, enquanto a chuva atingia o seu auge. Foi um hino de agradecimento a Maria e de conforto e louvor aos seus devotos. Chorava ele, choravam os ouvintes (Memórias Biográficas, vol. 7).

Invocações a Nossa Senhora Auxiliadora

P: Invoquemos a Maria, poderoso auxílio do povo cristão e da humanidade, pela nossa Igreja, para que seja anunciadora do Reino de Deus no mundo.
T: Pai Nosso… Ave Maria… Salve Rainha…
P: Graças e louvores sejam dados a todo o momento,
T: Ao Santíssimo e diviníssimo sacramento.
P: Maria Auxiliadora dos Cristãos e da Humanidade,
T: Rogai por nós!
P: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
T: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
P: Invoquemos a Maria, poderoso auxílio do povo cristão e da humanidade, para que em nossas famílias haja diálogo, paz e perdão e que todos possam gozar sempre de boa saúde de alma e de corpo.
T: Pai Nosso… Ave Maria… Salve Rainha…
P: Graças e louvores sejam dados a todo o momento,
T: Ao Santíssimo e diviníssimo sacramento.
P: Maria Auxiliadora dos Cristãos e da Humanidade,
T: Rogai por nós!
P: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
T: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
P: Invoquemos a Maria, poderoso auxílio do povo cristão e da humanidade, pelos nossos jovens, para que sejam construtores de uma sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna.
T: Pai Nosso… Ave Maria… Salve Rainha…
P: Graças e louvores sejam dados a todo o momento,
T: Ao Santíssimo e diviníssimo sacramento.
P: Maria Auxiliadora dos Cristãos e da Humanidade,
T: Rogai por nós!
P: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
T: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
P: Rezemos juntos:
T: Lembrai-vos, ó piedosa Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que aquele que tenha recorrido à vossa proteção, implorando vossa assistência e pedindo o vosso auxílio, tenha sido desamparado. Animado eu por esta confiança, a vós também recorro, ó Mãe, Virgem das Virgens, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, atrevo-me a comparecer diante de vossa soberana presença. Ó Mãe de Deus, escutai e acolhei benignamente minhas súplicas. Amém. (Faça seu pedido)
P: Rogai por nós, Maria, consolo dos aflitos, auxílio dos cristãos e mãe da humanidade.
T: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora

P: Invoquemos, agora, a proteção de Maria, a Auxiliadora do povo cristão e da humanidade:
T: Ó Santíssima e Imaculada Virgem Maria, Mãe amorosa nossa e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente a vós, para que sempre nos conduzais ao Senhor. Nós vos consagramos nossa mente, com os seus pensamentos, nosso coração, com os seus afetos, nosso corpo, com os seus sentimentos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre  trabalhar para a maior glória de Deus e a salvação das almas.
P: Vós, entretanto, ó Virgem incomparável, que sempre fostes a Mãe da Igreja e a Auxiliadora do povo cristão, continuai a vos mostrar assim, em especial neste nosso tempo.
T: Iluminai e fortalecei os nossos bispos e os nossos sacerdotes e conservai-os sempre em unidade com o Papa. Aumentai as vocações sacerdotais e religiosas, a fim de que, também por meio deles, o Reino de Jesus Cristo se conserve entre nós e se estenda por todo o mundo.
P: Nós vos pedimos, ainda, ó dulcíssima Mãe, que mantenhais os vossos olhares amorosos sempre voltados para as crianças e para os jovens, expostos a tantos perigos; para os casais, jovens ou não, em suas dificuldades; para os necessitados, os explorados e os esquecidos da sociedade; e para os pobres pecadores e enfermos.
T: Sede para todos, ó Maria Auxiliadora, refúgio e amparo, Mãe de misericórdia e porta do céu.  Também vos pedimos, ó grande Mãe de Deus, que nos ensineis a imitar as vossas virtudes, em particular a angélica modéstia, a humildade profunda e a ardente caridade.
P: Fazei, ó Maria Auxiliadora, que sintamos o amparo do vosso manto de Mãe. Fazei que nas tentações vos  invoquemos com confiança.
T: Fazei, enfim, que o pensamento de que sois tão boa, tão amável e tão querida, a lembrança do amor que tendes pelos vossos devotos, nos conforte de tal modo que, na vida e na morte, saiamos vitoriosos contra os inimigos de nossa alma, e possamos depois unir-nos convosco no Paraíso. Amém.

Bênção Final

P: A nossa proteção está no nome do Senhor.
T: Que fez o céu e a terra.
P: Ave Maria…
P: À vossa proteção recorremos, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Maria, Auxiliadora dos Cristãos e da  humanidade.
T: Rogai por nós.
P: Ouvi, Senhor, a minha oração!
T: E chegue a vós o meu clamor.
P: O Senhor esteja convosco!
T: Ele está no meio de nós.
P: Oremos: Senhor eterno e onipotente, que, pela intervenção do Espírito Santo, vos dignastes preparar o corpo e a alma da gloriosa Virgem e Mãe Maria para digna morada do vosso Filho, fazei que sejamos livres da morte eterna e dos males que nos rodeiam, pela intercessão daquela cuja invocação nos alegra. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
P: A bênção do Deus de Sara, Abrão e Agar. A bênção do Filho, nascido de Maria. A bênção Espírito Santo de amor, que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente, esteja sobre todos vós.
T: Amém.

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