Quem somos? Estrangeiros aqui...

Por Márcia Gonçalves, comunidade Canção Nova

Imagem disponível em: https://www.seumochilao.com.br/o-que-e-ser-mochileiro/

“Você poderia me dizer, por gentileza, como é que eu faço para sair daqui?

Isso depende muito de para onde pretende ir – disse o Gato.

-Para mim tanto faz para onde quer que seja… – respondeu Alice.

– Então, pouco importa o caminho que você tome – disse o Gato.” 

(CARROL, 2009, pág.74)

Existe uma música que se inicia com uma parte do título deste texto: “Sou estrangeiro aqui…” É interessante refletir sobre ser estrangeiro e o trecho do texto de Carroll, pois esses dois fragmentos nos levam a duas perguntas: Se somos estrangeiros, para onde iremos? Qual o caminho que devemos seguir? É justamente disso que quero tratar neste escrito. 

No mundo hodierno, buscamos a nossa identidade, estabilidade, felicidade entre tantas outras coisas, mas poucas vezes ou quase nunca pensamos que somos estrangeiros no caminho que traçamos para alcançar os nossos objetivos, e em muitos momentos deixamos a vida nos levar. Ser viajante é chegar a algum lugar. Em qual lugar você quer chegar?

 O tempo da pandemia torna propício refletirmos sobre a vida e a morte. Vivemos a experiência de perder pessoas, entes queridos, amigos queridos. Com certeza, isso ensina-nos muito sobre ser estrangeiro: viveram a vida e morreram. Mas como essas pessoas estão experienciando a morte? Não podemos responder, porém utilizamos da experiência que vivemos com essas pessoas para pensar na nossa vida. Como você está vivendo a sua vida? Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Mas se você tem cravado, em seu coração, que o seu lugar é o Céu, ao lado de Cristo e de Nossa Senhora, precisa rever a sua vida. Isso mesmo, fazer uma revisão de vida e viver uma Metanoia. O tempo é curto, e é preciso deixar-se encontrar com Jesus Cristo enquanto Ele deixa-se encontrar.

Finalizei a leitura de um livro muito interessante, cujo título é “Preparação para morte”, de Santo Afonso Maria de Ligório; e a pergunta fatídica que corrobora tudo o que escrevi acima é: “E se eu morresse hoje, onde estaria a minha alma?”. Um retrato da morte é o que seremos um dia. Isso não é para nos entristecer, mas é o caminho que seguiremos: a nossa viagem termina com a nossa morte.

A Bíblia nos diz que estamos no mundo, mas não pertencemos ao mundo. Se você se considera um estrangeiro, e sabe que o seu lugar é o Céu, precisa morrer para as coisas do mundo. Para chegar ao Céu, o nosso caminho deve ser baseado na pobreza evangélica, na verdade, na renúncia, na obediência à Palavra de Deus. Você topa trilhar esse caminho?  

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