“Minha primeira experiência do amor de Deus foi por meio de Maria”

 

Em dezembro agora, dia 28, faz 7 anos que ingressei na Comunidade Canção Nova. Já entrei como estudante de Filosofia.

Desde pequeno eu participo das coisas da Igreja. Fui coroinha por muitos anos. Ia com o padre ajudar nas regiões de roça, de fazendas. Mas não tinha em meu coração o desejo de ser padre, de seguir a vida religiosa. Na verdade, eu nem sabia o que queria ser quando crescesse. Fiz o 2º grau normal, servi o Exército Brasileiro por 8 meses e 18 dias, queria até ficar por lá para fazer carreira. Mas Deus tinha outro propósito para mim que nem eu mesmo entendia. Foi lá que tive minha primeira experiência do amor de Deus por meio de Maria. Aconteceu assim: Era mês de outubro, em 1995, tinha tomado uma punição por ter trocado um dos documentos militares, que se chama “corte de cabelo”. Eu acabei trocando esse documento e quando tinha que apresentar o meu apresentei outro. Então como punição eu teria que dormir no quartel por 30 dias. Como eu morava longe da casa de meus pais, fiquei esses 30 dias sem ver minha família. Na mesma época, pedi a minha mãe que me mandasse uma Bíblia para eu ler, pois tive muita vontade de ler as Sagradas Escrituras como nunca eu tinha tido antes. Foi no dia 12 de  utubro que eu recebi “uma visita de Nossa Senhora” se assim eu posso dizer. Eram 6 horas da manhã e o povo da cidade começou a soltar fogos de artifício por ser Dia da Padroeira do Brasil. A cidade era Pouso Alegre (MG). E eu acordei de repente. Abri a janela do alojamento, que ficava perto do meu beliche. Caí de joelhos no chão e comecei a chorar compulsivamente, mas não entendia o que estava acontecendo comigo naquela hora. Eu só chorava. Saí pelo alojamento chorando e pensando: “E se alguém me vir aqui desse jeito? O que vão pensar?”

Depois, com o passar do tempo, eu fui me recordando daquele momento e fui percebendo aquela experiência que eu tinha passado ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida bem pequenina perto da minha cama e eu a chamava pelo nome de minha mãe e que não era minha mãe daqui da terra, mãe biológica. Constatei, então, que eu a chamava por Mãe do Céu, por Maria. Fui entendendo e crendo no meu coração que Maria tinha me visitado com visitou Isabel levando a presença do Menino Deus em seu ventre. E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Percebi que o choro que tive era um choro de libertação e de “visita de Deus”. Deus me visitou naquele dia por meio de Maria. Não tenho dúvidas disso!

Depois, saí do quartel e comecei a participar do grupo de oração. Fiz experiência de oração, pois estava com uma grande sede de Deus dentro de mim que nem eu sabia de onde vinha. Foi um despertar da fé dentro de mim.

Escolhi meu lema sacerdotal como “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo” (Lucas 1, 76). Meu nome significa “pequeno”. E, para mim, soou como: “E tu, pequeno, serás…” Por ser tão pequeno diante da grandeza do chamado e da missão que está sendo a mim confiada. Sinto, ao mesmo tempo, o Senhor me chamando a preparar um povo para Ele, com as qualidades que Ele mesmo tem fecundado no meu coração e me levado a viver como Canção Nova, como Igreja.

Sinto e percebo que em mim existe uma profecia a ser proclamada, a ser vivida por mim e que os outros também precisam fazer essa experiência de sair das trevas e vir para a luz. Um forte abraço! Deus te abençoe!

Diácono Paulinho
Comunidade Canção Nova