Fidelidade ao que Deus inspirou

“Existe uma só e autêntica grandeza no mundo, a santidade”
Mas agora devemos lembrar-nos da máxima dos antigos a propósito do culto aos santos: “Imitari non pigeat quod celebrare delectat”: não devemos deixar de imitar o que nos agrada celebrar. O caso de Madre Teresa nos recorda uma coisa essencial para nossa santificação: a importância de obedecer às inspirações. Isto não é algo que se deva praticar uma só vez na vida. Ao primeiro, decisivo chamado de Deus, seguem muitos outros convites discretos que chamamos as boas inspirações. Da docilidade a estes depende todo nosso progresso espiritual.
Entende-se facilmente por que a fidelidade às inspirações é caminho mais breve e mais seguro à santidade. Esta não é obra do homem; não basta por isso ter um programa de perfeição bem claro para poder levá-lo a cabo progressivamente. Não existe um modelo de perfeição idêntica para todos. Deus não faz santos em série, não ama a clonagem. Cada santo é uma invenção inédita do Espírito. Deus pode pedir a um santo o oposto do que pede a outro. Que há de comum, para seguir em tempos próximos a nós, entre Escrivá de Balaguer e Madre Teresa? Contudo, os dois são santos para a Igreja.
Não sabemos portanto desde o princípio qual é em concreto a santidade que Deus quer de cada um de nós; somente Deus a conhece e nos revela segundo avança o caminho. Com isso consegue que para alcançar a santidade o homem não pode limitar-se a seguir as regras gerais que valem para todos. Deve entender o que Deus lhe pede e somente a ele. Pensemos em que haveria ocorrido se José de Nazaré tivesse se limitado a seguir fielmente as regras da santidade então conhecidas, ou se Madre Teresa tivesse se obstinado em observar as regras canônicas vigentes nos institutos religiosos. O que Deus quer em particular de cada um se descobre através dos acontecimentos da vida, da palavra da Escritura, da orientação do diretor espiritual; mas o meio principal e ordinário são precisamente as inspirações da graça. Estas são as solicitudes interiores do Espírito no profundo do coração através das quais Deus não só dá a conhecer o que pede, mas ao mesmo tempo comunica a força necessária para realizá-lo si a pessoa aceita.
As boas inspirações têm algo em comum com a inspiração bíblica, deixando um lado naturalmente à autoridade e ao alcance que são essencialmente diferentes. “Deus disse a Abraão..”, “O Senhor falou a Moisés”: este falar do Senhor não era, desde o ponto de vista da fenomenologia, distinto do que sucede nas inspirações da graça. A voz de Deus, inclusive no Sinai, não ressoava no exterior, mas dentro do coração em forma de claridade, de impulsos, originados pelo Espírito Santo. Os Dez Mandamentos não foram gravados pelo dedo de Deus em pedra, mas no coração de Moisés, quem depois os gravou na pedra. “Homens movidos pelo Espírito Santo falaram de parte de Deus” (2Ped 1, 21); eram eles os que falavam, mas movidos pelo Espírito Santo, repetiam com a boca o que ouviam no coração.
Toda fidelidade a uma inspiração é recompensada por inspirações cada vez mais freqüentes e mais fortes. É como se a alma se treinasse para chegar a uma perfeição cada vez mais clara da vontade de Deus e para uma facilidade para cumpri-la.

Fonte: Frei Raniero Cantalamessa, OFMCap. Sermões do Advento na Casa Pontifícia, novembro de 2003.

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O Espírito Santo dá sabor e alegria ao coração

Quando aquela multidão ouviu esta Palavra, eles estremeceram no mais íntimo de seu coração e diz o Evangelho que eles ficaram com o coração compungido, tomado de lágrimas, porque o outro nome recebido pelo dom das lágrimas é compulsão do coração, que quer dizer você chorar porque teve um encontro com a verdade. Todas as vezes em que a gente se encontra com a verdade a gente chora; e se você ainda não chorou diante de um fato é porque esse fato não trouxe consigo a verdade contida nele, porque a verdade é Deus.

Todas as vezes em que o homem se encontra com Deus, ele chora. Por que as nossas orações são marcadas pelas lágrimas? Quando nos encontramos com Deus, topamos com a verdade e olhamos a nossa vida ferida e machucada, olhamos as nossas misérias interiores e sofremos com aquilo que a gente é e, assim, sofremos porque não conseguimos mudar.

Nós topamos com a nossa verdade e sofremos e choramos com ela na oração, porque a única pessoa que verdadeiramente me mostra quem eu sou é Deus; nem os outros, sem Deus, conseguem me revelar quem eu sou. Mas, o meu irmão, a partir de Deus, me revela quem eu sou, por isso as vezes eu não gosto do outro, porque ele me mostra quem eu sou.

Na oração, nós também choramos porque experimentamos a Misericórdia Divina e descubrimos que diante de tantos erros, pecados e inúmeros fracassos que tivemos, Deus está sempre do nosso lado e nunca nos abandona. O Senhor nunca vai nos deixar, e mesmo quando todos nos abandonaram, o Altíssimo continua ali, fiel do nosso lado, estendendo a mão para nos levantar. Deus não desiste de nós; Ele é Aquele que acredita em nós.

Quando a gente descobre que não há o que faça com que Ele desista de nós, o nosso coração se comove e chora por ficar compungido.

Se você tiver o Espírito Santo na sua vida você terá tudo, n’Ele está a nossa realização. Quem não ama e não abre o coração para o Espírito Santo, jamais vai se realizar na vida.

Aqueles que estavam ali queriam experimentar a força que vence a morte, queriam aquele brilho no olhar, o sorriso capaz de contagiar, pois das palavras de Pedro se derramavam calor e amor. O colo de Nossa Senhora se alargou e pelo derramamento do Espírito Santo cabia agora o mundo inteiro.

Todos queriam viver essa experiência, por isso eles perguntaram: “O que nós fazemos para ter essa alegria que não dá para comprar. Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.

O dom do Espírito Santo dá sabor e alegria à nossa vida e ao nosso coração.

Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

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Dia Mundial da Vida Consagrada

A Igreja celebra hoje, 2, a festa da Apresentação de Jesus no Templo e, por inspiração desta celebração, também o Dia Mundial da Vida Consagrada, proclamado pelo Papa João Paulo II.

A liturgia celebra a experiência de Maria, que, em obediência à lei, foi ao Templo passados quarenta dias do nascimento de Jesus, para apresentá-lo ao Pai e cumprir o rito da própria purificação.

O Papa Bento XVI recordou no Ângelus deste domingo, 1º, que a festa da Apresentação de Jesus no Templo é o momento em que “se manifesta a consagração de Jesus a Deus Pai”. E anunciou que, ao fim da Missa da Festa da Apresentação, cuja celebração será na Basílica de São Pedro pelo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, dirigirá uma saudação aos consagrados presentes.

O Santo Padre convidou todos os presentes na oração do Ângelus a “dar graças ao Senhor pelo precioso dom destes irmãos e irmãs, e a pedir-Lhe, por intercessão de Nossa Senhora, muitas novas vocações, na variedade dos carismas de que é rica a Igreja”.

Instituição da data

O Dia Mundial da Vida Consagrada, 2 de Fevereiro, estabeleceu-se a partir de 1997, após a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Vita consecrata”, assinada por João Paulo II em 25 de Março de 1996. O documento reflete sobre a vida consagrada e sua missão na Igreja e no mundo.

“Ao longo dos séculos nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamado do Pai e à moção do Espírito, elegeram este caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com coração ‘indiviso’ (1 Co 7, 34)”, recorda João Paulo II na introdução de “Vita consecrata”. E depois define-a como “Dom de Deus Pai à sua Igreja por meio do Espírito”.

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Eu decidi…

… fazer os outros felizes

Você já deve ter encontrado pessoas que lhe deixaram emocionado, não pela beleza exterior que possuem, mas por aquilo que são. Com Madre Teresa de Calcutá era assim.
Eu mesma vivi essa experiência ao vê-la num Congresso em Roma. Também com Dom Ascona, Bispo da Ilha de Marajó, fiquei emocionada, ao vê-lo pregar para a Renovação Carismática. Não é o que essas pessoas falam, porque qualquer um poderia falar como elas, mas é a graça que elas despertam com a sua presença.
Jesus disse:
“Quem crê em mim, do seu interior manarão rios de água viva” (Jo 8,38).
É a presença do Espírito Santo que faz a diferença! Essas pessoas deixam-se transformar do homem velho marcado pelo pecado, rebelde, orgulhoso, vaidoso, egoísta; para o homem novo, cheio de santidade.
E nós, o que estamos fazendo para ser melhores?
As pessoas saem mais felizes após nos verem?
Quanto mais trabalhados e curados pelo Espírito Santo, mais felizes seremos, fazendo felizes os que vivem conosco.
Eu decidi fazer os outros felizes. Vinde, Espírito Santo! Vinde me curar. Vinde, Espírito Santo, iluminai meu interior e dai-me a graça de me deixar transformar!
Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago!

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Orações a São João Bosco

Oh! Pai e mestre da juventude, São João Bosco, que tanto trabalhastes pela salvação das almas, sede nossa guia em buscar o bem da nossa e a salvação do próximo, ajudai-nos a vencer as paixões e o respeito humano, ensinai-nos a amar a Jesus Sacramentado, a Maria Santíssima Auxiliadora e ao Papa, e obtende-nos de Deus uma santa morte, para que possamos um dia achar-nos juntos no Céu.

Assim seja.

Oração para obter alguma graça especial

Oh! Dom Bosco Santo, quando estavas nesta terra nã havia ningué que acudindo a Vós, não fosse, por Vós mesmo, benignamente recebido, consolado e ajudado.

Agora no céu, onde a caridade atinge a perfeição quanto deve arder vosso grande coração em amor até os necesitados!

Vede, pois, minhas presentes necessidades e ajudai-me obtendo-me do Senhor (pede-se a graça).

Também vós havéis experimentado durante a vida as privações, as enfermidades, as contradições, a incerteza do porvir, as ingratidões, as afrontas, as calúnias, as perseguições e sabeis que coisa é sofrer.

Pois, oh! Dom Bosco Santo, volvei até mim vosso bondoso olhar e obtende do Senhor quanto peço, se é ventajoso para minha alma; ou se não, obtende alguna outra graça que me seja ainda mais útil, e uma conformidade filial a divina vontade em todas as coisas, ao mesmo tempo que uma vida virtuosa e uma santa morte.

Assim seja.

Oração a São João Bosco

Oh! Dom Bosco Santo, que com tão grande amor e zelo cultivasteis as múltiplas formas de ação católica que hoje florecem na Igreja, concedei a suas associações o maior progresso e desenvolvimento.

Redobrai em todos os corações a devoção a Santíssima Eucaristia e a Maria Auxiliadora dos cristãos.

Acrecentai neles o amor ao Papa, o zelo pela propagação da fé, um solicito esmero pela educação da juventude e grandes entusiasmos para suscitar novas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias.

Fazei que em cada uma das nações se fomente e inicie a guerra contra a blasfêmia e o mal falar e contra a imprensa ímpia; fazendo surgir em todas partes novos cooperadores para as diversas formas de apostolado recomendadas pelo Vigário de Cristo.

Infundi em todos os corações católicos a chama de vosso zelo, para que, vivendo em caridade difusiva, possam ao fim de suas vidas recolher o fruto das muitas obras boas praticadas durante ela.

Pai-Nosso, Deus te salve e Glória…

São João Bosco, rogai por nós.

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Virtudes teologais

A língua portuguesa tem origem no Latim, que era a língua falada na região do Lácio que hoje é a Itália. Os romanos levaram sua língua para a região de Portugal, nascendo ali o Português, que foi trazido para o Brasil pelos nossos colonizadores. Assim, a palavra latina “virtus” originou em Português a palavra “virtude”, que significa um conjunto de qualidades próprias do homem. O homem nasceu para fazer o bem. Do Gênesis, primeiro livro da Bíblia, e que fala do começo do mundo, extraímos a fala de Deus: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”. Somos imagem e semelhança de Deus, portanto, nascemos para cuidar bem das coisas que Deus criou para nós e também para viver bem, uns com os outros. Nascemos para cultivar e praticar a virtude, que é a boa vontade de sempre fazer o bem.
As virtudes podem ser HUMANAS e TEOLOGAIS. Nós cultivamos e usamos as virtudes humanas para conviver bem com as outras pessoas, no meio da nossa família, na nossa comunidade e no mundo, enfim. Também devemos cultivar as virtudes teologais no nosso relacionamento com Deus.
Quando recebemos o sacramento do Batismo é infundida em nós a graça santificante, que nos torna capazes de nos relacionar com a Santíssima Trindade e nos orienta na maneira cristã de agir. O Espírito Santo se torna presente em nós, fundamentando as virtudes teologais, que são três: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE.
I - PRIMEIRA VIRTUDE: A FÉ.
Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que Deus é uno e trino e que tudo isto nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.
No dia-a-dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: ninguém pode ser testemunha do seu próprio nascimento, mas a fé que nós cremos nos pais ou no cartório que fez o registro nos faz acreditar na data e no local do nosso nascimento. Do mesmo modo, quando entramos em um ônibus ou em um avião, acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para transportar-nos e nós nem os conhecemos, mas acreditamos.
E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar, de raciocinar, de acreditar? Temos muito mais motivos para acreditar n’Ele, para confiar n’Ele, para nos abandonar livremente em suas mãos.
A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. Primeiro pelos Profetas, depois, através de seu Filho, que é a sua Palavra. Ele se revela também através do testemunho dos Apóstolos. E, constantemente, através dos acontecimentos da história da humanidade e da história de cada um de nós.
A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e falar.
E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro desse mundo?… É forçoso que confiemos n’Ele, com total confiança. Precisamos procurar conhecer a vontade do Pai e realizá-la em nós, porque, como diz São Paulo em sua carta aos Gálatas (Gl 5,6), a fé age por amor.
Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação. Quando temos um amigo, não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção, ajudá-lo quando necessário e possível, e ajudar também as pessoas que ele ama. Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.
Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar em Deus e não fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de Calcutá dizia: “Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor”. E São Tiago, em uma carta, nos diz que “a fé sem obras é morta.”(Tg 2,26).
A fé nos leva, portanto, a praticar a justiça em tudo que fazemos.
II - SEGUNDA VIRTUDE: A ESPERANÇA.
A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e esperar tempos melhores em nossa vida aqui na terra e ter a certeza de que conquistaremos a vida eterna, que será a nossa felicidade.
Muitas vezes, passamos por momentos difíceis e achamos que nossa vida não tem solução. O mundo hoje está muito violento e cheio de catástrofes. A cada dia, assistimos na televisão e até bem perto de nós, cenas de maldade, agressões, violência. E assistimos também a tragédias provocadas por desastres da natureza.
Precisamos refletir sobre tudo o que está acontecendo, encontrar onde está a falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, com Deus, tudo podemos. A esperança nos leva a tentar vencer os obstáculos.
Há poucos dias, um fato nos chamou a atenção. Houve um tremor de terra no Haiti e 70% dos prédios da capital se desmoronou. Um repórter conseguiu mostrar que, em meio à quase completa ruína de uma igreja católica, restou intacta, a imagem do Cristo Crucificado. Tudo quebrado no chão e ela lá, em pé, fulgurante, como a mostrar que Ele está presente junto ao povo sofrido. Esta cena é muito significativa. Pode-se compreender muita mensagem de Deus para nós. Precisamos aprender a escutar a voz do Pai. Cada um, no seu coração, vai interpretar, a seu modo, fatos como este, tão significativos.
No Antigo Testamento, a esposa de Abraão era estéril, mas o Senhor lhe prometeu uma descendência mais numerosa do que as estrelas do céu e todo o povo de Deus constitui a sua descendência, porque Sara, sua esposa, concebeu na velhice e gerou seu filho Isaac.
No Novo Testamento, o anjo do Senhor anunciou à Virgem Maria que ela seria Mãe de um rei. E ela, de início sem compreender o que anjo falara, se prontificou a cumprir a vontade do Pai. Sofreu muito, meditando tudo no silêncio do seu coração. Esperou, esperou contra toda esperança e foi elevada aos céus e coroada Rainha dos anjos e dos santos, Mãe de Deus e Mãe da humanidade.
Seu Filho não foi aquele rei rico em coisas materiais, como nós imaginamos, no nosso mundo serem os reis. Mas Ele mesmo disse: “O meu reino não é deste mundo”. E Ele é o rei dos reis e ao som do seu nome se dobram todos os seres do céu, da terra e sob a terra. Somos, por meio de Cristo, herdeiros da esperança de vida eterna.
III - Terceira Virtude: CARIDADE.
A Caridade é amor. São palavras sinônimas. A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o seu problema.
A Caridade é dar um bom dia, é sorrir para uma criança indefesa, para um jovem, às vezes desorientado, para um idoso que carrega seu fardo com dificuldade.
A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Mas cremos na aurora que dissipará essas trevas e, quando alcançarmos a vida eterna, a fé e a esperança já não serão necessárias, porque já estaremos diante do Pai.
Entretanto, o amor permanece, porque Deus é amor e, se estamos diante d’Ele, também somos amor.
Por isto é que São Paulo, em sua Primeira carta aos coríntios, termina o capítulo 13 dizendo: “Agora, portanto, permanecem três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas é o amor”.

por :
Arquidiocese de Juiz de Fora/MG

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«Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos»

: Mc 4,21-25
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionários da Caridade
Algo belo para Deus

«Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos»

Estando Cristo invisível, não Lhe podemos mostrar o nosso amor; mas os nossos vizinhos estão sempre visíveis, e podemos fazer por eles aquilo que, se Cristo fosse visível, gostaríamos de fazer a Ele.

Hoje, é o mesmo Cristo que está presente naqueles de que ninguém precisa, que ninguém emprega, de que ninguém cuida, que têm fome, que estão nus, que não têm lar. Esses parecem inúteis ao Estado e à sociedade; ninguém tem tempo para lhes dar. Compete-nos a nós, cristãos, a vós e a mim, dignos do amor Cristo se o nosso é verdadeiro, compete-nos a nós procurá-los, ajudá-los; eles estão lá para que os encontremos.

Trabalhar por trabalhar, tal é o perigo que nos ameaça permanentemente. É aí que o respeito, o amor e a devoção intervêm, para que dirijamos o nosso trabalho a Deus, a Cristo. Eis o motivo porque tentamos fazê-lo da maneira mais bonita possível.

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«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»

: Mc 4,1-20
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre S. Mateus, nº 44; p. 57, 467 (a partir da trad. Orval)

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»

Na parábola do semeador, Cristo mostra-nos que a Sua palavra se dirige a todos indistintamente. Com efeito, tal como o semeador da parábola não faz qualquer distinção entre os terrenos, mas semeia em todas as direcções, também o Senhor não distingue entre o rico e o pobre, o sábio e o tolo, o negligente e o aplicado, o corajoso e o cobarde, mas dirige-Se a todos e, apesar de conhecer o porvir, pelo Seu lado empenha-se totalmente, de modo a poder dizer: «Que devia eu fazer que não tenha feito?» (Is 5, 4). [...]

Além disso, o Senhor diz este parábola para encorajar os Seus discípulos e educá-los a não se deixarem abater mesmo se os que acolhem a palavra são menos numerosos do que os que a desperdiçam. Era assim para o próprio Mestre que, apesar do Seu conhecimento do futuro, não cessava de espalhar a semente.

Mas, dirás tu, que benefício havia em espalhá-la nos espinheiros, nas pedras ou no caminho? No caso de se tratar de uma semente e de uma terra materiais, isso não faria sentido; mas quando se trata de almas e da Palavra, a coisa é inteiramente digna de elogios. Reprovar-se-ia com razão um agricultor que agisse assim; a pedra não pode tornar-se terra, o caminho não pode deixar de ser um caminho e os espinhos não podem deixar de ser espinhos. Mas no domínio espiritual não é do mesmo modo: a pedra pode tornar-se uma terra fértil, o caminho não mais ser pisado pelos caminhantes e tornar-se um campo fecundo, os espinhos podem ser arrancados e permitirem à semente frutificar livremente. Se isso não fosse possível, o semeador não teria espalhado a Sua semente como o fez.

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Timóteo e Tito: dois colaboradores de Paulo

: Lc 10,1-9
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Audiência geral de 13/12/2006 © Copyright 2006 - Libreria Editrice Vaticana

Timóteo e Tito: dois colaboradores de Paulo

Três Cartas, tradicionalmente atribuídas a Paulo, são destinadas a estes dois colaboradores mais próximos, Timóteo e a Tito. Timóteo é um nome grego e significa “o que honra Deus”. Enquanto Lucas nos Actos o menciona seis vezes, Paulo nas suas cartas faz referência a ele dezassete vezes (além disso, encontramo-lo uma vez na Carta aos Hebreus). Deduz-se que, aos olhos de Paulo, ele gozava de grande consideração. [...]

Quanto à figura de Tito, cujo nome é de origem latina, sabemos que era grego de nascença, isto é, pagão (cf. Gal 2, 3). Paulo levou-o consigo a Jerusalém para o chamado Concílio apostólico, no qual foi solenemente aceite a pregação do Evangelho aos pagãos. [...] Depois da partida de Timóteo de Corinto, Paulo enviou Tito a essa cidade com a tarefa de reconduzir à obediência aquela comunidade pouco dócil.

Se considerarmos em conjunto as duas figuras de Timóteo e Tito, apercebemo-nos de alguns dados muito significativos. O mais importante é que Paulo se serviu de colaboradores para o desempenho das suas missões. Ele permanece certamente o Apóstolo por excelência, fundador e pastor de muitas Igrejas. Contudo, é evidente que não fazia tudo sozinho, mas que se apoiava em pessoas de confiança que partilhavam as suas obras e as suas responsabilidades. Outra observação refere-se à disponibilidade destes

colaboradores. As fontes relativas a Timóteo e a Tito realçam bem a disponibilidade deles para assumir

vários cargos, que muitas vezes consistiam em representar Paulo também em ocasiões pouco fáceis.

Numa palavra, eles ensinam-nos a servir o Evangelho com generosidade, sabendo que isto obriga também a um serviço da própria Igreja. [...] Mediante o nosso compromisso concreto, devemos e podemos [...] ser, nós também, ricos em boas obras e assim abrir as portas do mundo a Cristo, nosso Salvador.

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O perseguidor transformado em pregador

: Mc 16,15-18
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 279

O perseguidor transformado em pregador

Do alto do céu a voz de Cristo fez com que Saulo caísse por terra: recebeu a ordem de não continuar com as suas perseguições, e caiu por terra. Era preciso que tombasse e em seguida se erguesse; primeiro caído e depois curado. Porque Cristo não teria nunca vivido nele se Saulo não tivesse abandonado a sua antiga vida de pecado. Caído por terra, que ouve ele? «Saulo, Saulo, por que Me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão» (Act 26, 14). Ao que ele respondeu: «Quem és tu, Senhor?» E a voz do alto continuou: «Sou Jesus de Nazaré, que tu persegues». Os membros ainda estão na terra, é a cabeça que grita do alto do céu; e não diz: «Por que persegues os Meus servos?» mas «Por que Me persegues?»

E Paulo, que empregava todo o seu ardor nas perseguições, dispõe-se desde logo a obedecer: «Que queres que eu faça?» Já o perseguidor se transformou em pregador, o lobo em ovelha, o inimigo em defensor. Paulo aprende o que deve fazer: se ficou cego, se a luz do mundo lhe foi subtraída durante um certo tempo, foi para que no seu coração brilhasse a luz interior. A luz é retirada ao perseguidor para ser dada ao pregador; no próprio momento em que não via nada deste mundo, viu Jesus. É um símbolo para os crentes: aqueles que crêem em Deus devem fixar n’Ele o olhar da sua alma sem ter em consideração coisas exteriores. [...]

Saulo é conduzido a Ananias; o lobo destruidor é levado à ovelha. Mas o Pastor que tudo conduz do alto dos céus, tranquiliza-o [...]: «Não te preocupes. Eu lhe revelarei tudo o que ele tem de sofrer pelo Meu nome.» (Act 9,16). Que maravilha! O lobo é trazido à ovelha [...]. O Cordeiro, que foi morto pelas ovelhas, ensina-as a não temerem.

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