Conheça o testemunho sobre a vocação sacerdotal do Pe. Silvio, sacerdote Salesiano.28_padresilviocesar-002

Recordo-me, quando ainda criança, das visitas que fazíamos na casa da minha avó e que na sua sala, tinha um quadrinho na parede, bem abaixo da foto de um tio meu, padre salesiano, que dizia: “A vocação sacerdotal nasce por primeiro no coração da mãe”. Gostava daquela frase e sempre pensava, será que no coração da minha mãe já nasceu?
E foi assim que, perto dos meus 12 ou 13 anos, senti o desejo de ser padre, achava bonita a imagem do padre rezando missa e nem podia imaginar a grande responsabilidade que significava tudo aquilo.
Na minha cidade, Cruzeiro, do ladinho de Cachoeira Paulista, onde está a Canção Nova, existe a presença dos Salesianos de Dom Bosco, com uma bonita obra, o Instituto Nossa Senhora Auxiliadora e foi ali, que eu e todos os meus irmãos, fomos alimentados na fé cristã que meus pais semearam em nossos corações. Vendo as atividades que os salesianos realizam na escola e no oratório, percebi que a beleza de ser um salesiano mexia com o meu coração. E dessa forma, trocando ideias com aqueles padres e irmãos que ali passaram, não tive mais dúvidas de que minha vida seria plenamente realizada se eu a consagrasse a Deus, no “jeitão” de Dom Bosco.
No ano de 1990, com 18 anos, deixei a minha casa e fui viver esse primeiro ano ali na obra salesiana de Cruzeiro e depois que o barco estava em alto mar, não podia mais voltar. A cada ano, em cada estudo, durante toda minha formação inicial, o trabalho com os jovens e a missão de ser Igreja foi deixando meu coração cheio da certeza de viver como consagrado, como religioso, à serviço do Reino como queria nosso Pai e Mestre Dom Bosco!
Vejo que a vocação religiosa nasce assim. Esse fogo que vai crescendo em nosso coração a ponto de nos inquietar e não nos deixar tranquilos! A coragem e o medo de dar esse passo faz parte! Renunciar uma lida mais cômoda, abrir mão dos próprios desejos e lanças as redes em águas mais profundas, realmente é algo maravilhoso!
Lanço esse desafio para você, jovem, que sente uma inquietação no coração! Consagrar a própria vida, radicalizar o próprio Batismo e ser todo do Senhor é uma oferta generosa e radical que nos impulsiona a amar mais os irmãos e irmãs e particularmente, os mais necessitados desse amor de Deus!
Não tenha medo! Não dá mais pra voltar… o barco está em alto mar!
Há muita gente precisando da sua generosidade! Cristo nos chama e nos consagra e nos envia para essa tão linda missão!
Consagro-me, todos os dias, renovando no meu coração, o mais profundo amor por Cristo! E como Salesiano, vivo a alegria de amar e entregar minha vida pela juventude!
11. agosto 2014 · Write a comment · Categories: Sem categoria

Conheça o testemunho de Jarles Pereira, missionário da Comunidade Canção Nova

Jarles e sua família

Jarles e sua família

Esta é minha frase vocacional. Ela foi construida através dos anos de caminhada à partir do meu encontro pessoal com Jesus e depois do meu compromisso definitivo com a Canção Nova, me veio como inspiração e me sustenta até hoje! De fato, ele é o grande amor de nossas vidas.

Após esse encontro pessoal e a graça do batismo no Espírito Santo, já não fui mais o mesmo. Não houve uma mudança radical, mas o medo, os traumas, os limites e os pecados estão sendo superados e vencidos desde então. Por graça de Deus e por vocação específica hoje sou consagrado a Deus na Comunidade Canção Nova. Sou casado desde 22 de novembro de 2008 com Maria Rosângela, também membro da Comunidade Canção Nova e com ela tenho 3 lindos filhos… Yasmim, João Marcos e o Davi José. Cada um com uma história, uma característica marcante, uma personalidade diferente.

No entanto, para casar-se na Canção Nova, seguimos um caminho diferente do que estamos acostumados a ver, entre as pessoas que contraem matrimônio normalmente em nossas paróquias. A palavra caminho traduz bem o processo de preparação para o matrimônio dentro da Comunidade Canção Nova. Mas há outras também muito importantes que são quase que adjetivos deste caminho de preparação: conhecimento, partilha, transparência, respeito, castidade, oração, fé, superação, paciência, espera, perdão, reconciliação, formação…

Assim, descobri cedo que, ainda que consagrado na Canção Nova minha vocação era o matrimônio, e não demorou para conhecer minha esposa dentro da comunidade.

Eu já rezava por ela (oração), mesmo sem conhece-la porque acreditava () firmemente que, assim como minha vocação era autêntica, Deus tinha uma pessoa destinada, do Seu agrado, da Sua escolha, para ser minha esposa e que eu só precisava reconhecer os sinais d’ Ele para encontrá-la. Foi o que aconteceu. Começamos a nos conhecer (conhecimento) através de uma amizade dentro da comunidade, à distância, porque estávamos em casas de missão diferentes e muito distantes uma da outra. Começamos a partilhar (partilha) quem éramos e a nos conhecer melhor. A providência nos uniu na mesma missão, mas, morando em casa mista, como era a realidade dá época, não podíamos falar sobre o sentimento (paciência) que, até então, não tinha sido declarado.

Uma notícia bombástica me assaltou no final de uma tarde: a Maria Rosângela gostava de outra pessoa! O pior é que foi ela mesma quem partilhou isso… Parecia tudo perdido! E os sinais de Deus? E as promessas? Mas, Deus é fiel! Em pouco tempo aquela situação se revelou uma cilada que foi desmascarada em tempo e o caminho de fé continuou para mim.

Com o tempo e com a ajuda dos formadores (formação), a Maria Rosângela começou a me notar e, no tempo oportuno pudemos dizer um ao outro o que sentíamos. Era 4 de outubro de 2003.

Todas estas coisas aconteceram em meio a missão, aos encontros, grupos de oração, missas, missões em outras cidades, trabalhos nos departamentos, atendimento de oração…

Transferida para outra frente de missão, bem distante de mim, iniciamos nosso caminho de namoro, que é um tempo em que os missionários da Canção Nova que se gostam recebem a autorização e formação específica para a verificação e amadurecimento do sentimento que brotou entre eles. Durou um ano. Muitas partilhas por carta, e-mail e telefone. Nos demos a conhecer melhor e também nossas histórias de vocação e família (transparência), rezamos um pelo outro e o amor entre nós só cresceu.

Veio a liberação para o namoro e o primeiro encontro (respeito, castidade), algo sagrado e lindo de se viver em Deus, onde sabemos que estamos fazendo o certo não porque nos é imposto, mas porque cremos que é de Deus e experimentamos os frutos dessa graça em nossas vidas.

Depois de mais um ano e dois meses longe, finalmente nos unimos na mesma missão. Foi um tempo novo de descobertas e de conhecimento ainda mais aprofundado, onde nossas vidas foram sendo ainda mais entrelaçadas e os nossos limites, mais conhecidos (perdão, reconciliação).

Veio o noivado a 8 de fevereiro de 2008 e o casamento em novembro do mesmo ano. Uma nova fase de vida se iniciava, que iria coroar nossa vocação e potencializar a nossa missão na Comunidade Canção Nova.

O Sacramento do Matrimônio tem nos feito amadurecer desde então no relacionamento, na espiritualidade e no entendimento da vontade de Deus. Pudemos ser testemunho e ajudar a muitos outros casais que estavam em crise ou desmotivados no seu matrimônio por causa da graça que nos envolve em nosso casamento, fruto da fidelidade que buscamos devolver a Deus mesmo em nossos limites. Casamos virgens, ela e eu. E como foi linda a descoberta de uma sexualidade sadia e abençoada. A vida a dois nos ensinou e ensina muito como devemos amar como Jesus nos amou: sem reservas, até o fim, amor de Cruz e de ressurreição.

Vieram os filhos. A Yasmim em 2010, o João em 2012 e o Davi em 2014.

Dois momentos marcaram profundamente nossa vida matrimonial onde a força de de Deus nos sustentou com seu braço forte (superação). O falecimento da mãe da Maria Rosângela e o risco de morte da Maria Rosângela depois do parto do João Marcos e também do Davi José. Foi por Deus, tem sido por ele e graças a Ele… Uma estenose mitral (problema de válvula mitral do coração causado pela febre reumática) que, na gravidez se agrava e sobretudo no pós-parto por conta da sobrecarga que é gerada pelo grande volume de sangue no corpo. Na gravidez do João e também do Davi, houve risco de embolia pulmonar e outras complicações no pós-parto que muito preocuparam os médicos, nos recomendando inclusive que não tivéssemos a terceira gravidez. Mas Deus interveio, e apesar dos riscos, ele nos concedeu como promessa nosso terceiro filho. Foi intervenção divina, já que estávamos fazendo o método Billings fielmente, e a palavra da promessa é a prova desta intervenção: Jer 33, 20-22. Hoje sabemos que não podemos mais ter filhos, pois o risco de morte para a mãe é próximo de 90% somando-se todos os fatores que envolvem sua saúde. Mas confiamos em Deus que ele nos guardará e nos orientará para a sua vontade.

Como pai, aprendo mais do que ensino, porque vejo em cada necessidade dos meus filhos que uma atitude nova de amor compatvel precisa ser dada em resposta, no carinho e também na firmeza, na oração e também na ação.

Aprendo como esposo da mesma forma porque diante dos desafios próprios de cada tempo e fase da vida matrimonial e familiar, cabeça e coração, homem e mulher, precisam trabalhar juntos para enfrentá-los e vencê-los em Deus, e isso é uma arte que só um matrimônio sadio e dependente de Deus é capaz de contemplar e viver.

Tudo isso na realidade de pessoa de Deus, de homem consagrado a Deus, que tem uma vida de oração diluída no dia de trabalho… no terço rezado enquanto dirijo ou mesmo já na cama antes de dormir, no diário espiritual feito no notebook e que depois vira programa de rádio e blog para ajudar os que não conhecem a palavra de Deus, na santa missa diária, na adoração ao santíssimo, na confissão mensal e no meu trabalho exclusivo para Deus na Canção Nova.

Desafios existem e sempre existirão. Tribulações também. Mas a Graça de Deus para superar esses e aqueles sempre estará comigo. Uma vez que deixei tudo para seguir Jesus, já não posso voltar atrás… Ninguém tem palavras de vida eterna senão ele. E, na vocação específica dentro da Canção Nova, minha vida está de tal forma entregue a esse chamado, que já não saberia viver de outra maneira.

Meu sim, é para sempre. Minha decisão, definitiva!

Com carinho, Jarles Pereira – Comunidade Canção Nova

Os significados são diferente, mas  vocação e missão caminham lado a lado

Vocação e Missão
Em latim, vocação significa “chamar”. Sendo assim, Deus chama a mim, a você, ao nosso grupo, nos convidando ao serviço, à doação, à entrega. Nesse chamado, o que Ele mais quer é que nós estejamos junto d’Ele, de Seu Filho Jesus e do Espírito Santo, participando do amor dessa Família do céu e da nossa comunidade. O Todo-poderoso nos chama, mas nos dá também os carismas e as qualidades de que precisamos para assumir esse chamado.

A palavra missão também vem do latim e significa “enviar”. É Jesus quem nos envia, como Ele mesmo falou: “Vão e façam meus discípulos todos os povos, ensinando a respeitar tudo o que vos ensinei” (cf. Mt 28,19-20). Não existe chamado sem missão, como também não existe missão se não houver quem possa realizá-la.

Explicando melhor: a vocação, como vimos, é um chamado de Deus para servirmos a todos os irmãos. Esse serviço é a missão. Podemos concluir que: vocação e missão não são a mesma coisa, mas elas estão muito ligadas, sendo consequência uma da outra.

Fonte: wiki.cancaonova.com

“Não tenha medo de arriscar-se na vontade de Deus”. 

Minha história vocacional é bem simples. Deus fez questão de entrar na minha simplicidade. Quando tinha quatorze anos de idade resolvi, a pedido de meu irmão, ir ao grupo de oração que era coordenado pelos membros da Comunidade Canção Nova em minha cidade, São Gonçalo dos Campos/BA.

Comecei a frequentar o grupo e a partir daí fiz minha primeira comunhão e em seguida crismei. Passei a frequentar a casa de missão da Canção Nova e a conhecer os membros da comunidade. Fui me interessando cada vez mais por Deus, e naquela época fui convidado a fazer um retiro de carnaval. Nunca tinha participado de um retiro carismático. Cai de paraquedas, no início do retiro fiquei como um peixe fora d’agua, mas foi neste lugar que tive meu encontro pessoal com Jesus.

Saí desse retiro revirado por Deus, nasceu em mim o desejo do sacerdócio e também de ser missionário. Meu desejo, lembro como se fosse hoje, era de tocar fogo de Deus no mundo… A partir daquele momento comecei a ser acompanhado pelos membros da comunidade, até completar minha idade para iniciar o caminho vocacional. Sempre partilhei do desejo de me tornar sacerdote e de também ser um missionário Canção Nova. Dentro de mim ainda existia um dilema, precisava decidir entre minha vontade e a vontade de Deus. Queria muito casar e ter filhos, mas Deus falava mais forte sobre meu chamado ao sacerdócio e a comunidade. Foi questão de tempo. Amadureci e deixei crescer aquilo que Deus mesmo plantou. Vivenciei todo o caminho vocacional, e em 1999 ingressei na Comunidade, com a clareza e o discernimento para ser padre e missionário. Sou feliz e realizado, realmente nasci para ser padre no carisma Canção Nova. Digo a você: “Não tenha medo de arriscar-se na vontade de Deus”. Mesmo que sua família não aceite ou se tiverem outros planos para você, não desista. Minha família também não aceitou nem apoiou minha vocação no inicio, mas me abandonei nas mãos de Deus e hoje estou aqui muito feliz e realizado, 15 anos de comunidade e 7 de sacerdote.

Padre Reinaldo Cazumbá da Silva,

Filósofo e Teólogo

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01. agosto 2014 · Write a comment · Categories: Sem categoria

Um mês dedicado as vocações

A cada domingo a celebração litúrgica é dedicada a uma vocação específica

Agosto mês das vocacõesNormalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. É costume, neste mês, comemorarmos as diversas vocações a cada semana:

Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 4 de agosto celebrarmos o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.

Segundo domingo: por imitação do segundo domingo de maio – no qual é comemorado o Dia das Mães - temos o Dia dos Pais. Sabemos que no Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto celebrava-se o dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e, por isso, adotou-se esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Devido a esse fato, nesta data é comemorada a vocação matrimonial.

Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte.

Quarto domingo: é nesta data que se comemora o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei.

Ao participarmos dessas celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

Fonte: wiki.cancaonova.com