Walk by Faith

Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. (2 Coríntios 5:7)

Month: outubro 2021

ESPERA: a paciência no universo feminino

É preciso que a paciência efetue a sua obra a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma. (Tg1,4).

Sou uma mulher imediatista, não espero que as coisas venham até mim, essa é uma frase muito comum de se escutar de uma mulher moderna. A cultura do imediatismo é o termo usado para se referir a uma tendência comportamental que ultrapassa fronteiras. Ela está em todo lugar, manifestando-se da mesma forma em diferentes culturas e países, o fato é que vivemos atualmente em um mundo globalizado, onde a internet e as mídias sociais ajudam a otimizar o nosso dia a dia, mas também potencializam o imediatismo inerente a todos nós. Recebemos a todo momento uma enxurrada de informações de inúmeras fontes e estamos sempre conectados, em smartphones, computadores ou tablets. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar neste tempo líquido, as pessoas infelizmente estão descartando umas às outras e isso é uma tristeza. Bauma ainda afirma que na modernidade líquida, os vínculos humanos têm a chance de serem rompidos a qualquer momento, causando uma disposição ao isolamento social, onde um grande número de pessoas escolhe vivenciar uma rotina solitária e com isso o número de pessoas depressivas e ansiosas têm aumentado. A cultura do imediatismo mudou a forma como nos relacionamos com o tempo, que deixou de ser linear. O ser humano sempre quis tudo para agora. Isso fica claro no comportamento das crianças, que têm dificuldade de abrir mão de um desejo imediato em detrimento de algo maior e mais significativo no futuro. Antes éramos ensinados e obrigados a esperar porque tudo acontecia mais devagar. Com o advento da internet e das mídias sociais, tudo começou a se resolver rapidamente e ficamos mal-acostumadas. Neste mundo moderno a virtude da paciência não está em alta, mas ela é de fundamental importância para nós mulheres, pois a Paciência tudo alcança e segundo o apóstolo São Tiago ela nos leva à perfeição. Foi pela paciência que Abraão esperou o seu Isaac, 25 anos após a promessa de Deus. Foi pela paciência que Jó venceu as provações e agradou a Deus. O fato é que a paciência exige esforço pessoal e empenho para, antes de tudo, vencer a si mesmo. Podemos citar vários exemplos Bíblicos que vivenciaram a virtude da paciência, por exemplo a Virgem Maria , que diante das realidades que viveu. Ela aprendeu a enfrentar as adversidades do dia a dia com tranquilidade, e alimentava a sua esperança na fé em Deus, ou seja, tinha por base a paciência confiante n’Ele. A paciência do cristão não é vazia e nem significa imobilismo ou resignação mórbida. Nem perda de tempo. Não. É a certeza de que tudo está nas mãos Daquele que tudo pode. Aos poucos vamos entendendo que não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus. Os santos relatam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Na minha vida vejo que eu preciso muito crescer nesta realidade, sei que não é fácil e que diante deste contexto eu preciso ser paciente comigo mesma e entender as minhas limitações. Lembrando que o primeiro passo para superar os limites é compreendê-los e, então, traçar metas para se superá-los. Por isso, para muitas situações na minha vida eu precisei e preciso agir com muita calma. Assim também é na sua vida.

Um espírito paciente vale mais que um espírito orgulhoso. Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação (Ecle 7,8b-9).

O que não pudermos mudar em nós ou nos outros, deveremos aceitar com paciência, até que Deus disponha as coisas de outro modo. Ninguém perde por esperar, pois até para agir precisamos esperar o tempo justo e temos um exemplo claro na vida da Rainha Ester.
A paciência é uma qualidade rara e valiosa. Embora a Rainha Ester estivesse aflita e ansiosa para falar com o Rei diante do drama que estava vivendo, ela foi paciente e esperou o momento certo. Podemos aprender muito com Ester, pois com certeza todas nós vemos coisas erradas que precisam ser corrigidas, ou passamos por situações injustas, adversas e complicadas, mas se quisermos convencer alguém em autoridade a resolver uma situação, precisamos imitar Ester e ser pacientes. Se esperarmos pacientemente o momento certo e falarmos com brandura, assim como Ester fez, até mesmo uma oposição tão dura quanto o fato de ter que revogar algo, as situações podem até terem um resultado diferente. Sei que a vida de um verdadeiro cristão não é fácil e que por muitas vezes, a vontade de Deus permite que as cruzes nos atinjam; onde precisamos curvar a cabeça com humildade e paciência. A realidade é que muitos de nós cristãos, estamos prontos para fazer a vontade de Deus no ―Tabor da transfiguração‖, mas poucos no ―Calvário da crucificação. No momento de calvário da vida da Rainha Ester, podemos imaginá-la orando silenciosamente a seu Deus antes de se dirigir ao Rei e falar: ―Se eu tiver achado favor aos teus olhos, ó rei, e se parecer bem ao rei, dê-se-me a minha própria alma ao meu pedido, e meu povo, à minha solicitação. Note que primeiramente em suas palavras ela mostrou que o respeitava como rei e como autoridade. Ester era muito diferente de Vasti, ex-esposa do rei, que o havia humilhado de propósito por um mero capricho ou vontade. Além disso, Ester não criticou o rei por ter sido tolo em confiar em Hamã. Em vez disso, ela implorou que ele a protegesse como mulher, como esposa, como rainha, como judia, ela implorou a proteção diante de algo que punha a vida dela e do seu povo em risco. Com certeza, esse pedido deixou o rei impressionado e comovido por tamanha humildade de sua rainha. Quem ousaria colocar sua rainha em perigo a mulher que ele escolheu para reinar ao seu lado? Como Ester também somos chamadas a entrar na escola da paciência, procurando suportar os acontecimentos da nossa vida com esperança e serenidade, sabendo em Deus esperar, rezar, escutar e agir na hora certa, no tempo oportuno, com muita humildade e guiadas pelo Espírito Santo, pois o nosso Deus é o Senhor de todas as coisas e agindo Ele em nossa vida, quem o impedirá? Por fim, não podemos esquecer que a virtude da paciência exige de nós a capacidade de saber esperar e de aguentar as contrariedades da vida. Ser paciente é também não agir no imediatismo, mas sim dar um passo após o outro, levantar-se e estar disposta a sempre recomeçar, seja em casa, com os filhos, no casamento, nas amizades, nos investimentos, nos empreendimentos, na vida; enfim com paciência e maturidade todas nós mulheres podemos sempre recomeçar.

Embelezamento parte fundamental no universo feminino

A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e jóias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor para Deus. (1 Pedro 3,3-4)

A beleza da mulher deve avaliar-se não pelas proporções do corpo, mas pelo efeito que estas produzem. Toda mulher é linda e deve ser admirada pelo seu caráter. Uma linda mulher é aquela que ama, cuida dos outros, mas especialmente de si mesma. É comum muitas mulheres se descuidarem de si mesmas quando vive o seu encontro pessoal com Jesus, aquele primeiro amor, onde muitas vezes a mulher não cuida do seu visual e busca apenas o espiritual, como mulheres precisamos ter o equilíbrio nesta realidade. Não é o caso de usar vestidos retos, “sacos de batata”, que escondem a figura feminina, a nossa essência de mulher. De jeito nenhum. O belo é usar uma roupa que demonstre a feminilidade, mas que ao mesmo tempo não deixe tudo à mostra. No caso de vestidos largos é bom usar um cinto ou faixa, para que mostre a figura feminina e não fique parecendo uma camisola, uma roupa largada, desleixada. A mulher cristã não é convidada a ser desleixada, mas sim a se cuidar lembrando-se sempre que o seu corpo é templo do Espírito Santo. Toda mulher traz em si o desejo feminino de beleza, e a habilidade de tornar-se bela, e fazer o ambiente ao seu redor, atraentes tanto quanto ela é. Uma mulher pode honrar a Deus realçando a sua aparência pessoal e embelezando o ambiente ao seu redor. Não podemos esquecer, que Deus é o Criador da beleza e Ele tem prazer na beleza. Para constatar este fato só precisamos considerar a beleza com que Ele criou o mundo: seja uma flor graciosa, o mar, as árvores, o rio, as nuvens, o sol, o céu noturno majestoso, a lua em suas fases e as estrelas. Toda vez que nós paramos para contemplar uma destas cenas espetaculares na criação de Deus, somos obrigados a nos convencer de que Ele se encanta com a beleza. É claro que o “belo” atrai a nossa humanidade e que mulheres jovens, bonitas e bem cuidadas são mais desejáveis. Mas daí achar que tudo se restringe à beleza e que só ela pode garantir a felicidade é muita pobreza de espírito. Se fosse assim, todas essas belíssimas modelos que enfeitam as páginas das revistas e as passarelas seriam as pessoas mais felizes e realizadas do mundo. Mas sabemos que na realidade as coisas não funcionam bem assim. Alguns atrativos naturais compõem o embelezamento da mulher, seja a beleza, o temperamento, o grau de sociabilidade, a produção no vestuário, a maquiagem, a malhação, o comportamento, a auto-estima, a simpatia, a postura, a delicadeza, o intelectual, a boa educação, essas realidades fazem toda a diferença no embelezamento da mulher. É verdade que somos criadas à imagem de nosso Criador e que cada uma de nós tem essa tendência para tornar as coisas bonitas. Isso tem um grande significado, pois quando nós decoramos nossas casas, ou plantamos um lindo jardim, ou procuramos acrescentar alguma forma de beleza ao ambiente ao nosso redor, até mesmo quando nós gastamos tempo em embelezar nossa aparência pessoal, seja no salão, na academia, estamos, na verdade, imitando o nosso Criador que se encanta com o belo, aqui não estou falando de cuidados excessivos, mas sim de cuidados equilibrados e necessários para o cuidado do corpo e da alma. Para ser uma mulher feminina é preciso muito mais do que uma bela roupa, um rostinho bonito, e uma maquiagem delicada, pois a verdadeira delicadeza é fruto de sentimentos e sentidos santificados, que produzirão uma postura que demonstre a simplicidade, singeleza, naturalidade e moderação que Cristo deseja ver em nós, mulheres. O gosto de uma mulher pela beleza pode ser uma imitação do caráter de Deus, mas também pode ser corrompido pelas ideologias mundanas. Posso confessar que por muito tempo eu usei roupas inadequadas para uma boa Cristã, principalmente na minha adolescência e a desculpa que eu usava era que Deus conhecia o meu coração, as minhas motivações, intenções, por isso eu não precisava me importar com o que ninguém iria pensar de mim. Eu acreditava que o modo como eu me vestia e me comportava era apenas uma expressão da minha subjetividade, sendo assim, se eu estava me sentindo bem, feliz e realizada com o meu jeito de ser, mas faltava algo, um verdadeiro encontro pessoal com o Senhor. Hoje, reconheço o quanto estava enganada. Eu não conseguia perceber que não era possível ter motivações corretas e uma conduta errada ao mesmo tempo, por isso nós mulheres precisamos ficar bem atentas com as nossas vestimentas. O fato é que o processo de conversão exige a mortificação do nosso eu por completo, para que possamos viver não da maneira que nos faz sentir bem apenas, mas do modo que agrada o nosso Criador. Somente quando eu compreendi que o chamado da vivência do evangelho é essencialmente um convite a renúncia, a renunciar a si mesma, foi que passei a questionar minhas atitudes e procurar adequá-las à vontade de Deus. É assim que acontece conosco à medida que vivemos o nosso processo de conversão. O processo de santificação é lento, você não muda radicalmente de um dia para o outro, é uma luta constante entre os desejos de nosso eu e o agir do Espírito Santo em nossos corações, por isso tenha paciência com você mesma e com o seu processo. A Bíblia relata que Ester era uma jovem muito bonita e foi escolhida, juntamente com outras jovens virgens, para estar na presença do Rei, já que ele iria escolher dentre elas a sua rainha. Ester era uma escrava, órfã, que foi criada pelo primo Mardoqueu e ganhou destaque no palácio do Rei Assuero por sua beleza. Porém, antes de Ester estar na presença do rei, ela passou por um processo de embelezamento, que consistia em um ano de tratamento e cuidados especiais. Assim como Ester, nós, que somos filhos de Deus, também seremos introduzidos à presença do Senhor, portanto também precisamos passar por um ―tratamento de beleza‖, que é o processo de transformação, ou melhor de purificação. Não podemos nos apresentar de qualquer maneira, já que somos pecadores. Como já foi relatado, o tratamento de Ester teve duração de um ano. Nos primeiros seis meses, ela recebeu um tratamento de mirra. A mirra é uma planta medicinal cujo azeite era usado, na antiguidade, para ungir os cadáveres antes do sepultamento, por tanto, a mirra tipifica a morte. Nos outros seis meses, ela foi tratada com especiarias, perfumes e unguentos. Entre as especiarias mais conhecidas, estavam o aloés e a cássia. O aloés possui um sumo amargo e laxante. A cássia é uma flor bela e aromática, e seu fruto se dá em vagem. Ambos possuem propriedades medicinais. Aloés e Cássia representam a ressurreição. Em outras palavras, para podermos estar na presença do rei, precisamos passar pela morte e pela ressurreição. Aprendamos com Ester. Ela foi submissa ao tratamento que era necessário para seu encontrar na presença do Rei. O Senhor a abençoou e dentre tantas mulheres belas, ela foi a escolhida. Ela jamais exigiu nada para si mesma. Ela aprendeu a renunciar a si mesma e a aceitar o agir de Deus em sua vida. E você já aprendeu a aceitar o agir de Deus em sua vida?

Critérios para ser uma princesa e uma rainha

É no seio familiar que a identidade da mulher e do homem recebe as primeiras programações culturais e formativas, pois é nela que se constroem diversos tipos de relações, de comportamentos e de condicionamentos culturais, sociais, religiosos e emocionais. A divisão dos papéis entre o casal para a educação dos filhos é de fundamental importância e reflete os valores e as crenças da instituição familiar. Em geral, a esposa cuida do funcionamento do lar enquanto o marido é impulsionado a tratar da obtenção dos recursos materiais e financeiros para a sua manutenção. É comum e natural que cada família tenha regras e valores próprios, quem sabe até passada por gerações. Segundo Giddens (2000), as famílias desenvolvem um currículo oculto de ensinamentos. De qualquer modo, é comum na pedagogia familiar do Ocidente que as meninas, ainda no berçário, ganhem brinquinhos e vestes cor-de-rosa e que recebam um pequeno laço de fita nos cabelos logo após o primeiro banho. Assim, daquele momento em diante, instala-se na vida daquela pequena mulher o início do aprendizado dos rituais e valores de beleza que deverão fazer parte de sua identidade feminina durante toda a sua vida, pois toda mulher é uma princesa. Somos seres especiais. E Deus nos criou com perfeição, embora nem sempre tenhamos consciência disso.Somente a nós mulheres foi dado o dom da maternidade. O dom de gestar a partir da união procriativa com o homem. Toda família tem na matriarca a administração do lar. A mãe é aquela que distribui mais amor, mais sabedoria e mais atenção a todos os membros da família, por meio de sua delicadeza e ternura. Não podemos esquecer que somos a leveza da casa, a essência da beleza e da ternura, existe um sábio ditado popular que diz, que por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher e isto é fato, pois no matrimônio o homem é sustentado pela mulher, como a mulher é sustentada pelo homem por meio do amor conjugal que vai além do sexo, embora ele faça parte da união intima e prociativa do casal. Um grande homem se faz também através de uma grande mulher, mulher que ama e cuida, mas que também é cuidada e amada. Que se dedica de coração e recebe também toda dedicação que merece. Todo grande homem sabe tratar muito bem a mulher, seja ela sua mãe, filha e até mesmo a esposa. O homem de Deus entendeu que a mulher é uma rosa delicada que deve ser tratada com carinho para assim poder exalar o mais belo perfume que é o amor. O homem de Deus sabe cuidar do jardim do amor para que a rosa continue sempre linda e fortalecida, a ponto de não ser derrubada por nenhum vento forte, tempestade ou até mesmo furacão. Precisamos olhar no espelho e admirar o ser maravilhoso que somos. Nos enxergarmos como princesas, olhar dentro dos próprios olhos e ver o encanto que flui da nossa alma, encanto este de quem sabe que é amada, querida e respeitada. Muitas de nós ainda tem que aprender que não são objetos, mas filhas do Rei que nos ama como princesas que de fato o somos e nos educa para sermos Rainhas, pois somos herdeiras do seu reino de eternidade e por isso o Senhor tem forjado em mim e em você certas virtudes que nos diferencia de tantas outras que ainda não reconheceram a sua realeza. É exatamente assim que se constroem princesas a partir das virtudes. As virtudes de uma mulher temente a Deus são como pérolas valiosas, é como uma concha, ela até é bonita, se cuida, preza por sua aparência, mas o seu verdadeiro valor está dentro dela. Existem muitas conchas no mundo, não é verdade, cada uma com o seu encanto, mas não podemos esquecer que são poucas as que trazem o valor precioso que é a pérola. A pérola que está dentro da concha é que vale infinitamente mais, sendo assim, não importa o tamanho, a beleza e a cor da concha, mas sim a sua essência e preciosidade que é a pérola. Mas o que é essa pérola e como produzi-la? Antes de responder a essa pergunta, preciso afirmar que estudos comprovam que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas. As pérolas das ostras são resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. Ou seja, as pérolas são produto da dor. Cientificamente é comprovado que na parte interna da concha há uma substância lustrosa chamada nácar e quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. O resultado você já sabe que uma linda pérola vai se formando. Por isso, uma ostra que não foi ferida jamais poderá produzir pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. Nós seres humanos e principalmente mulheres, com toda a nossa sensibilidade, passamos pelo mesmo processo pelo qual a ostra passa. Ao sermos feridas por palavras, traições, decepções, sofrimentos, adversidades, doenças, enfim…, criamos uma mágoa, um rancor, insegurança, medo… Sentimentos que são ―objetos‖ estranhos dentro de nós, já que um ser humano em plena felicidade não pode ter esses ―grãos de areia‖ ferindo a sua alma. Diante dessas feridas, precisamos então proteger nosso corpo, nossa alma, recobrindo estes ―grãos‖ com várias camadas de AMOR, como a ostra o faz com seu nácar. Amor que vem da intimidade com o Senhor, do apoio familiar, de boas amizades… Costumo falar que Princesas da vida real, são mulheres fortes que ousam ser felizes. Independentemente do cenário ou até mesmo do roteiro, pois elas aprenderam a colocar a sua confiança em seu Pai que cuida de cada um dos detalhes de sua vida. Elas entenderam que o temor do Senhor dá à mulher uma nova estatura; que conhecer o Senhor a fortalece para prosseguir rumo a meta vertical que é a santidade; elas entenderam que a intimidade com o Senhor capacita a mulher a suportar a tribulação e forja nela virtudes, como a mansidão, que é brandura, suavidade. A tornando pacificadora. A longanimidade, que significa ―grandeza de ânimo‖, que é aquela paciência em relação a outras pessoas, não cobrando tão rapidamente seus erros, sendo paciente com o processo do outro. O perdão que é desculpar, absolver, esquecer, sendo assim, cancelar uma dívida, devolvendo ao outro a dignidade de filho de Deus dentro de si. A Humildade, que é reconhecer a nossa posição perante Deus. É importante ressaltar que um espírito humilde não exige os seus próprios direitos, mas reconhece que se somos alguma coisa é somente pela misericórdia e graça do Senhor. Falando de humildade temos um grande exemplo a seguir que é a Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus. Que por sua humildade esmagou a cabeça de toda a soberba e trouxe a nós o salvador. O único caminho para reconhecermos a princesa que vive escondida no castelo do nosso templo interior é reconhecermos filhas e filhas amadas de um Pai muito zeloso, que nos convida a sermos Heroínas que são sinceras consigo mesmas e com seus processos e verdade, que não precisam ter corpo perfeito e nem seguir a ditadura da moda, mas que se cuidam e vestem de modo decente, belo, singelo e encantador. Não se esqueça que a princesa que vive escondida no castelo do nosso templo interior, precisa ver a luz, pois ela nasceu para brilhar e refletir a beleza do seu criador.

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