A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e jóias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor para Deus. (1 Pedro 3,3-4)

A beleza da mulher deve avaliar-se não pelas proporções do corpo, mas pelo efeito que estas produzem. Toda mulher é linda e deve ser admirada pelo seu caráter. Uma linda mulher é aquela que ama, cuida dos outros, mas especialmente de si mesma. É comum muitas mulheres se descuidarem de si mesmas quando vive o seu encontro pessoal com Jesus, aquele primeiro amor, onde muitas vezes a mulher não cuida do seu visual e busca apenas o espiritual, como mulheres precisamos ter o equilíbrio nesta realidade. Não é o caso de usar vestidos retos, “sacos de batata”, que escondem a figura feminina, a nossa essência de mulher. De jeito nenhum. O belo é usar uma roupa que demonstre a feminilidade, mas que ao mesmo tempo não deixe tudo à mostra. No caso de vestidos largos é bom usar um cinto ou faixa, para que mostre a figura feminina e não fique parecendo uma camisola, uma roupa largada, desleixada. A mulher cristã não é convidada a ser desleixada, mas sim a se cuidar lembrando-se sempre que o seu corpo é templo do Espírito Santo. Toda mulher traz em si o desejo feminino de beleza, e a habilidade de tornar-se bela, e fazer o ambiente ao seu redor, atraentes tanto quanto ela é. Uma mulher pode honrar a Deus realçando a sua aparência pessoal e embelezando o ambiente ao seu redor. Não podemos esquecer, que Deus é o Criador da beleza e Ele tem prazer na beleza. Para constatar este fato só precisamos considerar a beleza com que Ele criou o mundo: seja uma flor graciosa, o mar, as árvores, o rio, as nuvens, o sol, o céu noturno majestoso, a lua em suas fases e as estrelas. Toda vez que nós paramos para contemplar uma destas cenas espetaculares na criação de Deus, somos obrigados a nos convencer de que Ele se encanta com a beleza. É claro que o “belo” atrai a nossa humanidade e que mulheres jovens, bonitas e bem cuidadas são mais desejáveis. Mas daí achar que tudo se restringe à beleza e que só ela pode garantir a felicidade é muita pobreza de espírito. Se fosse assim, todas essas belíssimas modelos que enfeitam as páginas das revistas e as passarelas seriam as pessoas mais felizes e realizadas do mundo. Mas sabemos que na realidade as coisas não funcionam bem assim. Alguns atrativos naturais compõem o embelezamento da mulher, seja a beleza, o temperamento, o grau de sociabilidade, a produção no vestuário, a maquiagem, a malhação, o comportamento, a auto-estima, a simpatia, a postura, a delicadeza, o intelectual, a boa educação, essas realidades fazem toda a diferença no embelezamento da mulher. É verdade que somos criadas à imagem de nosso Criador e que cada uma de nós tem essa tendência para tornar as coisas bonitas. Isso tem um grande significado, pois quando nós decoramos nossas casas, ou plantamos um lindo jardim, ou procuramos acrescentar alguma forma de beleza ao ambiente ao nosso redor, até mesmo quando nós gastamos tempo em embelezar nossa aparência pessoal, seja no salão, na academia, estamos, na verdade, imitando o nosso Criador que se encanta com o belo, aqui não estou falando de cuidados excessivos, mas sim de cuidados equilibrados e necessários para o cuidado do corpo e da alma. Para ser uma mulher feminina é preciso muito mais do que uma bela roupa, um rostinho bonito, e uma maquiagem delicada, pois a verdadeira delicadeza é fruto de sentimentos e sentidos santificados, que produzirão uma postura que demonstre a simplicidade, singeleza, naturalidade e moderação que Cristo deseja ver em nós, mulheres. O gosto de uma mulher pela beleza pode ser uma imitação do caráter de Deus, mas também pode ser corrompido pelas ideologias mundanas. Posso confessar que por muito tempo eu usei roupas inadequadas para uma boa Cristã, principalmente na minha adolescência e a desculpa que eu usava era que Deus conhecia o meu coração, as minhas motivações, intenções, por isso eu não precisava me importar com o que ninguém iria pensar de mim. Eu acreditava que o modo como eu me vestia e me comportava era apenas uma expressão da minha subjetividade, sendo assim, se eu estava me sentindo bem, feliz e realizada com o meu jeito de ser, mas faltava algo, um verdadeiro encontro pessoal com o Senhor. Hoje, reconheço o quanto estava enganada. Eu não conseguia perceber que não era possível ter motivações corretas e uma conduta errada ao mesmo tempo, por isso nós mulheres precisamos ficar bem atentas com as nossas vestimentas. O fato é que o processo de conversão exige a mortificação do nosso eu por completo, para que possamos viver não da maneira que nos faz sentir bem apenas, mas do modo que agrada o nosso Criador. Somente quando eu compreendi que o chamado da vivência do evangelho é essencialmente um convite a renúncia, a renunciar a si mesma, foi que passei a questionar minhas atitudes e procurar adequá-las à vontade de Deus. É assim que acontece conosco à medida que vivemos o nosso processo de conversão. O processo de santificação é lento, você não muda radicalmente de um dia para o outro, é uma luta constante entre os desejos de nosso eu e o agir do Espírito Santo em nossos corações, por isso tenha paciência com você mesma e com o seu processo. A Bíblia relata que Ester era uma jovem muito bonita e foi escolhida, juntamente com outras jovens virgens, para estar na presença do Rei, já que ele iria escolher dentre elas a sua rainha. Ester era uma escrava, órfã, que foi criada pelo primo Mardoqueu e ganhou destaque no palácio do Rei Assuero por sua beleza. Porém, antes de Ester estar na presença do rei, ela passou por um processo de embelezamento, que consistia em um ano de tratamento e cuidados especiais. Assim como Ester, nós, que somos filhos de Deus, também seremos introduzidos à presença do Senhor, portanto também precisamos passar por um ―tratamento de beleza‖, que é o processo de transformação, ou melhor de purificação. Não podemos nos apresentar de qualquer maneira, já que somos pecadores. Como já foi relatado, o tratamento de Ester teve duração de um ano. Nos primeiros seis meses, ela recebeu um tratamento de mirra. A mirra é uma planta medicinal cujo azeite era usado, na antiguidade, para ungir os cadáveres antes do sepultamento, por tanto, a mirra tipifica a morte. Nos outros seis meses, ela foi tratada com especiarias, perfumes e unguentos. Entre as especiarias mais conhecidas, estavam o aloés e a cássia. O aloés possui um sumo amargo e laxante. A cássia é uma flor bela e aromática, e seu fruto se dá em vagem. Ambos possuem propriedades medicinais. Aloés e Cássia representam a ressurreição. Em outras palavras, para podermos estar na presença do rei, precisamos passar pela morte e pela ressurreição. Aprendamos com Ester. Ela foi submissa ao tratamento que era necessário para seu encontrar na presença do Rei. O Senhor a abençoou e dentre tantas mulheres belas, ela foi a escolhida. Ela jamais exigiu nada para si mesma. Ela aprendeu a renunciar a si mesma e a aceitar o agir de Deus em sua vida. E você já aprendeu a aceitar o agir de Deus em sua vida?