Walk by Faith

Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. (2 Coríntios 5:7)

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Jejum e oração no Livro de Ester

 

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” (Mateus 6:16-18)

 

Na vida de um cristão e no seu relacionamento com Deus, o jejum e a oração são duas práticas essenciais, essas práticas revela duas características que favorece o processo de santificação que é a intimidade com Deus e o auto-controle. 

Orar nada mais é do que conversar com Deus, entrar em intimidade com Deus. É impossível ter intimidade com uma pessoa se não passamos tempo falando com ela, se não a buscamos conhecer. Essa busca de intimidade com Deus, não interfere em nada naquilo que Deus é, Ele é e isso basta, Deus é imutável, a busca de intimidade com Deus, só favorece a própria pessoa, pois a medida que buscamos nos relacionarmos com Deus, nós crescemos na intimidade com Ele, mas se não separamos tempo todos os dias para falar com Deus, o nosso relacionamento com Ele vai esfriando. 

É igual ao fato em que  duas pessoas eram muito amigas, mas ao decorrer as pessoas não foram conversando, foram fazendo outras amizades e com o passar do tempo elas não se relacionavam mais e até mesmo não se conheciam mais e perderam a intimidade, quem sabe até o amor e a admiração que tinham um pelo outro. É assim também em nosso relacionamento com Deus, a diferença é que Deus nos ama e está sempre disposto a nos perdoar, restaurar e recomeçar, mas o nosso coração frágil e pecador, tem a tendência de não amar o amor e por isso muitas vezes, o amor que é o próprio Deus, não é amado.

O Ato de jejuar significa muito mais do que deixar de comer e ou beber durante um determinado período de tempo enquanto se busca a presença de Deus. O jejum na bíblia,  está associado a uma unção especial do poder de Deus na vida de quem jejua, diante de um propósito salvífico. É claro que o  jejum não muda Deus (porque Deus é imutável, sempre bom, fiel, justo e amoroso), mas muda quem jejua, trabalhando a fé o temor a Deus, a esperança e o autocontrole na vida de quem realiza essa prática de fé. No Livro de Ester na Bíblia Sagrada, encontramos o jejum de Ester, que foi um jejum de três dias que Ester e todos os judeus da cidade de Susã realizaram. Ela fez esse jejum para se preparar para entrar na presença do Rei e pedir a intervenção na vida dos judeus. 

Ester tinha ciência que ao entrar na presença do rei, sem ser convidada a faria correr risco de vida mas, se não fizesse nada, todo seu povo iria morrer e como Mardoqueu a faz relembrar que talvez Deus a tenha permitido viver essa experiência, justamente para esse propósito. Toda posição e situação que acontece em nossa vida, pode ser utilizada como ferramenta para um bem maior. O jejum de Ester foi um jejum muito radical, que só deve ser feito, no máximo, por três dias. Pois ficar mais tempo sem comer e nem beber é muito perigoso para a saúde. 

A situação de Ester era muito grave, e pedia medidas drásticas. Sendo judia, Ester  jejuava. Ela  acreditava que a partir do jejum Deus a ia instruir de como agir com sabedoria para a salvação do seu povo. O interessante é que quando Ester decidiu jejuar, ela convocou todos os judeus de sua cidade para se unirem a ela nesse propósito. Diante desse contexto, Ester, suas criadas, Mardoqueu e todos os judeus de Susã passaram três dias sem comer nem beber nada (Ester 4:15-17). 

A  situação em Ester se encontrava, era uma situação desesperadora! Mesmo que ela salvasse sua vida e o rei aceitasse seu pedido, os decretos com o selo real continuariam irrevogáveis; o próprio rei não poderia anulá-los. Quão pequena era a possibilidade de sucesso do seu sacrifício. No entanto, ela não tinha muita escolha. A Bíblia relata que Ester decidiu não abandonar seu povo nesse momento de aflição e que ia se sacrificar se preciso para tentar salvar o seu povo. Em Susã, Mardoqueu reuniu as crianças judias. Todos se vestiram com sacos e cinzas por sobre a cabeça e gritavam, rezavam dia e noite para que Deus tivesse compaixão de suas vidas. 

O jejum de Ester foi uma forma dela mostrar sua dependência total de Deus, como o reconhecimento de Deus era o único que de fato poderia salvar a sua vida e a vida do seu povo. Na Bíblia o jejum não aparece como um mandamento, mas é assumido como uma prática cristã, e este por sua vez, deve ser voltado para Deus, não para o reconhecimento próprio ou dos outros. Assim como fez Davi ao lutar com o Golias, Ester se apresentou iria se apresentar ao rei, interessante é que na história de Davi, que encontramos na Bíblia Sagrada no livro de Samuel, Golias era o guerreiro ideal, com todo o equipamento mais avançado da época. Já Davi, era um pastor de ovelhas. 

Segundo os escritos Davi era ruivo, de belos olhos, saudável e admirável aparência, porém sem porte de um guerreiro. Diante desse contexto, podemos afirmar que humanamente seria impossível para Davi vencer o Golias. E tinha mais, a Sagrada Escritura afirma, que Golias tinha quase três metros de altura, considerado um gigante em comparação aos outros. A sua armadura era muito pesada cobria quase todos os pontos fracos e ele estava armado com uma lança, um dardo e uma espada. Seu equipamento era feito de bronze, um metal muito bom para criar armas e que pouca gente sabia usar nessa altura, já Davi decidiu levar apenas seu cajado, cinco pedras lisas e sua atiradeira. Sem proteção nenhuma, Davi foi enfrentar o gigante. Na verdade a confiança de Davi não estava nas armaduras, em si ou nas pessoas, sua confiança estava em Deus e vamos ser bem sinceros… Agindo Deus, quem impedirá? 

Ester não tinha a garantia do bom êxito em relação a intervenção que pretendia fazer, mas ela tinha fé em Deus e amor pelo seu povo e isso foi o suficiente para ela se ofertar em favor do seu povo e o Senhor que não se deixa vencer em generosidade, acolheu a sua oferta, o seu sacrifício e a sua oração. O jejum de Ester foi uma forma de mostrar dependência total em Deus, o único que poderia salvar sua vida. E o seu jejum, o que tem sido? 

 

Oração de Ester

 

Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós 
e corre perigo a minha vida. Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.
 Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos. 
Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices. 
Livrai-nos com a vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor. ‪(Livro de Ester ‪14,1.3-5.12-14)

 

Muitas vezes recorremos a Deus com palavras de súplica, porque assumimos que estamos impotentes perante os problemas da nossa vida e que só Deus pode intervir no que nos é impossível. Quantos leões nos cercam, prontos a derrubar-nos! A rainha Ester tinha todas as riquezas que o mundo pode dar, mas era infeliz porque não tinha “nada”, por isso recorreu a Deus e Ele ouviu o seu grito.

Agora quero te convidar a adentrar nos átrios da tua existência e se permitir escrever a tua oração ao Senhor, aquela que brota no mais profundo de tua alma. Já pegou a folha e a caneta?!

Huanna Cruz – CN

O Propósito de Deus na vida da Rainha Ester

De onde vem o propósito de vida de uma pessoa, vem do mero acaso, como se fosse sorte, ou vem de um chamado de Deus, assinando para cada um de nós, a nos guiar.  Ao pensar em cada um de nós, Deus nos deu uma missão; a de o glorificarmos com a nossa vida. Muito se fala da história de Hadassa, uma pequena judia que se tornou rainha no lugar de Vasti, ou melhor, Deus fez Ester rainha no lugar de Vasti, por causa da missão de salvar o povo judeu da aniquilação, ou seja, Deus providenciou o socorro para Israel, que estava condenada à morte. Tudo isso aconteceu, pelo fato que um homem chamado Hamã obteve destaque na corte de Assuero, ou seja, o rei  Assuero o nomeou primeiro-ministro, esta nomeação, fazia de Hamã seu principal conselheiro e o segundo homem mais poderoso do seu império. O rei até decretou, que quem visse Hamã, o alto funcionário real, deveria se curvar diante dele. Mas para Mardoqueu, essa lei era um dilema, pois ele sabia que devia obedecer ao rei, porém só quando isso não envolvesse desobedecer a Deus. O problema é que Hamã era agagita, isto é, ele era descendente de Agague, o rei amalequita executado pelo profeta Samuel. Os amalequitas eram tão maus que se declararam inimigos do povo de Deus, consequentemente, inimigos de Deus. Como povo, estes, eram condenados por Deus. Diante deste contexto, Mardoqueu se questionava, como é que um judeu fiel poderia se curvar diante de um amalequita, certamente, o mesmo nunca faria isso. E de fato, ele manteve sua crença e nunca o fez. Até hoje, homens e mulheres de fé têm arriscado a vida para cumprir o princípio, de se obedecer e ser fiel a Deus, mais que aos homens, podemos refletir tal realidade na vida dos cristãos que são mortos na Síria, por não se converterem ao islamismo, ou seja, ainda existem homens que preferem morrer ao trair a sua fé.  

Hamã vendo que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, ele se encheu de furor, contudo deteve a ideia de seus propósitos de pôr as mãos só em Mardoqueu, como ele sabia a qual povo Mardoqueu pertencia, Hamã procurou destruir a todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia em todo o reino de Assuero. Este fato, parece ser  evidentemente uma loucura,  o fato de Hamã querer destruir toda uma nação por causa de um homem que não se curvou diante dele, diante deste fato, somos convidados a termos uma percepção do sobrenatural deste fato, uma vez que o grande reino de Assuero, no qual Hamã era o segundo homem mais importante, se estendia da Índia até Etiópia, diante deste contexto, podemos entender que nenhum Judeu sobreviveria se Hamã cumprisse suas ameaças, e se isto acontecesse, como é que nasceria o Cristo, uma vez que Deus tinha prometido inicialmente à Abraão e a Davi, que de seu povo sairia o Cristo. Podemos concluir que o plano de Hamã não era apenas uma maldade humana, mas sim algo diábolico, fica muito claro que era o mal atuando por meio de Hamã, tentando anular a vinda do Cristo, para que assim a salvação não entrasse no mundo. Entendamos, que Hamã (Amã) é a caricatura do mal, pois planeja a aniquilação do povo judeu, e ainda manipula o rei a apoiá-lo em seus planos diabólicos.

Relata o livro:

Decreto de extermínio dos judeus – No duodécimo ano de Assuero, no primeiro mês, que é o mês de Nisã, sob os olhos de Amã, lançou-se o “Pur” (isto é, as sortes), por dia e por mês. A sorte caiu no décimo segundo mês, que é Adar. Amã disse ao rei assuero: “No meio dos povos, em todas as províncias de teu reino, está espalhado um povo à parte. Suas leis não se parecem com as de nenhum outro e as leis reais são para eles letra morta. Os interesses do rei não permitem deixá-lo tranquilo. Que se decrete, pois, sua morte, se bem parecer ao rei, e versarei aos seus funcionários, na conta do Tesouro Real, dez mil talentos de prata.” O rei tirou então o seu anel da mão e o deu a Amã, filho de Amadates, do país de Agag, perseguidor dos judeus, e lhe disse: “Conserva teu dinheiro. Quanto a este povo, é teu: faze dele o que quiseres!”  Dirigiu-se, pois, uma convocação aos escribas reais para o dia treze do primeiro mês, e escreveu-se tudo o que Amã ordenara aos sátrapas do rei, aos governadores de cada província e a língua de cada povo. O rescrito foi assinado em nome de Assuero e selado com seu anel. Através de correios, foram enviadas a todas as províncias do reino cartas mandando destruir, matar e exterminar todos os judeus, desde os adolescentes até os velhos, inclusive crianças e mulheres, num só dia, no dia treze do décimo segundo mês, que é Adar, e mandando confiscar os seus bens. (Ester 3, 7-13)

Confira o que estava escrito no decreto de extermínio, segundo a Bíblia de Jerusalém:

“ O grande Rei  Assuero, aos governadores das cento e vinte e sete províncias que vão da Índia à Etiópia, e aos chefes de distrito, seus subordinados: colocado na chefia de inúmeros povos e como senhor de toda a terra, eu me propus não me deixar embriagar pelo orgulho do poder e sempre torgar a meus subordinados o perfeito gozo de uma existência sem sobressaltos, e já que meu reino oferece os benefícios da civilização e a livre circulação entre suas fronteiras, nele instaurar o objeto do desejo universal, que é a paz. Ora, tendo ouvido meu conselho sobre os meios de atingir esse fim, um dos meus conselheiros, cuja sabedoria entre nós é eminente, dando provas de indefectível devotamento e inquebrantável fidelidade, e cujas prerrogativas vêm imediatamente após as nossas, Amã denunciou-nos, misturado a todos as tribos do mundo, um povo mal-intencionado, em oposição, por suas leis, a todas as nações, e constantemente desprezando as ordens reais, a ponto de ser um obstáculo ao governo que exercemos para a satisfação geral. Considerando, pois, que o referido povo, único em seu gênero, acha-se sob todos os aspectos em conflito com toda a humanidade; que dela difere por um regime de leis estranhas; que é hostil aos nossos interesses e que comete os piores delitos, chegando a ameaçar a estabilidade de nosso reino: por esses motivos, ordenamos que todas as pessoas que vos forem assinaladas nas cartas de Amã, preposto às tarefas de nossos interesses e para nós um segundo pai, sejam   radicalmente exterminadas, inclusive mulheres e crianças, pela espada de seus inimigos, sem piedade ou consideração alguma, no décimo quarto dia do décimo segundo mês, isto é, Adar, do presente ano, a fim de que , uma vez lançados esses opositores de hoje e de ontem no Hades num só dia, sejam asseguradas doravante ao Estado estabilidade e tranquilidade.” (Ester 3, 13 )

Ao lermos este decreto, nos deparamos com as más inclinações da natureza humana.O orgulho, a arrogância e o autoritarismo, que se apresentam de formas tão naturais em algumas pessoas, como más inclinações, aqui chegam ao ponto extremo, transformando-se em ódio a ponto de haver todo um trabalho arquitetado para atingir o objeto de seu ódio: matar o povo judeu, a raça eleita. Neste ponto, podemos nos questionarmos: “Por que os judeus são tão odiados no decorrer dos tempos chegando isso até o Nazismo na Segunda Guerra Mundial?” 

O fato é que este foi um decreto diábolicos, com objetivo de acabar com o projeto de Deus de salvar toda a humanidade, por meio do seu Filho Jesus. Este decreto que havia ordens reais de ser espalhado pelo reinado de Xerxes, espalhou confusão e o medo entre os judeus do  reino e burburinhos e ansiedade por parte de muitos, que discretamente também desejavam que o dia do extermínio chegasse e que os judeus finalmente fossem mortos! Muitos receberam aquele decreto com alegria e júbilo, já outros com medo e pavor. Para os judeus o sofrimento de ver que a cada dia que passava eles teoricamente teriam um dia a menos de vida, os deixavam desesperados.

Ainda hoje, muitos planos são rigorosamente feitos e detalhados no inferno para que todos possamos morrer os cristãos possam morrer se não no corpo, na alma… E em meio a tudo isso decretos de morte com a data marcada são emitidos nos tribunais infernais contra os servos do Senhor, seja a ruína do teu matrimônio, da vida do teu filho(a), teus pais, parentes, amigos ou até mesmo a tua. Não podemos perder de vista que a nossa luta é contra as forças malignas e não contra o próximo que pode estar sendo influenciado pela maldade em sua natureza ou pelo próprio maligno. O adversário marcou o dia em que ele gostaria de nos matar e até já preparou o plano e cuidadosamente posicionou as pessoas que serão utilizadas para que isso ocorra, mas eu tenho um segredo para te falar, que já fora dito por São Miguel Arcanjo em lutas passadas tão atuais: Quem como Deus?

Diante de uma guerra, algo precisa ser feito. É necessária uma intervenção direta na fonte, que era o rei Xerxes, por meio de Deus que é o todo Poderoso, o Onisciente e o Soberano.

Huanna Cruz – CN

A providência de Deus na vida da Rainha Ester

O Livro de Ester é um dos mais belos relatos da Bíblia, onde o cenário nos coloca fora da Palestina, mais precisamente em Susã (situada a 320 quilômetros a leste de Babilônia, Susã era capital da antiga Elão, Susiana), capital dos Aquemênidas, local onde reina Assuero, nome hebraico de Xerxes rei dos medos e dos persas (486-465 a.C.). Não se sabe ao certo quem escreveu o Livro de Ester, algumas provas intrínsecas possibilitam fazer algumas inferências a respeito do autor e a data da composição. Diante dos escritos, fica claro que o autor era judeu, tanto pelo realce que confere à origem de uma festa judaica, quanto pelo nacionalismo judaico que permeia a história. O conhecimento que o autor tem dos costumes persas, os antecedentes históricos da cidade de Susã, a ausência de referência à terra de Judá, ou a Jerusalém, fazem crer que ele residia na cidade persa. A data mais recuada possível para o livro seria 460 a.C.. O interessante é que o autor do Livro de Ester faz hábil uso de tensões narrativas criadas pelas inversões ou pelos fortes contrastes de destino e de expectativa, gerando a constante presença das peripécias. 

Grelot (1975) relata que certamente o Livro de Ester é romanceado, apesar de seu contexto histórico. Suas finalidades seriam mostrar a libertação providencial de Israel e justificar a adoção pelos judeus da festa de Purim (ou das Sortes), fixada aos 14 de Adar. 

Diante de algumas leituras e pesquisas, podemos afirmar que, a Divina Providência, ou simplesmente Providência, é um termo teológico que se refere ao poder supremo,  ou intervenção de Deus sobre eventos na vida de pessoas por toda a história, ou seja, é a influência de Deus na vida do seu povo, onde Ele mesmo, decide o que irá acontecer no futuro, sendo assim, nada acontece sem que Deus permita. 

Ao falarmos a respeito da Divina Providência, é importante conhecermos a distinção que São Tomás de Aquino faz a respeito: 

“Duas coisas cabem à providência: a razão da ordem dos seres a quem ela provê, a um fim; e a execução dessa ordem, a que se chama governo. — Quanto à primeira, Deus, que tem no seu intelecto a razão de todos os seres, mesmo dos mínimos, a todos provê imediatamente. E pré-estabelecendo certas causas a certos efeitos, deu-lhes a virtude de os produzir. Logo, é necessário nele preexista a razão da ordem desses efeitos. — Quanto à segunda, a providência, que governa os inferiores pelos superiores, emprega certos seres médios; não por defeito do seu poder, mas pela abundância da sua bondade, que comunica a dignidade de causa, mesmo às criaturas.” (Suma Teológica, I, q. 22, a. 3)

O Catecismo da igreja católica no parágrafo 314, diz:

Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1 Cor 13, 12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse Sábado (158) definitivo, em vista do qual criou o céu e a terra. (Catecismo da Igreja Católica, 314)

Ainda no catecismo a respeito da divina Providência, no parágrafo 321, relata que a mesma, consiste nas disposições pelas quais Deus conduz, com sabedoria e amor, todas as criaturas, para o seu último fim.

Em minha adolescência ganhei um livro de Romilda Mendes Cerqueira, membro consagrada da Comunidade Canção Nova. Peguei o livro e no mesmo dia comecei a realizar a leitura deste livro, cujo título é; “Considerai como crescem os Lírios! A Providência Divina de Padre Jonas Abib”. Este livro me ensinou a confrontar o sistema mundano e o sistema de Deus, que forma o ser humano para buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça na certeza, que tudo o mais será acrescentado na vida daqueles que colocam Deus em primeiro lugar, pois Deus cuida do seu povo, foi assim no antigo testamento e continua a ser assim no tempo presente. A única coisa que precisamos fazer para saborearmos esta Divina providência é confiarmos em Deus e não nas riquezas e ideologias deste mundo, pois tudo passará e apenas o essencial que muitas vezes é invisível aos olhos humanos, permanecerá. Com isto não estou dizendo que você não precisará trabalhar e ter o teu sustento, mas estou dizendo que não seja o teu sustento, o teu trabalho a ocuparem o lugar do SENHOR em tua vida. 

A palavra chave do livro de Ester é a Providência, pois os capítulos deste livro, têm muito a nos ensinar, a respeito da confiança e fidelidade a Deus, que cuida e intervém em favor de seu povo.  Ester uma simples jovem judia, se tornou rainha, pela providência divina, para salvar o seu povo, do decreto real. Este livro nos mostra que nada é coincidência, mas sim providência. A história de Ester é um misto de tragédia, romance, ação, drama e fé, talvez seja por isso, que esta obra é tão apreciada por diversas gerações e culturas, o mais interessante é que segundo a tradição judaíca, segundo os detalhes e comprovações históricas, esta obra, certamente tem um fundamento histórico e real, que marcou e ainda marca, o povo judeu. 

A providência de Deus se entrelaça no livro de Ester da seguinte forma; o rei Assuero ou Xerxes, planejou uma invasão a Grécia. Para comemorar o seu projeto de invasão a Grécia, o rei dá uma festa de sete dias, de magnitude ímpar, para celebrar seus planos e sua magnitude. No último dia da festa, onde os convidados e o próprio já encontrara embriagado, ele decide chamar sua esposa, cujo nome era Vasti, para mostrar a todos a sua formosura, sendo a mesma considerada o bem mais precioso do reino. Ela, porém se recusa a ir, e por influência dos ministros reais, a ira de Assuero se ascende, e ele decide depor sua esposa do status de rainha. Diante desta realidade, assim que a rainha Vasti foi destituída, pois os ministros e a sociedade daquela época, daquela cultura local, acreditavam que a atitude dela era imperdoável, e seguindo o seu exemplo, as outras mulheres  daquele reinado, desobedeceriam os seus maridos e seria uma vergonha para aquela sociedade, porque segundo a esta cultura, cada homem deve ser o senhor na sua casa. Foram então postos os mandatos reais, em todas as províncias, convocando as moças do reino para que o rei escolhesse a substituta de Vasti. Sucedeu, pois, que, divulgando-se o mandado do rei e a sua lei, os guardas reais, ajuntaram muitas moças na fortaleza de Susã, ou seja o harém real, debaixo da mão de Hegai, guarda das mulheres.  Ester, foi raptada e levada, juntamente com várias moças “jovens virgens”, ao Palácio real, especificamente para o harém real, com o objetivo de dedicar sua vida inteiramente a servir, divertir e agradar ao rei. Essas jovens, só podiam ir até a presença do rei quando fossem chamadas por nome, e se ele não se agradasse com elas, ele poderia esquecê-las e faze-lhes suas prisioneiras dentro do harém. É importante ressaltar  que antes das moças serem apresentadas ao rei, para terem sua primeira noite com o rei, elas recebiam durante um ano um tratamento de purificação (beleza), nos primeiros seis meses, elas recebiam um tratamento de mirra, que é uma planta medicinal cujo azeite era usado, na antiguidade, para ungir os cadáveres antes do sepultamento, sendo assim, a mirra tipifica a morte. Nos outros seis meses, elas eram tratadas com especiarias, perfumes e unguentos. Entre as especiarias mais conhecidas, estavam o aloés e a cássia. O aloés possui um sumo amargo e laxante. Já a cássia é uma flor bela e aromática, cujo fruto se dá em vagem. Ambos possuem propriedades medicinais. Aloés e Cássia representam a ressurreição. Esta purificação que Ester recebeu, representa a igreja, a noiva que passa pela morte, para assim poder ressuscitar para a eternidade.

Em um primeiro momento, quase não conseguimos enxergar a providência de Deus, pois Ester fora raptada e levada ao harém do rei, juntamente com outras lindas jovens, até então nada garantia que Ester seria a escolhida para ser a rainha no lugar de Vasti. E se não ela fosse a escolhida para ser rainha, lhe caberia apenas, o papel de concubina real, ou seja, ela seria uma das amantes do rei, lhe servindo apenas como uma escrava sexual, para os momentos em que o rei desejasse desfrutar da sua presença. Como Deus é o grande mestre em inverter nas situações, ou melhor, transformar uma tragédia, em uma benção. O livro de Ester alimenta a nossa fé, pois Deus tira Vasti da sua posição de rainha e dá a Ester este lugar, com um para que, bem maior que se pode imaginar; a salvação do povo judeu. Deus fez Assuero amar Ester, mais do que a qualquer outra que ele tinha amado, mesmo sem saber sua origem, ele a amou e lhe impôs o diadema real sobre a cabeça e a escolheu para rainha no lugar de Vasti. Depois desse acontecimento, o rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, a todos os altos oficiais e aos seus servos, dando também um dia de descanso a toda província, distribuindo presentes  com uma liberalidade real. Ester como rainha ocupava um lugar de honra e destaque, e tinha mais liberdade e autoridade do que qualquer outra mulher no harém. Mas, mesmo assim, ela tinha poucos direitos, estes eram restritos, ainda mais por causa da rebeldia da deposta rainha Vasti. A grande palavra nesse livro é providência, pois fica claro que Deus colocou Ester em uma posição, em que essa fosse um canal de ajuda ao Seu povo, pois Deus nunca desamparou e nem desamparará o Seu povo, Ele é fiel.  Assim, podemos perceber que Deus não precisa bradar para mostrar o seu agir. Ele apenas age no ordinário de nossas vidas, e como está escrito na Bíblia Sagrada, no livro de Isaías, eu também me questiono ao olhar a história e o percurso vivenciado pelo povo de Deus: agindo Deus quem impedirá? (Isaías 43.13). 

Deus  age nos nossos dias, da mesma forma que Ele agia no Antigo Testamento. Ele é o Deus da providência, que converte o mal em bem, que tem seus propósitos insondáveis, que nos recompensa de acordo com os nossos atos e de acordo com o tempo Dele, Ele é um Deus rico em misericórdia, aqui na Canção Nova em Cachoeira Paulista em especial, tocamos na graça que é ter o Santuário do Pai das Misericódias, o Pai misericordioso  que cuidou do seu povo judeu, é o mesmo que cuida de cada um de nós e de cada uma das particularidades  que vivemos, cabe a nós apenas obedecê-lo, ouvir Seus mandamentos e praticá-los. Pois o Deus que vê o escondido, sabe a reta intenção do teu coração, Ele te conhece e sabe o que vai te fazer bem, o convite que faço é simples, permita Deus ser Deus em tua vida e tudo mais virá por acréscimo no tempo de Deus e muitas vezes não no teu, mas não se preocupe, na hora certa o Senhor dará uma ordem a tempestade e a mesma ficará em silêncio e aquilo que outrora se encontrava em agitação será apenas calmaria. O Senhor é capaz de levar luz onde outrora era treva, paz onde outrora era guerra e esperança onde outrora era desespero. Por isso, não se deixe desanimar pois a tua vida está nas mãos Daquele que te ama e que é capaz de inverter, transformando aquilo que parecia ser um grande mal, em um grande bem.

 

Huanna Cruz – CN

 

Referência:

ALTER, Robert. A Arte da Narrativa Bíblica. Trad. Vera Maria Pereira. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 

AUERBACH, Erich. Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental. Trad. Suzi Frankl Sperber. São Paulo: Perspectiva, 2004.

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BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Ed. Zahar, 2001.

BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Ed. Zahar, 2004.

BALDWIN, 

Joyce G.. Ester: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

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BÍBLIA. A. T. 

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BÍBLIA SAGRAD

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DAY, Linda M. Esther. Abingdon Old Testament Commentaries. Nashville, TN: Abingdon Press, 2005. 

GRELOT, P.. Introdução à Bíblia. São Paulo: Edições Paulinas, 1975.

 

Ser a heroína ou a vítima da nossa própria história

Ser a heroína ou a vítima da nossa própria história, depende de nossa atitude diante das dificuldades, que encontramos ao longo da nossa jornada, aqui na terra. Ainda que nos custe muito, devemos sempre pensar em nós mesmas, como pessoas que contém fragilidades e preciosidades, que podem estar ocultas, mas eis o tempo de desvendar e trazer para fora tudo o que faz parte da nossa essência de mulher, a fim de transcendemos, a nossa própria natureza.

Te convido a adentrar na história daquela que poderia ser uma grande vítima da sua própria história, mas diante de tantos fatos e desafios, a mesma se tornou uma grande heroína para o povo judeu.

Esta heroína é uma jovem judia, cujo nome é  Ester (Hadassa), que tem sua origem na  tribo de benjamin, cujos pais morreram no tempo do exílio babilônico, e que diante deste fato, a mesma foi criada por um primo chamado Mordecai (Mardoqueu). Ambos estavam entre os judeus que habitavam na fortaleza de Susã, no reinado de Assuero (Xerxes), rei dos medos e dos persas (486 – 465 a.C.). 

  Xerxes, que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias, no terceiro ano do seu reinado, o mesmo deu um banquete para mostrar assim a riqueza e glória do seu reino, segundo A Bíblia de Jerusalém, o banquete durou por cento e oitenta dias ao todo. Passando estes dias, o rei deu um banquete desta vez a todo o povo que se encontrava em Susã e não somente a seus oficiais e servos, como tinha sido o banquete anterior.  Nesta ocasião, a rainha Vasti também organizou um banquete para as mulheres, no palácio real, onde o rei Assuero costumava residir. No sétimo dia do banquete o rei Xerxes se encontrava ébrio e deu ordem aos sete eunucos, que o serviam, para que introduzisse a rainha Vasti diante de sua presença, trazendo ela sobre a cabeça o diadema real. Era a intenção do rei exibir diante de todos a beleza de sua rainha.

Na obra:

 

A rainha Vasti, porém, recusou-se a vir segundo a ordem do rei, transmitida pelos eunucos. O rei se enfureceu muito e sua ira se inflamou. Então o rei consultou os sábios especialistas na ciência das leis, pois toda questão real devia ser tratada diante de todos os especialistas na lei e no direito. Os que estavam junto dele eram Carsena, Setar, Admata, Társis, Mares, Marsana, Mamucã, sete oficiais persas e medos que viam pessoalmente o rei e se assentavam nos primeiros lugares do reino. “Segundo a lei”, disse ele, “que se deve fazer à rainha Vasti por não haver ela cumprido a ordem do rei Assuero transmitida pelos eunucos?” Respondeu Mamucã diante do rei e dos oficiais: “Não foi somente contra o rei que a rainha Vasti agiu mal, mas também contra todos os príncipes e contra todos os povos que vivem em todas as províncias do rei Assuero. Pois a conduta da rainha chegará ao conhecimento de todas as mulheres, que olharão seus maridos com desprezo, dizendo: ‘O rei Assuero ordenou que se trouxesse a rainha Vasti à sua presença e ela não veio!Hoje mesmo as mulheres dos príncipes da Pérsia e da Média dirão a todos os oficiais do rei o que ouviram falar sobre a conduta da rainha; então haverá muito desprezo e ira. Se bem parecer ao rei, promulgue, de sua parte, uma ordem real, que será inscrita nas leis da Pérsia e da Média e não será revogada: que Vasti não venha mais à presença do rei Assuero; e o rei confira sua qualidade de rainha à outra melhor que ela. E a sentença que o rei promulgar será ouvida em todo o seu reino, que é vasto. Então todas as mulheres honrarão os seus maridos, tanto os grandes quanto os pequenos.”  (BÍBLIA, ESTER, 1, 12-19)

Diante desta situação, o rei mandou embora sua primeira esposa, a rainha Vasti. A partir deste fato, ele buscava uma nova esposa para se tornar rainha. Nesse intuito organizaram uma competição onde mulheres jovens e bonitas, de todo o reino foram levadas ao palácio, para receberem o devido tratamento de purificação, antes de entrar na presença do rei.   No meio dessas mulheres se encontrava a jovem Hadassah, que se apresentou como Ester por ser um nome Babilônico, podemos imaginar os diversos  sentimentos, que habitavam o interior da jovem Ester, pois a mesma, fora raptada do seu lar  por meio de intimidação ou violência, para ser usada sexualmente pelo rei, tendo a possibilidade do rei a escolher ou não para ser a sua rainha, se a mesma não fora escolhida para ser sua esposa, seria tratada apenas  como uma das suas concubinas que era uma espécie de esposa secundária ou uma escrava sexual. 

Segue no livro que 

 

Cada moça devia apresentar-se por seu turno ao rei Assuero no fim do prazo fixado pelo estatuto das mulheres, isto é, doze meses. Assim se cumpriram os tempos da preparação: Durante seis meses as moças usavam óleo de mirra, e nos outros seis meses, bálsamo e ungüentos empregados para os cuidados da beleza feminina. Quando a jovem se apresentava ao rei, recebia tudo o que pedisse para levar consigo do harém ao palácio real. Ia para lá à tarde e, na manhã seguinte, passava a outro harém, confiado a Sasagaz, eunuco real, guarda das concubinas. Ela não mais retornava ao rei, salvo se o rei a desejasse e a chamasse pelo nome. Mas Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que a adotara como filha, quando chegou a sua vez de ir ao rei, nada pediu além do que lhe fora indicado pelo eunuco real Egeu, guarda das mulheres. Pois Ester alcançara graça diante de todos os que a viram. Ela foi conduzida ao rei Assuero, ao palácio real, no décimo mês, que é Tebet, no sétimo ano de seu reinado, e o rei a preferiu a todas as outras mulheres; diante dele alcançou favor e graça mais do que qualquer outra moça. Ele lhe impôs o diadema real sobre a cabeça e a escolheu para rainha no lugar de Vasti. (BÍBLIA, ESTER, 2, 8-17)

 

Contudo, ela não revelou a ninguém que era judia, conforme a ordem dada por Mardoqueu. Sendo assim, nem mesmo o Rei sabia qual era a nacionalidade de Ester. Depois de tais acontecimentos, o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, dando-o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele. Todos tinham que se inclinar diante de Hamã, porém Mardoqueu não se inclinou, nem se prostou diante de Hamã, este se encheu de furor, pois em seu coração já havia uma fúria contra os judeus, o povo do qual Mardoqueu fazia parte. A razão pela qual Mardoqueu não prestou homenagem a Hamã é porque ele era agagita, ou seja, ele veio do reino de Agag, um rei dos Amalequitas, que no passado tinha lutado contra Israel quando estes estavam a caminho da terra prometida, os amalequitas eram conhecidos por inimigos de Deus, do povo de Deus.

Hamã decidiu destruir todos os judeus, ele estabeleceu uma data para isto, tendo em vista a permissão do rei, ele estabeleceu o décimo terceiro dia do décimo segundo mês. Após Hamã afirmar ao rei que os judeus não cumpriam as leis que o rei estabeleceu, o mesmo obteve a aprovação do rei para concretizar os seus planos contra os judeus. A ordem de destruição dos judeus foi escrita sob o olhar do próprio Hamã, que, logo em seguida, foi enviada a todas as províncias do Rei, causando tristeza e lamentações entre todos os judeus. 

Ester, que ainda não sabia nada a respeito do decreto contra os judeus, ficou muito triste ao saber que seu tutor Mardoqueu estava amargurado, e ao ir em busca de informações a respeito, a mesma teve conhecimento dos fatos, diante deste contexto, Mardoqueu pedi-lhe para ir ao rei e rogar por seu povo. 

Ester envia um mensageiro a Mardoqueu e pede-lhe para ajuntar todos os judeus que habitavam em Susã e jejuar por ela durante três dias, pois a mesma junto com suas servas iria fazer o mesmo e no terceiro dia ela iria ao encontro do rei, mesmo sem ser chamada e correndo risco de vida, para rogar-lhe pela vida de seu povo. 

No terceiro dia Ester finalmente foi ter com o Rei. A mesma poderia ter sido morta ao ir lá sem ser convidada, exceto se o rei estendesse seu cetro de ouro para ela, e aconteceu que o rei vendo que Ester se encontrava no pátio, ele estendeu o cetro de ouro que tinha em sua mão, e Ester, que tinha alcançado graça aos olhos do rei, tocou a ponta do cetro. Na ocasião Ester convidou o rei e Hamã para irem a um banquete que ela havia preparado. Neste banquete ela convidou-os para outro banquete no dia seguinte.

Certa noite fugira o sono do rei, então este mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei.  Em um destes escritos estava registrado que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos eunucos do rei, da guarda da porta, que tinham procurado lançar a mão contra Xerxes. Ao escutar o relato, o rei perguntou qual teria sido a honra dada a este homem que salvara a sua vida, os servos revelaram que nenhuma. Na manhã seguinte, quando Hamã ia pedir ao rei a cabeça de Mardoqueu, acontece-lhe uma surpresa desagradável, o rei pergunta-lhe o que deve ser feito a um homem que o rei deseja honrar, Hamã dá a sua sugestão pensando que tal homem, que o rei deseja agradar, era ele próprio, mas ao descobrir que ele seria o encarregado real a cuidar desta honra e que a pessoa honrada seria o Mardoqueu, pessoa a qual ele planejara enforcar, sua ira aumentara, porém obedeceu piamente a ordem do rei. Nesta mesma tarde, Hamã foi ao banquete da rainha Ester, junto com o rei, durante o banquete Ester revelou a sua nacionalidade ao rei e fala-lhe que Hamã planejou destruir a sua nação, ao ouvir isto, o rei ficou furioso, ele manda matar Hamã e descobre a existência de uma forca, a qual teria sido projetada para enforcar o judeu Mardoqueu, então o rei ordena que Hamã seja enforcado em sua própria forca de cinqüenta côvados de altura.  Os papéis de Mardoqueu e Hamã foram reversos. 

O décimo terceiro dia do décimo segundo mês tinha sido definido como o dia da total destruição dos judeus, após estes fatos, o rei não apenas cancelou essa ordem, mas também inverteu a situação, concedendo aos judeus que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, matando e aniquilando todas as forças que viessem contra eles. 

Depois deste acontecimento o dia 13 de Adar foi lembrado como o dia em que os judeus puderam lutar pelas suas vidas. No dia 14 de Adar foi fixada a festa de Purim (ou das Sortes). 

 Este livro tem como objetivo, ajudar a você mulher a se reconciliar com a sua natureza, buscando o autoconhecimento, para que você, possa se reconciliar com a sua própria identidade, e assim,  assumir a sua natureza de mulher, mas também te levar a uma experiência da palavra de Deus em visão literária, social e formativa. Somos convidadas diante desta obra, a deixarmos de sermos vítimas e assumirmos a nossa identidade de heroínas, por meio da nossa oração e da divina providência que está regendo todas as coisas em nossa vida.

Huanna Cruz – CN

Referência:

BÍBLIA. A. T.

A. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Atualizada. Barueri: SBB, 1993.

Ester. In: Bíblia. Português. A Bíblia de Jerusalém. Trad. Domingos Zamagna. São Paulo: Paulus, 1973. p. 768-784.

BÍBLIA SAGRAD

______. A. T. Gênesis. In: Bíblia. Português. A Bíblia de Jerusalém. Trad. Domingos Zamagna. São Paulo: Paulus, 1973. p. 31-105.

DAY, Linda M. Esther. Abingdon Old Testament Commentaries. Nashville, TN: Abingdon Press, 2005.

GRELOT, P.. Introdução à Bíblia. São Paulo: Edições Paulinas, 1975.

Quem sou?

 Primeiramente, meu nome é Huanna Mykaella da Cruz Silva, sou alguém que busca caminhar pela fé e por isso surgiu a inspiração para este blog “Walk by Faith”, pois mesmo quando a minha visão é e estar turva diante das adversidades da vida é a FÉ que me dar forças para caminhar. Sou leiga dedicada a Igreja como consagrada a Deus na Comunidade Canção Nova a mais ou menos 13 anos, ingressei na Comunidade Canção Nova no ano de 2009 e posso falar que escolhi a melhor parte, que é servir ao Senhor na minha juventude de corpo e de alma.  A nível profissional e atuação missionária atualmente sou graduada em Letras com habilitação em Português, Inglês e Literatura no Centro Universitário Teresa DÁvila (UNIFATEA), fui bolsista do Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID). Desenvolvi pesquisas e projetos científicos na área de Inglês, tais como, metodologias de ensino de língua inglesa entre outros. Participei de seminários e congressos nas áreas de educação, literatura e tecnologia. Cursei italiano na escola de línguas Dante Alighiere em Roma. Ao falar de experiência profissional atuei nas áreas de Educação, Comunicação especificamente Jornalismo e atualmente na Rádio Canção Nova.

Sou uma eterna aprendiz nesta grande escola que é a vida e que o professor é o próprio Deus.

Huanna Cruz

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Olá! Vamos caminhar pela fé?

Bem vindo ao Walk by Faith.  Esse Blog surgiu do desejo de te convidar a junto comigo CAMINHAR PELA FÉ e conhecer mais sobre a fé Católica, a palavra de Deus e porque não a refletir mais sobre a vida e as escolhas que temos feito perante os desafios do tempo presente. Walk by Faith é um convite para você sair da comodidade da sua vida e dar passos firmes na fé com os olhos fixos no Cristo que te diz: Vem e segui-me! Você aceita o desafio? Neste Blog, você encontrará uma série cujo título é VIRTUOSAS onde você vai conhecer mais sobre as virtudes e o arquétipo feminino  das mulheres da bíblia, vamos ter poesias, reflexões, assuntos da atualidade, análise literária, crônicas, contos e o que mais o Senhor inspirar….  É isso. Seja bem vindo(a) e vamos juntos caminhar pela fé!

Huanna Cruz

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