Número de abortos na Rússia é superior aos nascimentos

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 5:29 pm on Thursday, February 1, 2007


 A Rússia foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto em 1924, por iniciativa do dirigente comunista Vladimir Lenine, com a “avançada” perspectiva de «emancipação da mulher». Depois, o seu sucessor, o tirano Stalin proibiu a realização do aborto a pretexto da «proteção da saúde das mulheres soviéticas», proibição que durou até 1955, mas na realidade a proibição da IVG visava aumentar o número de nascimentos a fim de compensar os milhões de soviéticos que foram vítimas do regime comunista: pela fome, guerra, campos de concentração, assassinatos, e também por causa da II Guerra Mundial. Segundo o historiador frances Stéphane Courtois e seus cinco colaboradores, o comunismo matou cerca de 100 milhões de pessoas (O Livro Negro do Comunismo, Ed. Bertrand Brasil, 3ª ed. , 2001, 917 pgs, orellha).As autoridades soviéticas proibiram desde 1934 a publicação das estatísticas sobre o número de abortos mas as autoridades de saúde russas admitem que a União Soviética ocupava o primeiro lugar do mundo.         O número de abortos legais na Rússia ultrapassa hoje o número de nascimentos, num país com uma das mais liberais legislações sobre o aborto.Estatísticas de 2005 indicam que o número de abortos em instituições médicas legais se situou entre os 1,7 e os 1,8 milhões. No mesmo ano registaram-se entre 1,4 e 1,5 milhões de novos nascimentos. Segundo a Lei sobre a Protecção da Saúde dos Cidadãos de 22 de Julho de 1993, praticamente não existem barreiras à realização de abortos na Rússia.O aborto pode realizar-se até 12 semanas de gravidez a pedido da mãe, podendo esse prazo prolongar-se até às 22 semanas por «razões sociais», ou seja: «invalidez do marido, caso a mãe ou o pai se encontre na prisão, desemprego, divórcio durante a gravidez, falta de habitação».A lei permite ainda a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) a «mulheres com estatuto de refugiada, mães solteiras ou com mais de três filhos» ou «com meios de subsistência inferiores ao mínimo previsto por lei».Esse prazo poderá ser dilatado em caso de «má formação do feto» e «violação». «Tendo em conta a facilidade com que no país se compra uma declaração das autoridades, não é difícil imaginar que basta o desejo da mulher ou do marido para que ela faça um aborto», declarou à agência Lusa uma enfermeira de um clínica de ginecologia de Moscovo.Os dados falam por si. Numa altura em que a Rússia passa por uma grave crise  demográfica (a sua população diminui, anualmente, em cerca de um milhão de habitantes), as autoridades não conseguem travar o aumento do número de abortos. Nesse ritmo a população russa tende a desaparecer.As estatísticas de 1988 indicam que o número de abortos era superior ao de nascimentos à razão de 166 abortos para cada 100 nascimentos. Em 1992 a relação aumentou (225 abortos para 100 nascimentos).
         «Em 1986 foram oficialmente realizados 7.116.000 abortos na URSS, tendo esse número subido para 7.265.000 em 1988», disse à Lusa Irina Siluanova, docente da Universidade Médica Estatal da Rússia. (Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=260380 -  29-01-2007, 10:42:00)Essa situação  trágica da Rússia mostra o fruto amargo que colhe um país que optou por um sistema de governo ateu, materialista, totalitário, que aboliu Deus da sociedade, com o complexo comunista de que a religião é o “ópio (droga) do povo”. Vemos ai que o ateísmo, a negação de Deus, não é algo inerte para o homem e para a sociedade, é algo extremamente perigoso. E infelizmente o nosso mundo caminha hoje muito nessa direção. Numa ideologia que não respeita a Deus, o homem acaba não sendo respeitado também, porque este é filho de Deus; e só considera esta sua alta dignidade quem ama a Deus. A Rússia comunista, bem como Cuba, sairam na frente com a adoção do aborto, agora ambas começam a pagar um alto preço que, se não for revertido, pode significar o fim da própira sociedade. Belo exemplo! 

Prof. Felipe Aquino – 01 fev 2007

 

Um Prêmio Nobel sobre a importância da Família

Filed under: Familia — Prof. Felipe Aquino at 4:26 pm on Thursday, February 1, 2007

A Academia Pontifícia das Ciências Sociais do Vaticano, tem 40 membros: dois terços são católicos ou cristãos, ortodoxos ou protestantes. Mas tem um terço que não é de católicos. Inclusive tem vários judeus. E entre os judeus que participam dos trabalhos dessa academia, três são prêmios Nobel de Economia. Um deles é Kenneth J. Arrow que  ganhou o prêmio Nobel de 1972 por causa de uma teoria matemática em matéria econômica. O outro é um prêmio Nobel relativamente recente, se chama Joseph Stiglitz (2001). E o terceiro é Gary Becker, que é chefe da Escola Econômica de Chicago, foi colaborador de Milton Friedman (economista), que morreu recentemente. É muito interessante e importante saber por que Gary Becker ganhou o Nobel de Economia (em 1992). Ele ganhou o Nobel por ter publicado um livro que é “um tratado sobre a família”. Neste livro, Becker demonstra como economista que não há nada de mais importante para a prosperidade e bem-estar de uma sociedade, a felicidade de um homem e uma mulher, do que a família. Ele concluiu cientificamente – e ganhou o Nobel – que a família é essencial para que haja um bom funcionamento da sociedade; para que haja paz, desenvolvimento, luta contra a pobreza. Nas suas pesquisas ele analisou o papel da família mostrando o papel essencial da mulher. Ele contabilizou o trabalho da mulher no lar como juízo de valor. Ele começou a observar o trabalho das mulheres, das donas de casa, das mães. Ele cronometrou tudo isso e constatou que a mãe de família é enfermeira, motorista, juiz, faz a paz entre os meninos, ela alimenta, ajuda nas tarefas, leva os meninos no clube; em resumo, a mãe exerce várias funções. Então Gary Becker calculou, sempre como econometrista, que o aporte da mãe de família ao Produto Interno Bruto de uma nação representava pelo menos, diz ele, 30% deste PIB. Porque a mãe ao fazer essas diversas atividades forma o menino e educa, o menino de um e dois anos. Educa virtudes que são as básicas, de solidariedade, de dedicação aos outros, de organização. Enfim, uma série de virtudes essenciais que fazem com que ele chega à conclusão que a família é essencial para a formação do que ele chama de “capital humano”. Ele é um dos lançadores da expressão que se tornou famosa, o “capital humano”. É na família que se forma primordialmente o capital humano. Não é á toa que em uma reunião do “Intergrupo de Família e proteção à Infância do Parlamento Europeu”, em 23 jan 07, a Ministra para a Família da Alemanha, Ursula Von der Leyen, anunciou que vai propor ao Conselho Europeu a adoção de uma “Aliança Européia para a Família”, por causa das mudanças demográficas na Europa, do envelhecimento da população e do déficit econômico e social criado por esta situação.
Diante desta situação, von der Leyen assinalou que a promoção e o apoio à família será uma das grandes prioridades da presidência alemã pois, entre outras razões, contribui notavelmente à prosperidade econômica e a solidariedade social. A ministra ressaltou a importância das crianças, não só por razões demográficas de taxas de natalidade mas também pela solidariedade e a coesão social que representa a criação de uma família.

Aprofundamento: Os pecados e as virtudes capitais

Filed under: Eventos — Prof. Felipe Aquino at 4:22 pm on Thursday, February 1, 2007

De 9 a 11de fevereiro, a Comunidade Canção Nova oferece para você um aprofundamento com o tema: “Os sete pecados capitais”. Padre Hamilton Nascimento e professor Felipe Aquino vão ministrá-lo no Auditório São Paulo, que se localiza na Chácara Santa Cruz, sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Será uma grande oportunidade para você se aprofundar mais na fé e conhecer mais sobre a doutrina da Igreja.

As inscrições devem ser feitas pelo telefone: (12) 3186 2600 (Call Center), pois as vagas são limitadas. O valor a ser pago é de R$ 10,00 e deverá ser depositado na seguinte conta:

Banco Bradesco
Ag 3373-1
c/c 4200-5

Os novos Bárbaros

Filed under: Meditações — Prof. Felipe Aquino at 9:51 am on Thursday, February 1, 2007

 

 

No século V os povos chamados pelos romanos de bárbaros, que não partilhavam da cultura greco-romana, tomaram o Império no Ocidente e destruíram a civilização, implantando o regime da força contra o da lei, era a barbárie. O ocidente europeu foi estraçalhado física e moralmente por muitos grupos bárbaros que disputavam os espaços; a Europa se tornou um mosaico conflitante.Sabemos que o Império caiu nas mãos desses bárbaros, não por causa da superioridade deles, mas porque Roma estava podre em seus costumes. Os historiadores modernos como Pierre Chaunu, PhD da Sorbonne, afirmam que o grande Império desabou por causa do drástico controle da natalidade e do número de abortos, que obrigou a entrada dos bárbaros nos serviços e nos exércitos romanos, onde foram subindo. O Ocidente só não permaneceu neste estado selvagem porque a Igreja Católica soube preservar a cultura nos mosteiros de São Bento, e os bispos assumiram a liderança do mundo ocidental. Aos poucos a Igreja foi convertendo os bárbaros ao cristianismo e resgatando a civilização que temos hoje. Foi um longo trabalho de seis séculos. Os valores do verdadeiro humanismo foram implantados no Ocidente: a liberdade civil e religiosa, o respeito para com a mulher, a dignidade do casamento, o respeito pela vida humana, o valor da cultura, da ciência e das artes, da música, da arquitetura, da medicina, etc. No entanto, o mundo hoje vive às portas de uma nova barbárie; não mais pelas armas e cavalos de Àtica e Genserico, nem pela selvageria dos francos, ostrogodos ou visigodos, mas por uma nova decadência moral que avança como uma mancha de óleo no oceano, contaminando as mentes e os corações, e derrubando as muralhas da Civilização. A raiz dessa nova barbárie está na negação e no abandono do Cristianismo que moldou a Civilização Ocidental. Especialmente hoje a Europa “cospe no prato que lhe deu de comer”, a embalou e nutriu: a Igreja Católica e os valores que ela colocou no coração do Ocidente. João Paulo II carregou esta tristeza para o túmulo. A palavra da Igreja hoje tem quase o mesmo valor para os governantes como o latido de um cão diante de uma carruagem que passa. Na Inglaterra o Sr. Blair obriga as instituições da Igreja que cuida de órfãos, a entregarem essas crianças a adoção de “casais” de homossexuais, “para  o bem das crianças”. Ora, não é preciso ser doutor em psicologia para saber que isto é o mal para as crianças e não o bem; e além de tudo significa a destruição da família verdadeira, berço e célula mãe da sociedade. As instituições da Igreja certamente vão ter de fechar as portas. Onde está a liberdade religiosa e a objeção de consciência?A cada dia mais paises aprovam, juridicamente, o casamento de homossexuais, como se Deus não tivesse feito o homem e a mulher tão diferentes e complementares. Destrói-se vergonhosamente a instituição que sustentou o mundo até aqui. A eutanásia começa a ser aprovada em vários países, e cresce a pressão para que outros a aprovem.Os embriões, vidas humanas, são tratados como “coisa” descartável, objeto de lucro das clínicas de fertilização. A vida humana é coisificada cada vez mais, como se não fosse imagem e semelhança do Criador e portadora de uma alma imortal. Os escândalos da Proveta se multiplicam a cada passo e já é assustador o número de jovens que não conhecem seus pais e nem a sua origem; porque foram gerados por um sêmen doado por um anônimo. O aborto, a mais violenta agressão que pode haver há um ser humano indefeso, porque é praticado com o consentimento da própria mãe, já é legalizado em quase todos os paises da Europa e em muitos outros.    Nesta semana os Euro-deputado criticaram o “atraso” de Portugal, Polônia e Irlanda, porque ainda não aprovaram o aborto, classificando o fato de “vergonha” para esses países, quando 27 nações européias “modernas” já o legalizaram. Disseram esses euro-deputados que nesses países “a mulher é tratada com dignidade e com decência” (Diário Digital, Lusa, 29 jan 2007; 11;12:25).Que tipo de humanismo é este que sacrifica a vida humana no ventre da mãe – antes o lugar mais seguro para viver?Que civilização é esta que cultiva a morte, incentiva o suicídio, controla drasticamente a natalidade como se a vida fosse uma maldição?Que civilização moderna é esta onde os velhos fogem dos asilos da Holanda para os da Alemanha com medo de serem eutanasiados?Que civilização é esta que ensina os jovens a viverem o sexo sem responsabilidade, como se fossem animais irracionais, e lhes dá como “segurança” uma abjeta camisinha?Que humanismo é este que distribui aos jovens uma “pílula do dia seguinte” que é uma bomba hormonal no organismo desta jovem provocando hemorragias, aborto, e tantas outras maldades?Que humanismo é este onde os filhos já não sabem mais quem são seus pais, e já não têm mais família, porque foram gerados por doadores de sêmen anônimos?Não, isto não é uma Civilização, e isto não é humanismo; é a volta da Barbárie, uma Barbárie moderna, muito pior do que aquela que tomou o grande Império. Aquela foi conquistada e civilizada pelo amor de Deus e do Evangelho, pelos monges, bispos e missionários que deram a sua vida por eles; mas será que isto será possível com esses novos bárbaros do século XXI. Será muito mais difícil. Jesus já havia perguntado: “Quando o Filho do Homem voltar, achará ainda fé neste mundo?…” Aos verdadeiros cristãos resta dizer que “os caminhos do bem e do mal já estão separados”, e que, portanto, chegou a hora de escolhermos o caminho a seguir; ninguém mais pode ficar no meio, pois o bem se separou do mal. Para onde vamos? Jesus nos alertou que quem se envergonhar dele e do Evangelho e o negar diante dos homens, Ele o negaria também diante do seu Pai. É inegável que estamos, como Roma antiga, às portas de uma derrocada da Civilização nos mãos dos novos bárbaros. E o que mais nos assusta é o “silencio dos bons” como disse Luther King, apáticos e amedrontados diante do mal que avança.  

Prof. Felipe Aquino – 01 fev 2007