Um Plebiscito para o aborto?

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 11:54 am on Thursday, March 29, 2007

  

 

 

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu que a sociedade brasileira decida se quer a legalização do aborto. Por outro lado o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), no último Dia Internacional da Mulher, se disse favorável à legalização do aborto. Arma-se o Plano diabólico para aprovar o aborto; e o seu ninho agora é o próprio governo. 

Um projeto prevendo o Plebiscito foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Nitidamente há atrás dessa proposta de Plebiscito do aborto, uma intenção de aprovar este crime nefando no Congresso Nacional. Com a desculpa de que o aborto clandestino causa a morte de muitas mulheres pobres, então, seria preciso aprovar o aborto para que, a Rede pública de saúde faça o “aborto legal e hiegiênico” para essas mulheres. Assim argumentam os defensores do aborto. 

Nesta lógica, o nosso dinheiro dos impostos seria usado para matar as criancinhas no ventre da mãe, de maneira “segura e higiênica”, para as mães, mas destruidora para as crianças.  Os cristão não podem se calar diante de mais esta trama que surge no horizonte. 

Ora, a solução das mortes de mulheres que fazem aborto clandestino, não é matar a criança no seu ventre; mas receber esta criança, respeitar o seu direito de nascer, não abortar. Se a criança foi gerada – não importa o meio e as circunstâncias – ela tem o direito à vida; é um ser autônomo. Ela não pode pagar com a vida a culpa que não é dela.     

O Plebiscito é mais uma jogado dos adeptos do aborto legal; porque sabem que é fácil “fazer a cabeça” desse nosso povo ignorante e mal informado; basta uma “avalanche” de dinheiro do governo para as ONGs favoráveis ao aborto legal , e elas inundarão os lares dos brasileiros de muitos “argumentos” falsos, mas emocionais,  em favor da aprovação do aborto. Esta tática é clássica dos adeptos do aborto legal.   

Não há dúvida de que estamos diante de mais uma arapuca assassina, com o aval do governo federal. A vida não pode ser colocada
em Plebiscito. A vida está acima de tudo. Se aceitarmos que
 algum argumento é suficiente para se eliminar a vida, dentro de pouco tempo a vida poderá ser eliminada por qualquer argumento. É uma traição à vida propor que ela seja decidida em Plebiscito; é dever do governo defender a vida desde a concepção, como está
em nossa Constituição; e não conspirar contra ela. As criancinhas estão sendo juradas de morte já no seio de suas mães. Justamente elas, que foram criadas por Deus, principalmente para gerar e defender a vida, agora se põem contra a vida. Ó mãe, onde está a tua dignidade?!  

É preciso lembrar às mães que nem a cobra mata o seu filhinho no ninho; a tartaruga e a galinha não matam os seus filhotes no ovo. Como então, pode a mãe aceitar matar o seu  bebê? Matar a criança no ventre da mãe é a mais nefanda covardia. É a covardia do forte contra o fraco, do nascido contra o não nascido; do potente contra o indefeso. É o forte orgulhoso e egoísta que não quer que o pequeno nasça para não lhe fazer concorrência nesta vida, de modo que ele possa desfrutar dos prazeres deste mundo com mais liberdade, sem concorrente 

Ó miserável homem que esquece que o maior valor é a vida!Ó miserável pecador que já não mais reconhece o seu Deus!Ó egoísta impenitente que quer usufruir desta vida sozinho, sem dar espaço aos outros! Deus um dia pedirá contas de seus atos. 

Tudo isto é o império do hedonismo (a busca do prazer como fim), do materialismo que valoriza mais as coisas que a vida, do paganismo que vai expulsando Deus do mundo, das leis, dos hospitais, das escolas, das fábricas, dos governos, dos parlamentos… 

Diga não a esta hediondez de submeter a vida a um julgamento público; desde quando a vida criada por Deus pode ser julgada pelos homens?   Que loucura é essa que tomou conta de parte da humanidade? 

E você, vai ficar calado? Vai permitir que a vida seja massacrada sob o seu silêncio? Vai permitir que tanto sangue inocente seja derramado injusta e covardemente? 

Gostaria de, mais uma vez, plagiar Luther King: não tenho medo da audácia dos maus; me apavora o silêncio dos bons.   

 

Prof. Felipe Aquino – 29 março 07 

MENTIRAS CALCULADAS

Filed under: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 11:02 am on Thursday, March 29, 2007

           

                     Ubiratan Iorio

         Se a tolerância é uma virtude a ser cultivada e a intolerância um vício a ser combatido, no campo da religião ela pode assumir o status de crime hediondo, a ser extirpado pelo bem da humanidade.

         Quando se fala que o cristianismo é “intolerante” com os homossexuais, é uma grossa mentira, pois jamais Cristo pregou isso. O que condenou – e veementemente – foi o pecado, embora sempre tenha ensinado que os pecadores, uma vez mostrando-se arrependidos, devem ser perdoados, “setenta vezes sete”, se for preciso, ou seja, tantas vezes quantas o arrependimento for sincero.

         O homossexualismo é, para a Igreja Católica e para qualquer cristão, um vício que precisa ser combatido. Mas, se um cristão de verdade, de qualquer denominação, não “discrimina”, não deve e nem pode ser intolerante com os homossexuais, também deve repudiar o homossexualismo, senão não será um cristão de obras, mas de fachada.

         Os mesmos que acusam o cristianismo de ser intolerante com os homossexuais calam-se diante da postura dos islâmicos, que os tratam, no Oriente, com verdadeira intolerância, a ponto de castigá-los fisicamente.  Os acusadores são movidos por duas razões: ideologia e medo.

         As razões ideológicas são bastante evidentes. Existe no mundo de hoje uma infernal orquestração da esquerda mundial que, em seu afã de implantar o “Outro Mundo Possível” – o horror do socialismo – infiltrou-se em todas as manifestações da cultura ocidental, para deformá-la e semear a cizânia. A finalidade, assustadoramente clara para quem tem olhos e quer enxergar, é destruir os fundamentos de nossa sociedade e, entre eles, toda a tradição judaico-cristã, que vêm como um elemento vital do capitalismo e, portanto, como enorme empecilho à implantação do socialismo ateu. Infiltraram-se também no seio da Igreja de Roma, com a “Teologia da Libertação”, que substituiu a figura de Cristo pela de Marx, distorcendo a doutrina do primeiro para tentar justificar as teorias do segundo.

         Condenada diversas vezes por João Paulo II, que chegou a advertir, de dedo em riste, ainda nos anos 70, em um aeroporto da América Central, um famoso cardeal “libertador”, a heresia, contudo, parece ter encantado muitos bispos latino-americanos, incluindo alguns da CNBB, aqui no Brasil. Asseguro que são, dentro do episcopado, minoria, mas provocam barulho, sempre com o palco gratuito e os aplausos interesseiros da mídia esquerdista, por razões óbvias.  Alguns são bem intencionados. Outros, infelizmente, não. Erraram duplamente, pois sua vocação é a política e não o serviço de Deus.

         O atual Pontífice, Bento XVI, desde os tempos em que era o Cardeal Ratzinger, um dos braços direitos de João Paulo II, soube combater o bom combate contra a heresia marxista. Vários “teólogos” marxistas foram expulsos do seio da Igreja e Gaudêncio Boff (cujo nome, quando religioso, era Leonardo), dele retirou-se antes que fosse expulso.

         Muitos, sabendo de minha condição de católico, me perguntam, com justa dúvida, por que a Igreja não “passa um carão” definitivo nos padres e bispos que teimam em rezar (este não seria o verbo indicado) pelo “catecismo marxista”. Sempre respondo que, em seus mais de dois mil anos de história, a postura da Igreja sempre foi de cautela, tolerância e comedimento, porque sabe que a Verdade haverá de vir à tona e que “as forças do inferno jamais haverão de prevalecer contra ela”. De fato, basta conhecer a história da Igreja (ver, por exemplo, a fenomenal obra de Daniel Rops), para saber perfeitamente que a “Teologia da Libertação” não é a primeira e nem será a última das heresias.

         O segundo motivo que move os acusadores da tradição judaico-cristã e, em especial, os que tentam desqualificar como “antiquada”, “conservadora” ou “anti-progressista” a postura firme dos Papas em assuntos como o homossexualismo é o medo. Sim, o medo, ou melhor, a falta dele… Não dos cristãos, mas dos intolerantes de outras religiões, como os fundamentalistas islâmicos. Ora, se não têm medo de acusar cristãos, ou judeus, é porque estes, naturalmente, são tolerantes e jamais açoitarão ou deceparão pescoços de homossexuais a golpes de cimitarra, com transmissão pela TV Al Jahzira, pelo simples fato de serem homossexuais.

         Isto é que é “homofobia”, e não o fato de considerar o homossexualismo um desvio moral! O que o Ocidente judaico-cristão não deve e não pode aceitar são aberrações como a PL 5003/2001, proposta para atender ao movimento “gay” no Brasil, que colocará na cadeia quem pronunciar qualquer palavra ou frase que não seja do agrado desses movimentos, pelo crime de “homofobia”… Como explica magistralmente Olavo de Carvalho em artigo no Jornal do Brasil de 29/3/2007, não existe a escolha entre “homofobia” e “anti-homofobia”, caso contrário, se os heterossexuais usassem as mesmas armas, por absurdo que fosse, poderiam também tentar aprovar uma lei instituindo o crime de “heterofobia”…

         É triste. Tantas pessoas passando fome, tantos políticos roubando, tantos crimes sendo cometidos impunemente contra a população e as pessoas que deveriam zelar pelo crescimento da economia, pela ética e pela ordem pública perdendo tempo com propostas como essa da PL 5003/2001.

         São as mentiras calculadas, que Carvalho denomina de “moldar o debate”, ou seja, de desviar a atenção da plebe ignara da essência dos problemas sociais, canalizando-as para posturas artificialmente impostas, para servirem aos interesses da vontade de poder dos “esquerdopatas”.

         Sinceramente, de tanta desilusão, dá até para pensar em ser “brasilfóbico”… Mas não dá. Um dia, o sol voltará a brilhar