A verdadeira riqueza da Igreja

Arquivado em: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 9:07 pm on Segunda-feira, Março 31, 2008

 

A Igreja é de fato riquíssima, e acumulou nos seus vinte séculos um tesouro incalculável! Na verdade ela é rica desde a sua origem, porque o seu fundador é o próprio Deus; é Dele que vem toda a sua riqueza. Ela é o próprio Corpo de Cristo (1Cor 12,27) e a sua alma é o seu Santo Espírito. 

Ela é muito rica porque é a “Igreja dos Santos”, como disse George Bernanos. Os Santos são a sua grande riqueza, como que reprodução do próprio Cristo. Ela é a Igreja de São Pedro de Cafarnaum, que deixou as redes para seguir o Senhor e morreu de cabeça para baixo, sob Nero, por amor a ela; é a Igreja de São Paulo de Tarso, que rodou o mundo até Roma, para ali ser martirizado por ela, degolado, dando graças a Deus. Ela é a Igreja de Santo Inácio de Antioquia, morto no Coliseu de Roma no ano 107, devorado por leões, por dar testemunho de Jesus Cristo.  

Ela é a Igreja dos outros Santos Apóstolos  Santo André, São Tiago, São João, São Tomé, São Filipe, São Bartolomeu, São Mateus, São Simão, São Tadeu, São Matias, São Barnabé,  São Lucas, São Marcos,  revestidos do próprio Cristo, um a um martirizados pela sua fidelidade ao Senhor… Ela é a Igreja dos Santos Inocentes que, ainda na tenra  idade, derramaram o seu sangue inocente pelo menino Deus…  

Ela é a rica Igreja dos Santos Padres: Agostinho de Hipona, que enfrentou o pelagianismo, o arianismo e o maniqueísmo;  Atanásio, que enfrentou o arianismo; Irineu, que enfrentou o gnosticismo; Inácio de Antioquia, que enfrentou os leões; S.Policarpo, que enfrentou a fogueira, S. Bento de Núrcia que com seus monges salvou a cultura grego romana;   Tomás de Aquino, que escreveu a Suma-Teológica e transformou a Filosofia; S. Anselmo e S. Alberto Magno, doutores da escolástica;  Teresa D’Avila e João da Cruz, que reformaram os Carmelos masculino e feminino;  S. Jerônimo, que traduziu a Bíblia do hebraico e grego para o latim; S. Basílio,  S.Gregório de Nissa, S. Gregório de Nazianzo, S. Afonso de Ligório, S. Francisco de Assis, S. João Bosco, e tantos outros que mudaram a face da terra…  

Ela é a Igreja dos santos doutores, 33 gigantes da fé: S. Atanásio (295 -373) de Alexandria, com sua  Apologia contra os Arianos; S. Efrém (306 - 373), diácono na Mesopotânia;  S. Hilário de Poitiers (310 - 367); S. Cirilo de Jerusalém (315 - 386); S. Basílio Magno (330 - 369); S. Gregório Nazianzeno; S. Ambrósio (340 - 397); S. João Crisóstomo (349 - 407), S. Agostinho (354 - 430); S. Cirilo de Alexandria (370 - 442); S. Pedro Crisólogo (380 - 451); S. Leão Magno (400 - 461); S. Gregório Magno (540 - 604);  S. Isidoro (560 - 636); S. João Damasceno (650 - 749); S. Beda Venerável (672 - 735); S. Pedro Damião ( 1007 - 1072); S. Anselmo - (1033 - 1109); S. Bernardo (1090 - 1153); S. Antonio de Pádua (1195 - 1231); S. Alberto Magno ( 1206 - 1280); S. Boaventura ( 1218 - 1274 ); S. Tomás de Aquino (1225 - 1274); S. Catarina de Sena (1347 - 1380); S. Teresa de Ávila (1515 - 1582); S. Pedro Canísio (1521 - 1597); S. João da Cruz (1542 - 1591); S. Roberto Belarmino (1542 - 1621); S. Lourenço de Brindes (1559 - 1619); S. Francisco de Sales (1567 - 1655); S. Afonso de Ligório (1696 - 1787); S. Teresa de Lisieux (1873 - 1897). 

 

Sim, é uma Igreja riquíssima!  Ela é a Igreja daqueles que, de tanto amor por ela, derramaram o seu sangue nas arenas romanas, nas espadas dos imperadores, nos cárceres comunistas e nazistas… Pedro, Paulo, Tiago,… Inácio de Antioquia, Policarpo, Sebastião, Perpétua, Felicidade, Cecília, Inês… Maximiliano Kolbe,… e tantos outros gigantes que fizeram do seu sangue “a semente de novos cristãos” (Tertuliano, †220). 

Ela é a rica Igreja das belas ordens religiosas de Bento, Domingos, Agostinho, Benedito, Francisco, Inácio de Loyola, Camilo de Lélis, D. Bosco, … Ela é a rica Igreja das Santas Virgens: Maria, Ana, Ines, Cecília, Luzia, Teresinha, Mazzarello, Clara de Assis,… que formam um verdadeiro exército de Esposas do Senhor. Sim, é uma Igreja riquíssima! 

Além de ser a rica Igreja dos Santos, dos Profetas, dos Mártires, dos Apóstolos, das Virgens, dos Confessores… é também a Igreja dos Papas. De Pedro, de Leão Magno, de Gregório Magno, de Leão Magno, detendo as grandes heresias às portas da Igreja,  enfrentando os bárbaros Átila e Genserico às portas de Roma.  

Sim meus irmãos, a Igreja Católica é riquíssima… É a Casa de Pedro, que é o princípio de tudo e a Pedra sobre a qual os outros se sucederam. É a Igreja dessa cadeia viva e ininterrupta de 266 Pontífices, o “doce Cristo na Terra”, como dizia S. Catarina de Sena. Todos os Santos se inclinaram diante do Papa, e nenhum foi nada sem ele. Paulo, o Apóstolo dos gentios, foi ao encontro de Pedro; Francisco, o enamorado da Pobreza, ajoelhou-se diante de Inocêncio III; Teresinha suplicou a Leão XIII que a deixasse entrar no Carmelo aos quinze anos … A sua maior riqueza está na Promessa do seu Senhor de que jamais ela seria vencida neste mundo (Mt 16,17) que seria infalível na doutrina e na condução dos seus filhos ao céu (Mt 28,20; Jo 16, 12-13). A sua maior riqueza é a certeza da vitória final!

 

Que outra Instituição teve um Pio IX que proclamou Maria Imaculada; e José, Padroeiro Universal da Igreja? Que teve um João Paulo II, filho de operário, operário, ator de teatro, esquiador, sacerdote, poliglota, bispo, diplomata, cardeal - Cardeal da Igreja do Silêncio e da Polônia Mártir? A Igreja é riquíssima, de fato, pois é a Igreja dos Santos e dos Papas. 

É a Igreja dos Sacramentos que o Senhor derramou  do seu Coração ferido pela lança no alto da Cruz. É a Igreja da salvação universal de todos os homens… É a barca de Pedro que salva do dilúvio do pecado! 

Esta é a riqueza desta Igreja que salvou e construiu a Civilização Ocidental ameaçada pelos bárbaros, que fundou as primeiras universidades do mundo (Bolonha, Oxford, Sorbone, Coimbra, La Sapienza, …). Ela é a rica Igreja das Catedrais góticas que há mais de mil anos encantam os olhos dos peregrinos e turistas (Paris,  Chartres,  Beauvais, Reims, Bolonha, Córdoba, Florença, Gênova, Milão, Monreale, Nápoles, Roma, Sevilha, Amiens, Notre Dame, Rouen, Veneza, Viena, Verona,  S.Paulo, … e mais centenas.  É a rica Igreja dos artistas sacros, escultores, músicos, arquitetos, engenheiros, pintores, Michel Ângelo, Giotto (1266-1337)., Rafael, Fra Angélico, Signorelli… que dedicaram toda a sua arte para a glória de Deus.  

Esta é a verdadeira fortuna da Igreja, acumulada no sangue dos Mártires, na fidelidade dos Confessores, na riqueza dos Padres, no discernimento dos Doutores, na pureza das Virgens, no sangue dos Inocentes, na palavra dos Apóstolos e Profetas, no zelo dos Patriarcas, na lei dos Profetas, na infalibilidade dos Papas e no amor do seu povo católico. Sim, é riquíssima!… É a Igreja que nos dá os Sacramentos e que nos abre as portas do Céu. Com ela e por ela, a Esposa do Cordeiro, “sem mancha nem ruga… santa é imaculada” (Ef 5, 26), viveremos a eternidade em Deus.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

Você sabe o que o seu filho vê na Internet?

Arquivado em: Internet — Prof. Felipe Aquino at 4:09 pm on Segunda-feira, Março 31, 2008

    A Internet hoje é  o grande fascínio das crianças e jovens, e veio para ficar. Ela é um meio poderosíssimo de comunicações que põe o mundo dentro de sua casa e também  na cabeça de seus filhos. Tem coisas maravilhosas e tem também desgraças enormes e até proposta de suicídio em grupo. Logo, os  pais precisam tomar todo cuidado com esta máquina que os jovens dominam com incrível facilidade deixando a nós adultos longe.A equipe do “Portal da Família” (www.portaldafamilia.com.br) pesquisou  algumas informações de Segurança para ajudar as crianças no uso da Internet. Isto pode ajudar a você que é pai a educar seus filhos. Algumas dicas de uso do citado Portal são importantes para orientar os jovens, como:     1. Lembre-se de que, na Internet, você nunca pode ter certeza de quem é a pessoa com quem você está conversando. Infelizmente, muitos mentem, e alguém que diz ser uma criança pode na verdade ser um adulto perigoso. 

2. Nunca divulgue informações sobre a sua vida, como por exemplo o seu sobrenome, o seu número de telefone, onde você mora ou onde é a sua escola, sem perguntar primeiro a seus pais. Desconfie daqueles que querem saber muito sobre você, pois mesmo com poucas informações as pessoas podem descobrir onde você mora.  

3. Tenha em mente as regras de segurança quando estiver online: o seu comportamento e os sites da Web que você visita determinarão em grande parte a sua segurança online. Sempre siga as regras de uso da Internet, quer esteja em casa, na escola, na biblioteca ou em outros lugares. Elas existem para garantir que você possa se divertir de maneira segura.  

4. Sempre mostre respeito pelos outros: trate as pessoas que estão online como você gostaria de ser tratado. Nunca envie mensagens de e-mail ofensivas ou desagradáveis. Lembre-se de que qualquer coisa que você escrever ou enviar online pode ser reenviado a outras pessoas – por exemplo a seus pais ou à sua escola! Portanto, se você sentir a tentação de dizer algo que os outros não gostariam de ouvir (e que você mesmo não gostaria de ouvir, se viesse de outra pessoa…), abafe essa tentação! 

5. Fazer planos para encontrar os seus interlocutores de Internet na vida real normalmente é uma péssima idéia, porque as pessoas podem ser muito diferentes na vida real daquilo que elas dizem ser pelo computador. Se quiserem marcar um encontro com você, não aceite. Se você quiser conhecê-los, leve os pais consigo e encoraje os seus “amigos” virtuais a fazer o mesmo. No mínimo, faça com que os seus pais e amigos reais saibam o que você vai fazer. 

6. Desligue o computador se alguma coisa o deixar preocupado ou inquieto. Se alguém com quem você estiver conversando ou alguma coisa que você vir quando estiver online fizer você ter preocupação ou medo, simplesmente feche o navegador e desligue o computador. Se você não fornecer informações sobre si mesmo a ninguém, ele ou ela não poderão ameaçá-lo, e você poderá simplesmente ignorar essa pessoa ou bloqueá-la no futuro. Sempre avise os seus pais ou professores se você tiver medo ou se sentir ameaçado quando estiver online – eles sabem o que fazer.  

7. Se você receber e-mails suspeitos, arquivos ou fotos de alguém que não conhece, mande-os para a lata de lixo. Você tem muito que perder se confiar em alguém que não conhece. Do mesmo modo, evite clicar nas URLs que lhe parecem suspeitas. 

8. Nunca distribua as suas senhas para outros colegas. 

9. Nunca faça nada que possa custar dinheiro à sua família, como por exemplo compras online, a não ser que haja algum de seus pais ajudando você a fazer isto. 

10. Antes de você conversar com um desconhecido na Internet sobre algum problema que tenha ou alguma dificuldade que sinta, experimente falar com um parente compreensivo ou um amigo e conte-lhes o que você sente. Eles são um recurso muito melhor e mais digno de confiança do que um estranho numa sala de bate-papo.  

11. Evite entrar em salas de bate-papo (chats) que parecem provocantes ou de muita discussão, e não deixe as pessoas online usarem o truque de fazer você pensar neles como amigos da vida real se você nunca as conheceu pessoalmente. Também não se deixe envolver em discussões e brigas online. Se for procurar problemas na Internet, você os achará com certeza, e as coisas podem sair do controle rapidamente. 

Como regra geral, lembre-se sempre de que os amigos reais são os únicos amigos de verdade, mesmo que de vez em quando lhe digam alguma coisa de que você não gosta. A Internet não é um lugar para cultivar a amizade, apenas para obter informações de certo interesse. 

Amigos mães e pais: façam um contrato de uso da Internet com os seus filhos! 

Muitas famílias descobriram que criar uma espécie de “Termo de Compromisso” com regras para uso da Internet ajuda as crianças a adquirir uma experiência boa e construtiva na Internet e a aceitar melhor as orientações dos pais. Uma das maneiras é fazer uma reunião em família em que todos concordem em estabelecer um “acordo” ou “contrato” entre pais e filhos. Algumas famílias até imprimem esse documento no computador e o assinam em conjunto com as crianças (isto pode ser muito bom, porque evita as discussões que podem surgir depois sobre “Isto estava / não estava no contrato”).  

Vejam abaixo um pequeno exemplo. Mas não é preciso segui-lo; o que interessa é que você crie o seu próprio contrato, com os pontos que lhe pareçam mais necessários para a sua família. Há outros exemplos desses contratos nos sites:  

SafeKids.Com - Family Contracts for Online Safety, Smart Parent.Com - Children´s Pledge to Online Safety 

 

1. Eu SEMPRE falarei com os meus pais, e imediatamente!, quando não entender alguma coisa na Internet, ou algo parecer assustador ou ameaçador. 

2. NUNCA darei meu nome completo, endereço, número de telefone, nome ou localização da minha escola, horário, senhas, ou quaisquer outras informações que me identifiquem quando eu estiver online. SEMPRE consultarei um adulto antes se for o caso de abrir uma exceção.  

3. NUNCA terei um encontro com alguém que só conheço pela Internet. Nos casos em que eu pensar que vale a pena, vou perguntar antes aos meus pais o que eles acham e, se decidir conhecer um colega da Internet, nós nos encontrarmos em um lugar público e um dos meus pais ou tutores estará comigo.  

4. NUNCA responderei a qualquer mensagem que use palavrões ou palavras que me pareçam assustadoras, ameaçadoras ou estranhas. Se receber esse tipo de mensagem, vou imprimi-la antes e mostrá-la a um adulto. Se me sentir incomodado num chat, usarei o comando ignore ou simplesmente sairei desse chat.  

5. NUNCA visitarei um website que custe dinheiro nem farei compras via Internet sem antes pedir permissão aos meus pais ou professores.  

6. NUNCA enviarei uma foto pela Internet ou pelo correio normal a ninguém sem a permissão dos meus pais.  

7. NUNCA enviarei o número do cartão de crédito dos meus pais ou do meu sem a autorização dos meus pais.  

Assinatura da criança………………………………. Data ………….  

 

Assinaturas dos pais……………………………….. Data ………….      Além de tudo isso é preciso que os pais fiquem atentos aos sites pornográficos, de pedofilia, de drogas, de convites para “programas” exóticos e excêntricos como suicídio e coisas desse tipo; alguma chave de segurança pode ser usada, e isto pode ser aprendido com pessoas especialistas no assunto. Seu filho é um tesouro incalculável; não permita que outros lhe roubem a sua alma.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Arquivado em: Bioética, Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:49 pm on Segunda-feira, Março 31, 2008


Fonte: http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/

Para se amplamente divulgado!!


Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ontem, numa bela manhã iluminada por um sol de outono, estive na Praça da Sé (capital paulista) a fim de participar de uma manifestação contra o aborto, organizada pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto e por várias outras entidades anti-abortistas.

Ao chegar àquela enorme Praça, deparei-me com um mar… de gente. A Praça da Sé já estava lotada, mas, como novas ondas, chegava gente de todos os lados. Uma hora depois, aquele enorme espaço encontrava-se lotadissimo.

Fiquei surpreso com quantidade de jovens entre os manifestantes. Todos com entusiasmo bradando contra a legalização do aborto no Brasil (devido ao Projeto de Lei 1135/91), muitos sustentando faixas com frases contundentes como, por exemplo, essas duas que anotei:

“Mãe, estou dentro de seu ventre para que me defendas, e não para que me mates”.

“Não queremos que a bandeira brasileira seja manchada com o sangue do aborto”

Com efeito, tramita no Congresso Nacional o PL 1135/91 que legaliza o aborto em nosso País, em qualquer caso e até o 9º mês de gravidez (desde a concepção até o momento do parto…). Será, portanto, a legalização do crime!

Alerta!

Temos que ficar com a atenção redobrada, pois, possivelmente, nos próximos meses votar-se-á o nefando projeto. Sabemos que a esmagadora maioria do povo brasileiro é contra o aborto — uma recente pesquisa do “Datafolha” confirma isso: 87% dos entrevistados se posicionaram contra a ampliação da Lei do Aborto —, mas não podemos ser otimistas e imaginar que, uma vez que estamos num País democrático, os congressistas votarão de acordo com essa imensa maioria. Quantos e quantos projetos foram aprovados à revelia da maioria da população!

“Patrulhamento ideológico” da esquerda

Esperamos que os parlamentares — já que se dizem “democráticos — entendam bem o representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé nesse memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos midiatícos que “não viram” e sabotaram essa grande manifestação de milhares de entendam bem o representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé nesse memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos midiatícos que “não viram” e sabotaram essa grande manifestação de milhares de brasileiros.

Parece que a grande mídia só tem olhos para ver pífias e diminutas passeatas de abortistas. Estes, sim, têm voz e vez e muito espaço na mídia.

Por que? Certamente porque tais órgãos midiatícos são insensíveis ao “grito silencioso” dos nascituros que são trucidados todos os dias pelas práticas abortistas — crimes verdadeiramente hediondos!

Uma nova e tirânica inquisição

Uma tremenda contradição: o Estado que é totalmente contrário à pena de morte (até de assassinos que cometeram os mais hediondos crimes), se aprovado o acima mencionado Projeto de Lei, aprovará a pena de morte de inocentes que se encontram no ventre materno. Precisamente a matança daqueles seres mais inocentes e que mais necessitam da proteção do Estado, pois se encontram indefesos. Haja hipocrisia!

* * *

Tanto pelas faixas levantadas na Praça da Sé, como por pronunciamentos de oradores, houve também protestos contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, uma vez que a vida inicia-se na concepção (vide o “post” abaixo, intitulado “Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra”). Se aprovadas tais pesquisas, abrir-se-ao de par em par as portas para a ampliação da lei do aborto — lei assassina (conforme o slogan de uma outra faixa).

Seguem algumas das fotos que tirei dessa grande manifestação que, se Deus quiser — e Ele quer… —, se repetirá em outras cidades.


Na foto: Dra. Alice Teixeira, professora associada de Biofísica da UniFESP/EPM na área de Biologia celular


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Arquivado em: Sacramentos — Prof. Felipe Aquino at 3:30 am on Domingo, Março 30, 2008

 

Através de um Decreto de 23.05.2000, da Sagrada “Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos”, foi modificada a denominação do Segundo domingo de Páscoa para “Segundo Domingo de Páscoa ou  Domingo da Divina Misericórdia”, com a aprovação do Papa João Paulo II. 

O motivo desta modificação, sem dúvida, está ligada às revelações de Jesus a Santa Faustina Kowalsca, polonesa beatificada e canonizada pelo Papa João Paulo II. 

Neste Segundo domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia,  é celebrada a Instituição do Sacramento da Penitência, ou Confissão, pelo próprio Jesus em sua aparição aos Apóstolos no dia (Domingo) da Ressurreição. O evangelista São João, testemunha ocular dos fatos narra: “Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,19-23). 

Infelizmente a maioria das pessoas quando lêem este trecho do Evangelho, ficam sensibilizadas com o episódio da narração da descrença de São Tome, que vem logo em seguida, e acabam às vezes se esquecendo do mais importante: a Instituição da Sagrada Confissão. Ora, Jesus tinha acabado de conquistar com sua gloriosa Paixão, Morte e Ressurreição, a vitória sobre o pecado e a morte, sobre o inferno e Satanás, e agora estava ansioso para distribuir através da Sua Igreja, por meio dos Seus Apóstolos, a copiosa Redenção conquistada com Sangue. Antes mesmo do dia de Pentecostes, Jesus já dá o Espírito Santo aos Apóstolos, para que desde aquele momento, sem perda de tempo, distribuíssem ao mundo o perdão dos pecados que Ele conquistou, como “o Cordeiro de Deus (Agnus Dei) que tira o pecado do mundo”  (Jo 1, 29). 

O Sacramento da Confissão é a aplicação imediata a cada cristão da copiosa Redenção que Jesus conquistou para toda a humanidade. É o momento em que o Seu Sagrado Coração se dilata de amor e misericórdia para com qualquer pecador arrependido que venha a Ele pedir perdão. No Sacramento o sacerdote nos perdoa “em Nome de Cristo” e pela autoridade que Ele conferiu somente à Igreja Católica. A fórmula da absolvição que o Sacerdote da Igreja latina usa,  exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela páscoa de seu Filho e pelo dom de seu Espírito, através da oração e ministério da Igreja: “Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

 

Leia o que grandes Padres da Igreja disseram sobre este Sacramento: 

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona, doutor da Igreja: 

“Se na Igreja não existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança, nenhuma perspectiva de uma vida eterna e de uma libertação eterna. Rendamos graças a Deus que deu à Sua Igreja um tal dom”.      “Fazei penitência, como é costume na Igreja, se quereis que ela ore por vós. Ninguém diga – eu faço penitência secretamente diante de Deus. Ele sabe-o e perdoa-me, porque faço penitência em meu coração… Poderemos nós anular o Evangelho e a palavra de Cristo?” 

 

       São Leão Magno (400-461), Papa e doutor da Igreja: 

 

“Deus em sua infinita misericórdia, preparou dois remédios para os pecados dos homens: o batismo e a penitência. Pelo batismo nascemos para a vida da graça; pela penitência recuperamo-lo, se tivermos a infelicidade de perdê-la. Todo cristão, portanto, deve examinar a sua consciência, não adiando dia a dia a sua conversão. Ninguém espere satisfazer a justiça de Deus na hora da morte. É um perigo para os fracos e ignorantes adiar a sua conversão para os últimos dias de sua vida.” 

São Gregório Magno (540-604), Papa e doutor da Igreja: 

“Os  Apóstolos  receberam, pois, o Espírito Santo para  desligar  os  pecadores da cadeia dos seus pecados. Deus  fê-los  participantes  do seu direito de julgar; e eles julgam em Seu Nome e em Seu lugar. Ora, como  os  bispos  são os sucessores dos Apóstolos têm o mesmo direito”.“O  pecador, ao confessar sincera e contritamente os seus pecados, é como Lázaro: já vive, mas está ainda ligado com as ataduras de seus pecados. Precisa  de  que  o  Sacerdote lhas corte; e corte-lhas absolvendo-o”. 

O Catecismo da Igreja ensina que: §1446 – “Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a Segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça”. 

A Igreja ensina que não há pecado, por mais grave que seja, que não possa ser perdoado na Confissão Sacramental, desde que o pecador esteja arrependido e se confesse com o propósito de abandonar o erro.  

Por isso, neste Segundo domingo de Páscoa, o da Divina Misericórdia, o Coração de Jesus, está mais aberto ainda, para acolher e perdoar os pecadores arrependidos. Não deixe para acertar as suas contas com Deus na eternidade, faça isso já, aqui e agora, é muito mais fácil, porque neste tempo a Misericórdia supera a Justiça.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

 

 

 

 

 

 

E a “riqueza” da Igreja?

Arquivado em: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 4:12 pm on Sexta-feira, Março 28, 2008

 

Muito se fala sobre a “riqueza’ da Igreja, o ouro do Vaticano, etc…A Igreja, sendo, também, uma Instituição humana, incumbida por Jesus para levar a salvação a todos os homens, precisa evidentemente de um “corpo material”, sem o quê não pode cumprir a sua missão em toda a terra. Nenhuma outra instituição terrena tem uma missão tão ampla e, portanto, cara.  

A palavra Católica quer dizer universal. Qualquer instituição que esteja em todas as nações do mundo precisa de meios materiais para isto. O Papa é o único chefe de Estado que tem 1,2 bilhão de  filhos em todos os cantos da Terra, falando todas as línguas. No último Concílio, o do Vaticano II, o Papa João XXIII reuniu cerca de 2600 de todas as nações, no Vaticano, durante 3 anos… Hoje são mais de 4000 mil.  Que Chefe de Estado faz isto? 

Desde 1870, quando a guerra de unificação da Itália tomou, à força, as terras da Igreja (uma parte da Itália!), até o fim da chamada Questão Romana (11/02/1929), os Papas se consideraram prisioneiros no Vaticano, por cerca de 60 anos.  Apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, Pio IX (1846-1878), Leão XIII (1878-1903), São Pio X (1903-1914), Bento XV(1914-1922) e Pio XI (1922-1939), julgaram que não podiam abrir mão da soberania territorial da Igreja em relação às demais nações, com direito a um território próprio, ainda que muito pequeno, a fim de que tivesse condições de cumprir a missão que Cristo lhe deu. 

A cidade do Vaticano, geograficamente situada dentro de Roma, é mínima territorialmente. Quando começou a discussão da Questão Romana, muitos diziam que em caso da restauração da soberania temporal da Igreja, ela deveria ter apenas um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 Km2); ora, o Estado Pontifício renasceu com apenas 0,44 Km2 que tem hoje o Vaticano.  

         O patrimônio territorial que a Igreja possui (Cidade do Vaticano com museus, pinacotecas, basílicas…) resulta de doações que foram sendo feitas à Santa  Sé desde o século IV. Na Idade Antiga e na Idade Média muitos cristãos, ao morrer ou ao entrar no Mosteiro, doavam suas terras ao bispo de Roma (= o Papa). Em conseqüência, foi-se formando em torno da cidade de Roma o chamado “Patrimônio de São Pedro”; o Papa, sem ser Chefe de Estado, garantia a boa ordem e a paz em favor dos habitantes daquelas terras, enquanto em outras regiões havia desordens e guerras causadas pelas  invasões dos bárbaros (vândalos, godos, vikings, celtas, hunos, francos, lombardos…). Finalmente em 756 Pepino o Breve da França reconheceu oficialmente o Estado Pontifício. Em 1870 este caiu, quando a Itália foi unificada. Em 1929 foi restaurado o Estado Pontifício como o menor de todos os Estados existentes (0,44 km²). O Estado Pontifício hoje é uma herança legítima do passado, reduzido ao mínimo e destinado a servir à missão da Igreja. 

Os objetos contidos no Museu do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Papas por cristãos honestos e fiéis, e pertencem ao patrimônio da humanidade; são inalienáveis, a maioria tem grande custo de manutenção, mas a Igreja os considera um patrimônio da humanidade. Os Papas não vêem motivo para não conservar esse acervo cultural muito importante. Não é a pura venda desses objetos, de muito valor para  todos os cristãos, que resolveria o problema da miséria do mundo. Será que a rainha da Inglaterra aceitaria vender o museu de Londres, ou o presidente da França vender o Louvre?… 

Os maiores tesouros artísticos do Vaticano não estão escondidos, mas à vista de todos, na própria Basílica de São Pedro, como a “Pietà”, ou na Capela Sistina, onde estão os famosos afrescos, criações, nos dois casos, de Michelangelo. Outras peças de valor impossível de ser sequer estimado são a “Transfiguração”, de Rafael, ou o “São Jerônimo”, de Leonardo da Vinci. 

Embora o patrimônio artístico e arqueológico dos museus do Vaticano possa ser comparado ao do Museu Britânico, ao do Metropolitan, de Nova York, e ao do Ermitage, de Leningrado, esse acervo, por disposição da própria Santa Sé, que o considera patrimônio de toda a humanidade, é inalienável, não pode ser vendido. 

Outros grandes tesouros, que igualmente jamais passarão para outras mãos, só podem ser vistos por poucos religiosos e por  pesquisadores. São documentos, pergaminhos, miniaturas, Bulas papais e outros testemunhos de toda a história do Cristianismo até nossos dias. Compreensivelmente, eles estão guardados, por segurança e conservação, a seis metros abaixo do solo. Não se pode perder esse tesouro da humanidade. Tudo isso faz parte da História de 2000 anos da Igreja e do mundo, e não pode ser danificado ou vendido. Nada há no mundo tão precioso! 

Não há motivo, portanto, para se falar, maldosamente, da “riqueza do Vaticano”. Podemos até dizer que a Igreja foi rica no passado, antes de 1870, mas hoje não. Qualquer Chefe de Estado de qualquer pequeno país tem à sua disposição, no mínimo um avião. Nem isso o Papa tem. Nem aeroporto existe dentro do Vaticano. Nem um helicóptero para servir ao chefe de 1,2 bilhões de católicos. E a Igreja é a Instituição que mantém o maior número de representação diplomática na terra, cerca de 180.  

O Vaticano tem  um órgão encarregado da caridade do Papa, o Cor Unum. No final de cada ano é publicada no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, a longa lista de doações que o Papa faz a todas as nações do mundo, inclusive o Brasil, especialmente para vencer as flagelações da seca, fome, terremotos, etc. É uma longa lista de doações que o Papa faz com o chamado óbulo de São Pedro, arrecadado dos fiéis católicos do mundo todo. 

A Igreja Católica nesses dois mil anos sempre fez e fomentou a caridade. Muitos hospitais, sanatórios, leprosários, asilos, albergues, etc., são e foram mantidos pela Igreja em todo o mundo. Quantos santos e santas, freiras e sacerdotes, leigos e leigas, passam a sua vida fazendo a caridade… Basta lembrar aqui alguns nomes: São Vicente de Paulo, D. Bosco, São Camilo de Lelis, Madre Teresa de Calcutá…  a lista é enorme! 25% das instituições que cuidam dos aidéticos no mundo todo são da Igreja; sem falar nos leprosários, orfanatos, creches, asilos, casas de recuperação de drogados…  

A Santa Sé, além do território de 0,44 Km quadrados, correspondente ao Estado do Vaticano, possui dois tipos de bens imóveis em Roma: 1 - as que gozam de estatuto próprio definido pelo Tratado de Latrão, em 1929; e 2 - as que estão sujeitas ao Estado italiano para fins de impostos e taxas. São as basílicas ; a residência pontifícia de Castel Gandolfo, as sedes da Universidade Gregoriana, do Instituto Bíblico, do Instituto Oriental, do Instituto de Arqueologia Cristã, do Seminário Russo, do Colégio Lombardo, os dois palácios de Santo Apolinário e a casa de Retiros dos SS. João e Paulo. Isto é o que restou de todo o antigo Estado Pontifício que cobria boa parte da Itália.  

Sem isto os órgãos da Igreja não têm como funcionar. As finanças do Vaticano estão sempre  passando por momentos difíceis, pois a  Igreja tem desenvolvido e multiplicado seus serviços após o Concílio do Vaticano II, a ponto de sentir sério problema econômico. São muitas as Comissões que se criaram em Roma nos últimos tempos para atender ao diálogo com os cristãos separados, com as religiões não cristãs, com os ateus, com os homens de cultura…; existem Comissões de Justiça e Paz, para o Apostolado dos Leigos, o Pontifício Conselho Cor Unum…  Estas Comissões são internacionais, de modo que acarretam despesas de viagens, publicações, pesquisas, etc. Isto explica o aumento de gastos, sem que haja receita regular correspondente.  

O cerimonial que cerca por vezes o Santo Padre, é legado de épocas distantes, quando os costumes o exigiam; hoje em dia está sendo mais e mais simplificado; vemos o Papa tomando crianças nos braços, visitando hospitais, prisões, favelas, etc. A  Igreja, porém, julga que, para o culto divino (celebração da S. Missa, por exemplo), se deve sempre utilizar o que haja de melhor; não se trata de usar alfaias ricas, mas objetos dignos e capazes de exprimir a grandeza da fé e o amor dos cristãos a Deus. 

Aqui no Brasil há dioceses que possuem terras, resultantes de doações feitas aos Bispos na época colonial; essas propriedades ajudam a exercer a missão da Igreja, formar os sacerdotes, manter as obras de evangelização e caridade, publicações, meios de comunicação social, escolas, templos, etc. No entanto, a maioria das dioceses são  muito pobres, precisam de recursos de outras dioceses e organizações para poder desenvolver a sua atividade pastoral. Sabemos como é difícil a  vida de um Bispo ou de um sacerdote em muitas regiões do Brasil e  da América Latina. 

Quem fala da “riqueza”  da Igreja é porque não a conhece bem, e não sabe a imensidão do seu trabalho e da sua missão. Afinal, que Instituição recebeu missão tão grande de Deus, de salvar todos os homens? 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

Nota: Muito desse artigo foi retirado do artigo de D. Estevão Bettencourt “As riquezas da Igreja”,  Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”, Nº 302 – Ano 1987 – Pág. 332. 

     

 

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