Temos a alegria de partilhar com você uma linda reflexão !

O bispo de Caicó, Dom Antônio Carlos Cruz, foi o pregador da 8ª novena da festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese de Natal.
Abaixo, o roteiro da homilia proferida por ele.

261ª Festa de Nossa Senhora da Apresentação
Tema Central: “Com a virgem da Apresentação, anunciamos o Evangelho da Família”.
Tema a ser desenvolvido: A família cristã, comunidade a serviço do homem.

INTRODUÇÃO
Nossa Senhora da Apresentação é a denominação dada a uma imagem de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Natal. Ela é a santa padroeira da cidade. Recebeu esse nome por ter sido encontrada nas águas do Rio Potengi no dia da Apresentação de Maria ao Templo de Jerusalém.
Diz a tradição que, em 21 de novembro de 1753, um grupo de pescadores encontrou um caixote de madeira encalhado em umas rochas na margem direita do Rio Potengi, na frente à Igreja do Rosário, na atual Pedra do Rosário, em Natal, no Rio Grande do Norte. Dentro do caixote, havia uma imagem de Nossa Senhora do Rosário e uma mensagem: Aonde esta imagem aportar nenhuma desgraça acontecerá.
Os pescadores avisaram sobre a descoberta ao vigário da paróquia, padre Manoel Correia Gomes, que se dirigiu ao local e logo reconheceu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. Porém, como o dia 21 de novembro é o dia da Apresentação de Maria ao Templo de Jerusalém, a santa foi batizada como Nossa Senhora da Apresentação e proclamada padroeira da cidade de Natal. A antiga Catedral de Natal, atual Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, localiza-se na Praça André de Albuquerque. Lá, no dia 25 de dezembro de 1599, foi celebrada a primeira missa na cidade, pelo padre Gaspar Moperes.
Em homenagem à padroeira, o dia 21 de novembro é feriado municipal em Natal. Seus festejos se estendem desde 11 até 21 de novembro, com missas e celebrações, principalmente, na Pedra do Rosário (onde a imagem foi encontrada), na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (antiga catedral) e na Catedral Metropolitana.
No nº 157 da Evangelli Gaudium, o papa Francisco, citando um professor nos diz: “Uma boa homilia deve conter uma ideia, um sentimento e uma imagem”.

A) UMA IDEIA:
Na família, vivendo o mandamento o mandamento do amor, descobrindo em cada irmão a imagem de Deus
Familiares Consortio: Exortação Apostólica de João Paulo II sobre a função da família no mundo de hoje (1980)
O mandamento novo do amor
63. …Isto vale também para o casal e para a família cristã: seu guia e norma é o Espírito de Jesus, difundido nos corações com a celebração do sacramento do matrimónio. …, o matrimónio propõe outra vez a lei evangélica do amor, e, com o dom do Espírito, grava-a mais profundamente no coração dos cônjuges cristãos: o seu amor, purificado e salvo, é fruto do Espírito, que age no coração dos crentes e se põe, ao mesmo tempo, como mandamento fundamental da vida moral pedida à liberdade responsável deles…
Descobrir em cada irmão a imagem de Deus
64. Animada e sustentada pelo mandamento novo do amor, a família cristã vive a acolhida, o respeito, o serviço para com o homem, considerado sempre na sua dignidade de pessoa e de filho de Deus.
Isto deve acontecer, antes de tudo, no e para o casal e para a família, mediante o empenho quotidiano de promover uma autêntica comunidade de pessoas, fundada e alimentada por uma íntima comunhão de amor. Deve,além disso,ampliar-se para o círculo mais universal da comunidade eclesial, dentro da qual a família cristã está inserida: graças à caridade da família, a Igreja pode e deve assumir uma dimensão mais doméstica, isto é, mais familiar, adoptando um estilo de relações mais humano e fraterno.
A caridade ultrapassa os próprios irmãos na fé, porque «todo o homem é meu irmão»; em cada um, sobretudo se pobre, fraco, sofredor e injustamente tratado, a caridade sabe descobrir o rosto de Cristo e um irmão a amar e a servir.
… o Concílio Vaticano II: «Para que este exercício da caridade seja e apareça acima de toda a suspeita, considere-se no próximo a imagem de Deus, para o qual foi criado, veja-se nele Cristo, a quem realmente se oferece tudo o que ao indigente se dá»
… Mensagem do Sínodo à família: «É vossa tarefa formar os homens para o amor e educá-los a agir com amor em todas as relações humanas, de modo que o amor fique aberto à comunidade inteira, permeado do sentido de justiça e de respeito para com os demais, cônscio da própria responsabilidade para com a mesma sociedade».

B) UM SENTIMENTO:
Texto Bíblico: Lc 10, 29-37: Praticar a misericórdia para com a família para que ela pratique a misericórdia.
25. Um especialista em leis se levantou, e, para tentar Jesus perguntou: “Mestre, o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”26.Jesus lhe disse: “O que é que está escrito na Lei? Como você lê?”27.Ele então respondeu: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo.”28.Jesus lhe disse: “Você respondeu certo. Faça isso, e viverá!”29.Mas o especialista em leis, querendo se justificar, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”30.Jesus respondeu: “Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, e o espancaram. Depois foram embora, e o deixaram quase morto.31.Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou adiante, pelo outro lado.32.O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu, e passou adiante, pelo outro lado.33.Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e teve compaixão.34.Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão, onde cuidou dele.35.No dia seguinte, pegou duas moedas de prata, e as entregou ao dono da pensão, recomendando: ‘Tome conta dele. Quando eu voltar, vou pagar o que ele tiver gasto a mais’.” E Jesus perguntou:36.”Na sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”37.O especialista em leis respondeu: “Aquele que praticou misericórdia para com ele.” Então Jesus lhe disse: “Vá, e faça a mesma coisa.”
• Condenar o pecado e salvar o pecador. Cuidado para não condenar o homem e salvar a doutrina.
• Usar a lógica do pai e da mãe, que relativiza o seus princípios, para não perder o filho (a) homoafetivo, com sua segunda família, na dependência química, na prisão etc.
• Não salvaremos o mundo se condenarmos a família. Não salvaremos a família se não a assumirmos como ela é, como ela está: “Deus me ama do jeito que eu sou para que eu venha ser do jeito que ele me quer” (Santo Afonso). “O que não é assumido não foi redimido” (Gregório Nazianzeno, Sec. IV). Vivermos o melhor possível e não o perfeccionismo.
• A saída contra o laxismo não é o rigorismo, mas a misericórdia. O laxismo é mundanismo descarado, o rigorismo é o mundanismo disfarçado (mundanismo religioso de Henri de Lubac), pois não é movimento pelo espírito do Evangelho, mas pela fé na lei e nas obras, colocando em nós a nossa confiança. A misericórdia é a parceria entre a miséria humana e o coração de Deus.

C) UMA IMAGEM:
• Deus está na mais na arte do que nas igrejas (o apelo por Deus)
• Acho Deus na MPB… No mundano eu acho o religioso, pois alguns discursos religiosos são muito mundanos (ex: teologia da retribuição, da prosperidade etc).
• A arte é prima irmã da espiritualidade, pois eleva o espírito.

Com Açúcar, Com Afeto (Chico Buarque)

Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê!

Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa

Você diz que é um operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê!

No caminho da oficina
Existe um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê!

Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol

E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol

Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre ma non tropo (italiano=mas não muito)
Você vai querer cantar

Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar

Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê!

Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração

E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer?
Qual o quê!

Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você

CONCLUSÃO
• A Virgem do Rosário achada se torna a Virgem da Apresentação.
• Tradição apócrifa, mas que revela Maria como consagrada a Deus.
•Aonde esta imagem aportar nenhuma desgraça acontecerá: ver por trás das palavras. Esta é imagem de como o discípulo deve ser, de como a Igreja deve ser (comunidade do discípulo amado), de como a Arquidiocese de Natal deve ser.
• Aquela que foi consagrada no templo apresentou no templo e no tempo o Senhor do templo/tempo
•Que nossas famílias sejam consagradas a Deus como Maria: frágeis como Maria, mas desejosos de dizer sim. Por isso digamos, como a canção:

Mãe de todos os homens, ensina-nos a dizer Amém!

Quando a noite está perto e obscurecida a Fé

Quando a vontade do Pai não é fácil de se fazer

Quando temos que esquecer-nos para pensar em alguém

Ao acordar cada dia, antes de nada saber se pelo amor
Dos irmãos devemos algo sofrer

Quando deitamos à noite, fechamos o dia na Fé.

Caicó, 19/11/14
+ Antonio Carlos, msc

sem comunhão a Igreja não vive

 

Papa Francisco explicou que, longe de ser uma carga pesada e triste, santidade é um chamado à alegria e pode ser vivida nas ações do dia a dia

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Papa Francisco esclareceu que não é preciso fazer coisas extraordinárias para ser santo, mas dar testemunho cristão na vida diária.

A santidade foi o tema da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 19. O Santo Padre explicou que todos são chamados a ser santos e esse é um caminho que se percorre no dia a dia com pequenos passos e em união com a Igreja.

Francisco destacou que a santidade é um dom dado por Deus e constitui a face mais bela da Igreja. Trata-se de um convite feito a todos, de forma que não é preciso ser bispo, padre ou religioso para ser santo. Ele ressaltou que existe a tentação de achar que a santidade é só para os que tiveram a possibilidade de se destacar por dedicar a vida à oração, mas não é assim.

“É vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho cristão nas ocupações de cada dia que somos chamados a nos tornarmos santos”, disse. Se a pessoa é casada, a santidade é amar sua esposa, seu esposo; se é religiosa, que seja santa dedicando sua vida a Deus; se é um catequista, seja santo tornando-se sinal da presença do Senhor. Mesmo no ambiente de trabalho é possível ser santo, disse o Papa.

Francisco deu exemplos práticos de como caminhar rumo à santidade. Ele indicou pequenos passos que podem ser dados como não fofocar, escutar com paciência os problemas de um filho que está angustiado e quer conversar; ao fim do dia, mesmo cansado, fazer uma oração, ir à Missa aos domingos. “Pequenas coisas são pequenos passos rumo à santidade. E cada passo nos fará uma pessoa melhor, livre do egoísmo e do fechamento em si mesmo”.

Ao longo deste caminho, não se pode desanimar, pois a graça é dada pelo próprio Deus, explicou o Papa. A única coisa que o Senhor pede é a comunhão com Ele e o serviço aos irmãos. Nesse ponto, o Pontífice convidou todos a fazer um exame de consciência e se perguntar: “Como respondemos até agora ao chamado do Senhor à santidade?”.

Francisco disse, por fim, que a santidade não é triste nem uma carga pesada, mas um convite a partilhar da alegria de Deus, tornando-se um dom de amor para as pessoas ao redor. Compreender isso muda tudo.

“Acolhamos o convite à santidade com alegria e apoiemos uns aos outros, porque o caminho rumo à santidade não se percorre sozinho, mas juntos, naquele único corpo que é a Igreja, amada e tornada santa pelo Senhor Jesus Cristo. Sigamos adiante com coragem neste caminho da santidade”.

 

Francisco_JoaquinPeiroPerez_ACIPrensa_09112014O site ACI/EWTN Noticias publicou nesta segunda-feira (10/11/14) as palavras do Santo Padre ao presidir no domingo a oração do Ângelus na Praça São Pedro, nas quais recordou a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão, e destacou que pelo Batismo cada cristão se converte em parte do “edifício de Deus”, por isso alentou a ter sempre uma vida cristã coerente.

Segundo a Rádio Vaticano, Francisco assinalou que “a liturgia de hoje recorda a Dedicação da Basílica de Latrão, a catedral de Roma, que por tradição é chamada de ‘a mãe de todas as igrejas da cidade e do mundo’”.

“Com o termo ‘mãe’ não se refere tanto ao edifício sagrado da Basílica, mas à obra do Espírito Santo que neste edifício se manifesta, frutificando através do ministério do Bispo de Roma, em todas as comunidades que permanecem em unidade com a Igreja que ele preside”.

O Papa destacou que “todas as vezes que celebramos a dedicação de uma igreja, nos recordamos de uma verdade essencial: o templo material feito de tijolos é um sinal da Igreja viva e ativa na história, do ‘templo espiritual’, como diz o apóstolo Pedro, onde o próprio Cristo é a ‘pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus’”.

“Jesus, no Evangelho da liturgia de hoje, falando do templo, revelou uma verdade: o templo de Deus não é apenas o edifício feito de tijolos, mas é seu corpo, feito de pedras vivas”.

O Santo Padre indicou que “em virtude do Batismo, todo cristão faz parte do ‘edifício’ de Deus’, torna-se a Igreja de Deus”.

“O edifício espiritual, a Igreja comunidade dos homens santificados pelo sangue de Cristo e pelo Espírito do Senhor Ressuscitado, pede a cada um de nós para ser coerente com o dom da fé e para percorrer um caminho de testemunho cristão”.

Francisco reconheceu que “não é fácil, todos nós sabemos, a coerência na vida entre a fé e o testemunho; mas devemos ir em frente e realizar em nossas vidas esta coerência cotidiana. ‘Este é um cristão’, não tanto pelo que diz, mas pelo que faz, pelo modo como se comporta”.

“Essa coerência, que nos dá vida, é uma graça do Espírito Santo que devemos pedir”.

O Papa assinalou que “a Igreja, na origem da sua vida e da sua missão no mundo, é uma comunidade constituída para professar a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e Redentor da humanidade, uma fé que age por meio da caridade. Estão juntas!”.

“Também hoje a Igreja é chamada a ser no mundo uma comunidade que, radicada em Cristo por meio do Batismo, professa com humildade e coragem a fé Nele, testemunhando esta fé na caridade”.

“Para este fim devem ser ordenados os elementos institucionais, as estruturas e organizações pastorais; para este fim essencial: testemunhar a fé na caridade. A caridade é a expressão da fé e também a fé é a explicação e o fundamento da caridade”.

Francisco também destacou que “a festa de hoje nos convida a meditar sobre a comunhão de todas as Igrejas, desta comunidade cristã que por analogia nos encoraja a empenhar-nos a fim de que a humanidade possa superar as barreiras da inimizade e da indiferença, a construir pontes de compreensão e diálogo, para fazer do mundo inteiro uma família de povos reconciliados entre si, fraterno e solidário”.

“Desta nova humanidade, a própria Igreja é sinal e antecipação quando vive e difunde com seu testemunho o Evangelho, a mensagem de esperança e reconciliação para todas as pessoas”.

“Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a sermos, como ela, ‘casa de Deus’, templo vivo de seu amor”, concluiu.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/o-papa-francisco-alenta-a-coerencia-cotidiana-na-vida-crista-43851/

 

Na Missa desta quinta-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou sobre o crescimento do Reino de Deus. Segundo o Santo Padre, o Reino cresce a cada dia graças a quem o testemunha sem fazer “barulho”, rezando e vivendo com fé os seus compromissos em família, no trabalho, na sua comunidade de origem, na santidade da vida cotidiana.

Francisco destaca que o Reino de Deus é humilde e se esconde na santidade do dia-a-dia / Foto: L'Osservatore Romano

No silêncio, talvez de uma casa onde se chega ao fim do mês apenas com meio euro, mas não se deixa de rezar e cuidar dos filhos e dos avós: é ali que se encontra o Reino de Deus. A homilia do Santo Padre foi guiada por um trecho do Evangelho de Lucas, em que Jesus responde aos discípulos  quando virá o Seu Reino. Francisco destacou que o Reino não é um espetáculo.

“O espetáculo! Nunca o Senhor diz que o Reino de Deus é um espetáculo. É uma festa! Mas é diferente. É festa, certo, é belíssima. Uma grande festa! E o Céu será uma festa, mas não é um espetáculo. E a nossa fraqueza humana prefere o espetáculo”.

O Pontífice explicou que, tantas vezes, o espetáculo está em uma celebração de casamento, por exemplo, quando as pessoas, em vez de se apresentarem para receber o sacramento, vão fazer espetáculo da moda, do fazer-se ver, da vaidade. Em vez disso, o Reino de Deus é silencioso; o Espírito Santo o faz crescer com a disponibilidade do homem. Citando as palavras de Jesus, Francisco lembrou que também para o Reino chegará o momento da manifestação de força, mas será somente nos fins dos tempos.

“O dia em que fará barulho, o fará como uma esquadrilha de aviões que atravessa o céu de um lado ao outro. Assim fará o Filho do homem no seu dia. E quando se pensa na perseverança de tantos cristãos – homens e mulheres – que levam adiante a família, que cuidam dos filhos, que cuidam dos avós, que chegam ao fim do mês com meio euro no bolso, mas rezam, ali está o Reino de Deus; escondido na santidade da vida cotidiana, na santidade de todos os dias, porque o Reino de Deus não está longe de nós, está perto! Esta é uma das suas características: proximidade todos os dias”.

Acesse
.: Outras homilias do Papa Francisco

Também quando descreve o seu retorno numa manifestação de glória e poder, Jesus – insistiu o Papa – acrescentou que “antes é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração”. Segundo o Papa, isso quer dizer que o sofrimento, a cruz cotidiana da vida, esta pequena cruz cotidiana, é parte do Reino de Deus.

Ele encerrou a homilia pedindo a Deus a graça de zelar pelo Reino de Deus que está dentro de cada um, com a oração, a adoração e o serviço da caridade, silenciosamente. “O Reino de Deus é humilde como a semente, mas cresce pela força do Espírito Santo. A nós cabe deixá-lo crescer em nós, sem nos vangloriar; deixar que o Espírito venha, nos transforme a alma e nos leve avante no silêncio, na paz, na serenidade, na proximidade a Deus, aos outros, na adoração a Deus sem espetáculos”.

Fonte: www.cancaonova.com

 

 

FranciscoRezando_news.vaNa última sexta (31/10/14), o site ACI/EWTN Noticias informou que a Santa Sé divulgou as intenções do Papa Francisco para novembro, dedicadas às pessoas que sofrem a solidão e aos formadores de seminaristas e religiosos.

A intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de novembro de 2014 é: “Para que as pessoas que sofrem a solidão sintam a proximidade de Deus e o apoio dos irmãos”.

Sua intenção evangelizadora é: “Para que os seminaristas, os religiosos e as religiosas jovens tenham formadores sábios e bem preparados”.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/conheca-as-intencoes-do-papa-francisco-para-novembro-87620/

1 - “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu!” (Is 43,2)

2 - “‘Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos: Nós, porem, a temos em o Nome do Senhor, nosso Deus”. (Salmo 19,8)

3 - “E toda essa multidão saberá que não é com espada e nem com lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos”. (1 Samuel 17,47)

4 - “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. (Jeremias 17,7)

5 - “Não temais, não vos deixais atemorizar diante dessa multidão imensa, pois a guerra não compete a vós, mas a Deus”. (2 Crônicas 20,15)

6 - “Não vos assusteis, não tenhais medo deles. O Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá Ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos”. (Deuteronômio 1,29-30)

7 - “Não os temas, lembra-te do que fez o Senhor, teu Deus, ao Faraó e a todos os egípcios” (Deuteronômio 7,18)

8 - “Coragem! e sede forte. Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha a vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”. (Dt 31,6)

9 - “Porque a vitória no combate não depende do número, mas da força que desce do céu… O próprio Deus os esmagará aos nossos olhos. Não os temais” (1 Mac 3,19-22).

10 - “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5,4)

Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/

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Conta uma lenda que o sábio rei dos judeus, Salomão, decidiu dar uma volta pelo seu reino. No caminho, encontrou um menino sentado no chão, com a cabeça entre os joelhos, e chorando muito. Querendo saber o motivo de tantas lágrimas, o sábio rei sentou-se ao lado do menino e perguntou:

– Por quê você chora?

O menino respondeu: – Choro, pois tenho que fazer uma longa caminhada até as montanhas para chegar ao meu irmão. Acontece que é muito longe e tenho medo do caminho!

O rei, ficou com pena dele, mas, sentindo que não podia fazer nada, deu-lhe uma sacola com pão e leite, para a sua jornada. E seguiu o seu caminho.

Mais adiante, encontrou um grupo de formigas trabalhando. Perante Sua Majestade, as formigas pararam e inclinaram a cabeça, numa saudação. O rei dirigiu-lhes a atenção, mas percebeu que uma das formiguinhas não tinha parado. Pelo contrário, continuou a trabalhar, carregando uma pedra às costas. Quando chegou na beira do rio, jogou a pedra dentro d’água e voltou para pegar outra.

Intrigado, o rei perguntou-lhe: – Por quê você carrega esta pedra e a jogas no rio?

– Quero construir uma ponte, majestade! Sei que é difícil, mas um dia irei terminá-la.

O rei ficou incomodado. Então, uma velha formiga, que já estava subindo pela roupa do rei, dirigiu-se ao seu ouvido e disse-lhe:

– Majestade, aquela formiga quer fazer uma ponte de pedras para chegar até o outro lado do rio.

– Por quê?, perguntou o rei.

– Ela é uma formiga macho que apaixonou-se por uma formiga fêmea. Acontece que esta formiga fêmea teve que mudar-se para o outro lado do rio, com a sua família. No auge da dor e da despedida, ela disse ao amado: – Se ao menos houvesse uma ponte, para que um dia voltássemos a nos ver!

– Não se preocupe, construirei a ponte, todos os dias, nem que seja pelo resto da minha vida, respondeu a formiga macho. O senhor sabe que o amor é mais forte do que a morte, e não há obstáculos para ele.

O rei Salomão, ficou edificado com o exemplo de perseverança da formiga, que, desde a sua chegada, já tinha carregado umas quatro ou cinco pedras, aumentando o tamanho de sua construção. E tomou o seu caminho de volta ao palácio.

No caminho, no mesmo lugar, reencontrou o menino, ainda sentado no chão, chorando e com o saco de pão e leite ao seu lado. Então, o rei sentou-se e começou a contar-lhe a história da formiga que construía pontes de pedras…

O que a gente deve fazer diante das dificuldades e dúvidas da vida? Ficamos sentados no chão, chorando, com medo da distância a ser percorrida, ou carregamos pedras, para construir pontes que nos ajudam a vencer?pensando pensando

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Publicado em 31 de outubro de 2014

O Papa São João Paulo II disse certa vez aos jovens que a “A lei de Cristo é árdua, sim, mas nunca decepciona”. O mundo invade a Igreja e quer obrigá-la a abrir mão da Lei de Cristo. Mas a Esposa de Cristo é fiel a seu Esposo e não abre mão, há dois mil anos, daquilo que aprendeu com Ele, pois só Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6).

No entanto, infelizmente, há um catolicismo light hoje que relativiza a lei de Cristo e que faz de tudo para se “amoldar a esse mundo” e agradar aos homens, esquecendo-se do que disse São João: “Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai” (1João 2,15). É claro que o grande Apóstolo não fala do mundo belo criado por Deus, mas daquele que vive no pecado e nas trevas. São Paulo também insistia nisso: Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais distinguir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é perfeito, o que lhe agrada” (Rom 12, 2).

Hoje temos um belo Catecismo da Igreja Católica, que o Papa São João Paulo II aprovou em 1992 e entregou à Igreja como “o melhor dom que o magistério pode fazer aos fiéis”. O Papa santo disse que este é “o texto de referência da fé católica” e mostra aquilo em que “crê a Igreja”. No entanto, há muitos, dentro da Igreja, que o desprezam, como se obedecer-lhe fosse algo facultativo, e não espelhasse toda a fé da Igreja. São aqueles que desejam criar um catolicismo light, conveniente com os pecados desse mundo, ao invés de combatê-los como Cristo o combateu e a Igreja também. Quem não segue e não obedece o Catecismo da Igreja não está em comunhão plena com ela. “Quem vos ouve a Mim ouve; que vos rejeita a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Para “estar bem com o mundo”, para ser “politicamente correto”, então, só se fala de misericórdia, sem falar de justiça; só se fala de perdão sem falar de conversão; só se fala de caridade sem mencionar a verdade… É o que o Papa Bento XVI chamou de “ditadura do relativismo”, que nega a verdade objetiva, e quer impor, pela mídia e pela cultura, uma mentalidade anti-evangélica, mas que deve ser vivida por todos. É por isso que ele falou que católico de hoje deve estar disposto a viver o “martírio da ridicularização” por ser fiel a Cristo e a Igreja.

Na sua magistral encíclica “Caritas in Veritate”, o gigante Bento XVI disse, logo no início, que “caridade sem verdade é sentimentalismo”. Santo Agostinho já ensinava há 1600 anos que “Não se pode impor a verdade sem caridade, mas jamais sacrificar a verdade em nome da caridade”. Ora, o que vemos hoje é um catolicismo light por parte de alguns, sacrificando a verdade em nome da caridade. Nesta linha se aceita, por exemplo, a prática homossexual como se não fosse pecado grave; aceita-se o aborto porque a “pobre” mãe não pode criar o seu filho… e muito mais. Ora, convenhamos, isso não é o que Cristo ensinou, e não é o que está no Catecismo da Igreja Católica.

Tenhamos sim misericórdia com o pecador, mas não sejamos coniventes, nem conviventes e nem solidários com o pecado. Cristo morreu de maneira horrivelmente dolorosa para tirar o pecado do mundo” (João 1, 29). Não nos esqueçamos do que disse São Paulo: “O salário do pecado é a morte”. De outra forma enterraremos o verdadeiro cristianismo. Agora virou moda querer se justificar todos esses erros, dizendo: “é preciso respeitar a consciência de cada um”, como se cada um pudesse moldar a sua consciência fora da lei de Deus e da Igreja. O criminoso mata e rouba em paz com sua consciência, porque ela foi mal formada. Ora, não há consciência reta sem a lei de Deus.

Tudo isso me faz lembrar uma frase do ex-Presidente americano John Kenedy: “Não sei qual é o segredo para agradar a todo mundo, mas sei qual é o segredo para desagradar a todos; é exatamente querer agradar a todo mundo”. A Lei sagrada de Cristo é dura sim, é a expressão da Verdade que liberta, e nunca decepciona.

Um catolicismo light?

O Papa São João Paulo II disse certa vez aos jovens que a “A lei de Cristo é árdua, sim, mas nunca decepciona”. O mundo invade a Igreja e quer obrigá-la a abrir mão da Lei de Cristo. Mas a Esposa de Cristo é fiel a seu Esposo e não abre mão, há dois mil anos, daquilo que aprendeu com Ele, pois só Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6).cpa_por_que_sou_cat_lico

No entanto, infelizmente, há um catolicismo light hoje que relativiza a lei de Cristo e que faz de tudo para se “amoldar a esse mundo” e agradar aos homens, esquecendo-se do que disse São João: “Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai” (1João 2,15). É claro que o grande Apóstolo não fala do mundo belo criado por Deus, mas daquele que vive no pecado e nas trevas. São Paulo também insistia nisso: Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais distinguir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é perfeito, o que lhe agrada” (Rom 12, 2).

Hoje temos um belo Catecismo da Igreja Católica, que o Papa São João Paulo II aprovou em 1992 e entregou à Igreja como “o melhor dom que o magistério pode fazer aos fiéis”. O Papa santo disse que este é “o texto de referência da fé católica” e mostra aquilo em que “crê a Igreja”. No entanto, há muitos, dentro da Igreja, que o desprezam, como se obedecer-lhe fosse algo facultativo, e não espelhasse toda a fé da Igreja. São aqueles que desejam criar um catolicismo light, conveniente com os pecados desse mundo, ao invés de combatê-los como Cristo o combateu e a Igreja também. Quem não segue e não obedece o Catecismo da Igreja não está em comunhão plena com ela. “Quem vos ouve a Mim ouve; que vos rejeita a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Para “estar bem com o mundo”, para ser “politicamente correto”, então, só se fala de misericórdia, sem falar de justiça; só se fala de perdão sem falar de conversão; só se fala de caridade sem mencionar a verdade… É o que o Papa Bento XVI chamou de “ditadura do relativismo”, que nega a verdade objetiva, e quer impor, pela mídia e pela cultura, uma mentalidade anti-evangélica, mas que deve ser vivida por todos. É por isso que ele falou que católico de hoje deve estar disposto a viver o “martírio da ridicularização” por ser fiel a Cristo e a Igreja.

Na sua magistral encíclica “Caritas in Veritate”, o gigante Bento XVI disse, logo no início, que “caridade sem verdade é sentimentalismo”. Santo Agostinho já ensinava há 1600 anos que “Não se pode impor a verdade sem caridade, mas jamais sacrificar a verdade em nome da caridade”. Ora, o que vemos hoje é um catolicismo light por parte de alguns, sacrificando a verdade em nome da caridade. Nesta linha se aceita, por exemplo, a prática homossexual como se não fosse pecado grave; aceita-se o aborto porque a “pobre” mãe não pode criar o seu filho… e muito mais. Ora, convenhamos, isso não é o que Cristo ensinou, e não é o que está no Catecismo da Igreja Católica.

Tenhamos sim misericórdia com o pecador, mas não sejamos coniventes, nem conviventes e nem solidários com o pecado. Cristo morreu de maneira horrivelmente dolorosa para tirar o pecado do mundo” (João 1, 29). Não nos esqueçamos do que disse São Paulo: “O salário do pecado é a morte”. De outra forma enterraremos o verdadeiro cristianismo. Agora virou moda querer se justificar todos esses erros, dizendo: “é preciso respeitar a consciência de cada um”, como se cada um pudesse moldar a sua consciência fora da lei de Deus e da Igreja. O criminoso mata e rouba em paz com sua consciência, porque ela foi mal formada. Ora, não há consciência reta sem a lei de Deus.

Tudo isso me faz lembrar uma frase do ex-Presidente americano John Kenedy: “Não sei qual é o segredo para agradar a todo mundo, mas sei qual é o segredo para desagradar a todos; é exatamente querer agradar a todo mundo”. A Lei sagrada de Cristo é dura sim, é a expressão da Verdade que liberta, e nunca decepciona.

Prof. Felipe Aquino