28 março,2009  |  autor: redacao  |  Sem Categoria, Tecnologia

Bispos do mundo inteiro analisam Facebook e redes sociais

O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais convocou em Roma cerca de 75 bispos e vários sacerdotes em representação de 82 países  para analisar os desafios e possibilidades propostos à evangelização pelos novos meios de comunicação digitais.

O dicastério da Santa Sé, presidido pelo arcebispo Claudio Maria Celli, propôs começar este encontro, concluído em março, com uma visão da evolução que a internet experimentou nos últimos anos: das páginas web e dos blogs às redes sociais (FacebookYoutubeFlickr, Twitter etc.).

Navegando na internet junto à professora Nicoletta Vittadini, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Católica de Milão, bispos de todos os continentes descobriram ou redescobriram estes lugares de encontro, especialmente para jovens e adolescentes.

Posteriormente, o professor Francesco Casetti, diretor do Departamento de Comunicação da Universidade Católica, refletiu junto aos prelados sobre as implicações antropológicas destas novas realidades.

O congresso, que contou também com a orientação de professores da Universidade Pontifícia Salesiana e da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, está analisando de maneira inédita a mensagem que Bento XVI escreveu para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais de 2009 sobre o tema «Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade».

Ao começar o congresso, Dom Celli explicou aos jornalistas: «Nós nos perguntaremos qual é a posição da Igreja, que o que a Igreja tem de fazer, porque é inegável, vê-se cada vez mais, e se pode ver na mensagem do Papa, que as novas tecnologias não são somente instrumentos, mas que estes instrumentos criam uma nova cultura digital».

«O grande problema do nosso congresso será ver como a Igreja está presente nesta nova cultura, oferecendo sua própria contribuição. É um tema sumamente delicado.»

Por este motivo, explica o arcebispo italiano, este congresso quer oferecer dicas para a pastoral da Igreja no mundo, que deverão concretizar-se em um novo documento vaticano.

«O documento que fundamenta nossa ação é Inter mirifica, do Concílio Vaticano II. Depois, o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais publicou um documento muito importante, Aetatis Nova, de 1992. Pensamos que desde então passou muito tempo e que as novas tecnologias propõem novas perguntas, novos interesses, novas emergências pastorais.»

«A ideia deste congresso consiste em ver, junto aos bispos, quais são as orientações de uma nova pastoral da Igreja no campo dos meios de comunicação social. Depois, o Conselho, junto a cardeais, bispos e consultores, se empenhará na redação de um novo documento.»

No diálogo com os bispos, Dom Celli reconheceu que o grande desafio para eles é o fato de não terem nascido na era digital, o que implica que, diferentemente dos jovens, ela tem de ser aprendida.

Um jovem bispo, procedente da Nigéria, comentou que, neste sentido, os bispos têm a tarefa de aprender dos jovens, algo ao qual não estão acostumados.

Dom Celli insistiu no exemplo que Bento XVI deu ao decidir estar presente com um canal oficial no Youtube (www.youtube.com/vatican).

O prelado revelou que um jornalista lhe perguntou como é possível que um Papa se «rebaixe» para estar presente em uma realidade como essa, na qual aparece todo tipo de vídeos. O presidente do dicastério vaticano explicou que Cristo também se «rebaixou» para assumir a natureza humana, e explicou que a intenção de Bento XVI é estar «onde as pessoas se encontram».

Vários cardeais já estão presentes no Facebook, pelo que o cardeal Celli propôs a pergunta sobre se o Papa também estará nessa comunidade virtual. A resposta de Dom Celli foi prudente: não se está pensando nisso, ao menos de maneira imediata.

Fonte: Zenit

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27 março,2009  |  autor: redacao  |  Diversos

Ainda há tempo

Os dias passam cada vez mais rápido; parece que foi ontem mesmo o início da Quaresma. Indagávamos-nos de qual seria nossa penitência, em quais dias faríamos nossos jejuns, como exercitaríamos nossa caridade e fortaleceríamos nossos relacionamentos. Mas, agora, nos deparamos com a Quaresma praticamente chegando ao seu final. Do mesmo modo que “ontem” nos indagávamos, hoje nos perguntamos: “O que fiz até agora? Consegui ser fiel aos meus propósitos de mudança? Fiz todas as penitências que queria fazer?”.

Calma! Agora não é hora de nos condenarmos, se nos deixamos levar pela correria do dia-a-dia e não definimos prioridades e se não conseguimos viver tudo o que nos propusemos. Ainda há tempo, para mudarmos, pois a Quaresma ainda não terminou.

Agora é hora de retomarmos, de lutarmos para cumprir as penitências que havíamos pensado e, até mesmo, as novas que nos foram inspiradas pelo Senhor nestes dias. É tempo de intensificarmos nossas orações e buscarmos a intimidade com Deus para que, quando chegar a Semana Santa, possamos viver bem este tempo forte de espiritualidade que a Igreja nos convida. Deixemos morrer tudo o que não é bom em nós e ressuscitemos com Jesus, sendo uma pessoa nova e convertida.

Não perca mais tempo. Faça uma revisão de vida hoje mesmo, procure um sacerdote para se confessar e escolha uma penitência. No Portal Canção Nova, você encontra diversas matérias de como se fazer jejuns, exames de consciência, penitências e muitos artigos sobre Quaresma. Aquela desculpa de “não sei como se faz” não existe mais. Iniciemos hoje, pois o tempo passa muito rápido.

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23 março,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

“Tudo depende de nós mesmos: se acreditamos aqui na terra, Deus acredita lá no céu.”

Durante sua visita à Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), para o II Encontro Latino-americano de Cura e Libertação, o norte-americano Neil Velez fala, em coletiva de imprensa, sobre as dificuldade que as pessoas têm de esperar em Deus pelas curas. Outro fato destacado pelo pregador é que, muitas vezes, as pessoas pedem algo ao Senhor, mas não acreditarem que possam recebê-lo, pois não aprenderam a esperar em Deus.

Nesta entrevista, ele também explica o “tempo de Deus” e afirma que “às vezes, pedimos hoje algo para o Senhor e Ele nos dá amanhã. Nós vemos o amanhã, mas para Deus é como se Ele o estivesse nos dando hoje”.

Confira a entrevista na íntegra e deixe seu comentário

20 março,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

A santidade é para privilegiados?

O cancaonova.com traz para você mais um programa especial com o Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, a fim de esclarecer todas as suas dúvidas sobre a vida dos servos de Deus que viveram de forma heroica as virtudes cristãs.

A santidade não é para privilegiados. A chamada à santidade é universal, porque se dirige a todos os homens e a todas as mulheres sem exceção. Isso significa que não se destina apenas aos fiéis que se encontram em determinado estado de vida, como é o caso dos religiosos ou dos sacerdotes, mas a cada pessoa no estado e na situação em que vive. João Paulo II foi claro e categórico sobre o assunto. Ele assinalou a santidade de todos como um dos pontos fundamentais para a pastoral da Igreja do terceiro milênio. O Papa Wojtyla indicou ainda a via que cada tem de percorrer para atingir a santidade: o cumprimento fiel dos deveres familiares, profissionais e sociais, ou seja, viver em plenitude, dia após dia e até às últimas consequências, as inúmeras situações, muitas vezes, aparentemente irrelevantes, da vida ordinária. É verdade que a santidade requer o heroísmo na prática das virtudes: também é inegável que a perseverança fiel nos deveres cotidianos pode ser mais heroica do que os feitos, por vezes puramente imaginários, em que alguns pretendem ver a santidade. Uma pastoral voltada para o chamamento à santidade deverá, pois, ter como meta irrevogável ajudar todos os fiéis a descobrir a grandeza da vida ordinária, na qual justamente Deus nos quer santos.

Entendo que hoje é particularmente importante redescobrir a família, o trabalho profissional e a responsabilidade pelo bem comum da sociedade como âmbitos concretos nos quais e através dos quais se realiza a vocação para a santidade da maioria dos cristãos. Quem regressa a casa à noite, cansado do trabalho, cheio de satisfações ou de contrariedades, pode ter a tentação de ligar a televisão e se isolar do mundo que o rodeia: mas ele sabe que, precisamente nesse momento, começa a parte mais importante da sua jornada, o estar em família, partilhar alegrias e dificuldades, o interesse por aquilo que aconteceu aos outros membros da família, a ajuda nos trabalhos domésticos ou nos trabalhos escolares. Não tenho dúvidas em considerar heroica a perseverança nessa alegre dádiva de si por amor de Deus e por amor da própria família.

É asfixiante a busca da santidade concebida nestes termos? Não, de modo nenhum. O santo atinge o cerne da liberdade, exala felicidade por todos os poros e cria à sua volta um ambiente de serenidade e de paz. Não há santos de má cara, porque assim não seriam senão uma caricatura da verdadeira santidade. A santidade, por sua própria natureza, é feliz – porque mais não é do que a experiência vivida, em todo o seu radicalismo, do feliz anúncio do Reino.

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo”, p.16-18, de Cardeal Saraiva Martins)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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11 março,2009  |  autor: redacao  |  Sem Categoria

A vivência das crianças durante a Quaresma e a importância do jejum

Atuante no ministério de evangelização infanto-juvenil e ministro do culto religioso, padre Carlos Alberto Victal, missionário da Comunidade Canção Nova há 13 anos, fala sobre a vivência das crianças durante a Quaresma e explica a importância do jejum para a disciplina, a santificação e a proximidade com Deus. O sacerdote também esclarece o significado das práticas de penitência e esmola nesse tempo forte de oração.
O consagrado esclarece que o jejum não é feito apenas ao deixarmos de comer ou beber algo de que se gostamos, apontando-nos outras formas de praticá-lo, como o “jejum da língua”.
Leia a entrevista na íntegra e deixe seu comentário.