22 setembro,2010  |  autor:   |  Coberturas, Igreja, Série Vida

Série "Vida: direito de todos" - O valor da pessoa humana

“Cada um de nós é um indivíduo diferente do outro, e daí o valor da pessoa ser tão grande, porque somos uma verdadeira raridade, somos únicos, e aquilo que é único e tão raro tem um valor incomensurável”, afirma o doutor Valdir Reginato, médico, professor do Centro de História e Filosofia da Ciência da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Neste episódio da nossa série “Vida: direito de todos” vamos abordar o valor do ser humano, sua personalidade e como a ciência comprova que as manifestações do feto são cada vez mais precoces já no ventre materno. Se há manifestação e interação desta vida no ventre materno, como eliminá-la? Se ali está uma pessoa, frágil, indefesa, mas querendo vir ao mundo desde sua concepção, quando biologicamente é uma primeira célula (zigoto), como não considerar esta vida, o seu valor, mas também os seus direitos?

Explica doutor Valdir Reginato:

“É muito antiga a ideia de que dentro do ambiente uterino o ser humano já se manifestava. Se nós formos ver ao logo da história, ainda antes de Cristo, com os egípcios e os gregos, eles já tinham a concepção de que o feto ao se movimentar e a mãe perceber já era o indício de que ali [no ventre materno] já havia alguém, e este alguém já tinha alguma manifestação de quem ele era.

Sem dúvida alguma, a ultrassonografia foi um avanço muito grande em que nós passamos a ter um acesso visual à questão do feto. E pelo ultrassom nós podemos acompanhar muito melhor as manifestações deste indivíduo que está vivendo ali dentro e muito mais: que está interagindo com o meio que o gera. Aquilo que antes era apenas uma ideia [dos antigos] nós pudemos comprovar cientificamente através das visualizações da ultrassonografia.

A cada vez que aumentamos a sensibilidade [de visualização] dos aparelhos, descobrimos que as manifestações do feto são muito precoces. Será que um dia nós teremos condições de, mediante o desenvolvimento tecnológico mais apurado, poder perceber que, mesmo antes de uma composição mais complexa do sistema nervoso, nós já não temos esta sensibilidade? Será que esta sensibilidade já não está ali a partir do primeiro instante da vida? Se nós temos seres unicelulares, como as amebas, que são capazes de reagir a certos estímulos, por que o zigoto, que é uma célula muito mais complexa que a de uma ameba, não teria esta capacidade de reagir aos estímulos? Ou seja, será que o ser humano, a partir de sua concepção, de fato, já não interage com o meio, sendo este meio mais próximo a sua mãe?”.

No vídeo abaixo você confere o depoimento do doutor Valdir Reginato:

Confira as outras matérias da série

As emoções do bebê no ventre materno

O Início da Vida

O desenvolvimento da Vida

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17 setembro,2010  |  autor:   |  Coberturas, Igreja, Série Vida

Série "Vida: direito de todos" - O desenvolvimento da vida

Nossa viagem ao interior do ventre materno continua. Vamos acompanhar o desenvolvimento do embrião e a formação dos primeiros órgãos, que vai se dar com a rápida e eficiente multiplicação das células.

Com a formação do saco vitelino e posteriormente a placenta, o embrião passa a ter o seu sistema de desenvolvimento próprio, ou seja, os seus órgãos se formam por determinação biológica programada, na qual o agente ativo é o filho e a mãe é o agente passivo; o embrião em desenvolvimento não é uma parte do corpo da mãe.

Na terceira semana, o embrião começa a tomar forma como a de um cubo alargado. A parte superior será a cabeça e inferior, o tronco. Com 15 dias as células neurais já começam a agir no desenvolvimento embrionário. “Com 3 a 4 semanas de vida já é possível ver e ouvir as batidas do coração,  de forma que quando a mãe descobre estar grávida já há um outro coração batendo dentro dela. Nessa fase o embrião tem cerca de 2 milímetros e já é possível sentir o seu coração.

Segundo a doutora Elisabeth Kipman, médica especialista em ginecologia e obstetrícia, “a frequência da batida do coração [do embrião] é quase o dobro da frequência de um adulto, porque é a fase na qual se cresce de forma mais rápida”.

O coração, apesar de ser um membro ainda muito pequeno, precisa trabalhar de forma muito rápida porque as células necessitam disso, pois vão se multiplicar numa velocidade incrível. É a vida que quer existir. Em apenas três semanas, o embrião já formou o início do sistema nervoso e um coração capaz de distribuir os nutrientes para o seu pequeno corpo.

“Durante a gestação o filho quer mandar na mãe, porque o desenvolvimento é diferente. Uma das maneiras para se identificar que a mulher está grávida é justamente sentir que existe um coração que bate de uma forma bem mais acelerada do que o coração da mãe”, afirma a médica ginecologista.

Vídeo: veja o milagre do desenvolvimento no seio materno

Com 4 semanas o embrião já está do tamanho de um feijão; com 6 semanas o seu cérebro já está formado; no entanto, as ligações nervosas ainda estão em desenvolvimento. Com 8 semanas o pequeno ser se torna um feto, pois os seus membros, como olhos, pernas, braços, boca já começam a se revelar, inclusive a sua impressão digital.

Nesta fase o corpo da mulher trabalha de forma instintiva para proteger a nova vida que traz dentro de si. Reações como indisposição a carnes vermelhas, álcool e outras substâncias nocivas ao feto acontecem, porque o corpo materno quer proteger o seu filho. O que a mãe não consegue controlar na ingestão de nutrientes nocivos, a placenta tenta fazê-lo, filtrando o que é prejudicial ao feto e devolvendo-o para a corrente sanguínea da mãe. No entanto, sabe-se que nem toda substância nociva ao feto a placenta consegue reter. Drogas como o álcool e o tabaco, assim como outras mais fortes como a cocaína e o crack, afetam diretamente a criança no ventre de sua mãe.

De acordo com a doutora Elizabeth: “Com 8 semanas o feto já apresenta o gosto pelas coisas. De 9 a 12 semanas já é possível perceber que o feto reage à dor e também às ações de sua mãe”.

“Eu tenho certeza de que o maior de todos os mistérios, a maravilha maior do universo, é a criação de uma nova vida, de um novo ser humano, único, irrepetível, com uma história própria que, se for eliminado, ninguém mais vai viver [aquela vida]. Gerar um filho não é só uma resposta a um instinto biológico de continuidade, é a participação em algo mais profundo existencial da pessoa”.

De fato, acompanhar o desenvolvimento e o nascimento de uma nova vida é algo que nos remete à perfeição da criação de Deus. “Quando nós vemos uma criança que acabou de nascer no colo de sua mãe, e sabendo que aquela criança é imagem e semelhança de Deus, nós temos a certeza de que é mais Deus na terra. Porque o Senhor não se repete nunca, e cada criança traz uma qualidade específica d’Ele, que Ele quer anunciar por meio daquela criança”, conclui a médica.

Veja também:

- 1ª matéria da série: O início de uma nova vida

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13 setembro,2010  |  autor:   |  Série Vida

Vida: direito de todos

A vida é um dom de Deus, um direito fundamental de todo ser humano, independentemente da classe social, raça ou credo. Não importa se a pessoa é boa ou má, se possui muitas qualidades ou muitos defeitos, se é uma pequena célula no ventre materno ou um ancião em estado terminal no leito de um hospital, todos têm o direito de vir ao mundo, contribuir com ele e, de forma natural, deixá-lo.

Nesta semana, uma série de entrevistas e reflexões sobre o valor da vida será discutida e apresentada aqui no portal cancaonova.com. São depoimentos de médicos, especialistas da área médica, filósofos, psicólogos, autoridades eclesiásticas e testemunhos de pessoas que estiveram bem próximas da realidade do aborto e fizeram a opção pela vida.

A série vai ao ar durante esta segunda quinzena de setembro com episódios às segundas, quartas, e sextas-feiras. Paralelo a isso, grupos de debates estarão sendo feitos por intermédio das redes sóciais da Canção Nova, como o Twitter, Facebook, Orkut e Gente de Fé, para que o internauta dê sua opinião e se manifeste com relação a este tema tão importante não só para quem tem suas convicções religiosas, mas, sobretudo, para os que amam a vida e querem contribuir para um mundo no qual os direitos da pessoa sejam salvaguardados.

Divulgue, faça parte, interaja conosco em nome do direito daqueles que não nasceram.

Veja o trailer da série

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18 março,2010  |  autor:   |  Opine

PNDH, o anúncio de Vannuchi é suficiente?

Tendo em vista a fortíssima reação da sociedade contra o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) baixado pelo Decreto 7.037/2009, do presidente Lula, o governo resolveu alterar mais uma vez o Plano, o que foi confirmado em 16 de março pelo secretário especial de Direitos Humanos, ministro Paulo Vannuchi.

Disse Vannuchi que haverá alterações em pontos polêmicos, como a redação das proposições sobre aborto, sobre o uso de símbolos religiosos em prédios públicos, sobre a mediação de conflitos agrários e o capítulo que fala sobre a imprensa. Por hora, é um gesto de boa vontade do governo, mas que pode esconder o desejo de manter posicionamentos graves no Plano. As alterações a serem feitas precisarão ser analisadas cuidadosamente pela sociedade, pois são muitos os pontos que ela critica fortemente. Não bastará uma modificação periférica, epidérmica. É preciso uma “mudança radical”, intrínseca, tendo em vista a ideologia perversa que o norteia.

:: Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista
:: 67 bispos repudiam o Plano do Governo

:: Governo vai modificar pontos polêmicos do PNDH-3
::Todas as matérias que falam sobre Direitos Humanos

A gravidade do Decreto está nessa ideologia, que tem o objetivo de causar uma “desconstrução” cultural, visando minar conceitos e valores edificados ao longo de séculos. Portanto, não bastará mudar apenas alguns itens ou palavras do Plano. A sociedade não se dará por satisfeita. Pessoas de renome vêem no Plano um caminho aberto para a “imposição de uma nova ditadura”, começando por asfixiar a liberdade de imprensa, religiosa etc., coibindo o livre exercício da Justiça. A mídia e a empresa privada, dentro das diretrizes do PNDH-3, passam a ser controladas e intimidadas no sentido de atuar por aquilo que o Plano considera que seja “direito humano”. O PNDH-3 desrespeita gravemente um dos direitos fundamentais que é a propriedade e estimula a invasão de propriedades alheias. O PNDH-3, mais que um “plano de direitos humanos” é um plano de imposição ideológica e de caráter totalitário de contravalores, em desacordo com nossa cultura, história e fé.

O jurista e ex-senador Paulo Brossard disse, por exemplo, que a Lei da Anistia é irrevogável, e outros já disseram que a liberdade é inegociável. Paulo Leão, jurista e assessor da CNBB, afirma que o Plano denota um caráter fortemente coercitivo, dogmático, tendente à supressão da diversidade, alteridade e da democracia, em nome de uma determinada visão da realidade de setores minoritários da sociedade. Tudo isso imposto à sociedade “sem possibilidade de questionamento, como se fora uma espécie de “religião de estado”, “verdade suprema”, acima de toda e qualquer consideração histórica, jurídica, ética e/ou racional”.

É preciso entender que com o PNDH-3, o governo Lula impõe uma “política de Estado”, mais que uma política de governo, que lança as bases para uma ditadura das minorias, que passam a ser o direito de todos, com sanções, privações de benefícios e com execuções sumárias contra os que discordarem do estabelecido. Tudo isso é muito grave e terá que ser amplamente analisado e revisto. Não basta uma alteração superficial.

Há que se ressaltar que na apresentação do Plano, o presidente Lula diz que o PNDH-3 é uma “opção definitiva”, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”. Portanto, o governo fará de tudo para tornar realidade esse pacote totalitário, disfarçado de democracia. O que comprova isso é que o PNDH-3 compromete todas as áreas da administração e, fato inédito, “proposto por 31 ministérios”, “estruturado em 6 eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”. Isso mostra que o Plano foi elaborado para ser “a política do Estado brasileiro”, para nortear a vida das gerações futuras. O Plano está colocado em mais de 220 páginas, com 2 anexos. É um desejo, como muitos já denunciaram, absolutista e eivado de anarquismo. Reforça tudo isso o fato de o Partido do governo ter aprovado na íntegra o PNDH-3 no dia 18/3/2010, no seu 4º Congresso Nacional do Partido, em Brasília.

A Igreja, além de não admitir de forma alguma o direito de a mulher abortar, como se isso fosse um direito humano, vê grave intolerância religiosa na retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas e não aceita de forma alguma a legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo, considerado algo não natural e moral. A Igreja vê nisso a “desconstrução” da verdadeira família instituída por Deus para a felicidade do homem, da mulher e da sociedade. A família, constituída por homem e mulher, é expressamente declarada como “base”, “fundamento” da sociedade, tanto na Constituição Federal como em tratados internacionais adotados pelo Brasil.

Esse último ponto não foi mencionado pelo ministro Vannuchi, e continuará sendo cobrado pela Igreja Católica, especialmente porque há em tramitação no Congresso o PL 122/95 que, entre outras coisas, ameaça criminalizar quem se manifestar contra a prática homossexual, algo que fere a liberdade de expressão garantida na Constituição Federal.

Por essas e outras razões expostas por eminentes pessoas da sociedade, o PNDH-3 precisa ser profundamente revisto e alterado nos seus “fundamentos ideológicos”, que não estão de acordo com nossas tradições cristãs.


Professor Felipe Aquino

Professor de física, autor de mais de 60 livros, e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias” (www.cancaonova.com).


Leia também:
Bispos falam sobre o PNDH-3

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15 março,2010  |  autor:   |  Diversos

PNDH-3: Uma visão reduzida da pessoa e da sociedade

O PNDH-3 suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, pela proibição de símbolos religiosos nos lugares públicos, pela transformação do ensino religioso a história das religiões, pelo controle da imprensa, a lei da anistia, etc, mas, sobretudo por uma visão reduzida da pessoa humana. A questão em jogo é, sobretudo antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade são propostos para o nosso País.

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