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Teatro da Ovelhinha Perdida

Vamos fazer teatro?!

Junte seus amigos e distribua os papéis. Depois vocês podem se apresentar na Catequese, no grupinho de oração, na escola, para os pais… Vai ser muito divertido.

Adaptação da Parábola da Ovelha Perdida

Por Adelita Rozetti Frulane

modelo

modelo de tiara e maquiagem

Contador de Histórias – Um dia, Jesus contou uma história, para ensinar as pessoas o quanto ele nos ama, a história é mais ou menos assim….

Era uma vez, um vale cercado por montanhas muuuuiiiito altas! Neste vale vivem passarinhos nas copas das árvores, borboletas, abelhinhas e também um rebanho de ovelhinhas barulhentas. Elas são felizes porque tem um bom Pastor.

Todas as manhãs ele vem até o cercado, que é a casa delas e as solta para pastar pelo vale de grama verdinha de lá, que é a comida que as ovelhas mais gostam.

Ovelha – Pastor, o Senhor viu? Acho que a Matilde vai ter o bebê hoje!

Pastor – Você acha, Dona Filózinha?

Ovelha D. Filó – Bééééé… Não passa de hoje!pastorzinho_tia-Adelita

Ovelha Dona Memé – Pois eu acho que é só nasce lá pela semana que vem…

O. D. Filó – Nasce hoje!

O D. Memé – Semana que vem! (as duas ficam de frente uma para outra e a cada passo dão um passo para frente)

O. D. Filó – Nasce hoje!

O D. Memé – Semana que vem!

O. D. Filó – Nasce hoje!

O D. Memé – Semana que vem!

O. D. Filó – Nasce hoje!

O D. Memé – Semana que vem!

Pastor – O que é isso meninas! Não importa se nasce hoje ou semana que vem! O que importa é que será muito bem vinda!

Ovelha Lilica (entra em cena chorando manhosa, com a patinha para cima) – Bééééééé´… Pastoroooooo!!!!!!!

Pastor – O que foi Lilica?

Lilica (mostra a patinha) – Ó! (choraminga) Béééé´…

Pastor – É só um espinho na patinha, Lilica! Venha, vou tirar para você! (abraça a ovelhinha e sai com ela de cena, ficam só a Filó e a Memé em cena, entra correndo, a ovelha Faísca)

Ovelha Faísca (alegrinha, agitadinha,correndo de um lado para outro) – Meninas! Meninas! É a Matilde!!! O bebê está nascendo! Ai que emoção! Mais uma ovelha no rebanho!

BOM PASTOROv. D. Filó – Eu não disse? Eu não disse? Não falei?! A Filó aqui é velha! E velha sabida! Eu não disse? Não falei?

Ov. D. Memé – Eu sei!

Ov. Faísca – Vamos lá! Vamos ver o bebê… (vai empurrando as duas, saem de cena)

Ov. D. Filó – Eu não disse? Eu não disse? Não falei?!

Ov. D. Memé – Eu sei! Eu sei!

Ov. D. Filó – Não te disse? Eu não disse?

Ov. D. Memé – Eu sei!

(Entram em cena duas ovelhinhas criança, uma com um pirulitão e outro, um cordeirinho, com uma bonequinha)

Ov. Sissí – Que legal, éim? Mais uma amiguinha para brincar com a gente!

Carneirinho – Pode ser que nasça um cordeirinho pra brincar co-mi-go! Credo! Só nasce menina por aqui ultimamente! (canta) Eu sou um cordeirinho, Jesus é o Pastor! Jesus me traz nos ombros com muito amor!

Ov. Sissi – Eu sou a ovelhinha Jesus é o Pastor! Jesus me trás no colo com muito amor!

(Entra o som do chorinho do bebê, um balido de ovelha, bem alto)

Carneirinho – Ei… Você está ouvindo?

Ov. Sisi – Claro, né?! Está nascendo! Viva! O bebê da Matilde está nascendo!

Ovelha Sisi e Cordeirinho (fazem sinal de silencio para os leitoresda Platéia) – Piissssss… Não vamos acordar o Bebê!

(Ovelhas do Círculo se agacham ficam em silencio)

Ov. Sapeca (Sobe, aparescendo num salto com uma boneca maluca de pano na mão, toda diferente das outras ovelhas, coloridona, com meião de listas coloridas)– Êba! Nasci! (as ovelhas do círculo caem sentadas no chão)

(Entra o instrumental de um rapp super agitado)

postal-pastorzinho-_tia-AdelitaOv. Matilde– Já nasceu Minha filhinha! Mas que amor é minha filha!

Ov. D. Filó – Eu não disse? Não falei?! Era mesmo uma menina!

Ov. D. Memé – E eu não sei! E eu não sei? A senhora reparou? Tem alguma coisa de errado, diferente nessa ovelha…

Ov. D. Filó – O Pastor gostou dela, achou ela um amor!

Ov. D. Memé – Eu sei! Mas quem é que o Pastor não acha um amor…? Achei ela assanhada… Reparou a roupa dela? Fala muito, é tagarela!

Ovelhinha – Eu quero brincar! Pular e saltar!

Ov. D. Filó – Cuidado menina, pode se machucar!

Ovelhinha (para o público) – Que chata, essa ovelha não vai me parar!

Ov. D. Memé – Que é isso menina? Nós somos mais velhas e é bom respeitar!

Ovelha Filó – Crianças de hoje, Tão mal educadas… Onde vão parar?

(a mãe e a filha, acaba a música)

Ovelhinhovelhinha 2a (manhosa, por que quer pedir algo) – Mamãezinha… O Mãe…?!

Ov. Matilde – Que foi minha filha?

Ovelhinha – Ô minha Mãe… Aqui é legal… Mas j´pa corri por tudo, já brinquei em toda parte… Eu queria saber o que é que tem lá… (aponta para de trás da plateia) Lá por trás daquelas montanhas….

Matilde – Não queira saber, minha filha… … Lá é o “vale da sombra da morte” !

Ovelhinha – Cruzes…! Que nome… E o que tem por lá, mamãezinha?

Matilde – Lá…? Por lá…? Eu não sei nem quero saber!

Ovelhinha – Eu quero! Posso ir lá pra ver?

Matilde – O que? Ir no Vale da Sombra da morte? De jeito nenhum! O Pastor proibiu e está bem proibido!

modelo de fantasia

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Ovelhinha – Mas por que ele proibiu?

Matilde – Por que ele sabe o que é melhor para nós e lá não é um lugar bom para ovelhas!

Ovelhinhas – Mas eu quero ir!

Matilde – Pois vai ficar querendo!

Ovelha (Choramingando) – Mas eu quero! Eu quero!

Matilde – Que é isso menininha? Nem tirou a frauda e já está cheia de vontades?

Ovelhinha (se joga no chão e começa a chorar batendo os pés e as mãos no chão) – Béééééé…!!!!!!! Eu quero! Eu quero! Eu quero!

Matilde – Trate de parar com essa choradeira! Vou tirar uma sonequinha lá com as outras ovelhas e quando eu acordar, se você continuar com essa manha toda, vai apanhar no popô!

Ovelhinha (levanta rapidinho) – Pronto! Já parei… Não ta mais aqui quem chorou… Brincadeirinha…

Matilde (saindo de cena) – E pensar que eu estava guardada para isso: Uma filha manhosa…! Ai, minha Nossa Senhora, valei-me! Ovelhinha (Observa a mãe sair com cara de santinha, sorriso falso, depois vai para o leitor e fala em tom de segredo) – Vocês acham que eu devo obedecer a mamãe? (deixar que os leitoresrespondam)

(Entram em cena A Sissi e o cordeirinho)

Sissi – Ovelhinha nova! Como é o seu nome?

Ovelhinha – Não sei… O Pastor disse quando me viu: Mas que sapeca!

Cordeirinho – Então é sapeca! Quer brincar com a gente? Não sei não, to querendo ir passear lá para os lados do “Vale da Sombra da morte”…

Cordeirinho – Você está louca? O Pastor proibiu a gente de ir para lá!

Ovelhinha –Pra mim aquele metido do Pastor que quer mandar em tudo o tempo todo… Vai ver que esse tal de “Vale da Sombra da morte” é um lugar muito mais legal que este daqui!

Sissi – Se é, por que o Pastor, não quer que a gente vá lá por que… Por que…?

Ovelhinha (insegura)- Ah é… É… É porque ele quer tudo que tem por lá de gostoso só para ele. (sem muita segurança) Aposto que a grama por lá é de outra cor… Já estou cansada de ver tudo verde, o céu todo azul… Vai ver que lá a água é amarela, a grama é vermelha e o céu é roxo, vermelho, pink esverdeado! Aposto que a grama é vermelha sabor morango?

Sissi – É…! Que legal!

Cordeirinho – Não vê que ela está inventando tudo isso? Se o Pastor disse que lá é um lugar ruim para nós ovelhas, é por que é ruim! E não existe grama vermelha sabor morango!

Ovelhinha – Existe sim!

Cordeirinho – Não existe! Quer ver só (pergunta para as crianças) Né que não existe? Viu só? Não existe!

Ovelhinha – Tô bem de mal com você! E com vocês também!

(Matilde roncando alto)

Ovelhinha – Êi… A mamãe já está dormindo… Já sei! Eu vou fugir! É isso! Vou lá para traz daquelas montanhas conhecer a grama vermelho sabor morango, o rio amarelo e o céu pink esverdeado!

Cordeirinho (começa a gritar) – Dona Matilde! Pastor! (para a plateia) Me ajudem!

Ovelhinha (pede silêncio com um gesto) – Pisssssss! Fiquem quietos! Não acordem a mamãe! (pega na mão da Sissi e tenta puxa-la para fora da cena) Vamos, vamos comigo, vai ser legal!

Sissi – Eu… Acho que não! Não pedi para minha mamãe… Não quero ir…

Ovelhinha – Também não sou mais amiga! (mostra a língua e sai sozinha de cena)

Cordeirinho – Vamos Sissi, vamos contar para a Dona Matilde!

Sissi – E para o Pastor! (saem de cena pelo outro lado)

(Música de suspense, entram em cena, dançando, as sombras de umas árvores pretas, sem folhas)

Ovelhinha (entra a ovelhinha, andando com medo, olhando por todos os lados) – Ai… Ai… Aqui é escuro, não é…? (Para as crianças) Será que eu volto para casa? (deixa que respondam) Ah… Mas aí aqueles dois bobocas vão dizer que eu sou covarde… Vou andar só mais um pouquinho… Ah… deve ser só neste trechinho do caminho, vai ver que a grama de sorvete de morango está mais para frente… É… Bom acho que já andei bastante e… (Pio de coruja. Ovelhinha grita e começa a correr em círculos) Ai! O que era aquilo? O que era aquilo? (deixa os leitores responderem) É… é… É uma coruja? (ri sem graça) É só uma coruja…? Uma corujinha… Eu não sou medrosa… Não sou! Mas é que…Esse lugar aqui é… É tão assustador… Ai meu Deus! Acho que estou perdida… Eu quero minha mãe!!! Béééé´…. (caminha olhando para trás, tropeça e cai) Ai meu pezinho! (chorando) Mamãezinha! Pastor! (Levanta e começa a pular em círculos com um pé só, as árvores secas começam a girar em torno dela, até saírem fora de cena, de fora a ovelhinha grita) Ááááááááááá….

(Entram em cena, pelo outro lado o Pastor, com uma prancheta e um lápis gigante na mão, e as ovelhas, menos Sissi, o corderinho e a Ovelhinha Jurema)

Jurema (corre engraçada para frente do pastor) – Presente!

Pastor – Faísca…

Faísca – Presente!

Matilde (olhando para os lados procurando a filha) – é… Presente….

Pastor – Até agora temos 97 ovelhinhas… Onde estão as outras…?

(entram Sissi e o Cordeirinho , correndo, de mãos dadas)

Pastor – Ah…! Aí estão a 98 e o 99… Está faltando uma…

Cordeirinho – É a Sapeca!

Matilde – Já a procurei por toda parte, Pastor, não sei onde esta menina foi se esconder…

Cordeirinho – Nós sabemos! Nós sabemos!

Sissi – Ela está… (as outras ovelhas se aproximam num semi-circulo)

Ovelhas – Ela está…?

Sissi – Ela foi…

Matilde – Foi aonde? Fale minha filha!

Sissi – Ela foi… Ah… Eu não poso falar!

Ovelhas – Ah….

Cordeirinho – Ela foi… No Vale da Sombra da Morte!

Ovelhas – Óóóóóóó…!

Matilde (desmaia) – E eu que estava guardada para isso…!

Jurema –  Pobre Matilde!

Pastor – Não se preocupe Matilde, irei salvar sua filha!ovelhinha 1

Ovelhas – Óóóóóó…

Faísca – Pastor… O senhor não pode!

Ov. D. Memé – É perigoso!

Ovelha Filó – O senhor vai nos deixar aqui, 99 ovelhas ara ir atrás daquela desobediente?

Pastor (pega o cajado e vai saindo de cena) – Eu amo, Filózinha… E ela está em perigo naquele vale tenebroso! Tenho que salva-la!

Ov. Filó (se agarra no manto do pastor, esse sai de cena e ela fica só com o manto) – Se está em perigo, tem o que bem merece! Por favor, não vá Pastor… (ficam todas desoladas, chorando)

Ov. Memé – Vamos! Vamos todas rezar pelo Pastor e a filha da Matilde, para que voltem… (engole seco) Com vida! (Matilde levanta-se apoiada pelas outras ovelhas, saem de cena)

Ovelhinha (rodando e chorando, se ajoelha num escondendo o rosto com os braços) – Mamãe! Pastor! Me perdoem! Socorro…! Béééééé…!

Pastorzinho (entra do outro lado, sem a ver, olhando de todos os lados, andando de um lado para outro, as árvores vem e o cercam, ele grita dando a idéia de estar longe) – Ovelhinhaaaaa!

Ovelhinha (levanta a cabeça) – É a voz do Pastor… (grita, sem levantar) – Pastorooo! Socorroooo! Estou aquiii!

Pastor – Estou aquiii!

(as árvores o cercam bailando ao redor dele e ele as vai derrubando com golpes do cajado)

Ovelhinha (esconde a cabeça, vai abaixando a música de tempestade, entra uma música suave) – Ele não vai me achar! Vou acabar morrendo aqui, de fome e frio, por ser desobediente! Ai que arrependida que eu estou…Beéééééé´! Bééééééé! Béééééé!

Pastor (se aproxima sem ser visto, da ovelhinha) – Ovelhinha! (lhe estende a mão)

Ovelhinha – Pastor! Me perdoe! Me perdoe

Pastor – Eu te perdôo, minha ovelhinha!

Ovelhinha – Agora eu sei que posso confiar no Senhor e nunca mias desconfiar de suas palavras, porque o Senhor me ama de verdade! Pastor (a levanta) – Venha! Vamos para casa! (saindo de cena)pastor_de_ovelhas

Ovelhinha (já de costas para o público) – Ííí´…! Pastor…! Eu acho que a minha mãe agora vai me dar umas boas palmadas no popô… O Senhor podia bem conversar com ela… Pedir pra pegar leve…

Contador de Histórias – Jesus é o bom pastor, é Ele quem cuida de nós e nos quer bem, quando confiamos Nele e o obedecemos, ele nos conduz sempre pelo bom caminho que leva para o Céu. Mas quando nos desviamos do bom caminho, Ele nos amou tanto que deu a própria vida para nos salvar. Ele é o nosso melhor e maior amigo!

FIM

Essa história está na Palavra de Deus, a Bíblia.  Sabia que a Canção nova tem uma Bíblia adaptada para crianças? Clique aqui para conhecer.

Link permanente para este artigo: https://blog.cancaonova.com/amigosdoceu/teatro-da-ovelhinha-perdida/

3 comentários

  1. Ivania disse:

    Excelente.
    Ameei
    Gostaria de ter de ver por e-mail outras sugestões.

  2. Renata Silva Paula disse:

    Bom dia Adelita sou professora de educação infantil a mais de 23 anos, sou catequista e desde o ano passado assumi a pre catequese antes trabalhava apenas com crisma , apesar de ser professora a pre catequese e uma novidade e gostaria de ser mais dinâmica com eles, pedi para meu tio marceneiro fazer uma casinha de fantoches mas, não tenho os bonecos e não tenho historias gostaria que você me ajudasse me enviando títulos de livros ou onde posso adquirir livros e fantoches, desde já agradeço sua atenção, que Deus a abençoe!
    Aguardo ansiosa seu retorno, pois admiro seu trabalho a anos na canção nova.
    Obrigada

    1. amigosdoceu
      amigodoceu disse:

      Renata, estou preparando um post com um fantoche fácil de fazer que eu criei a forma pra ensinar num programa novo que vou fazer pra TV, chamado Educar na Fé. Como só vaiao ar em agosto, ainda não coloquei no blog. Eu não tenho um livro com histórias próprias para fantoches, quase sempre improvisamos eadaptamos as histórias bíblicas. Mas fica a sugestão aqui. Obrigada.

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