“Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital.”(Mensagem do Papa Bento XVI para o 45. Dia Mundial das Comunicações Sociais)

Vivemos um tempo, no qual as redes sociais são instrumentos muito eficazes de interação, comunicação, evangelização. Eu mesmo estou em boa parte das redes sociais. O próprio Papa nos convida a fazer bom uso deste meio. Porém, também nos exorta a não sermos “escravos vituais”.

Muitas pessoas tem gastado todo o seu tempo fechado na internet, criando assim um mundo paralelo,  seu mundinho virtual, sendo uma fuga da realidade que está ao seu redor.

É preciso ter consciência que ainda existe o mundo real, não podemos viver encaixotado dentro de páginas de relacionamentos. “É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.”(Papa Bento XVI)

Portanto, sou eu que tenho que dominar todas essas ferramentas, não eu ser dominado por elas. Façamos bom uso deste instrumento tão precioso que também está a serviço da evangelização.

Em alguns carros de empresas lemos esta frase acima. Hoje me faço a mesma pergunta. Como estou dirigindo?

Às vezes quando estou dirigindo e acontece algo no trânsito que me desagrada, me vem uma vontade de xingar e soltar alguns palavrões. Porém, como cristão, tenho que ser o primeiro a dar testemunho e resposta diferentes neste mundo em todas as situações.

De um modo especial no trânsito, devo deixar passar o que passa. Se alguém me deu uma “fechada”, me deu uma “buzinada” e etc. Devo contar até dez, bem devagarinho, ir engolindo os palavrões, maldições, maledicências, deixa o sujeito passar, ir embora e seguir o meu caminho…

Sou o primeiro que deve viver tudo isto que escrevi…

Dá-me têmpera, Senhor! Amém…

A Foto é  feia, porém pode ser minha língua ou a sua…

A língua porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor nosso Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” (Tg. 3,8-9)

Que minha língua não seja instrumento do veneno de Satanás a matar meus irmãos, mediante fofocas, mentiras, blasfemas, murmuração. Como fala o livro do Eclesiático 28,13C: “…A língua que presta falso testemunho causa a morte.”

Que minhas palavras sejam instrumento de bençãos e salvação…

Se não tenho uma palavra boa que edifique e santifique o próximo, o silêncio será a melhor virtude.