Santo Antonio e o milagre do pão dos pobres – 13 de junho

Santo Antonio nasceu em Lisboa pelos anos 1195 de Martino da nobre familia dos Buglioni e de Maria. Seu nome de Batismo foi Fernando. Na idade de 15 anos ou mais provavelmente entre 19 e 20, Fernando entrou na ordem de consagração de vida dos Padres cônegos Regulares de Santo Agostinho no mosteiro de Lisboa. Permaneceu por dois anos e passou então a Coimbra, um dos centros de cultura mais renomados de Portugal, onde estudou as sagradas escrituras e os Padres  daIgreja. Em Coimbra recebeu a ordenação sacerdotal provavelmente em 1219. No ano de 1120 apaixonado pelo desejo do martirio, por ocasião da passagem dos restos mortais dos primeiros 5 martires franciscanos pela cidade, pediu e obteve de poder entrar na Ordem dos frades menores franciscanos fundado ha poucos anos antes por S. Francisco de Asssis.

Entrou na ordem e recebeu o nome de Antonio. No outono partiu para as missões em Marrocos, onde Deus mesmo “se opôs e lhe veio uma grave doença, que não o deixou durante todo o inverno daquele ano. Antonio decidiu deixar a Africa e voltar para a Patria mas uma violenta tempestade abalou a nave que se dirigia para o sul da Italia, para a Sicilia, na primavera de 1221, onde ele por ali permaneceu um periodo deixando algumas recordações de sua passagem. Durante a festa de Pentecostes de 1221, participou em Assis do Célebre Capitulo da ordem, assim chamado “capitulo das esteiras” e ali encontrou S. Francisco pessoalmente.

O pão dos pobres de Santo Antonio tem sua historia original no milagre da ressurreição do pequeno Tomazinho de 20 meses, que, sua mãe deixando-o sozinho brincando encontrou morto, afogado. desesperada invocou o Santo e na sua oração fez um voto que se obtivesse a graça daria aos pobres muitos pães igual ao peso do menino se este voltasse a viver. O filho reviveu milagrosamente e nasceu assim a tradição do pão dos pobres, uma oração com a qual os pais fazem pedindo a proteção dos filhos a S. Antonio prometendo de distribuir aos pobres pães igual ao pesso do próprio filho.

Santo Antonio, Rogai pelos pobres!

Seu irmão,

Padre Antonio Lima.

O tempo da Quaresma é o tempo melhor para renovar a nossa conversão

Os gestos de abertura, diálogo, compreensão, atenção…, estão dentro das obras de misericórdia espirituais e corporais. Para nos dedicarmos a elas, acabamos por “perder…” muito tempo no nosso tão pouco já e precioso tempo para nós, para nossas intenções em fazer isto ou aquilo agora e depois…  e nossos afazeres…  E claro que pensando deste modo vivemos uma fé morta, de palavras e devocionismo puro. Não acham?

O sacrificio de viver em Cristo está no sacrificio de deixar o que e nosso interesse para fazer os interesses do Pai para a nossa própria salvação apos a vida nesta terra. Dificilmente pensamos que um dia morreremos  e falaremos la em cima do que fizermos para os irmãos próximos e não para nós mesmos. não é verdade tambem? Poisé Esta é a lógica de Jesus.

Então, tomando como modelo de vida em Deus a Maria, icone da Igreja que evangeliza porque já está evangelizada como diz Papa Francisco… Ela, como mae boa, generosa, fiel e compreensiva, ajude a viver as relações entre nós irmãos, com amor misericordioso.

As obras de misericórdia corporais são os gestos que tocam a carne do Senhor Jesus nos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, hospedados, visitados .  As espirituais, de aconselhar, ensinar aos de “coração aberto e acolhedor”, perdoar, corrigir, orar… tocam mais diretamente o sermos pecadores. As obras de misericórdia não devem ficar separadas. Elas expressam  o amor pelo Senhor Jesus de maneira “concreta” , ele, que se identificou com os irmãos: “Tudo aquilo que tiveres feito a um só destes meus irmãos pequenos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40).

Cotidianamente, exercitemos com ardor e alegria estas obras boas, saindo de casa, nos ambientes onde passamos e nos encontramos, la onde vivemos. Amém?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

4_de_outubro_s_francisco_de_assis_o_santo_que_se_apaixonou_pelo_tau“Francisco tinha uma profunda devoção e afeto pelo sinal do Tau.

O Lembrava sempre os  seus, da sua importancia, o escrevia e o desenhava sempre com sua própria mão como assinatura nas cartas que enviava” (Fontes franciscanas 1079).

O TAU é a última letra do alfabeto hebraico. Era usado com valor simbólico desde o Antigo Testamento, para indicar a salvação e o amor de Deus para com a humanidade. Se fala no livro do Profeta Ezequiel, quando Deus manda o seu anjo marcar como sigilo, na testa dos servos de Deus este sinal de salvação: “ O Senhor disse: passa em meio a cidade, em meio a Jerusalém e marca com o TAU a testa daqueles que suspiram e choram”.

O TAU é portanto sinal de redenção. é sinal exterior daquela novidade de vida cristã, interiormente marcada pelo sigilo do Espirito Santo, que nos foi dado no dia do Batismo. O TAU foi adotado no inicio do cristianismo. Este sinal o encontramos de fato, nas catacumbas dos primeiros cristãos de Roma por sua forma que recordava para eles, a cruz, sobre a qual Cristo se imolou para a salvação do mundo.

S: Francisco de Asiss, por ser o TAU parecido com a cruz, fez dele um sinal carissimo e teve um afeto fora do comun por este sinal sagrado, tanto é que o sinal oculpou um lugar de importancia na vida, e nos gestos do santo. Nele, o velho sinal profético retomou uma sua importancia, uma nova cor, um novo vigor; o TAU volta com S. Francisco com sua força de salvação, porque o santo se sente um salvado pelo amor e pela misericórdia de Deus.

Era um amor que nascia de uma veneração apaixonada pela cruz, pela humildade de Cristo e pela missão de Cristo que através da cruz deu a todos o sinal e a expressão maior do seu amor. O TAU era também para o santo, o sinal concreto da salvação e a vitoria de Cristo sobre o mal.

O Tau foi acolhido por S. Francisco em seu valor espiritual e o santo tomou posse em maneira intensa e total até o ponto que ele mesmo se tornou em seu corpo, através das estigmas da carne, um verdadeiro TAU VIVO, que ele tinha assim tanto comtemplado e amado.

Este sinal deve nos lembrar uma grande verdade cristã: a nossa vida, salva e redenta pelo amor de Cristo crucificado, deve transformar-se cada dia mais, vida nova, convite a ser humildes nas ações minimas de nossa vida. Carregando em nosso corpo ou vestindo o TAU vivemos a espiritualidade da cruz que Francisco vivia, e damos razão da esperança que está no mais profundo de nós. Nos reconhecemos seguidores de Jesus por meio do carisma de S. Francisco de Assis.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

a_veste_dos_cristaosPara sermos cristãos segundo o coração de Jesus e em fidelidade ao Evangelho.

Nestes nossos tempos de hoje, necessariamente precisamos ser decisivos naquilo que é ou não é, do que vem ou não vem de Deus, de modo que a nossa salvação não seja somente uma vontade. Para isto, Jesus deixou o Espirito Santo para nos guiar a todos e a cada um de nós. Recebemos o Espirito Santo e portanto Ele mesmo vem em nosso auxilio nas fraquezas (Rom, 8, 26-39).

A nossa prioridade aqui na terra  é a nossa própria salvação. Nunca aceitemos a proposta  “lógica…” de uma vida cristã baseada em convicções do tipo “Deus vai me salvar, eu quero ir para o céu”… Precisamos viver em uma continua  batalha contra o comodismo anti cristao, pessoal e em torno de nós: obra do encardido.

Nestes nossos tempos, para ser cristão no pensamento do papa Francisco,

  • precisa escolher de qual lado queremos estar,
  • se continuamos a fazer de conta que não esta acontecendo nada,
  • se continuarmos a deixar-nos guiar por cegos,
  • se continuarmos a concordar com tudo

Muitas das vezes, inconscientemente, para não ter problemas, em casa… no serviço… na comunidade… na universidade… em nossos lugares de encontros… e assim por diante…

Se quizermos ser fieis ao Evangelho esse comodismo não nos leva a nada… O próprio Jesus deixa claro, quando diz que as prostitutas podem passar à nossa frente no Reino dos céus! Nossa, que frase forte não!

Jesus não aceitava acomodações lógicas, lembra? Mas essa é a moda de nossos tempos, as quais resolvem sem peso na consciência, qualquer situação. Como seguidores de Jesus precisamos fazer sempre um exame de consciência corajoso todos os dias para estarmos do seu lado.

Precissamos ter a coragem, até mesmo diante de reis, magistrados, autoridades sociais ou religiosas, de sermos “Evangelho vivo”, se eles nao o sao, e se necessário, exortar em nome de Jesus para a fidelidade ao Senhor.

Ser presença fiel de Jesus na terra é arregaçar as mangas da camisa para pregar dos tetos que O senhorio de Jesus deve reinar, as máscaras devem cair, para que o Filho de Deus em sua volta nos últimos tempos, nos leve para a vida eterna e sejam muitos a serem salvos, inclusive voce!

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

sejamos_o_que_jesus_transformou_em_nosFeliz o homem que medita a palavra do Senhor

Aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais (Salmo 1,1-3). O Senhor prescruta o nosso coração porque nos quer exaltar como filhos.

Realmente feliz é quem se faz amigo do Senhor. Neste tempo de Advento e neste Ano Santo da misericordia reconheçamos nossas culpas, uma vez que nosso coração conhece a lei do Senhor e assim sua palavra criará raizes e prosperará em nossas vidas. Assim, Ele faz cair o véu da maldade se deixamos-nos amar porque o que precisamos mesmo, além de qualquer outra coisa é de seu Amor. Dobremos neste tempo de Advento os nossos joelhos em adoração e busquemos encher o coração da mesma misericórdia que o Senhor Jesus tem por nós. Misericórdia dos que nos ofendem, caluniam, maltratam… de todos, e entregar cada sacrificio e situação em suas mãos naquela hora diante do Senhor dos senhores!

O Senhor que procura por verdadeiros adoradores como ele diz na sua Palavra.

A ele neste tempo ofereça também voce o seu coração e sua vontade de ser dele com suas palavras e com sua vontade de fazer o bem a todos os que lhe procuram ou voce encontre. Que seu julgamento seja um julgamento de misericórdia antes de ser um julgamento racional. Este é amor verdadeiro. O próprio Senhor fez o mesmo por nós vindo morar em nosso meio no seu Santo Natal mas também com sua morte na cruz. Ele, sem olhar com racionalidade os nossos limites humanos, somente nos amou e ama.

Oremos juntos?

Ó Sagrado Coração de Jesus,misericordioso, ensinai-me os Vossos Caminhos;
Sagrado Coração de Jesus, conduzi-me pelo Caminho da Integridade, protegei-me do demônio, e não me abandoneis à sua vontade. Sagrado Coração de Jesus, sede a Rocha que me abriga, porque Vós sois o meu Refúgio; fazei com que o Vosso Amor e a Vossa Paz me dirijam e me guardem. Amém.

“In manus Tuas!”

Padre Antonio Lima.

honapsorolo-augusztus-2O Evangelho è uma mensagem de alegria. A Boa noticia! deste canto Francisco de Assis é seu cantador original.

Hoje se diz: eram outros tempos… e no entanto se vive de fé e piedade mortas que triunfam. Sem duvida, vivemos uma era de crise grande e vasta como então e Francisco o pobre de Assis dizia: Não devemos temer! E porque temer! Expressoes tipicas estas, que assemelham muito às de Papa Francisco hoje.

Uma coisa é certa, as pessoas serão atraidas pelo Evangelho e por sua proposta de pobreza hoje, se encontrarem em nos cristãos, padres e consagrados, uma alegria inexplicavel e uma caridade sem limites e cáuculos filosóficos. Francisco ensina, que esta perfeita alegria é possivel, se nos “deixamos” amar por Deus, o “Altissimo onipotente e bom Senhor” , se amamos os irmãos de verdadeira caridade. Podemos ser felizes interessando-nos também da felicidade dos outros, e esta é “perfeita” é a alegria de Francisco e Clara.

A simples alegria franciscana é hoje o desafio deste nosso grande mundo globalizado e pos-moderno.

É a alegria do não possuir e da ausencia da ganancia do ter, do apresentar e do mostrar que se tem, das mãos vazias que que elevadas às alturas, louvam a Deus. Das mãos que saúdam e desejam “paz e bem”, das mãos que esquecem as vinganças e as divisões familiares para assumir a atitude da paz, das mãos e do coração que decididos concretizam sem respeito humano o perdão. das mãos, das mãos, das mãos…

São Francisco de Assis, este gigante da santidade era fisicamente de modesta estatura, tinha barbicha rara e escura, no plano cultural, ainda mais modesto: Conhecia a linguagem provençal de sua região, ensinado pelo pai, por ter feito algumas leituras de romances de cavalaria. Era um hábil vendedor de tecidos, ao lado de um pai que lhe enchia a bolsa de moedas. Nas alegres noitadas com os amigos, Francisco não media despesas.

Participou das lutas entre as cidades e conheceu a humilhação da derrota e de um ano de prisão em Perúgia. No regresso, fez-se armar cavaleiro pelo conde Gualtério esteve a ponto de partir para a batalha da Púlia; mas chegando em Espoleto, “pareceu-lhe ver”, conta são Boaventura na célebre biografia, “um palácio magnífico e belo, e dentro dele muitíssimas armas marcadas com a cruz, e uma voz que vinha do céu: São tuas e dos teus cavaleiros”.
A interpretação do sonho veio-lhe no dia seguinte: “Francisco, quem te pode fazer mais bem, o senhor ou o servo?” Francisco compreendeu, voltou sobre seus passos, abandonou definitivamente a alegre companhia e enquanto estava absorto em oração, na igreja de São Damião, ouviu claramente o apelo: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”.
O jovem não fez delongas e, diante do bispo Guido — a cuja presença o pai o conduzira à força para fazê-lo desistir —, despojou-se de todas as roupas e as restituiu ao pai.
Improvisou-se em pedreiro e restaurou do melhor modo possível três igrejinhas rurais, entre as quais Santa Maria dos Anjos, dita Porciúncula.

Uma frase iluminante do Evangelho indicou-lhe o caminho a seguir: “Ide e pregai… Curai os enfermos… Não leveis alforje, nem duas túnicas, nem sapatos, nem bastão”.
Na primavera de 1208, 11 jovens tinham-se unido a ele. Escreveu a primeira regra da ordem dos frades menores, aprovada oralmente pelo papa Inocêncio III, depois que os 12 foram recebidos em audiência, em meio ao estupor e à indignação da cúria pontifícia diante daqueles jovens descalços e mal-vestidos.
Mas aquele pacífico contestador teve também a solene aprovação do sucessor, Honório III, com a bula “Solet annuere”, de 29 de novembro de 1223.
Um ano depois, na solidão do monte Alverne, Francisco recebeu o selo da Paixão de Cristo, com os estigmas impressos em seus membros. Depois, ao aproximar-se da “irmã Morte”, improvisou seu “Cântico ao irmão Sol”, como hino conclusivo da pregação de seus frades. Por fim, pediu para ser levado à sua Porciúncula e deposto sobre a terra nua, onde se extinguiu cantando o salmo “Voce mea”, nas vésperas de 3 de outubro.

“In manus Tuas”

Padre Antonio Lima.

misericordia_e_perdaoPapa Francisco: Pedro era um pecador mas não era um corrupto.

O Papa Francisco usava esta frase em uma homilia, convidando a deixar que o Senhor Jesus nos encontre.

O suco da homilia do Papa concentrava-se na convicção que ser pecadores não é o problema central, o problema é não deixar-se transformar pelo amor de Deus num encontro com Cristo, porque Pedro era um pecador, mas não um corrupto. Pecadores sim, todos: corruptos não. No Evangelho do dia Jesus rescuscitado pergunta tres vezes a Pedro se o ama. “Ė um diálogo de amor entre o Senhor Jesus e seu discipulo”, indica Francisco e lembra dos encontros que Pedro teve com Jesus. Começando com o “Segue-Me” ao “Te chamaras Cefas, Pedra, ao “Afasta-te de mim, Satanás”, “humilhação que Pedro aceita” diz o Papa.

E Francisco lembrava aos presentes que Pedro se considerava bom, e no Getsemani até mesmo desembainha sua espada para defender Jesus, mas depois o nega três vezes. E quando Jesus o observa com aquele olhar tão belo, indica o Papa, Pedro chora. “Jesus nestes encontros amadurece a alma de Pedro” no amor.

“Pedro sente dor ao ver que por tres vezes Jesus lhe pergunta “Me amas?” Essa dor, essa vergonha… Pedro era um grande homem, pecador, mas o Senhor Jesus lhe faz sentir ,e também a nós, que todos somos pecadores: o problema é não arrepender-se do pecado, não ter vergonha do que fazemos.

E pedro tem essa vergonha, essa humildade. O pecado é um fato que com o coração grande que ele tinha, o levava a cada episodio como estes, a um encontro novo com Jesus à alegria do perdao.

O Senhor Jesus não abandonou sua promessa, quando lhe disse: “Apascenta minhas ovelhas”. E entrega o seu rebanho a um pecador.

O Papa contava: “Uma vez fiquei sabendo de um sacerdote, um pároco que trabalha bem: foi nomeadobispo e ele sentia vergonha porque não se sentia digno. Era um tormento espiritual. E se aproximou do confessor, que lhe escutou e lhe disse: “Nao te assustes porque se depois de tudo o que Pedro fez, ele foi eleito Papa pelo próprio Senhor Jesus. Siga adiante!”…

“O Senhor é assim. Nos faz amadurecer nos muitos encontros que temos com ele, apesar das nossas debilidades quando as reconhecemos, e com nossos pecados… “

Vamos orar juntos? no silencio do coração diga comigo a Jesus:

Senhor Jesus, modela-me nos vários encontros contigo, porque eu também me encontro na mesma tua barca, como Pedro. Transforma o meu coração e nobilita-o, faze-o grande. Ensina-me tu Senhor a apaziguar as tuas ovelhas; que o exemplo humilde de Pedro me ajude a seguir adiante procurando somente a Ti e mais nada. Que eu possa deixar-me encontrar-Te, Tu estás sempre comigo, que eu esteja sempre conigo. Amem.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Seu irmão, Padre Antonio Lima.

tua_face_senhor_eu_buscoO que é, e como se vive a obediência na Igreja em base aos ensinamentos de Jesus?

Meus amigos, no geral, pensamos que seja algo fora do normal que Deus ama pedindo-nos para sermos filhos não segundo o que pensamos que ele seja: isto é, um pai permissivo que não pesa, o bem ou o mal do proprio filho antes de conceder-lhe o que pede. Deus em sua sabedoria de Pai, visa antes o nosso bem sumo. E quando não nos exercitamos nesta mentalidade de Deus, nos contrariamos geralmente, dentro ou fora de nós. Os paragrafos abaixo são dedicados à vida consagrada, serve porém para todo aquele que quer servir a Deus e viver uma vida de filhos desde aqui na terra: “Deus é Deus e eu devo ser um adorador”, ja dizia o Mons. Jonas Abib ha alguns anos atraz em uma canção.

“Tua face, Senhor, eu busco (Sl 26,8). Peregrino em busca do sentido da vida e envolto no grande mistério que o circunda, o homem procura, de fato, ainda que frequentemente inconsciente, o rosto do Senhor. « Mostra-me, Senhor, os teus caminhos, ensina-me tuas veredas » (Sl 24,4): jamais poderá alguém tirar do coração da pessoa humana a busca d’Aquele de quem a Bíblia diz « Ele é tudo » (Eclo 43,27) nem a dos caminhos para encontrá-lo”. (1).

“«Escuta, filho» (Pr 1,8). A obediência é, antes de tudo, uma atitude filial. É aquele tipo particular de escuta que só mesmo o filho pode prestar ao pai, por está iluminado pela certeza de que o pai só pode ter coisas boas a dizer e a dar ao filho; uma escuta embebida naquela confiança que permite ao filho acolher a vontade do pai, certo de que esta será para o bem”… (4).

“A quem buscamos? Os primeiros discípulos que, talvez ainda duvidosos e incertos, se colocam no seguimento de um novo Rabbi, o Senhor disse-lhes: « Que procurais? » (Jo 1,38). Nesta interrogação, podemos ler outros questionamentos radicais: o que procura o teu coração? Por que te agitas? Buscas-te a ti mesmo ou buscas o Senhor teu Deus? Segues os teus próprios desejos ou o desejo d’Aquele que criou o teu coração e o quer levar à realização, como Ele mesmo bem sabe e conhece? Corres atrás de coisas fugazes ou procuras Aquele que não passa? « Nesta terra de desigualdade, de que coisa nos devemos ocupar, Senhor Deus? Do nascer ao pôr-do-sol, vejo homens arrastados pelos furações deste mundo: alguns buscam riquezas, outros, privilégios, outros ainda, as satisfações da popularidade », observava são Bernardo” (4).

“Procurar a vontade de Deus significa procurar uma vontade amiga, benévola, que quer a nossa realização, que deseja, sobretudo, a resposta livre do amor ao Seu amor, para fazer de nós instrumentos do amor divino. Nesta via amoris é que desabrocha a flor da escuta e da obediência”. (4).

“A obediência a Deus é caminho de crescimento e, por isso mesmo, de liberdade da pessoa, uma vez que permite acolher um projeto ou uma vontade diferente da própria que não só não mortifica ou diminui, mas que funda os alicerces da dignidade humana. Ao mesmo tempo, a liberdade é, em si, um caminho de obediência, pois é obedecendo como filho ao plano do Pai que a pessoa que crê realiza o seu ser livre”. (5).

(Faciem tuam, Domine, requiram, Congregação para os Institutos de vida consabrada e as sociedades apóstolicas. O serviço da autoridade e da obediencia).

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

 

 

 

don_luce3aNinguém vem ao mundo senão por um ato de amor.

À origem de cada vida tem Alguém que, desde sempre, nos pensou e quiz, um Amor que criou cada coisa e a mantém em vida. Cada ser que respira sobre a terra não e fruto do acaso, mas nasce do coração de Deus. Sem ele não poderiamos existir! Somente no Pai, encontramos a explicação e o sentido de nossa existência, que é inteiramente em suas mãos, desde seu inicio até o fim. “Ninguém pode pagar o preço de uma vida ou pedir a Deus um preço por ela”, aclama o Salmo 49. A gratuidade é a dimensão mais importante da vida, que é um dom. Ninguém nasce senão por inteiro “dom”. somos um presente de Deus para nos mesmos; e a admiração deste grande mistério, a tocamos quando sabemos cultiva-la como ela é: um grande dom!

Em uma sociedade em que se comercializa a vida e as relações humanas, e pra tudo, até para amar e doar-se se pede um preço e um orçamento, nessa sociedade planejada dessa maneira, a gratuidade não encontra a sua casa mas voce pode dar uma casa e não alugar para que a gratuidade possa morar.

“Obrigado”, seria a palavra que deveriamos pronunciar, meus amigos, na certeza que tudo nos é dado como presente. Agradecer é surpreender-se continuamente diante dos gestos de quem enche aos poucos o nosso viver com o carinho e a emoção. Essa seria a lógica mais linda da pureza das intençoes a ser colocada ao lugar do cálculo, porque o amor de verdade nasce sempre a cada dia com razoes diferentes e surpreendentemente compreensiveis: amar, em sua mais alta e profunda verdade, significa “dar-se” sem cobranças de troca, é nesta ótica que nos é doada a vida pelo Pai.

Já dizia Pascal: “As razões do coração tem razões que a razão não compreende”; S. Francisco de Assis, diz em sua “Oração simples” que é “dando que se recebe”; S. Paulo, que dedicou o resto de sua vida para o anúncio do Evangelho afirma: “Deus ama quem dá com alegria (2Cor 9,7).

A vida aqui na terra? a penso como uma academia de exercicios “para o bem do próximo e do próprio bem, onde se aprende a amar assumindo sempre mais a lógica do dar, e traduzindo-a em gesto e atitudes concretas. A vida alegre consiste realmente na arte de dedicar-se para que o outro, a outra, sejam felizes antes de nós. Assim ganhamos o paraiso, assim somos de Deus. dificil? pode ser, mas possível. No fim? a Vida em Deus: único ideal por quem vale a pena viver assim.

O Senhor te abençoe e te guarde!

Seu irmão, Padre Antonio Lima.