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Ontem, hoje e sempre: Maria presente!

Ingressei na Comunidade Canção Nova em 1998, na Casa de Maria, em Queluz (SP). Era o tempo de viver o Noviciado, hoje chamado Discipulado: a Formação Inicial no Carisma Canção Nova.

Na mesma semana em que cheguei, tive um sonho que me deixou constrangida. Sonhei que estava grávida! Pensei comigo, “nossa, que absurdo”! Partilhei com a nossa Mestra de Noviciado (a formadora da casa), e ela me disse: “Mas, é verdade! Você está mesmo grávida! Está gerando a mulher nova”! Ali começou a minha experiência com Nossa Senhora, na Casa de Maria. Era ela quem estava me ajudando a gerar a mulher nova, a mulher do Carisma Canção Nova. Eu estava gerando e sendo gerada no ventre de Maria, como chamamos essa casa tão preciosa!

Maria sempre foi uma presença marcante em minha vida; mas, nesta casa, eu convivia com ela de forma discreta, desde as coisas mais simples do dia a dia, como as mais complexas. Era um convívio diário e maravilhoso!

Maria era minha companheira nas escalas de serviço, quando lavava os banheiros, quando passava pano no chão, tirava a poeira, quando lavava a louça, quando fazia a grande faxina… Com ela, eu fui vencendo os meus medos de não dar conta do recado; o medo de não fazer bem feito, de ser criticada.

Era a minha companheira na vida de oração, quando rezava o terço, principalmente na Grutinha [foto abaixo]; quando fazia meu Estudo da Palavra. E, quando ia para a Capela rezar, ou fazer Adoração ao Santíssimo, ela estava lá, me esperando de braços abertos, pronta para me dar a sua benção materna, todos os dias, através da imagem da Virgem de Fátima.

Era a amiga com quem partilhava tudo, e com quem aprendi a viver ainda mais a transparência na partilha com meus irmãos e formadores.

Na Casa de Maria, aprendi com a Mãe, a essência da fraternidade, do cuidado com o outro. Aprendi a ser mulher, a me cuidar melhor; através de uma irmã muito querida, vi Nossa Senhora mudar todo o meu guarda-roupas, ensinando-me a vestir-me de forma mais feminina.

Era minha companheira no Apostolado, na Missão, na Catequese; Nossa Senhora me encorajava a ir em frente, com ousadia!

Era ali, no colo de Nossa Senhora, Mãe e Mestra, a imagem que fica na varanda, que eu me colocava todas as vezes que tinha saudade de casa, da família, dos amigos.

Foi também na Casa de Maria, que eu descobri “o meu José”, o homem que o Senhor tinha reservado para mim; mas eu guardava no meu coração, pois não era tempo de viver esse relacionamento. Então, era no Coração de Nossa Senhora de Fátima, na capela, que eu colocava o que estava sentindo, pedindo a ela, que, se aquele sentimento fosse de Deus, que ela me colocasse do coração daquele rapaz também. Tudo bem guardadinho no Coração da Virgem; e hoje, aquele rapaz, é o meu amado esposo Fábio Lira.

Nossa Senhora cuidou de tudo. Guardou minha vocação e eu fui gerada Canção Nova, no Seu Ventre Materno!

Em uma oração comunitária o Senhor me deu uma imagem, na capela: Era um anjo entregando-me um violão e uma folha, escrito a palavra “Profecia”. E o Anjo dizia-me: “Toque e cante a profecia”! Não compreendi por completo o que Deus quis me dizer naquele tempo. Mas, no decorrer dos anos de vivência na Comunidade, tenho me lembrado dessa imagem. E hoje compreendo que Nossa Senhora, ali, na Casa de Maria, ensinou-me, e tem me ensinado, a “tocar e a cantar essa Profecia” chamada Canção Nova.

Maria tem me levado a tocar o Carisma Canção Nova na minha vida, e cantar esse mesmo Carisma na vida dos meus irmãos.

Na minha vida, e de maneira especial, na minha vocação, foi Ela, Maria, a Mãe e Mestra da Canção Nova, que tudo fez! Sou muito grata a ela, por sua presença em minha vida. Sou grata a Deus por tudo o que Ele permitiu-me viver, na Casa da Mãe, o Santuário do Carisma Canção Nova.

Gilmara Maria Lira
Missionária, casada, mãe de 4 filhos
Atualmente roterista dos programas infantis da TVCN
fb.com/gilmaracn @gilmaracn

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“Me chamo Cineide Maria e nesse ano de 2012 vivo meu discipulado na Casa de Maria. Fui a primeira pessoa da casa a ler seu texto Gilmara e fiquei impressionada de como Deus usou da sua partilha para falar comigo. Ao ler, senti que você escreve com o coração, com sentimentos. Muito do que você viveu nesta casa há 14 anos atrás, estou vivendo hoje. Obrigado. Deus abençoe sua família linda”!
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