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Monsenhor Jonas Abib mesmo nos conta:

“Ficamos dois anos naquela casa em Areias/SP (de 1975 a 1976). Por nós ficaríamos mais! O que aconteceu é que fomos percebendo que Deus nos conduzia, pelos fatos, para que tivéssemos nossa própria casa de encontros.

Quando Deus quer subverter a coisa, Ele faz de formas que nem imaginamos.

Foi assim: durante o ano de 1976, chovia todo final de semana. Não havia final de semana que não chovesse. Eto já estava conosco naquele tempo. Era uma luta imensa, pois, com tanta chuva, todos os carros tinham de ir para a fazenda; e como também passavam tratores, carros de bois, caminhão de leite e tantos outros veículos pesados, a estrada foi ficando cada vez pior. No final do ano, a partir do mês de agosto, os carros já não chegavam mais até o local. Parávamos a uns 400 metros de distância e andávamos a pé, no barro, até a casa. Quando terminava o encontro, voltávamos até os carros e íamos para Areias, para a missa de encerramento. Chovia tanto que uma vez tivemos de ser rebocados por um trator. Foi então que eu disse pra Deus: “Já entendi. O Senhor está nos mostrando que não quer que fiquemos mais aqui. O Senhor quer nos dar a casa que precisamos ter.” Era preciso crer: Deus, que havia nos conduzido até ali, continuaria a fazê-lo. E não demorou muito. No final daquele ano, numa sexta-feira, chegaram o Eto, Haroldo e Lena querendo saber se eu não tinha pensado em fazer uma casa de encontros em Queluz, cidade próxima. Eu lhes respondi que não. Eles ficaram sem graça; nem imaginavam que eu responderia assim, tão espontaneamente. Fizeram-me a proposta: se eles conseguissem o terreno, eu pensaria na possibilidade? Respondi que sim, que pensaria… Mas, para mim, aquilo estava muito longe de acontecer. Seria impossível alguém doar um terreno para construirmos nossa casa. Mal pude esperar para ver!No domingo à noite, no encerramento do encontro, Eto chegou e disse que já tínhamos o terreno. E mais: se eu quisesse, na manhã seguinte poderíamos vê-lo. Nem deu tempo de pensar.Chovia “até não querer mais”. Novamente levei uma medalhinha de Nossa Senhora. Vimos três lugares diferentes, mas senti que era o primeiro. Foi lá que deixamos a medalhinha, e Deus, em Sua pressa, cuidou do restante. Na verdade, quem conviveu conosco naquele tempo sabe que era impossível construirmos uma casa de encontros. Não tínhamos nada a não ser o terreno. Foi aí que a Providência Divina entrou em cheio em nossa vida. Começou pela terraplanagem. Era um bom terreno, mas muito acidentado. Quem nos cedeu o terreno foram o Marinho Fabri e sua esposa Dedé.Em dezembro, um pouco antes do Natal, já estávamos celebrando a Primeira Missa em nosso terreno. Era o momento de começarmos a construir. Fizemos uma campanha, conseguimos algum dinheiro e demos início aos alicerces. Em seis meses levantamos a casa! Na festa de São João Batista, em junho de 1976, fizemos o primeiro encontro: um Maranathá de moças. A casa não tinha ficado toda pronta, mas já estava levantada, com beliches, mesas e cadeiras… O restante fomos adquirindo pouco a pouco.Já deu pra você perceber duas fortes características da Canção Nova: a Presença de Maria e a Divina Providência.Pusemos um nome na casa: Canção Nova, a Casa de Maria – lugar onde as pessoas nascem para uma vida nova. E só podia ser Canção Nova, a Casa de Maria; é nela que nascem os filhos de Deus.”

(Texto: Monsenhor Jonas Abib – Livro “Canção Nova: Uma Obra de Deus”)

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