A Teologia da Libertação

Arquivado em: Teologia — Prof. Felipe Aquino at 5:06 pm on sexta-feira, junho 29, 2007

Por D. Fernando Arêas Rifan

Fonte: Jornal Folha da Manhã em 23/05/2007 - Campos/RJ

Com a visita do Santo Padre, alguns remanescentes da Teologia da Libertação levantaram de novo a voz, o que nos obriga a recordar o ensinamento do Magistério da Igreja sobre o assunto.

A Teologia da Libertação surgiu como reação às escravidões sociais e econômicas, que todos lamentamos, mas enfatizando demasiadamente a linha social em detrimento da espiritual, tentando reduzir o Evangelho da salvação a um evangelho terrestre e, pior, dentro de uma análise marxista, com rejeição da doutrina social da Igreja. Daí partem para uma releitura essencialmente política da Sagrada Escritura, baseada no racionalismo e no modernismo.

Na verdade, o Evangelho de Jesus Cristo é mensagem de liberdade e força de libertação. Mas a libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça divina. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade.

Jesus viveu num tempo de opressão social do povo de Deus pelos romanos, mas não adotou o método da teologia da libertação e sim da teologia da salvação. A sua pregação das virtudes e o combate aos vícios da alma terminaram por criar uma sociedade mais justa e solidária, sem necessidade de se imiscuir na política e nas lutas sociais.

Na Profissão de Fé do Povo de Deus, Paulo VI exprimiu bem a fé da Igreja: “Nós professamos que o Reino de Deus iniciado aqui na Terra, na Igreja de Cristo, não é deste mundo, cuja figura passa, e que seu crescimento próprio não se pode confundir com o progresso da civilização (…) mas consiste em conhecer cada vez mais profundamente as insondáveis riquezas de Cristo, em esperar cada vez mais corajosamente os bens eternos, em responder cada vez mais ardentemente ao amor de Deus e em difundir cada vez mais amplamente a graça e a santidade entre os homens. Mas é este mesmo amor que leva a Igreja a preocupar-se constantemente com o bem temporal dos homens (…) suas necessidades, alegrias e esperanças, seus sofrimentos e seus esforços”.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney




Para citar este artigo:

RIFAN, D Fernando Arêas. Apostolado Veritatis Splendor: A Teologia da Libertação. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4286. Desde 29/6/2007.

UM GOVERNO A FAVOR DO ABORTO

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:34 pm on sexta-feira, junho 29, 2007

É evidente que o atual governo federal aprova e incentiva o aborto.  O Presidente da República há dias atrás foi à televisão para dizer que “era pessoalmente contra o aborto, mas que por razões de “saúde pública” tinha de aceitá-lo”. Quer dizer, de um lado o Presidente dá uma de bonzinho dizendo que pessoalmente defende a vida, mas como chefe do governo tem de aceitar o crime do aborto porque há milhares de adolescentes grávidas no pais.  

Ora, se o Presidente reconhece que o aborto é um mal, como um crime hediondo que é, então, não pode ser aprovado em hipótese alguma e nem com qualquer justificativa.  

A moral cristã é muito clara, não se pode fazer o bem através de um meio mal. Não se pode ajudar a uma adolescente grávida com o assassinato do seu filhinho ainda não nascido. É preciso dar soluções certas e puras para os problemas.  

O que precisamos fazer é educar essas meninas para que não engravidem antes do casamento, que não usem o sexo fora do plano de Deus; e não, oferecer-lhes o aborto para sanar o seu erro. Pais e governo precisam sim, educar os jovens para viver o sexo apenas no casamento, que é o seu lugar, e não empurrar-lhes para o sexismo através de uma deseducação sexual que é dada nas escolas e nas cartilhas do governo.  

Por outro lado a ministra chefe da Secretaria especial da mulher, ligada à Presidência da República, luta de maneira incansável para aprovar o aborto no pais. Da mesma forma o site do Partido do governo, já anunciou muitas vezes seu compromisso de aprovar o aborto.  

Agora vemos o ministro da saúde deste governo, José Temporão, dizer que vai distribuir a pílula do dia seguinte amplamente para as jovens e mulheres, sem necessidade de apresentar receita médica. Da mesma forma se manifesta explicitamente a favor do aborto. Então, não há como chegar a outra conclusão senão esta: este atual governo federal está empenhado em aprovar o aborto no Brasil, quando uma pesquisa recente do IBOPE mostrou que 93% da população o rejeita.   

Todos sabem , porque a medicina já mostrou, que esta pílula do dia seguinte é um  veneno para a mulher; sua carga hormonal é cerca de 20 vezes a de uma pílula anticoncepcional comum, e provoca muitos males à mulher. Altera o processo de ovulação, podendo provocar esterilidade para toda a vida. Pode causar severos danos à saúde: sangramentos, dores de cabeça, hemorragias e náuseas. Seu uso freqüente pode provocar: danos no fígado, obstruir as artérias e provocar infarto, embolias no cérebro ou no pulmão e hemorragias cerebrais. 

Já houve vários casos de mortes de jovens causadas pelo uso dessas pílulas. Por exemplo, o jornal o GLOBO publicou em sua edição de 11/ 01/01, p.30: que uma menina de 15 anos, Caroline, filha de Jenny Bacon, morreu em Londres, após tomar a pílula do dia seguinte, o que revoltou os pais das alunas na escola onde a pílula é distribuída até para meninas com apenas onze anos.  

O Dr. Jerome Lejeune, francês, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da síndrome de Down, já avisava na década de 90 que a pílula do dia seguinte “é uma bomba para o organismo da mulher”.       O laboratório Grünenthal, fabricante no Chile da “pílula do dia seguinte”, decidiu retirar do mercado o fármaco devido a sua escassa venda e às constantes ações judiciais interpostas por organizações que denunciam seu potencial efeito abortivo, pois o Postinor 2 (nome comercial do levonorgestrel 0.75) induz ao aborto.  

Da mesma forma os fabricantes neozelandeses da pílula do dia seguinte admitem que ela é abortiva. (Auckland, 08 jan 2007 -  ACI). A empresa produtora e distribuidora da pílula do dia seguinte na Nova Zelândia admitiu recentemente que este fármaco pode causar um aborto nas primeiras fases da gravidez. 

       Também o fabricante do “PostDay” reconhece em seu site o efeito anti-implantatório - e por isso potencialmente abortivo - do fármaco que se pretende vender no país. Textualmente figura que “faz com que a membrana do útero se torne mais fina de tal maneira que os óvulos fertilizados não possam aderir-se ao útero”. (06 Jun. 07 – acidigital.com) 

As mulheres cristãs precisam estar cientes de que o Vaticano e a CNBB são contra o uso desta pílula abortiva, como já se pronunciaram várias vezes.  

Prof. Felipe Aquino – 30 junho 2007 

 

As abusivas invasões de terra

Arquivado em: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 3:03 pm on sexta-feira, junho 29, 2007

Continuam a invasões de terra fora da lei

Os jornais continuam a anunciar que José Rainha e seus seguidores do MST continuam a invadir propriedades alheias, de maneira abusiva e fora da lei, como se fosse uma atividade legal e moral. O jornal Folha de SP de hoje (30 junho 2007) informa que já são já são 67 invasões neste ano no Estado, segundo o Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo). Um absurdo.

O fato lamentável nesta triste história é que as autoridades permitem que uma Instituição que nem legalizada é, o MST, provoque esta desordem social, o que tem gerado mortes e violência. Parece até que vivemos num país em leis e sem autoridades constituídas para manter a ordem.

Todos sabem que o MST é um movimento político muito mais do que social, e que é fomentado e ajudado financeiramente pelo atual governo federal; por isso age acima e fora da lei. É bom lembrar aqui que pelos menos duas vezes o Papa João Paulo II condenou veementemente essas invasões de terra no Brasil:

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, em visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996, o Papa disse:“Recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (Rerum Novarum, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.

2 - Novamente em Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, o Papa João Paulo II disse:“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras - já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 - e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.

Se é preciso fazer reforma agrária no Brasil, com as terras improdutivas, tudo bem, mas que tudo se faça dentro da ordem e da lei; para isso temos o Parlamento que deve votar e aprovar as leis. Fora disso é desordem e anarquia que não podem ser admitidas.

Acima de tudo é lamentável que alguns leigos católicos, assim como alguns padres e bispos apóiem essas iniciativas fora da lei, de invasão de terra, contra a orientação da Igreja e do Papa.

Prof. Felipe Aquino – 30 junho 2007

Continuam a abusivas invasões de terra

Arquivado em: MST — Prof. Felipe Aquino at 3:01 pm on sexta-feira, junho 29, 2007

Notícias - Escola da Fé (28/06/2007)

Arquivado em: Noticias da Escola da Fé — Prof. Felipe Aquino at 7:31 pm on quinta-feira, junho 28, 2007

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