06. março 2009 · 4 comments · Categories: Aborto

 

Maria Aparecida, 48 anos, foi violentada em março de 1975. Ela mesma se prontificou para contar sua história, pois é intransigentemente contrária ao aborto. O estupro que resultou em gravidez teve para ela conseqüências gravíssimas: a perda do noivo (que não aceitou a criança), a incompreensão dos parentes, surras diárias de sua mãe (que não acreditava que a gravidez resultasse de um estupro), e um parto por cesariana. Seu filho Renato está agora cursando a faculdade.

 

– O que a senhora sentiu quando o filho nasceu?

Maria Aparecida: Eu não vi, porque fiquei na UTI. Mas quando eu voltei e vi o meu filho… Nossa! Eu senti a pessoa mais feliz do mundo! Não me lembrei de problema nenhum!

 

– A senhora se arrepende de não ter abortado?

Maria Aparecida: Nunca!

 

– Se a senhora tivesse abortado, o que estaria sentindo hoje?

Maria Aparecida: Muito mal. Consciência pesada. Remorsos.

 

– A senhora acha que qualquer mulher estuprada sentiria remorsos?

Maria Aparecida: Sim. Pelo resto da vida! Eu tenho certeza. Pois eu tenho remorso só de ter pensado em abortar!

 

– Quando a senhora olha para o seu filho, pensa no estupro?

Maria Aparecida: Não. O preço por ter um filho de estupro é altíssimo. Mas o preço da consciência pesada é muito maior. Eu tenho certeza que quem aborta vive sempre com um martelinho na mente batendo, para que nunca esqueça que é criminosa.

 

– Criminosa, mesmo em caso de estupro?

Maria Aparecida: Mesmo em caso de estupro. De qualquer maneira.

 

– A mulher que sofre estupro não tem o direito de abortar?

Maria Aparecida: Não.

 

– Por que não?

Maria Aparecida: Porque a criança que está no ventre dela não tem culpa de nada.

 

– O que a senhora sente quando olha para o seu filho?

Maria Aparecida: Eu sinto amor demais! E não suportaria agora pensar que ele não existiria, quando visse uma pessoa da idade dele. Valeu a pena e está valendo. Olha! Se você sofre demais para conseguir uma coisa, é muito mais amor. Porque esse filho é o que mais deu dilema.

[Maria Aparecida foi entrevistada em sua casa no dia 16/02/97]

Diz o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz:

“Os Juizados de Menores estão com filas enormes de casais à espera de uma criança para adoção. Em último caso, será muito pedir à vítima de estupro que deixe a criança nascer e depois doe a quem quiser adotá-la? Será que a “solução” é matar?

 

Oferecer à mulher violentada a possibilidade de abortar é, além de tudo, um enorme desserviço prestado a ela. No estado de profundo abalo emocional, ela não é capaz de decidir retamente, e poderá facilmente aceitar o aborto que lhe propõem. Posteriormente, ela sofrerá traumatismos psíquicos, diante dos quais o trauma do estupro é irrisório. Cito palavras da mesma senhora Maria Aparecida citada acima:

 

Se é verdade que eu já presenciei várias vezes a alegria imensa de uma mãe pela presença do filho fruto de um estupro, a ponto de aliviar ou mesmo curar o trauma da violência, também é verdade que nunca vi o caso de um aborto trazer alívio psicológico para uma mulher. As conseqüências do aborto são tão gravosas, que chegam a constituir um quadro clínico, que os médicos chamam “síndrome pós-aborto”.

 

Como sacerdote, acostumado a ouvir confissões de moças e senhoras, posso dizer que não conheço algo que arruíne tão horrivelmente a psiqué de uma mulher quanto a lembrança de ter praticado um aborto.” (Pe. Luiz Carlos Lodi)

 

Entrevistas com outras vítimas de estupro podem ser encontradas na página:

http://www.providaanapolis.org.br/estupro.htm

 

 

06. março 2009 · 4 comments · Categories: Aborto

A Irmã Lucy Veturse, da Bósnia, foi estuprada por soldados sérvios durante a guerra entre essas etnias da antiga Iugoslávia, após a queda do comunismo. Embora violentada  e humilhada, ela não admitiu o aborto e preferiu  ter que deixar a vida religiosa para criar seu filho, do que abortá-lo.

 

Eis, a seguir, a carta emocionante que ela escreveu à sua Superiora ( publicado na revista Pergunte e Responderemos,  Nº 386, 1994, págs. 318 a 321), que publiquei em meu livro “Entrai pela porta estreita”:

 

Revda. Madre Geral,

 

Eu sou Lucy Veturse, uma das Junioristas que foram violentadas pelos milicianos sérvios … acontecimento que atingiu a mim e às duas Irmãs Religiosas: Tatiana e Sendria.

 

Seja-me permitido não descer a certos particulares do fato. Há experiências tão tristes na vida que não podem ser  comunicadas para ninguém a não ser àquele Bom Pastor a quem me consagrei no ano passado com os três votos religiosos.

 

O meu drama não é a humilhação padecida, como mulher, nem a ofensa insanável feita à minha escolha existencial e vocacional, mas é sobretudo a dificuldade de inscrever na  minha fé um acontecimento que certamente faz parte do insondável e misterioso plano dAquele que eu continuarei a considerar sempre o meu Divino Esposo.

 

Tinha lido, poucos dias antes, o “Diálogo das Carmelitas” de Bernanos e me tinha sido espontâneo pedir ao Senhor poder eu mesmo morrer mártir. Ele me tomou na palavra,…mas de que jeito! Encontro-me atualmente numa angustiante noite escura do espírito. Ele destruiu o projeto de vida que eu considerava definitivo para mim. De improviso me inseriu em um novo desígnio que neste momento é , para mim, ainda a ser descoberto.

 

No meu caderno de notas tinha escrito, nos anos de minha adolescência, que nada é meu, eu não pertenço a ninguém, ninguém me pertence. Alguém, pelo contrário, me apanhou, numa noite que não queria mais lembrar, me arrancou de mim mesma, pensando tornar-me algo dele.

 

Era dia quando acordei; o primeiro pensamento foi mesmo aquele da agonia de Jesus no Horto. Desencadeou-se em mim uma luta terrível: perguntava-me, de um lado, por que Deus teria permitido que eu fosse dilacerada e destruída, naquilo mesmo que eu considerava a razão do meu viver, e, de outro lado, para qual novo chamado queria Ele que eu me candidatasse.

 

A custo, levantei-me e, enquanto auxiliada por irmã Josefina, procurava-me arrumar, escutei do Mosteiro das Agostinianas, que se situava perto do nosso, o toque do sino de Sexta. Fiz o sinal da cruz e mentalmente rezei o hino da Liturgia: “Nesta hora foi nos dada gloriosa salvação, pela morte do Cordeiro, que na Cruz trouxe o perdão…”   

 

O que é, Madre, o meu sofrimento e a ofensa padecida  em comparação a tudo aquilo que sofreu Aquele pelo qual eu tinha mil vezes prometido dar a vida?  Disse então bem devagar: “Seja feita a tua vontade, sobretudo agora que não tenho outro apoio senão a certeza de que Tu, Senhor, estás perto de mim”.

 

Escrevo, Madre, não para receber da senhora conforto, mas para que me auxilie a agradecer a Deus por me ter associado a milhares de minhas compatrícias ofendidas na honra e forçadas à maternidade indesejada. Minha humilhação junta-se à delas e, pois que não tenho outra coisa para oferecer para a expiação dos pecados cometidos pelos anônimos violentadores e para uma pacificação entre as duas opostas etnias, aceito a desonra padecida e a entrego à misericórdia de Deus.

 

Não se surpreenda se eu lhe peço compartilhar comigo  o “obrigado” que poderia parecer-lhe absurdo. Chorei, nestes meses, todas as minhas lágrimas pelos meus dois irmãos assassinados pelos mesmos agressores que estão espalhando terror em nossas cidades e pensava que mais do isso não poderia sofrer. Nem imaginava que a dor pudesse ter bem outras dimensões…

 

À porta do nosso convento batiam cada dia centenas de criaturas  famintas, tiritando de frio, com o desespero nos olhos. Lembro-me que na semana anterior uma moça de dezoito anos me tinha assim falado: “Felizes vocês que escolheram um lugar onde a maldade não pode entrar”. Tinha em mãos o livro “As alegrias do Profeta” e continuou em voz baixa: “Vocês não vão mais experimentar o que é desonra”.

 

Refleti demoradamente naquelas palavras e me convenci de que havia uma parte secreta da dor e do sofrimento de minha gente que ficava despercebida também a mim, e quase sentia um sentimento de pudor por ser excluída de sua participação.

 

Agora eu  sou uma entre elas, uma das  tantas anônimas mulheres do meu povo com o corpo destruído e a alma devastada. Nosso Senhor me admitiu a participar de seu mistério de vergonha; mais ainda a mim, Religiosa e freira, concedeu o privilégio de compreender até o fundo a força diabólica do mal.

 

Sei que, de agora em diante, as palavras de encorajamento e de consolação que conseguir extrair do meu pobre coração,  serão com certeza aceitas, porque  a minha história é a história delas e a minha resignação, sustentada pela fé, poderá servir, se não de exemplo, pelo menos de referencial para  as  suas reações morais e afetivas.

 

É bastante um sinal, uma pequena voz, um chamariz fraternal para colocar em movimentação a experança de um exército de criaturas desconhecidas. Deus escolheu a mim (Deus me perdoe esta presunção) para guiar as pessoas mais humilhadas da minha gente para um alvorecer de redenção e de liberdade. Não terão mais dúvidas sobre a sinceridade das minhas propostas, porque estou chegando da fronteira da abjeção.

 

Lembro que, quando freqüentava em Roma a Universidade “Auxilium” para a formatura em Letras, uma idosa docente de Literatura Eslava citava os seguintes versos do poeta Alexei Mislovich: “Tu não deves morrer, porque tu escolheste ficar do lado da vida”. Na noite em que fui dilacerada pelos sérvios, por horas seguidas continuava a repetir para mim mesma aquelas palavras que me pareciam como um bálsamo para a alma, mesmo no momento em que o desespero parecia aflorar para me apanhar. Agora tudo passou e, se me volto para trás, tenho a impressão de ter tido um terrível sonho feio.

 

Tudo passou, mas, Madre, tudo está para começar. No seu telefonema, depois de suas palavras de conforto, de que ficarei agradecida por toda a minha vida,  a senhora me colocou uma clara pergunta: “Que farás da vida que te foi jogada no seio? “.  Percebi que sua voz tremia ao me colocar esta interrogação, à qual achei pouco oportuno responder logo, não porque não tivesse já refletido sobre a escolha, a decisão a ser tomada, mas para não atrapalhar as eventuais propostas e projetos seus a meu respeito.

 

Eu já decidi. Se for mãe, o menino será meu e de ninguém mais. Sei que poderia confiá-lo a outras pessoas, mas ele tem direito, mesmo não sendo esperado por mim, nem pedido, ao meu amor de mãe.

 

Não se pode arrancar uma planta de suas raízes. O grão caído no chão precisa de crescer lá onde o misterioso semeador, mesmo sendo iníquo, o jogou. Realizarei minha vocação religiosa, mas de outra maneira. Não peço nada à minha Congregação, que já me deu tudo. Fico agradecida pela solidariedade fraternal das coirmãs, que nestes dias me encheram de atenções e amabilidades, em particular por não me ter incomodado com perguntas indiscretas. Irei embora com meu filho, se Deus quiser. Não sei ainda aonde, mas Deus, que interrompeu improvisamente minha maior alegria, me orientará e indicará o caminho a percorrer para cumprir sua vontade.

 

Voltarei a ser uma moça pobre, retomarei meu velho avental, meus tamancos, que as mulheres usam nos dias de semana, e irei com minha mãe a recolher a resina da casca dos pinheiros dos nossos vastos bosques.

 

Deve mesmo haver alguém que comece a quebrar a corrente de ódio que deturpa, há tanto tempo, os nossos países. Ao filho que vier (se Deus quer que venha) ensinarei mesmo somente o AMOR. Ele, nascido pela violência, testemunhará, perto de mim, que a única grandeza que honra a pessoa humana, é aquela do PERDÃO.

 

                                              Irmã Lucy Veturse

 

A Imprensa tem divulgado que o Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho excomungou as pessoas que praticaram o aborto na menina de 9 anos de idade estuprada pelo padrasto. Na verdade, o Sr. Arcebispo não aplicou a pena de excomunhão aos que praticaram o aborto, ele apenas avisou que essas pessoas estavam excomungadas pelo “Código de Direito Canônico”, que prevê a excomunhão “latae sententiciae” (cânon 1398), ou seja, automática, para quem pratica o aborto ou colabora com a sua execução.

 

A Igreja não aceita o aborto em caso algum, nem mesmo em caso de estupro ou má formação congênita, porque o dom da vida só pode ser tirado por Deus. Apenas no caso de legitima defesa da vida, quando não há outra alternativa, pode-se tirar a vida do agressor injusto; nem de longe é o caso ocorrido com a menina. Jamais um feto pode ser taxado de agressor.

 

Os médicos poderiam ter tratado da menina com tudo o que a medicina tem de recursos, mas jamais matar as crianças. Se a criança no ventre da mãe vier a morrer por efeito secundário devido a um tratamento aplicado à mãe, nesse caso não há pecado, pois não se quis voluntariamente matar a criança.

 

Será que os médicos avaliaram se a menina poderia gerar os filhos e dá-los à luz, mesmo com o auxílio da cesariana? Sabemos que um feto pode sobreviver hoje fora do útero até com cerca de 400 gramas.

 

O aborto é uma violência inaudita que a Igreja considera um pecado gravíssimo,  a ser punido com a pena máxima de excomunhão;  brada justiça ao céu.

 

Um erro não justifica cometer outro; quem deveria ser punido é o estuprador e não as crianças gêmeas; o juiz deve punir o réu culpado e não as vitimas; dessa forma a Justiça age às avessas.

 

Prof. Felipe Aquino

 

 

 

 

01. março 2009 · 5 comments · Categories: Aborto

 

 

              Por: Dr. Cláudio Fonteles – foi Procurador Geral da República até 2007  – 012/03/2009

 

 

         A discussão sobre o aborto assume grande relevo porque necessariamente diz com o tipo de sociedade em que almejamos viver: a sociedade amorosa, fraterna, solidária ou a sociedade do egoísmo, do abandono, da violência. E, porque a discussão é assim posta, assim devendo ser, efetivamente, o Estado, como a sociedade politicamente organizada, tem que enfrentar a questão e não, cinicamente, reduzi-la à esfera de opção individual.

 

         A mulher e o embrião, ou o feto, se já alcançado estágio posterior na gestação, que está em seu ventre, são as grandes vítimas do cinismo estatal.

 

         A mulher porque ou por todos abandonada – seu homem, sua família, seus amigos – ou porque, e o que é pior por assim caracterizar um estado de coisas, teme venha a ser abandonada pelo homem, pela família, pelos amigos.

 

         A mulher porque incentivada, e estimulada, pela propaganda oficial e privada a desfazer-se da vida, presente em seu ser, como se a vida fosse um estorvo, um empecilho, um obstáculo que deve ser eliminado em nome, hipocritamente do direito à liberdade de escolha.

 

         Não há liberdade de escolha quando a escolha é matar o indefeso.

 

         O embrião, ou o feto, porque vida em gestação, mas, repito, vida-presente não se lhes permite a interação amorosa, já plenamente, ainda que no espaço intra-uterino, com sua mãe, e com os demais, caso esses não adotem a covarde conduta do abandono da mulher.

 

         O Estado brasileiro consolidou em seu ordenamento jurídico “mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, editando a lei nº. 11.340/06, conhecida como a lei “Maria da Penha”.

 

         Vamos ler alguns artigos dessa importante lei:

 

– “Poderá o Juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras medidas: encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento (art. 23, I);

– Caberá ao Ministério Público, sem prejuízo de outras atribuições, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário: fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas (art. 26, II);

– A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências: centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar; casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar; programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar (art. 35, I, II e IV)”

 

 

         Ora, se assim o é, justamente para que a integridade física da mulher seja protegida, por que, cinicamente, o Estado brasileiro detém-se aqui e, em relação à mulher, que está grávida, que acolhe em si a vida, estimula-a a matar, também a abandonando?

 

         Por que o Estado brasileiro, repito cínico, pela omissão e pela frouxa, errônea e irresponsável justificativa de inserir-se o tema na órbita privada, não tira, como tirou o tema da violência doméstica, portanto também privada, dessa estrita órbita e à mulher gestante não lhe oferece todos os mecanismos oferecidos à mulher fisicamente agredida, para que, assim claramente amparada a mulher, em ambas as situações tenha o direito de viver e fazer viver a vida que consigo traz?

 

         Aguarda-se o governante municipal, estadual e federal que tenha coragem de defender a vida-mulher e a vida-embrião, ou a vida-feto, que a

Primeira acolhe em seu ventre.

 

 

O Presidente americano Obama, já no terceiro dia de governo, liberou financiamento a organizações pró-aborto.  Ele reverteu uma ordem executiva de Bush que proibia o envio de fundos por agências federais a grupos internacionais de planejamento familiar com atuação ligada ao aborto. (Folha SP, 24/01/2009)

A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) era proibida de fornecer financiamento não só a clínicas no exterior que interrompam a gravidez, mas também às que aconselham e encaminham pacientes a tais serviços. Também não podia haver lobby, campanhas ou qualquer discussão favorável ao direito ao aborto.

 

 A proibição foi  estabelecida inicialmente em 1984 pelo presidente Ronald Reagan (1981-1989) e anulada pelo democrata Bill Clinton (1993-2001). Bush a restaurou pouco após sua posse.
Apenas a ONG “Federação Internacional de Planejamento Familiar” deixou de receber cerca de  US$ 100 milhões em fundos dos EUA nos últimos oito anos para fomentar a prática do aborto.

 

Obama também afirmou que está “ansioso para trabalhar com o Congresso para restaurar o apoio financeiro dos EUA ao Fundo das Populações da ONU (UNFPA)”, dedicado ao planejamento familiar e a cuidados com a saúde reprodutiva (leia-se, fomento ao aborto). Bush interrompeu essas doações ao fundo em 2002.

A Vice-Presidente do “Instituto Família Católica e Direitos Humanos”, Susan Yoshihara, disse à “Folha de SP” que “Não estamos surpresos, mas muito desapontados”. “Obama vai continuar pressionando por mais medidas pró-aborto, mas de certa forma isso apenas fortalece a luta dos que realmente se preocupam com as mulheres.”

Milhares de manifestantes anti-aborto ocuparam o “National Mall” em Washington dia 22 de janeiro para protestar contra a “Roe versus Wade”, decisão da Suprema Corte que defendeu o direito ao aborto, que completou 36 anos. Enquanto o protesto seguia até a Suprema Corte, Obama emitiu uma nota reiterando que “continua comprometido com a proteção do direito da mulher de escolher”.
Já os grupos favoráveis ao direito ao aborto comemoraram ontem, mas ainda querem mais.

Entretanto, acende-se ainda mais a luta nos EUA contra o aborto; cresce o número de americanos que o rejeitam como mostram as últimas pesquisas.

Lamentavelmente o novo governo americano se inicia com um “medida de morte”, como se a morte possa ser solução para os problemas da vida. Isto nos faz lembrar o que disse o Papa Bento XVI há poucos dias: “uma civilização sem Deus é uma ameaça ao homem”. Fatos como esse mostram que a crise mundial que assola a humanidade é muito mais de fundo moral que econômico ou financeiro; é falta de Deus, é falta de amor à vida.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br