As causas da triste catástrofe de Congonhas

Filed under: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 2:55 pm on Monday, July 23, 2007

As revistas Veja, Época e outras publicaram amplas matérias sobre o acidente do avião da TAM em Congonhas, onde morreram cerca de 200 pessoas. A imprensa desde o começo falou em “tragédia anunciada”, o que de fato parece se confirmar com as reportagens de várias fontes.  Um artigo assinado pelo correspondente do jornal britânico “Financial Times” no Brasil, Jonathan Wheatley, critica duramente a resposta do governo brasileiro ao acidente envolvendo o avião da TAM e diz que foi um “desastre envolvido em farsa”, e diz que “é difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses”. O artigo fala ainda do fato de os diretores da ANAC, a “Agência Nacional de Aviação Civil”, terem sido condecorados “quando deveriam receber reprimendas ou as demissões que merecem” e comenta ainda o episódio da filmagem que registrou o momento em que o assessor especial da presidência Marco Aurélio Garcia comemorava a notícia de um possível problema mecânico na aeronave, com gestos obscenos.
         A conclusão do correspondente é que “qualquer que seja a causa do acidente, ele era uma tragédia esperando para acontecer”. E termina dizendo que: “A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara.” (BBC Brasil. Com 23. 07.2007). 

Esta visão do jornalista do “Financial Times” se confirma amplamente. A incompetência do governo permitiu que a tragédia acontecesse. A revista “Veja” (ed. 2018) afirma entre muitas acusações que: “O Presidente Lula hesita há dez meses em demitir os responsáveis pelo acidente da Gol e se mostra alheio à falência do sistema aéreo brasileiro”. Será porque os que recebem o Bolsa-Família não usam avião?“O ministro da Defesa Valdir Pires é o símbolo do caos”.“O presidente da Infraero José Carlos Pereira não tem poder de mando dentro da estatal e pilota no automático um antro de corrupção e ineficiência”. “Milton Zuanazzi, o presidente da ANAC, não sabe diferenciar uma turbina de uma hélice e não fiscaliza nada, principalmente as empresas aéreas, que operam sem ser importunadas pelo governo” (pg. 83). E mais, diz a Revista: “Eleuza Lores, acusada de corrupção pelo Ministério Público, a diretora de engenharia da Infraero, permanece no cargo, mesmo estando com os bens bloqueados pela Justiça há meses. É a responsável direta pelas reformas na pista do Aeroporto de Congonhas”. “Carlos Wilson, em vez de investir na segurança do sistema aéreo, o ex-presidente da Infraero optou por transformar aeroportos em Shopping centers. É acusado de desviar parte dos  bilhões que gastou”. Em outra matéria a Revista afirma-se que: “os pilotos apelidaram a pista principal de Congonhas de “Holiday on nice” (Férias sobre gelo). “Milton Zuanazzi, presidente da ANAC, fez carreira como secretário de Turismo no Rio Grande do Sul. A melhor credencial que ele tem para ocupar o cargo é a carteirinha do PT. Denise de Abreu, uma das diretoras da ANAC, era assessora jurídica de José Dirceu na Casa Civil. Outro diretor da ANAC, Leur Lomanto, é ligado a Geddel Vieira Lima, e alguns anos atrás foi acusado de negociar vantagens para se filiar ao PMDB”. (pg. 123) 

São tantas as acusações de ineficiência, negligência, corrupção, aparelhamento do Estado pelo governo, e outras coisas mais, que parece não haver dúvida sobre a realidade dos fatos apontados. O aparelhamento do Estado, isto é, a ocupação dos milhares de cargos de confiança do governo, por gente que não tem competência na área, mas tem cacife político e pertence ao partido do governo, parece ser a principal causa do apagão aéreo e outros graves problemas que o país vive.   Não foi sem razão que o Presidente foi vaiado seis vezes no Rio de Janeiro, na abertura do jogos do Pan; e nem mesmo conseguiu fazer o discurso de abertura.   Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

As abusivas invasões de terra

Filed under: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 3:03 pm on Friday, June 29, 2007

Continuam a invasões de terra fora da lei

Os jornais continuam a anunciar que José Rainha e seus seguidores do MST continuam a invadir propriedades alheias, de maneira abusiva e fora da lei, como se fosse uma atividade legal e moral. O jornal Folha de SP de hoje (30 junho 2007) informa que já são já são 67 invasões neste ano no Estado, segundo o Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo). Um absurdo.

O fato lamentável nesta triste história é que as autoridades permitem que uma Instituição que nem legalizada é, o MST, provoque esta desordem social, o que tem gerado mortes e violência. Parece até que vivemos num país em leis e sem autoridades constituídas para manter a ordem.

Todos sabem que o MST é um movimento político muito mais do que social, e que é fomentado e ajudado financeiramente pelo atual governo federal; por isso age acima e fora da lei. É bom lembrar aqui que pelos menos duas vezes o Papa João Paulo II condenou veementemente essas invasões de terra no Brasil:

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, em visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996, o Papa disse:“Recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (Rerum Novarum, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.

2 - Novamente em Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, o Papa João Paulo II disse:“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras - já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 - e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.

Se é preciso fazer reforma agrária no Brasil, com as terras improdutivas, tudo bem, mas que tudo se faça dentro da ordem e da lei; para isso temos o Parlamento que deve votar e aprovar as leis. Fora disso é desordem e anarquia que não podem ser admitidas.

Acima de tudo é lamentável que alguns leigos católicos, assim como alguns padres e bispos apóiem essas iniciativas fora da lei, de invasão de terra, contra a orientação da Igreja e do Papa.

Prof. Felipe Aquino – 30 junho 2007

Carta CONFIDENCIAL a D. Pedro Casaldáliga

Filed under: Avisos, Opinião — Prof. Felipe Aquino at 9:26 am on Sunday, April 15, 2007

Gostaria de informar que a carta que escrevi D. Pedro Casaldáliga, a respeito de seu artigo “A Verdade, Pilatos, é…”, foi exclusiva para ele; CONFIDENCIAL, e não uma Carta Aberta; tanto assim que não a coloquei no Portal da Canção Nova, nem no meu blog e nem na minha página na internet; não a divulguei nem pela Rádio e nem pela TV Canção Nova. Lamento alguém ter agido de maneira anti-ética e a ter divulgado. É sabido que uma carta Confidencial é muito diferente de uma carta aberta.

A Canção Nova não tem nada a ver com isso; e ninguém nela tem responsabilidade por isso; portanto seria injusto e desleal querer partir para acusações à CN, ou vincular esta carta ao Pe. Jonas ou outra pessoa da CN. A iniciativa foi somente minha.

Como infelizmente esta carta CONFIDENCIAL veio a público, totalmente contra a minha vontade, pela internet, sinto necessidade de esclarecer o que se segue.

D. Pedro me respondeu em duas linhas dizendo apenas que fica feliz por haver na Igreja diversidade de pensamentos. Nada mais.

Na Carta circular de D. Pedro, acima citada, considero que ele foi ofensivo com o Vaticano e a Cúria Romana; e por isso eu quis me manifestar particularmente a ele.

Em minha carta mostrei a minha total discordância com o apoio que alguns bispos sempre deram à teologia da libertação, defendida por D. Pedro em sua carta circular. Não é novidade para ninguém que a Santa Sé não concorda com esta teologia vivida especialmente na América Latina. Dois dos seus mais fortes defensores já foram corrigidos pelo Vaticano, Leonardo Boff e Jon Sobrinho. Leonardo Boff acabou de dar uma entrevista ao site www.amaivos.uol.com.br dizendo que “Roma está perdendo a luta contra a teologia da libertação”; esta entrevista deixa claro que a Igreja é contra essa teologia e a combate.

A minha intenção não foi de ofender os bispos citados, nem de denegrir as suas imagens; e muito menos de desejar-lhes o mal; apenas quis dizer que sempre discordei profundamente do caminho que tomaram, dando o apoio que sempre deram à teologia da libertação; teologia esta que sempre desagradou a Santa Sé.

Se outro entendimento foi dado às minhas palavras eu quero dizer que não foi esta a minha intenção, e desde já peço perdão se elas magoaram alguém; quis apenas debater idéias e não condenar pessoas.

O então Cardeal Ratzinger, hoje Papa, em 1984 disse que “a teologia da libertação é uma heresia singular” (“Eu vos explico o que é a Teologia da Libertação, Revista “Pergunte e Responderemos”, Ano XXV - No 276 – 1984).Como não dar um peso enorme a essas palavras que vêm de um homem que foi o braço direito do Papa João Paulo II por 24 anos, e que agora é Papa? O que fazer, senão combate-la?

Reconheço as lutas árduas e o valor dos Bispos ligados à TL, mas lamento que tenham seguido este caminho, pelo exposto acima. Nada mais. Peço-lhes perdão se minhas palavras ultrapassaram o que eu sinceramente quis dizer. Atenciosamente,

Prof. Felipe Aquino – 15 de abril de 2007Festa da Divina Misericórdia

MENTIRAS CALCULADAS

Filed under: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 11:02 am on Thursday, March 29, 2007

           

                     Ubiratan Iorio

         Se a tolerância é uma virtude a ser cultivada e a intolerância um vício a ser combatido, no campo da religião ela pode assumir o status de crime hediondo, a ser extirpado pelo bem da humanidade.

         Quando se fala que o cristianismo é “intolerante” com os homossexuais, é uma grossa mentira, pois jamais Cristo pregou isso. O que condenou – e veementemente – foi o pecado, embora sempre tenha ensinado que os pecadores, uma vez mostrando-se arrependidos, devem ser perdoados, “setenta vezes sete”, se for preciso, ou seja, tantas vezes quantas o arrependimento for sincero.

         O homossexualismo é, para a Igreja Católica e para qualquer cristão, um vício que precisa ser combatido. Mas, se um cristão de verdade, de qualquer denominação, não “discrimina”, não deve e nem pode ser intolerante com os homossexuais, também deve repudiar o homossexualismo, senão não será um cristão de obras, mas de fachada.

         Os mesmos que acusam o cristianismo de ser intolerante com os homossexuais calam-se diante da postura dos islâmicos, que os tratam, no Oriente, com verdadeira intolerância, a ponto de castigá-los fisicamente.  Os acusadores são movidos por duas razões: ideologia e medo.

         As razões ideológicas são bastante evidentes. Existe no mundo de hoje uma infernal orquestração da esquerda mundial que, em seu afã de implantar o “Outro Mundo Possível” – o horror do socialismo – infiltrou-se em todas as manifestações da cultura ocidental, para deformá-la e semear a cizânia. A finalidade, assustadoramente clara para quem tem olhos e quer enxergar, é destruir os fundamentos de nossa sociedade e, entre eles, toda a tradição judaico-cristã, que vêm como um elemento vital do capitalismo e, portanto, como enorme empecilho à implantação do socialismo ateu. Infiltraram-se também no seio da Igreja de Roma, com a “Teologia da Libertação”, que substituiu a figura de Cristo pela de Marx, distorcendo a doutrina do primeiro para tentar justificar as teorias do segundo.

         Condenada diversas vezes por João Paulo II, que chegou a advertir, de dedo em riste, ainda nos anos 70, em um aeroporto da América Central, um famoso cardeal “libertador”, a heresia, contudo, parece ter encantado muitos bispos latino-americanos, incluindo alguns da CNBB, aqui no Brasil. Asseguro que são, dentro do episcopado, minoria, mas provocam barulho, sempre com o palco gratuito e os aplausos interesseiros da mídia esquerdista, por razões óbvias.  Alguns são bem intencionados. Outros, infelizmente, não. Erraram duplamente, pois sua vocação é a política e não o serviço de Deus.

         O atual Pontífice, Bento XVI, desde os tempos em que era o Cardeal Ratzinger, um dos braços direitos de João Paulo II, soube combater o bom combate contra a heresia marxista. Vários “teólogos” marxistas foram expulsos do seio da Igreja e Gaudêncio Boff (cujo nome, quando religioso, era Leonardo), dele retirou-se antes que fosse expulso.

         Muitos, sabendo de minha condição de católico, me perguntam, com justa dúvida, por que a Igreja não “passa um carão” definitivo nos padres e bispos que teimam em rezar (este não seria o verbo indicado) pelo “catecismo marxista”. Sempre respondo que, em seus mais de dois mil anos de história, a postura da Igreja sempre foi de cautela, tolerância e comedimento, porque sabe que a Verdade haverá de vir à tona e que “as forças do inferno jamais haverão de prevalecer contra ela”. De fato, basta conhecer a história da Igreja (ver, por exemplo, a fenomenal obra de Daniel Rops), para saber perfeitamente que a “Teologia da Libertação” não é a primeira e nem será a última das heresias.

         O segundo motivo que move os acusadores da tradição judaico-cristã e, em especial, os que tentam desqualificar como “antiquada”, “conservadora” ou “anti-progressista” a postura firme dos Papas em assuntos como o homossexualismo é o medo. Sim, o medo, ou melhor, a falta dele… Não dos cristãos, mas dos intolerantes de outras religiões, como os fundamentalistas islâmicos. Ora, se não têm medo de acusar cristãos, ou judeus, é porque estes, naturalmente, são tolerantes e jamais açoitarão ou deceparão pescoços de homossexuais a golpes de cimitarra, com transmissão pela TV Al Jahzira, pelo simples fato de serem homossexuais.

         Isto é que é “homofobia”, e não o fato de considerar o homossexualismo um desvio moral! O que o Ocidente judaico-cristão não deve e não pode aceitar são aberrações como a PL 5003/2001, proposta para atender ao movimento “gay” no Brasil, que colocará na cadeia quem pronunciar qualquer palavra ou frase que não seja do agrado desses movimentos, pelo crime de “homofobia”… Como explica magistralmente Olavo de Carvalho em artigo no Jornal do Brasil de 29/3/2007, não existe a escolha entre “homofobia” e “anti-homofobia”, caso contrário, se os heterossexuais usassem as mesmas armas, por absurdo que fosse, poderiam também tentar aprovar uma lei instituindo o crime de “heterofobia”…

         É triste. Tantas pessoas passando fome, tantos políticos roubando, tantos crimes sendo cometidos impunemente contra a população e as pessoas que deveriam zelar pelo crescimento da economia, pela ética e pela ordem pública perdendo tempo com propostas como essa da PL 5003/2001.

         São as mentiras calculadas, que Carvalho denomina de “moldar o debate”, ou seja, de desviar a atenção da plebe ignara da essência dos problemas sociais, canalizando-as para posturas artificialmente impostas, para servirem aos interesses da vontade de poder dos “esquerdopatas”.

         Sinceramente, de tanta desilusão, dá até para pensar em ser “brasilfóbico”… Mas não dá. Um dia, o sol voltará a brilhar

Aquecimento global

Filed under: Opinião — Prof. Felipe Aquino at 9:58 am on Friday, February 23, 2007

por Thomas Sowell em 28 de junho de 2006

Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

Resumo: Nada é mais fácil do que criar modelos matemáticos para cenários catastróficos. Políticos e burocratas do governo têm tentado, por mais de uma década, vender o cenário apocalíptico do aquecimento global, fato que teria aumentado o poder de – você pode adivinhar? – políticos e burocratas.

© 2006 MidiaSemMascara.org

Um novo dogma político está sendo criado pela mídia. A “ciência”, dizem eles, provou que o aquecimento global é um perigo real e que os seres humanos são os responsáveis por ele, de forma que precisamos tomar decisões drásticas para reduzir o efeito estufa. Tem havido uma reação ampla a uma recente [de 2001] publicação da Academia Nacional de Ciências (NAS), que muitos na mídia têm usado como prova de que precisamos seguir as exigências drásticas dos acordos de Kioto, a fim de reduzir a ameaça do aquecimento global. Há muitos cientistas pesos-pesados envolvidos nas discussões do NAS sobre o aquecimento global. Mas, como o próprio relatório afirma claramente, esses cientistas não só não o escreveram, como nem o viram antes da publicação. Eles “não foram convidados a endossar as conclusões ou recomendações, nem viram a versão final do relatório antes de sua publicação”. É o máximo que se pode afirmar sobre a “ciência” ter “provado” a existência do aquecimento global e sua causa humana. Os cientistas foram usados de enfeites no relatório feito por autoridades governamentais. Além disso, mesmo esse relatório foi incapaz de construir uma unanimidade entre os cientistas sobre o assunto aquecimento global, apesar de alguns na mídia parecerem acreditar nisso. A bumba-meu-boi em direção a mudanças draconianas em nossa economia e em todo o “american way of life” exigido pelos acordos de Kioto é demasiadamente apropriado ao modo de pensar da “intelligentzia” em geral e à imprensa esquerdista
em particular. Qualquer coisa que requeira impor, por meio do governo, a sabedoria e virtude superior dessa classe à massa de bárbaros, tem uma recepção favorável. Nos anos 1970, a histeria era sobre o esfriamento global e os prospectos de uma nova era glacial. Um relatório daquela época, da Academia Nacional de Ciência, levou a revista Science a concluir em sua edição de 1º de março de 1975 que uma longa “era glacial é uma possibilidade real”. De acordo com a edição de 28 de abril de 1975 da Newsweek, “o clima da terra parece estar se resfriando”. Uma impressão de urgência era parte da histeria do esfriamento global de então, tanto quanto o é na histeria atual do aquecimento global. De acordo com a edição de fevereiro de 1973 da Science Digest, “quando o congelamento começar, será muito tarde”. Nada é mais fácil do que criar modelos matemáticos para cenários catastróficos. Políticos e burocratas do governo têm tentado, por mais de uma década, vender o cenário apocalíptico do aquecimento global, fato que teria aumentado o poder de – você pode adivinhar? – políticos e burocratas. Dentre os cientistas especialistas em clima e tempo, há muitas diferenças de opinião, refletindo a complexidade e a incerteza da massa de dados disponível. Dentre os proeminentes cientistas que não acompanham a histeria do aquecimento global estão Richard S. Lindzen, professor de meteorologia no MIT, e Dr. S. Fred Singer, criador do sistema americano de satélites meteorológicos e cujo livro “Hot Talk, Cold Science” (algo como, “Nariz em pé, ciência deitada”) é leitura obrigatória para quem deseja fatos científicos em vez de pânico político. Apesar de o Professor Lindzen ser um dos grandes nomes listados do relatório da Academia Nacional de Ciências, ele não concorda com a histeria do aquecimento global. Como ele nota, “o clima está sempre mudando”. Fatores inumeráveis mudam a temperatura e muitos desses fatores, tais como o calor emitido pelo Sol em diferentes eras, estão além do controle dos seres humanos. Certos gases, tal como o dióxido de carbono, têm o potencial de afetar a temperatura mas é coisa completamente diferente dizer que um particular aumento de temperatura, durante uma era particular, é necessariamente devido ao “efeito estufa”. A maior parte do aumento de temperatura do século passado ocorreu antes da II Grande Guerra – antes, também, do grande aumento das emissões atuais de dióxido de carbono. O próprio relatório da Academia Nacional de Ciência pisa em ovos quando toca no fato de que ocasiões de aumento de temperatura não coincidem como os de aumento dos gases do efeito estufa. Como ele coloca: “As causas dessas irregularidades e disparidades [não simultaneidade das ocorrências dos dois efeitos] não são compreendidas completamente”. Mesmo que atrofiássemos nossa economia, adotando os passos radicais propostos nos acordos de Kioto, isso “não resultaria numa substancial redução do aquecimento global”, de acordo com Professor Lindzen. Ele lamenta o uso da ciência “como fonte de autoridade para nocautear oponentes políticos e enganar cidadãos desinformados”. Infelizmente, muitos desses cidadãos desinformados são profissionais da mídia.

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