Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento…

Seguindo os passos e exemplos do Senhor Jesus, nosso ser instrumentos para evangelizar, necessita de um esforço cotidiano por uma vida autêntica e genuina na vivência em vista do testemunho cristão.

Por nossa condição de pecadores, ao menos, precisamos ter aquela “tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasce sagrado em nossa alma, como a intenção de querermos ser instrumentos do Reino como o foi Jesus.

Ele passava pelas cidades, aldeias e povoados incansavelmente pregando a Palavra que era ele mesmo, passou em nosso meio como o servo por excelência. O Servo de Javé.

Em Lc 8,1-3, vemos  que Jesus passava pelas cidades, pelas aldeias… pregando e ensinando o Reino do Pai. A sua palavra, reveladora falava de amor. Jesus porem, revelava de um modo especial, porque Ele é o Filho de Deus claro!. E como Ele a revelava? Em modo pleno pois sendo “o Filho”, nada mais, nada menos é que a Segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Mas ele buscava verdadeiros adoradores. Verdadeiros instrumentos. E hoje creio que confunde-se muito justamente o gostar de cantar com o próprio cantar as coisas de Deus, com o Adorar; fala-se muito em adorar o Senhor e quando se tem, senão todos os dias, mas pelo menos dia sim dia não, uma hora pelo menos, inteira, diante do Senhor? Espero que a sua resposta seja positiva.

Necessitamos ser honestos com o Senhor. E questão até de honestidade espiritual e/ou declaração de amor por Ele, nosso ser autênticos. Como disse o Monsenhor Jonas ha alguns anos, “em ordem de batalha”.

Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento enfin…

Tomara que nao, mas sera que existe entre os cantores de Deus, inveja, competição, egoismo, manias de ser “artistas”, bons faladores e cantores mas menos testemunhas deste Deus de quem nos dizemos instrumento? O inimigo certamente escolherá sempre mais os que se declaram, para derruba-los e contradize-los. Aqui esta a profecia do: “em ordem de batalha”!

Em Atos dos apóstolos temos exemplos de como se adora o Senhor, “em espirito e em verdade”. Lembram desta palavra? “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At 2,42). Precisamos nos aproximar de Deus, através de uma adoração e de um louvor o mais autentico possivel.

O caminhar de Jesus pelas aldeias tinha uma pressa: era porque o Reino do Pai que Ele tinha vindo revelar, precisava ser anunciado sem perda de tempo. Esta é a vocação da Igreja, e portanto também a nossa. Quando nos tornamos missionários? Pelo Batismo que sela em nós a força da presença de Jesus, a presença do Pai pelo Espírito Santo. Pela  água e pelo Espirito Santo entra em nós a vida divina. Precisamos ser missionários, fomos chamados por força desse sacramento, a esta missão.

“Adorador e cantador do céu”. O que siginifica entao?  a palavra diz ainda:: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram”. (Mt 15,8-9)

Você pode estar se perguntando o que quero dizer com tudo isso, A palavra de Deus nos ensina a não deixar vibrar dentro, mesmo que sutilmente,  o orgulho por cantarmos bem, por tocarmos bem, Que o Senhor nos ajude a nao perder o ardor dos primeiros passos, das primeiras pinceladas de louvor que nasciam do nosso coraçao quando faziamos… aquelas maravilhosas experiências da presença de Deus e delas nasciam lindas cancoes de louvor e adoração.

Como esta a nossa“tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasceu sagrado um dia em nossa alma?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

Jesus Ressuscitado, com sua vida deu-nos a vida.

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. (João 14,1-3).

“Onde eu estou também vós estejais”. Este é o Paraiso: estar onde Jesus está, viver come ele vive. O Paraiso é estar com ele, assim come ele mesmo havia preanunciado ao bom ladrão. “Hoje estarás comigo no Paraiso”.

Só depois da nossa morte corporal veremos claramente aquilo que em nossa existência terrena as vezes no foge, que é o que nos dá vida de verdade, a nossa relação com Deus e com os irmãos.

Após a ressurreição de Jesus, que com ela temos a garantia da vida eterna, precisamos nos perguntar não tanto onde estaremos após a morte, mas com “Quem” estaremos! Estaremos com quem nos precedeu e foi preparar-nos um lugar. Ele vira para nos buscar e assim gozarmos do Paraiso com os anjos e santos eternamente.

Por isso o nosso coração em nosso dia a dia não deve desesperar-se, nossa vida aqui na terra não deve ser tomada por nenhum tipo de desespero, senão, QUEM  é Jesus realmente para nós? confiamos ou não confiamos em sua palavra que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos? Ou “preferimos muitissimas vezes” confiar no encardido e em seu espirito de fraqueza que quer tomar posse de nós a cada instante?

Essta é a palavra de ordem do cristão de quem quer levar a sério Jesus! – Ele disse: Estarei convosco!

A nossa fé é pequena? nosso pensar é limitado? Peçamos todos os dias e “façamos a nossa parte” para termos a mesma medida de Jesus, na fé dos milagres.

Esta é nossa missão enquanto estivermos nesta terra.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

A Semana Santa aos olhos de quem não conta as horas quando está diante do Senhor, e o contempla na cruz.

Ver e contemplar são duas realidades completamente diferentes uma da outra. Quem não é cego, vê, mas não são todos que possuem o dom da contemplação. Contemplar não é senão, ver a realidade em seu conjunto – no todo – em outras palavras, é o que colhe o sentido dos detalhes; é ver e entender o todo, com um olhar agudo, O contemplativo é quem contempla o sentido total e unificado de uma realidade.

O sofrimento de Cristo por exemplo: são poucos os que conseguiram contempla-lo. A contemplação não faz parte dos agitados, dos esageradamente práticos, nem dos que não conseguem parar diante do que acham importante, fazer isto ou aquilo. O dom da contemplação não chega até estes.  Dziia assim S. Teresa D’avila, a mestra em “oração e contemplação”.

Pois bem, o sofrimento de Cristo, tem um sentido mas o que não consegue contemplar, este sentido, não o consegue colher, e assim, se limita no crer e no aceitar porque… “porque sofreu por todos nós”…

Diz-se: Porque o sofrimento? não seria melhor demostrar o amor de Deus e por Deus se todos estivéssemos bem, em boa saúde, comendo e bebendo ate os cem anos? porque existe o sofrimento, porque precisa morrer? a nossa vida porém não é como a pensamos ou a queremos. Nós queremos estar bem e ser felizes, sem dores, sem malicias, sem injustiças, sem guerras, sem frtos, e que não nos falte nada… quem não gostaria que fosse assim? todas as vezes que assistimos o jornal e escutamos falar de escandalos, guerras, violencias, sofrimentos, nos perguntamos como pode existir isto

Mas, a vida ensina antes ou depois tambem pelo sofrimento, nos ensina que a inveja, o ciume e o orgulho, e toda especie de malicia, não estão “longe de mim”, nem no mundo das “pessoas ruins”. Leiam o que Jesus diz:

Ouvi-me todos, e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem. bom entendedor meia palavra basta. Quando deixou o povo e entrou em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe acerca da parábola. Respondeu-lhes: Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro, porque não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua lei natural? Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava: Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem.

A pessoa que contempla, ver a realidade do sofrimento humano com seu sentido maior, que vai além do seu aspécto material e fisico, porque já contemplou o sentido do sofrimento de Cristo. È de quem tem o dom da graça da contemplação, começando pela oração mental, este, consegue discernir o sentido do sofrimento e seu porque, porque viu já com os olhos da alma e contemplou o rosto transfigurado de Jesus, o servo sofredor, que no sofrimento salvou e pagou por nossos pecados por meio de suas chagas.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

O tempo da Quaresma é o tempo melhor para renovar a nossa conversão

Os gestos de abertura, diálogo, compreensão, atenção…, estão dentro das obras de misericórdia espirituais e corporais. Para nos dedicarmos a elas, acabamos por “perder…” muito tempo no nosso tão pouco já e precioso tempo para nós, para nossas intenções em fazer isto ou aquilo agora e depois…  e nossos afazeres…  E claro que pensando deste modo vivemos uma fé morta, de palavras e devocionismo puro. Não acham?

O sacrificio de viver em Cristo está no sacrificio de deixar o que e nosso interesse para fazer os interesses do Pai para a nossa própria salvação apos a vida nesta terra. Dificilmente pensamos que um dia morreremos  e falaremos la em cima do que fizermos para os irmãos próximos e não para nós mesmos. não é verdade tambem? Poisé Esta é a lógica de Jesus.

Então, tomando como modelo de vida em Deus a Maria, icone da Igreja que evangeliza porque já está evangelizada como diz Papa Francisco… Ela, como mae boa, generosa, fiel e compreensiva, ajude a viver as relações entre nós irmãos, com amor misericordioso.

As obras de misericórdia corporais são os gestos que tocam a carne do Senhor Jesus nos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, hospedados, visitados .  As espirituais, de aconselhar, ensinar aos de “coração aberto e acolhedor”, perdoar, corrigir, orar… tocam mais diretamente o sermos pecadores. As obras de misericórdia não devem ficar separadas. Elas expressam  o amor pelo Senhor Jesus de maneira “concreta” , ele, que se identificou com os irmãos: “Tudo aquilo que tiveres feito a um só destes meus irmãos pequenos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40).

Cotidianamente, exercitemos com ardor e alegria estas obras boas, saindo de casa, nos ambientes onde passamos e nos encontramos, la onde vivemos. Amém?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.