Igualmente ela disse: “Quando as enfermidades nos vêm importunar, não nos atristemos de que a doença do corpo nos empeça de permanecer de pé para orar e cantar os salmos em voz alta. Essas provações são úteis para destruir as inclinações más; do mesmo modo o jejum e o leito de pedra nos foram impostos contra os prazeres desregrados. Se a doença empolga o aguilhão, esses labores se tornam supérfluos. Que digo eu – supérfluos? De fato os sintomas mortais (do pecado) são limitados pela doença, que age como um remédio poderosíssimo e eficaz. Enfrentar as doenças dirigindo ao Senhor os hinos de ação de graça – eis a grande ascese. Se perdermos a vista, não nos atristemos demais: perdemos o órgão duma avidez insaciável, mas com os olhos d’alma contemplemos a glória do Senhor. Se ensurdecermos, rendamos graças: não escutamos mais os barulhos vãos. Enfraquecem-se nossas mãos? Conservamos ainda as da alma, que são prestas a lutar contra o inimigo. O corpo todo foi atingido? A saúde do homem interior se avulta”. (Sinclética, 8; Vida, 99)

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