Prezado(a)s

Teresa Forcades, Monja Beneditina no Mosteiro de Sant Benet, em Montserrat, Barcelona, licenciada em Medicina pela Universidade de Barcelona, especialidade de Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, doutorada em Saúde Pública pela Universidade de Barcelona, licenciada em Teologia pela Universidade de Harvard, faz uma reflexão, num vídeo, sobre a história da GRIPE A, citando dados científicos e enumerando as irregularidades relacionadas com o tema.

VÍDEO PARA REFLEXÃO E DIFUSÃO:

Os sinos dobramos sinos dobram pela gripe A pela gripe A

http://vimeo.com/videos/search:7965935

A religiosa investigou sobre a gripe A e ficou alarmada com a informação recolhida. Em 23/09/09 gravou um vídeo em Barcelona, de 55 minutos, que corre o mundo no vimeo. Há opção de legendas em português, como é o caso do vídeo supracitado.

“DIGAM NÃO À VACINA” é o seu grito de alerta.

Graças à gripe A e ao YouTube, a freira beneditina espanhola Teresa Forcades tornou-se rapidamente conhecida por todo o Mundo. No vídeo, a religiosa “prega” ao mundo contra a vacina da gripe A, alerta para os riscos que ela comporta e defende que ninguém deva ser obrigado a vacinar-se.

Que conhecimentos tem uma freira beneditina para iniciar uma espécie de cruzada contra a vacina do vírus H1N1? No vídeo, a freira catalã autora dos livros “Os crimes das grandes companhias farmacêuticas” e “A teologia feminista” começa por dar conta da sua formação acadêmica, que a capacita, sem sombra de dúvidas, a abordar assunto tão polêmico.

Teresa Forcades foi convidada a fazer um estudo exaustivo sobre o vírus da gripe A. Concluída a investigação, a freira ficou preocupada com todo o alarido gerado em torno de uma propalada pandemia. E ainda mais intranquila ficou ao saber que a Organização Mundial de Saúde (OMS) poderia vir a considerar a vacinação obrigatória. Numa espécie de “cruzada” contra “interesses econômicos” da indústria farmacêutica, a religiosa correu a posar para uma “webcam” e preparar um vídeo de alerta para o mundo. Hoje, já milhões de pessoas ouviram, com atenção, as suas explicações.

Começa por salientar que a gripe A é uma enfermidade com índices de mortalidade inferiores aos da gripe sazonal. “Se a mortalidade é menor, como se pode declarar uma pandemia?”, indaga. Teresa Forcades considera “inexplicável” o grau de “irresponsabilidade” demonstrado pela OMS, pelos governos e pelas agências de controle e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo “sem uma base real”.

A freira enumera três novidades na vacina contra o H1N1 em relação à vacina contra a gripe sazonal. Começa por dizer que os laboratórios farmacêuticos criaram uma vacina de forma a que apenas uma injeção não seja suficiente para a inoculação, sendo, antes, necessárias duas doses. Além disso realça , a OMS recomenda que também não se deixe de tomar a vacina da gripe sazonal, o que leva uma pessoa a expor-se a ser injetada três vezes. Segunda novidade para a religiosa é o fato de alguns laboratórios terem juntado à vacina coadjuvantes mais potentes do que aqueles utilizados até agora na vacina anual. Terceira e última novidade: a indústria farmacêutica está a exigir aos estados que assinem acordos que lhes proporcionem impunidade caso as vacinas tenham mais efeitos secundários do que os previstos. Os EUA já assinaram um acordo que libera tanto os políticos como as farmacêuticas de toda a responsabilidade pelos efeitos secundários da vacina.

Em jeito de conclusão, Teresa Forcades deixa claro ser necessário manter a calma, tomar as precauções sensatas para evitar o contágio e, sobretudo, “não deixar-se vacinar”.

E termina com um apelo:


“Peço que se ative com caráter urgente os mecanismos legais (…) para assegurar de forma clara que não se poderá forçar ninguém no nosso país a vacinar-se contra a sua vontade e os que decidam livremente vacinar-se não sejam privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito a serem recompensados economicamente (eles e os seus familiares) no caso da vacina lhes causar uma doença grave ou a morte”.

 

 

O vírus H1N1 já ultrapassou a  barreira inicial, circula livremente entre nós, veio para ficar. Nesta 1º onda do vírus no  Brasil, calcula-se que 70.000.000 de brasileiros terão contato com ele  até final de setembro.

 Das atuais viroses respiratórias presentes no sul do país, 60% já são do novo vírus, isto é, das pessoas com gripe que  falamos ou que circulam na rua, ônibus, bares, igrejas clubes, etc.,  mais da metade já tem o novo vírus… Isto é uma projeção estatística, ou seja, não há mais capacidade para se fazer exame de todos os suspeitos. A condução dos casos será  como da gripe comum, e somente os casos graves ou em grupos de risco haverá dispensação da medicação antiviral. O vírus H1 N1 tem maior transmissibilidade que o vírus  influenza , mas tem MENOR PATOGENICIDADE, OU SEJA MATA MENOS QUE A  GRIPE COMUM… Acontece que ele tem tropismo por organismo com alguma  brecha imunológica que comprometa as defesas habituais, então ele pode  ser potencialmente mais agressivo em pacientes com: nutrição  inadequada, más condições de higiene, cardiopatas e pneumopatas  crônicos, asmáticos graves, renais crônicos, diabéticos, obesos  mórbidos, pessoas em tratamento com imunossupressores (corticóides, tratamento para câncer) e doenças degenerativas. Em pessoas hígidas, dificilmente haverá complicação, e, volto e frisar, a MORTALIDADE É MENOR QUE O VIRUS INFLUENZA. Em 2008, só no mês de julho, 4500 pessoas morreram de gripe comum no Brasil. Estamos com 47 mortes pelo novo vírus em 18  dias de circulação… Temos que estar ALERTAS, isto  sim, pois é um vírus novo,  pode sofrer mutações, e ainda estamos aprendendo a conviver com ele. Por enquanto o importante é: boa alimentação, SUCOS DE FRUTAS, ÁGUA, ÁGUA DE COCO, VERDURAS, AMBIENTES AREJADOS, HIGIENE  ADEQUADA DE MÃOS E VIAS AÉREAS, LAVAGEM DE MÃOS VÁRIAS VEZES AO DIA.  ALCOOL PODE SER USADO EM SUPERFICIES POTENCIALMENTE CONTAMINADAS  (MESAS DE CONSULTÓRIO, LOCAIS ONDE PESSOAS TENHAM ESPIRRADO, (mas sem  maiores neuras, por favor, teremos que conviver alguns meses com este  vírus, como os tantos outros de gripe…) As Máscaras continuam  recomendadas para quem está com  quadro gripal, em respeito aos outros, e em alguns serviços de Pronto  Atendimento , para as equipes de Saúde… nada de sair pela rua e shoppings com máscara e vidro de álcool gel na mão, precisamos de bom  senso, tranqüilidade é pés no chão. Evitar locais fechados, aglomerações shoppings, cinemas,  bares, pelo menos nos próximos 15 dias,  enquanto o vírus está em “curva ascendente”… Depois, é vida normal. O antiviral – Tamiflu- só será  disponibilizado pela SMS para os casos comprovadamente graves, não tomem para qq gripe, pois aumenta a resistência do bicho…

 Em 99,85% dos quadros de H1 N1 a evolução será ABSOLUTAMENTE BENIGNA, ou seja, portados assintomático, sintomas leves  ou moderados, perfeitamente tratados com: cama e sintomáticos (repouso por cinco dias está mais que suficiente). O afastamento das aulas é  muito mais uma medida tranqüilizadora para os pais, enquanto as equipes das escolas são adequadamente preparadas para receberem os estudantes e conviverem com a nova doença.

 As duas gripes estão ai, os  sintomas são idênticos, não há  porque saber se é gripe A ou influenza, a conduta será igual, e  evoluirá geralmente bem.  Tivemos mortes, sim (porém três das mortes da semana  passada acabaram se confirmando como da influenza, e não da gripe A). Alguns jovens saudáveis  faleceram sim, mas na grande  maioria , mesmo nos jovens, havia algum fator basal  predisponente: acompanhei três  casos: uma criança do interior (desnutrida); um adulto com 33 anos  (cirrose) e 1 senhora de 54 anos (asmática grave).

 Portanto, amigos, muita cautela na transmissão de  informações: A CALMA É FUNDAMENTAL, OS CUIDADOS GERAIS TAMBÉM. DEVEMOS  ESTAR ALERTA, MAS TEMOS QUE SEGUIR A VIDA COM NORMALIDADE, PORQUE A GRIPE SAZONAL MATA MUITO MAIS QUE ESTA E NUNCA TEVE ESTA DIMENSÃO DE  ALARME.

 Evitem lotar os hospitais com  casos leves, só em casos  de febre = ou > de 38ºC (este é o fator patognomônico!!), dor de  garganta ou dificuldade respiratória as pessoas deverão procurar os  postos de Saúde.