Depois de ter mostrado o inferno e a sorte sofrida pelas almas que lá vão parar, Nossa Senhora disse-lhes qual o remédio para salvar as almas de se perderem.

Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.”

Esta parte do segundo segredo tem sido alvo de alguma polêmica e os cépticos sublinham que ela só foi revelada nas memórias da irmã Lúcia, publicadas já na década de 40, depois do início da II Guerra Mundial. Também não é claro se Nossa Senhora terá mencionado explicitamente Pio XI – o que na prática significaria profetizar o nome escolhido por esse Papa, eleito apenas em 1922, cinco anos depois das aparições.

Há ainda o facto de a data comumente indicada como o começo da II Guerra Mundial, 1 de Setembro de 1939 com a invasão da Polônia por parte da Alemanha, ter ocorrido já no reinado de Pio XII, que foi eleito precisamente em 1939. Contudo, essa data diz respeito apenas ao começo da guerra na Europa e não tem em conta a anexação da Áustria, por exemplo, que se deu em 1938 ainda no reinado de Pio XI, nem a guerra entre o Japão e a China, que começou em 1937 e também fez parte da Segunda Guerra Mundial.

A revelação de Nossa Senhora continuou: “Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo pelos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.” Lúcia interpretou este sinal como sendo a Aurora Boreal que foi vista em muitos pontos do mundo em Janeiro de 1938, causando pânico entre as populações.

Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará.”

Numa explicação teológica dos segredos de Fátima, publicada pelo Vaticanodepois de ter sido revelada a terceira parte do segredo, o então cardeal Joseph Ratzinger referiu-se à noção de “Imaculado coração”, admitindo que esta pode soar estranha sobretudo a pessoas de mentalidade não-latina. “O termo ‘coração’, na linguagem da Bíblia, significa o centro da existência humana, uma confluência da razão, vontade, temperamento e sensibilidade, onde a pessoa encontra a sua unidade e orientação interior. O ‘coração imaculado’ é, segundo o evangelho de Mateus, um coração que a partir de Deus chegou a uma perfeita unidade interior e, consequentemente, ‘vê a Deus’. Portanto, ‘devoção’ ao Imaculado Coração de Maria é aproximar-se desta atitude do coração, na qual o “fiat” – ‘seja feita a vossa vontade’ – se torna o centro conformador de toda a existência.”

A referência à Rússia diz naturalmente respeito ao regime comunista que seria implantado alguns meses depois da revelação, mas no final desta segunda parte do segredo Maria apresentava uma solução: “O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”

A consagração da Rússia levaria, porém, muitos anos a ser concluída. Sucessivos Papas fizeram algo aproximado, mas a irmã Lúcia foi-lhes dizendo que os seus gestos não correspondiam aos desejos de Nossa Senhora, ora porque não referiam a Rússia pelo nome, ora porque não tinham sido feitos em união com todos os bispos do mundo.

Quando finalmente João Paulo II o fez de forma satisfatória em 1984 os efeitos, segundo os devotos de Fátima, foram quase imediatos. A consagração foi feita em 25 de Março e menos de dois meses depois um acidente numa base naval na Rússia destruiu dois terços dos mísseis da Frota do Norte da União Soviética, incapacitando-a numa altura em que Moscovo se preparava para a usar para atacar a Europa Ocidental por ter aceite a presença de um sistema de defesa americano. O acidente de Severomorsk aconteceu precisamente no dia 13 de Maio. No espaço de um ano foi eleito Gorbatchev, que espoletaria a reforma do regime comunista, levando à rápida dissolução de todo o bloco soviético.

(fonte: radio renascença)

Embora se fale muito no terceiro segredo de Fátima, a verdade é que houve apenas um segredo, dividido em três partes. Conheça aqui o texto e as interpretações que lhe têm sido dadas.

No dia 13 de Julho de 1917 os três pastorinhos de Fátima, Lúcia, Francisco e Jacinta viram Nossa Senhora pela terceira vez em Fátima. Nessa altura ela revelou-lhes o que viria a ser conhecido como o segredo de Fátima.

O segredo é composto por três partes distintas, o que levou à ideia generalizada de que se tratava de três segredos, sobretudo porque a terceira parte ficou muitos anos por revelar e tornou-se conhecido precisamente como o terceiro segredo de Fátima.

1.ª PARTE: A VISÃO DO INFERNO

As três crianças viram “um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados neste fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.”

Importa dizer que a Igreja reconhece a existência de visões sobrenaturais, mas diz que estas devem sempre ser interpretadas pelo contexto social e pessoal dos videntes. Assim, o Catecismo da Igreja Católica reconhece a existência real do inferno: “Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d’Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra ‘Inferno’”, mas a visão que os pastorinhos tiveram não significa que no inferno existam literalmente chamas, pois essa poderá ter sido apenas a forma como elas, enquanto crianças, compreendiam o conceito. Assim, a Igreja sempre reconheceu nessa visão mais do que uma imagem literal, um sério aviso para a conversão e o arrependimento.

(Fonte: radio renascença)

Em 26 de dezembro de 1957, a vidente das aparições de Fátima, Irmã Lúcia dos Santos, assegurou em uma entrevista que “o Rosário é a arma de combate das batalhas espirituais dos últimos tempos”.

Irmã Lúcia manifestou que a Santíssima Virgem disse, tanto a seus primos como a ela, que dois eram os últimos remédios que deus dava ao mundo: o Santo Rosário e o Imaculado Coração de Maria.

A religiosa, que faleceu em 2005, destacou que com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.

Por isso, o demônio fará todo o possível para nos distrair desta devoção; nos colocará muitos pretextos: cansaço, ocupações etc., para que não rezemos o Santo Rosário”, advertiu.

Neste sentido, ressaltou que o programa de salvação é brevíssimo e fácil, porque com o Santo Rosário “praticaremos os Santos Mandamentos, aproveitaremos a frequência dos Sacramentos, procuraremos cumprir perfeitamente nossos deveres de estado e fazer o que Deus quer de cada um de nós”.

Não há problema por mais difícil que seja: seja temporal e, sobretudo, espiritual; seja referente à vida pessoal de cada um de nós ou à vida de nossas famílias, do mundo ou comunidades religiosas, ou à vida dos povos e nações; não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário”, enfatizou a religiosa.

fonte : acidigital

Em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora de Fátima mostrou aos três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, na Cova da Iria (Portugal), uma visão do inferno que mostra as trágicas consequências que traz a falta de arrependimento e o que espera no mundo invisível pelos que não se convertem.

Esta visão, mostrada na terceira aparição de Fátima, forneceu aos pequenos um segredo em três partes. Na primeira parte do segredo, na qual o inferno foi mostrado, Nossa Senhora deu às crianças uma maneira de ajudar os outros para que não se condenem:

Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial quando fizerdes alguns sacrifícios: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Uma visão aterradora

No livro “A verdadeira história de Fátima”, do Pe. João de Marchi, relata-se como o pai da pastorinha Jacinta, Manuel Pedro Marto, presenciou o ocorrido na Cova da Iria naquele dia.

Recordou que “Assustados, pálidos e como que a pedir socorro, os pequenos levantaram a vista para Nossa Senhora, enquanto a Lúcia gritou: ‘Ai, Nossa Senhora!’”.

Mais tarde, a pedido do Bispo de Leiria, Lúcia descreveu a visão em suas “Memórias”:

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um grande mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes [incêndios], sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: ‘Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz’”.

Em seguida, depois da visão, Maria lhes indicou a oração essencial para ajudar os pecadores: “Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: ‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem’”.

Pe. de Marchi assinalou que as crianças compreenderam por que a Virgem de Fátima pediu para rezar e fazer sacrifícios pelos pecadores: “Façam isso”, dizia a Senhora. “É uma coisa grandiosa, boa e amorosa e agradará a Deus que é amor”.

Converteram-se, por livre vontade, em corredentores com Cristo. A visão do inferno que haviam tido em julho não se apagou de suas mentes. Rezaram incessantemente. Buscavam novos sacrifícios. Rezando o Terço, nunca se esqueciam de incluir a oração que Nossa Senhora lhes ensinou a dizer depois de cada dezena”, indicou o sacerdote em seu livro.

Além da visão do inferno de 13 de julho de 1917, a mensagem da Virgem de Fátima indica que se deve rezar o Terço todos os dias, fazer sacrifícios e rezar pelos pecadores, praticar a devoção dos cinco primeiros sábados do mês em honra ao Imaculado Coração de Maria e a consagração pessoal também ao seu Imaculado Coração.

(fonte: acidigital)

Uma mensagem que nos interpela, hoje

A mensagem de Fátima mostra-nos uma experiência universal e permanente: o confronto entre o bem e o mal que continua no coração de cada pessoa, nas relações sociais, no campo da política e da economia, no interior de cada país e à escala internacional. Cada um de nós é interpelado a corresponder ao chamamento de Deus, a combater o mal a partir do mais íntimo de si mesmo, a compreender o sentido da conversão e do sacrifício em favor dos outros, como fizeram os três pastorinhos, na sua pureza e inocência.

Fonte: ( Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima)

A devoção ao Imaculado Coração de Maria deve se estabelecer no mundo por uma verdadeira consagração de conversão e doação. Pela consagração, o pão e o vinho se convertem no Corpo e Sangue de Cristo.

Sim, porque a consagração ao Imaculado Coração de Maria é um laço de união com a Mãe do Corpo Místico de Cristo, e com Cristo presente na Eucaristia, feito nosso Pão de cada dia. Seja oferecida uma reparação de súplica pelo Seu povo, peregrino na terra.

É desta forma que este Imaculado Coração será para nós o refúgio e o caminho que nos leva a Deus. Foi no Coração de Maria que Deus iniciou a obra de nossa Redenção: “E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14). Antes de Maria gerar Jesu em seu ventre, ele gerou Deus no coração.

Na mais estreita união que pode existir entre dois seres humanos…

As palpitações do Coração de Cristo são as palpitações do Coração de Maria, a oração de Cristo é oração de Maria, as alegrias de Jesus são as alegrias de Maria; de Maria recebeu Cristo o Corpo e o Sangue… imolado e derramado para a Salvação do mundo. Maria, feita uma com Cristo, é a corredentora do gênero humano: com Cristo no seu seio, com Cristo nos seus braços.

Maria, por vontade de Deus, participa da corredenção do mundo. Ela está unida ao Filho em todos os momentos – na vida pública, nas dores e nos sofrimentos O sangue derramado na Cruz também foi o sangue de Maria. Ela tudo colheu em seu Coração Imaculado, até o último suspiro do seu Filho, e ofereceu ao Pai.

Ela ficou conosco para participar da nossa vida – das alegrias, das dores, das lutas, das vitórias e das conquistas – e apresentará ao Pai o nosso coração.

É nesse Coração Imaculado que Deus quer que a nossa devoção crie raízes, pois nele Deus depositou muito amor, como num coração de Mãe universal, que consagra e converte a sua geração no Corpo e no Sangue de Cristo.

Fonte: Trecho Extraido do Livro Mistica de Fátima

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Fátima, lugar – como um grande cenáculo – custodia Maria que vela para que a fé continue intacta. Desfigurar a fé significa desfigurar o rosto de Jesus, significa tirar do Evangelho a espinha dorsal da graça, da vida sobrenatural; é reduzi-lo a um manual de sabedoria humana. As aparições de Nossa Senhora convocam-nos ao coração da fé, sem o qual a vida seria assimilada pela lógica do mundo.

A 13 de Maio de 1917, na Cova de Iria, a Virgem Santa aparece aos simples, os três pastorinhos, que vivem as bem-aventuranças sem presunção: Deus resiste aos soberbos e oferece-se aos humildes. Em Fátima tudo acontece na luz: os relâmpagos, a luz sobre a árvore, o milagre do sol… tudo é luminoso. Mesmo as palavras mais sérias e as mensagens mais exigentes iluminam a fé, a vida da Igreja, a história do mundo.

A mensagem de Fátima concentra-se em duas palavras: oração e penitência! Uma certa maneira de contar as notícias hoje em dia quer fazer-nos crer que tudo é sombrio e que já não há esperança. Mas a realidade não é assim: se olharmos as coisas mais de perto, descobrimos Deus em ação. Nos apelos de Nossa Senhora temos uma visão elevada da vida, do homem, da história; vemos que a fé abraça todo o horizonte da existência. Nada fica de fora dessa luz, e nós somos chamados a morar nessa luz, a não nos afastar da autoridade de Cristo, sabendo que servir Deus não é senão deixarmo-nos salvar por Deus.

A oração e a penitência que nos recomenda Nossa Senhora, não são uma visão triste e sombria do mundo e da vida, mas, pelo contrário, exprimem a seriedade do amor de Deus por nós que somos obra das suas mãos. A superficialidade, e o desejo de possuir e de ter prazer, o desejo de fazer o que queremos sem nos referirmos a Deus, impedem-nos de ver a beleza e a seriedade do amor divino. Amar e ser amado é para nós tão necessário como o pão, mas não é um jogo: o Filho de Deus amou-nos até ao Calvário! O dom da vida é a medida decisiva e última do amor: dar a vida não é uma poesia ou um gesto sentimental, mas algo de terrivelmente sério, de trágico. Este é o Mistério da cruz: que mais poderia fazer um Deus que ama? A contemplação do crucificado expulsa de nós o torpor e a indolência, e desperta para o ardor da fé.

Fora do mistério da cruz, fora da seriedade do amor, até o pecado perde seriedade, e fica reduzido a uma norma à qual se pode dar a volta; a imortalidade da alma deixa de nos atrair, a vida eterna parece abstrata, o presente impera. A virtude da paciência, ou seja, o esforço das pequenas coisas do dia-a-dia aborrece-nos, a conversão deixa de ter um rosto religioso; rezar pelos pecadores, que somos todos nós, afigura-se como algo longínquo, quase uma insolência. Entramos assim no modo de pensar do mundo. Mas a Santa Virgem, com persistente paciência de Mãe, volta e voltará para preservar a fé e nos reconduzir à luz de Jesus: “O meu Imaculado Coração triunfará”, repete Maria aos Pastorinhos. Mas quando? Certamente no fim do mundo, quando Deus será tudo em todos: será então um triunfo glorioso e visível. Mas o coração triunfa já secretamente em tantos corações: é o triunfo de Belém, de Nazaré, do Calvário… é um triunfo secreto, mas não menos glorioso, fascinante e eficaz.

Cardeal Ângelo Bagnasco,

Arcebispo de Génova

Em Fátima respira-se a fé! Onde está a Mãe, ali está o Filho, o encontro é mais intenso, a caridade cresce, a fé é mais clara e límpida: mais límpida porque mais essencial. O Evangelho da Anunciação leva-nos ao coração da fé: Maria confia-nos a Deus porque confia em Deus. Esta é a fé de Maria, esta é a fé da Igreja. Estamos aqui como peregrinos com as nossas tribulações e esperanças; mas estamos aqui também como povo de Deus que representa a Igreja dispersa por toda a terra; mais ainda, aos pés da virgem, queremos trazer as angustias e os pedidos de toda a humanidade perdida e sofredora, necessitada de luz e de amor!

Porque vêm as pessoas a Fátima? Porque o coração humano tem necessidade de palavras de vida eterna; porque todos desejamos uma mãe que nos dê alento e nos acompanhe; porque o homem procura a redenção das próprias fraquezas; porque a humanidade está fascinada com a luz que brilha no meio das trevas; porque é atraída pela oração que revela aquilo que somos, pequenos diante da majestade de Deus e tomados sob o cuidado do sacrifício de Cristo. Redenção e pecado, luz e trevas, oração e conversão, amor, sacrifício, salvação eterna… não é isto a substância da fé? E não isto a mensagem de Fátima, o caminho da vida cristã? À luz da vida dos pastorinhos, o fruto destas palavras não será a paz do coração e a alegria da alma, seja qual for a circunstância?

Cardeal Angelo Bagnasco

Arcebispo de Génova

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Á vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas nem nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita. Amém