Quem protege de modo vigilante, exorta as outras pessoas a serem mais conscientes de seus deveres e direitos fundamentais!

“Sentinela, o que acontece durante a noite?” (Isaias, 21,11).

“O sentinela é um vigilante atento” Dom Antonio Augusto Dias Duarte

O sentinela é um vigilante atento, que percebe os movimentos mais perigosos e avisa imediatamente àquelas pessoas que devem intervir na defesa das demais, especialmente das pessoas mais frágeis.

A vigilância é uma atitude tão recomendada nas páginas bíblicas, como demonstração direta do amor de Deus por tudo que Ele criou e salvou, que causa perplexidade e indignação o avanço perigoso e veloz das mais variadas expressões do mal no mundo de hoje.

Onde estão, diante do avanço dessa onda de maldades, os corajosos e atentos, sentinelas do bem?

A Igreja Católica, nos tempos atuais da história da humanidade, deve assumir cada vez mais a atitude do sentinela do bem e ficar mais atenta aos perigos que ameaçam o nosso país. Ao fundar a sua Igreja sobre a pedra de Pedro, Jesus insistiu inúmeras vezes, que um dos seus papéis no mundo do século XXI, seria vigiar: “Vigiai, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”

Não se identifica com a Igreja Católica, quem não se identificar com essa missão de vigilância atenciosa e corajosa!

Atualmente, existe no Brasil uma estratégia bem pensada por alguns e bem regida por outros, para que iniciativas culturais, legislativas, judiciárias, em favor da descriminalização do aborto e da manipulação ideológica das mentes infantis e jovens, tenham um raio de ação mais amplo na nossa sociedade.

Assim as correntes de pensamento e os âmbitos de decisão do nosso país, sem perceberem ou percebendo nitidamente, vão influenciando a população brasileira, para que o povo pense e decida de acordo com as ideologias destruidoras da vida e da família, da sexualidade humana, dos valores que unem as pessoas entre si. O marxismo político-partidário, a ideologia do gênero, o relativismo moral e sua destruição dos costumes, o consumismo materialista-capitalista, e tantas outras ondas de mentiras, maldades, violências, drogas, etc., atuam na noite escura da morte de Deus e da perda do sentido da vida, determinando as linhas diretrizes de ação de políticos, professores, jornalistas, novelistas, artistas, etc.. More »

Não há montanha sem subida. Não existe história que não possa ser curada.

A vida é um contínuo movimento, já dizia Heráclito, filósofo grego do século 535 a.C. No movimento da vida, nos deparamos com as descobertas do mundo, das coisas boas e más. Aprendemos a escolher, dizer sim ou não.

No curso natural da história fomos fragilizados e machucados, muitas vezes por nossas próprias escolhas e ora por escolhas de terceiros. Sem sombra de dúvidas tais machucaduras deixaram marcas negativas em nossa vida.

"Não existe história que não possa ser curada". - Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

“Não existe história que não possa ser curada”. – Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Seja no ambiente familiar, pela educação que nossos pais ou familiares nos deram, seja no ambiente escolar: a história no deixou feridas.

Reconciliar com a própria história, muitas das vezes será necessário voltar ao passado – seja no pensamento ou nos lugares concretos – para dar um “bye” àquilo que nos machucou. More »

Chorar com Cristo
Não desprezes o pecador, porque todos somos culpados

Se por amor de Deus tu te levantas contra ele, chora antes sobre ele. Por que o desprezas?

Despreza os seus pecados, e reza por ele, para seres semelhante a Cristo, que não Se irritou contra os pecadores, mas rezou por todos. Não vês como Ele chorou sobre Jerusalém?

Porque nós também, mais do que uma vez, somos joguete do Diabo. Por que desprezar aquele que, tal como nós, foi joguete do Diabo, que troça de todos nós? Por que, ó homem, desprezar o pecador?

É porque ele não é justo como tu? Mas onde está a tua justiça, desde que não tens o amor? Por que não choraste sobre ele? Pelo contrário, tu o persegues! É por ignorância que alguns se irritam, e eles que acreditam ter o discernimento das obras dos pecadores.

Bem-aventurado o homem que experimentou a própria miséria, porque aprende a ter misericórdia!

Dos Discursos ascéticos do grande místico Santo Isaac o Sírio, monge em Nínive, no século VII:

Para o ser humano não são suficientes relações meramente funcionais.

O ser humano precisa de relações interpessoais ricas de interioridade, gratuidade e oblatividade. Entre estas, é fundamental a que se realiza na família: nas relações entre os cônjuges, e na deles com os seus filhos. Toda a grande rede das relações humanas brota e regenera-se continuamente a partir daquela relação com a qual um homem e uma mulher se reconhecem feitos um para o outro, e decidem unir as próprias existências num só projeto de vida: “Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, e une-se à sua mulher, e os dois tornam-se uma só carne” (Gn 2, 24).

imagem ilustrativa - foto: arquivo cancaonova.com

imagem ilustrativa – foto: arquivo cancaonova.com

Uma só carne

Como não captar o vigor desta expressão? A palavra bíblica “carne” não recorda apenas o aspecto físico do homem, mas a sua identidade global de espírito e de corpo. O que os esposos realizam não é só um encontro corpóreo, mas uma verdadeira união das suas pessoas. Uma união tão profunda, que os torna de certa forma um reflexo do “Nós” das Três Pessoas divinas na história (cf. Carta às famílias, 8).

Compreende-se então a grande aposta que emerge do debate de Jesus com os fariseus no Evangelho de Marcos, há pouco proclamado. Para os interlocutores de Jesus, tratava-se de um problema de interpretação da lei moisaica, que permitia o repúdio, provocando debates sobre as razões que o podiam legitimar. Jesus ultrapassa totalmente esta visão legalista, indo ao âmago do desígnio de Deus. Na norma moisaica ele vê uma concessão à “esclerocardia”, aos “corações duros”. Mas é sobretudo com estes corações duros que Jesus não se resigna. E como poderia, Ele que veio precisamente para os dissolver e oferecer ao homem, com a redenção, a força de vencer as oposições devidas ao pecado? Ele não receia indicar de novo o desígnio originário: “Desde o início da criação, Deus fê-los homem e mulher” (Mc 10, 6). More »

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