Em que consiste praticamente a obediência a Deus?

Esta consiste em escutar sua Palavra, não cometer ações graves na vida como matar e roubar ou coisas do tipo, somente? Onde está o “logos” da obediência biblica na prática?
Acredito eu que para obedecer a Deus, antes de tudo precisa é claro, reconhecer a sua autoridade: Deus é Deus! Somos seus filhos! Você é filho!

A primeira autoridade a se obedecer é a autoridade divina. E para obedecer precisa de quem obedeça também.

Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens. Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro. Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados” (Atos dos Apostolos 5,29-31).

A obediência está no sair de nós mesmos para fazer outra coisa, no caso a vontade de Deus, para o nosso bem. Um bem que em sua maioria de vezes, não vemos. A fé aqui é importantissima. Mas o que é importante para que aconteça a obediência é o “sair de nós mesmos”…  Isto vale antes de tudo para com Deus, e depois, sem deixar de ser importante também, diantes de pessoas sábias, para obedecer a quem Ele nos coloca como sinal de obediência aqui na terra: A sua palavra, na Igreja, por meio da autoridade do Papa, etc. O caminho percorrido assim nos faz viver uma vida de abençoados. Aqui está a paz interior que tanto buscamos, pregamos, sonhamos e ensinamos.

Segundo os ensinamentos de quem sabe mais um pouco do que nós, os santos, é que a vinda do pecado ao mundo, abriu uma ferida que se chama revolta. O ato de revolta, é inimigo da obediência divina. Pensemos em Adão, em Eva!
A tendência que temos ao pecado, nos leva à revolta e para quem quel caminhar, nos caminhos do Senhor, esta, é a pior inimiga pois, dela nasce a desconfiança, que por minima que seja causa desobediência.
A mente humana vive em meio a confusao mental, à falta de paz interior, à falta de paz ao redor, à incerteza, ao apego aos sentimentos etc..

Mas porque preferimos a nossa vontade, a incerteza, a confusão… e preferimos empurrar a vida assim? A resposta não é que a desobediencia aos planos de Deus para nossa vida.
E diz Santo Agostinho: “…Ainda assim, quer louvar-te o homem, esta parcela de tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti”. (S. Agostinho, As confissoes 1,1,5).
Mas não nos iludamos, a mentalidade de Deus vai contra a mentalidade do mundo, porque precisa de renuncia. Esta não é facil, a nossa natureza é carregada de orgulho pessoal que causa o mal da nossa alma. Que o teu e o meu coração acolham a graça mesmo vivendo em meio ao veneno da revolta que o pecado traz.

O Senhor te abençoe e te guarde,
Padre Antonio Lima.

Jesus o eterno sacerdote, que é presente na Sagrada Eucaristia, se faz presente cada vez que vem consagrado pelas mãos do sacerdote o pão e o vinho. Isto, de um modo único e que envolve todo o mistério da vontade divina. Jesus Eucaristia realiza aqui na terra, o paraiso, portanto, lá onde se encontra um sacrário, ali esta Jesus e portanto todo o céu, o Pai o Filho, e o Espirito Santo estão ali, escondidos em um pedaço de pão, que não é mais pão, mas o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O sacrificio de Cristo se realiza a cada Santa Missa celebrada, se realiza em modo incruento, para a salvação da humanidade. Fomos salvos por seu sacrificio, agraciados por este magnifico ato de amor.

Portanto, todo louvor, todo poder, toda glória ao nosso grande Rei Jesus! Prostremo-nos sempre aos seus pés em santa adoração e busquemos sempre estar em sua graça, para adora-lo realmente com todo o nosso ser.

Somente assim seremos sinal para o mundo, da sua presença. Quase que “transformados” em pequenos Jesus para o mundo, levemos conosco Ele, que toca, que cura e que nos faz reviver a sua glória.

Esta é nossa missão, de nós, que um dia fomos batizados: conscientes desta consagração e missão a partir do nosso batismo, andemos pelo mundo levando-o a todos os que ainda não o encontraram, e não tiveram ainda um encontro pessoal com Ele.

Somos missionários, na medida em que, em graça, e desinteressadamente o levamos ao mundo por meio de nossa vida, do nosso testemunho cristão. Testemunho que se manifesta em nosso modo de agir, de falar, de sermos sensiveis para com os que passam ao nosso lado ou com quem sabemos que precisa de nossa presença, do nosso vestir, do nosso olhar, enfin, cada gesto e jeito nosso, precisaria ser segundo o jeito, os gestos e as palavras de Jesus. Impossivel? nao. Ele mesmo nos assegurou: “Fareis coisas maiores”! (Gv 14,12).

Portanto coragem! sejamos verdadeiros seguidores de Cristo e não meros crentes, todos nós, padres, consagrados, bispos, leigos, todos. Sejamos pequenos Jesus sobre a terra.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

O que mais satisfaz a nossa alma.

E, para servir a Deus, não precisa saber multa coisa nem saber fazer muita coisa por que para Deus o que é importante é qui sejamos dele, que estejamos como filhos obedientes ao lado do Pai. Precisamos portanto nos perguntar diariamente se buscamos nos assemelhar a Ele.
Outra coisa: Deus é bom comigo e eu? Sou um bom filho?
Nossa maior realização, o maior anseio da nossa alma, está certamente neste servir a Deus e em corresponder ao seu amor.

E assim, nosso coração exulta!

Quando estamos a seu serviço como precisamos estar, isto é, com aquela disponibilidade onde a alma não busca seu interesse, nem interesses humanos, como o reconhecimento dos outros, que os outros nos vejam, ou nos vejam naquela ou naquela outra comunidade etc.
Isto tambem é “vaidade das vaidades”…

Deus nos quer livres de quaisquer tipo idolatria, como pode ser a idolatria da vaidade pessoal. Esta não vem de Deus.
Nossa alma tem sede, sede daquele que a criou, e o Senhor nos criou para vivermos
Scrivi per inserire testoe gozarmos da felicidade, que somente nele reside.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima. 

Escolher amar a Deus e nunca a si próprio e aos próprios pensamentos, sentimentos, conclusões e desconfianças negativas: tudo isto faz parte da vaidade do pecado.

O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:

«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador».

De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:

Deus «criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente por O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos» .

Fonte: Catecismo da Igreja Catolica,27-29.

http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s1c1_26-49_po.html

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.