O destino do homem é o encontro com quem o fez.

Abrindo o Evangelho, todos podemos dizer que as palavras de Jesus são um pouco como uma carta muito antiga que foi escrita em uma lingua desconhecida. Mas até onde podemos compreender, compreendemos, para colocamos em prática com carinho, principalmente o que pegamos “no ar” com a ajuda do Espirito Santo, o que o Pai quer nos ensinar para praticarmos e sermos felizes nele.

No mais profundo de nossos limites humanos, tem aquela espera de uma presença, o silencioso desejo de uma comunhão. Uma comunhão com Deus que é como uma sede que nunca chega ao fim. qualquer coisa que nao esquecemos nunca, é esta sede de união com Deus, e este, é o simples desejo de Deus. O desejo de Deus por sua vez, seria como a vontade de crer que Ele é o solucionador de tudo por ser o principio de todas as coisas.

O Evangelho é uma grande riqueza, sabemos mesmo se não são os grandes conhecimentos que contam, bem sim, a vivência dele e a amizadecom Deus em nossa vida, e para isto não precisamos ser grandes doutores de interpretação do que Jesus falou. Estão ai os santos que mesmo não sendo grandes doutores, sabiam da coisa mais importante: viver segundo o coração de Deus!

O conhecimento certamente tem um grande valor. Mas é através do coração, nas profundezas de nós mesmos, que começamos a captar o mistério da fe. E então os conhecimentos vêm.

Não se chega imediatamente a tudo, uma vida interior não se constroi do dia pro outro, mas pouco a pouco e por meio da palavra e de uma guia sabia. conhecemos o que é ter fé um pouco hoje mais que ontem e amanha mais que hoje, por etapas.

Então é claro que a fe, a confiança em Deus, é uma realidade simplicissima, tão simples que todos poderm acolher. Esta é como os respiros que damos mil vezes e mais durante toda a vida até o ultimo respirar dos nossos pulmões.

Acho que seja simpes assim a realidade de Deus espressa nas palavras de Jesus. Mas tudo depende da nossa constancia no caminhar na fé..

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

Santo Antonio e o milagre do pão dos pobres – 13 de junho

Santo Antonio nasceu em Lisboa pelos anos 1195 de Martino da nobre familia dos Buglioni e de Maria. Seu nome de Batismo foi Fernando. Na idade de 15 anos ou mais provavelmente entre 19 e 20, Fernando entrou na ordem de consagração de vida dos Padres cônegos Regulares de Santo Agostinho no mosteiro de Lisboa. Permaneceu por dois anos e passou então a Coimbra, um dos centros de cultura mais renomados de Portugal, onde estudou as sagradas escrituras e os Padres  daIgreja. Em Coimbra recebeu a ordenação sacerdotal provavelmente em 1219. No ano de 1120 apaixonado pelo desejo do martirio, por ocasião da passagem dos restos mortais dos primeiros 5 martires franciscanos pela cidade, pediu e obteve de poder entrar na Ordem dos frades menores franciscanos fundado ha poucos anos antes por S. Francisco de Asssis.

Entrou na ordem e recebeu o nome de Antonio. No outono partiu para as missões em Marrocos, onde Deus mesmo “se opôs e lhe veio uma grave doença, que não o deixou durante todo o inverno daquele ano. Antonio decidiu deixar a Africa e voltar para a Patria mas uma violenta tempestade abalou a nave que se dirigia para o sul da Italia, para a Sicilia, na primavera de 1221, onde ele por ali permaneceu um periodo deixando algumas recordações de sua passagem. Durante a festa de Pentecostes de 1221, participou em Assis do Célebre Capitulo da ordem, assim chamado “capitulo das esteiras” e ali encontrou S. Francisco pessoalmente.

O pão dos pobres de Santo Antonio tem sua historia original no milagre da ressurreição do pequeno Tomazinho de 20 meses, que, sua mãe deixando-o sozinho brincando encontrou morto, afogado. desesperada invocou o Santo e na sua oração fez um voto que se obtivesse a graça daria aos pobres muitos pães igual ao peso do menino se este voltasse a viver. O filho reviveu milagrosamente e nasceu assim a tradição do pão dos pobres, uma oração com a qual os pais fazem pedindo a proteção dos filhos a S. Antonio prometendo de distribuir aos pobres pães igual ao pesso do próprio filho.

Santo Antonio, Rogai pelos pobres!

Seu irmão,

Padre Antonio Lima.

O desafio de todos os que receberam o Espirito Santo. Ele convida a mim e a voce, a viver segundo seus frutos.

O maior desafio que hoje nos encontramos nestes tempos modernos é o desafio de sermos discípulos. Nós todos, batizados, recebemos o Espírito Santo e crismados, o confirmamos. O desafio é o da missão que o Senhor nos confiou, a evangelização do Reino do Pai. Em todas as épocas este desafio foi sempre acompanhado por obstáculos, não é somente nos nossos dias, nestes tempos pos-modernos.

O Espírito Santo, é a promessa de Jesus à sua Igreja, Ele é o espírito da verdade que garante aos que vivem sob a sua escuta e produzem seus frutos, a paz.

“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14, 26-27).

Falar de Jesus e mergulhar em uma vida à escuta do Espirito, segundo o discernimento do Espirito, nem sempre é fácil, alerta isto S. Paulo quando fala à comunidade da galáxia sobre o comportamento quotidiano de quem vive segundo o espirito de Deus.

“Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Mas, se vos mordeis e vos devorais, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros. Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós”. (Gal 5, 13,26).

E, Falar de Jesus no nosso  mundo atual, aquilo que hoje se chama de Nova evangelização e que estava no coração de S. João Paulo II, é um serviço de que precisamos tomar consciência porque o Espirito do Senhor esta conosco desde o nosso batismo.

A Igreja de Cristo, a exemplo dele próprio, é chamada a acolher, talvez com novo ardor, este mandamento de jesus: Ide portanto e ensinem a todos os povos e nações, batizando-os…,  ensinando  o que Ele mesm comandou (Mt 28,19-20). Tudo o que concorre para o anúncio do Reino de Jesus, esta, é convidada a acolher e acompanhar com carinho e dolçura para que o Espirito Santo continue soprando e produzindo seus frutos em sua Igreja.

Diz S. Paulo: Não extingais o Espírito.

Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda a espécie de mal. O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!”  (1 Tess 5, 18-23).

Advertem a propósito o Papa Bento XVI e Joao Paulo II: “A crescente secularização e a verdadeira ditadura do relativismo estão produzindo im muitos de nossos contemoraneos uma grave carência de valores, acompanhada por um fácil niquilismo, que termina por provocar um alarmante errupção da fé, como uma espécie de “apostasia silenciosa (João Paulo II), em um “esquecimento estranho de Deus” (Bento XVI).

Seguindo esta mesma linha destes dois grandes papas, disse Papa Francisco, aos Missionários de Maria Immacolada,  na ocorrência dos 200 anos da fundação da obra de S. Eugenio de Mazenod:

A Igreja esta vivendo,  no mundo interio uma época de grandes transformações, nos mais diferentes campos de sua atuação. Necessita-se de homens que leve no coração o mesmo amor por Jesus Cristo que estava no coração de S. Eugenio de Mazenod e o mesmo amor pela Igreja, que se compromente em abrir-se sempre mais. é importante trabalhar por uma Igreja que seja para todos, uma Igreja pronta a acolher e acompanhar. Isto consiste em um trabalho vasto, e voces tem o especifico vosso a oferecer.  A hostória de voces, é marcada por muitos consagrados que sacrificaram e ofereceram a vida para a missão, para os pobres, para chegar a terras distantes onde existem “ovelhas sem pastor”.

E o interessante é a novidade e a força de expressão que, movido pelo Espirito Santo, o papa reflete:

“Hoje, toda terra é “terra de missão”, cada dimensão do humano é terra de missão, que espera o anúnco do Evangelho”.  (Fonte: http://www.toscanaoggi.it/Rubriche/La-parola-del-Papa/Una-Chiesa-pronta-ad-accogliere-e-accompagnare ).

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

Os primeiros discípulos se jogavam pela fé, nas mãos do Senhor.

Estamos em um periodo em que a Igreja nos chama a mergulhar profundamente na graça da ressurreição, este é o tempo favorável de nos comprometer com o caminho de conversão que queremos, com todas as forças que possuimos, fÍsicas e espirituais.

O nosso corpo, braços, pernas, mãos, nossas estruturas ósseas, nervos, músculos, movimentos etc,  e também a mente e suas intenções, os pensamentos, os desejos, as nossas vontades, até chegar à alma e envolver assim todo o nosso ser, em uma continua conversão quotidiana.  Somente quando fizermos com que corpo, alma e intenções, participem deste processo de mudaça, poderemos afirmar a nós mesmos: Sim, estou e quero, com todas as minhas forças, viver em uma continua conversão!

Não foi diferente para os que seguiam Jesus.

Eles se jogaram desta maneira nas mãos do Senhor, chegando ao ponto de esquecer suas próprias vidas e projetos, para antes abraçar o que o Pai queria deles por meio de Jesus. Tudo o que Jesus pedia, os discípulos e os que o seguiam, o faziam completamente e no momento que ele o pedia. Eles colaboravam para terem a graça de ter o espirito de obediência ao Senhor Jesus.

Por isso receberam tantas graças até mesmo após a morte do Senhor. Madalena viu o Senhor ressuscitado “no dia seguinte” apos a ressurreiçao, os discipulos de Emaus, caminharam com ele, e puderam saborear daquela presença inexplicável, ao ponto de arder seus corações, os Apóstolos o viam, ele aparecia, conversava com eles, e comiam juntos.  e tantas outras, como a de viver, conviver, com o Senhor, escutar seus ensinamentos de perto como os doze que dormiam, amanheciam, comiam, viajavam etc.. com o proprio Senhor.  Sem esquecermos,  receberam até mesmo a graça do proprio martirio!

Estas graças vinham do abandono, da conversão continua, completa e autêntica:  com todas as forças que possuiam fisicas e espirituais: corpo, bracos, pernas, mãos, estruturas ósseas, nervos, músculos, movimentos etc,  e também a mente e suas intenções, os pensamentos, os desejos, as vontades, até chegar à alma envolvendo assim toda a existencia.

Esta proposta de vida de Jesus é também para mim, e para voce.

Não aceitemos que nos falem do Senhor como se sua vida fosse somente uma linda e platônica poesia, ou uma historia do passado a ser contada e narrada, sem um envolvimento de conversão. A obediência “concreta” a seus ensinamentos e sua imitação de vida, é a mais linda poesia que um cristão deve saber narrar. A vida e o testemunho falam sem precisar de lindas e expressivas palavras.  Este o segredo para discernir se a palavra fala, como diz o Senhor, do que o coração esta cheio.

A melodia musical mais linda que possa existir esta na voz da alma que, convertida, canta os louvores do Senhor que nascem de uma vida vivida à sua presença 24 horas por dia. Dividir-se entre “eu…” e a “vontade do Senhor,,,” , um pouco para cada um, é o que não colabora para a graça que os discÍpulos tiveram de ver o Senhor.

Madalena disse aos discipulos, “Eu vi o Senhor” e quando vamos poder dizer que “vimos” o Senhor?

Seu irmão,

Padre Antonio Lima.

Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento…

Seguindo os passos e exemplos do Senhor Jesus, nosso ser instrumentos para evangelizar, necessita de um esforço cotidiano por uma vida autêntica e genuina na vivência em vista do testemunho cristão.

Por nossa condição de pecadores, ao menos, precisamos ter aquela “tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasce sagrado em nossa alma, como a intenção de querermos ser instrumentos do Reino como o foi Jesus.

Ele passava pelas cidades, aldeias e povoados incansavelmente pregando a Palavra que era ele mesmo, passou em nosso meio como o servo por excelência. O Servo de Javé.

Em Lc 8,1-3, vemos  que Jesus passava pelas cidades, pelas aldeias… pregando e ensinando o Reino do Pai. A sua palavra, reveladora falava de amor. Jesus porem, revelava de um modo especial, porque Ele é o Filho de Deus claro!. E como Ele a revelava? Em modo pleno pois sendo “o Filho”, nada mais, nada menos é que a Segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Mas ele buscava verdadeiros adoradores. Verdadeiros instrumentos. E hoje creio que confunde-se muito justamente o gostar de cantar com o próprio cantar as coisas de Deus, com o Adorar; fala-se muito em adorar o Senhor e quando se tem, senão todos os dias, mas pelo menos dia sim dia não, uma hora pelo menos, inteira, diante do Senhor? Espero que a sua resposta seja positiva.

Necessitamos ser honestos com o Senhor. E questão até de honestidade espiritual e/ou declaração de amor por Ele, nosso ser autênticos. Como disse o Monsenhor Jonas ha alguns anos, “em ordem de batalha”.

Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento enfin…

Tomara que nao, mas sera que existe entre os cantores de Deus, inveja, competição, egoismo, manias de ser “artistas”, bons faladores e cantores mas menos testemunhas deste Deus de quem nos dizemos instrumento? O inimigo certamente escolherá sempre mais os que se declaram, para derruba-los e contradize-los. Aqui esta a profecia do: “em ordem de batalha”!

Em Atos dos apóstolos temos exemplos de como se adora o Senhor, “em espirito e em verdade”. Lembram desta palavra? “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At 2,42). Precisamos nos aproximar de Deus, através de uma adoração e de um louvor o mais autentico possivel.

O caminhar de Jesus pelas aldeias tinha uma pressa: era porque o Reino do Pai que Ele tinha vindo revelar, precisava ser anunciado sem perda de tempo. Esta é a vocação da Igreja, e portanto também a nossa. Quando nos tornamos missionários? Pelo Batismo que sela em nós a força da presença de Jesus, a presença do Pai pelo Espírito Santo. Pela  água e pelo Espirito Santo entra em nós a vida divina. Precisamos ser missionários, fomos chamados por força desse sacramento, a esta missão.

“Adorador e cantador do céu”. O que siginifica entao?  a palavra diz ainda:: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram”. (Mt 15,8-9)

Você pode estar se perguntando o que quero dizer com tudo isso, A palavra de Deus nos ensina a não deixar vibrar dentro, mesmo que sutilmente,  o orgulho por cantarmos bem, por tocarmos bem, Que o Senhor nos ajude a nao perder o ardor dos primeiros passos, das primeiras pinceladas de louvor que nasciam do nosso coraçao quando faziamos… aquelas maravilhosas experiências da presença de Deus e delas nasciam lindas cancoes de louvor e adoração.

Como esta a nossa“tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasceu sagrado um dia em nossa alma?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.