07. novembro 2013 · Comentários desativados em Encontrei O Sentido · Categories: Experiências na Casa de Maria, Formação · Tags: , , , ,

Superação da inferioridade e feridas por ser negro

Penso que a maior riqueza que Deus infundiu no homem foi o livre-arbítrio. A possibilidade de fazer escolhas, de ser dono de sua vontade. Isto tudo é muito belo, pois não somos marionetes nas mãos de Deus. Porém, podemos fazer o mau uso desta liberdade, optando por bens menores ou até mesmo escolhendo pelo o que é mau. Nesse caso, a consequência é a dor pela má escolha, a tristeza de perder o sentido da própria vida e não sentir-se completo.

Aqui começa a incrível jornada da busca de sentido que vivi na Casa de Maria. Um ato concreto de amor e de intervenção de Deus em minha história que se torna bela quando uno a minha vontade, a minha liberdade à Dele. Uma união perfeita que se dá aos seus pés.

As minhas feridas, mágoas, ressentimentos e tudo aquilo que me fez um dia chorar, me sentir sozinho, mesmo com tantas pessoas a minha volta e mesmo com uma família unida… tudo isso tive a graça de despejar nos braços de Deus. Foi a majestosa experiência de quebrar o vaso de alabastro todos os dias aos pés do mestre.

Descobri em mim feridas em minha história ocasionadas também pelos outros, pelo fato de ser negro, pelo fato de ser fruto de uma união inter-racial. Tudo isso causaram profundas dores que me levaram a me sentir menos que os outros, menos capaz, menos amado.

Entretanto, no coração do Pai, em seu calor, encontrei o sentido para todas estas dores. Uma vez que nem todas foram reveladas no tempo que morei na Casa de Mara, em 2011.

O fato de ter aprendido que a vida de um cristão se dá aos pés do Mestre, derramando o vaso de alabastro todos os dias diante Dele, foi que me levou, posteriormente, a continuar trilhando este caminho de conhecimento de mim mesmo sob os olhos e cuidados do Pai, pois sei o quanto sou caro e o quanto Ele me ama.Tudo isso ainda é um processo… que foi iniciado na Casa de Maria. Porém, um processo vivido nos braços Daquele que verdadeiramente me ama como sou e pelo que sou.

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Rui Junio dos Santos
fb.com/ruijunio
Comunidade Canção Nova [ Juniorato ]

O perdão requer sair de si, tomar uma decisão

Em 2008 ingressei no tempo de formação chamado na Canção Nova de “discipulado” na cidade de Queluz (SP).

Quando cheguei, senti Nossa Senhora me dizendo que eu seria gestada no Carisma Canção Nova. Esta gestação se daria nas podas e curas do próprio Deus, durante aquele ano.

Vou relatar um pouco da minha historia para você entender:

Nossa SenhoraSou de uma família de origem humilde. Meus pais tiveram dez filhos: seis homens e quatro mulheres. Com o falecimento do meu pai, minha mãe precisou cuidar de tudo, se sentindo muito sozinha na época. Por falta de conhecimento, ela entregou os filhos para serem criados por outras famílias. Com cinco anos de idade, fui morar com um casal, mas sentia muita saudade da minha mãe… Era uma dor na alma viver na distância e sem compreender qual o motivo, pois eu era muito pequena. Depois de um ano morando com esta família voltei para casa com minha mãe e alguns irmãos. Foi um recomeçar!

A distância só me afastou da minha mãe, interferindo no sentido do amor familiar. Foram três anos vividos com minha mãe passando por muitas dificuldades financeiras.

Aos nove anos fui morar com outra família. Novamente recomeçar! Lá, vivi várias situações conflitantes, mas foi onde Deus me resgatou, mostrando todo Seu amor por mim. Vejo minha história semelhante a de José do Egito, da Bíblia: numa situação ruim, Deus sempre tem o Seu plano de amor. Através desta família, em Vitória da Conquista (BA), conheci a Canção Nova e depois de uma longa história de acompanhamento vocacional, me identifiquei com a missão e ingressei na Comunidade.

Não vivi uma experiência com Nossa Senhora antes de morar na Canção Nova. Penso que inconscientemente eu relacionava a Virgem Maria com a difícil convivência com minha mãe. Na Casa de Maria é que fui pedindo para Nossa Senhora curar o meu coração de todo ressentimento e falta de perdão, pois eu pensava que já tinha perdoado minha mãe… No entanto, eu não tinha atitudes, não ligava para minha mãe, nem manifestava carinho, afeto. O perdão requer sair de si, tomar uma decisão.

Na nossa “capela  grande”,  da Casa de Maria em Queluz – SP,  há uma imagem de Nossa Senhora de Fátima [foto acima] e tantas vezes chorando, eu pedia à  Ela que curasse o meu coração… Num dia More »