A TENDA DOS “MÁRTIRES”

Arquivado em: Mártires — Prof. Felipe Aquino at 9:36 pm on Quarta-feira, Maio 30, 2007

 

Estive em Aparecida do Norte durante a V Conferência dos Bispos latino-americanos e vi lá montada uma “Tenda dos Mártires”. O nome me chamou a atenção, já que sou muito interessado na vida dos mártires e no martirológio da Igreja.   Era uma lona branca como uma lona de circo, com cartazes, faixas e símbolos típicos da teologia da libertação. No fundo havia uma grande faixa com os rostos e os nomes dos “mártires da América Latina”.  Me disseram que até alguns padres e bispos estiveram visitando a tenda do mártires.  

Logo pude notar que não se tratam de mártires proclamados pelo Papa, mas de pessoas que alguns julgam ser mártires por terem morrido em movimentos sociais na América Latina.  

Ora, somente o Papa pode proclamar alguém Mártir pública e oficialmente, o que equivale a dizer que é um Santo com direito a culto universal. No entanto, os nomes que estavam citados na “Tenda dos Mártires”, sequer tem um processo de beatificação começado no Vaticano? 

Então temos o direito de perguntar: como alguém na Igreja ousa usurpar a autoridade do Papa e proclamar alguém mártir ou santo? É algo totalmente errado e que causa confusão e desvio no povo de Deus. Onde está a obediência ao Papa e à Santa Sé que todo católico é obrigado a prestar? 

Mártir não é todo aquele que morre em um movimento social; muitos comunistas e ateus também morreram em movimentos sociais. Mártir é aquele que morreu professando e testemunhando a fé católica.A palavra mártir vem do grego mártys, mártyros, que significa testemunha. O mártir é uma testemunha que chega ao derramamento do próprio sangue. O Catecismo da Igreja Católica afirma que: “O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte”. (§ 2473) 

O Concílio do Vaticano II desenvolve tal noção:“Visto que Jesus, Filho de Deus, manifestou Sua caridade entregando Sua vida por nós, ninguém possui maior amor que aquele que entrega sua vida por Ele e seus irmãos (cf. 1Jo3, 16; Jo 15, 13). Por isso, desde o início alguns cristãos foram chamados – e alguns sempre serão chamados – para dar o supremo testemunho de seu amor diante de todos os homens, mas de modo especial perante os perseguidores. O martírio, por conseguinte – pelo qual o discípulo se assemelha ao Mestre, que aceita livremente a morte pela salvação do mundo, e se conforma a Ele na efusão do sangue – é estimado pela Igreja com exímio dom e suprema prova de caridade. Se a poucos é dado, todos, porém, devem estar prontos a confessar Cristo perante os homens, segui-lo no caminho da cruz entre perseguições, que nunca faltam à Igreja” (Lumen Gentium nº 42). 

D. Estevão Bettencourt, ensina que: “Para que a Igreja declare oficialmente que alguém é mártir da fé, são efetuadas pesquisas a respeito de:-  a verdadeira causa da morte: pode ser que um cristão seja condenado à morte não por ser cristão, mas por estar envolvido em alguma campanha política ou de outra ordem;-         a livre aceitação da morte por parte da vítima;-         graças ou milagres obtidos por intercessão do(a) servo(a) de Deus.          O processo é iniciado na diocese à qual pertencia a vítima ou na qual ela foi levada à morte. Continua e termina em Roma, na Congregação para as Causas dos Santos.” (Pergunte e Responderemos, Nº 456, Ano 2000, Pág. 194.) 

          Não quero entrar no mérito se as pessoas anunciadas publicamente como “mártires” na “Tenda dos Milagres”, tenham os méritos dos mártires ou não, mas não há como negar que é um desrespeito e uma desobediência à Santa Mãe Igreja, anuncia-los como mártires sem o aval do Papa. Ninguém pode se colocar acima da Igreja (cf. Mt 18,17). 

Prof. Felipe Aquino     

 

 

 

O Espírito Santo - Papa João Paulo II

Arquivado em: Livros do Prof. Felipe — Prof. Felipe Aquino at 3:09 pm on Segunda-feira, Maio 28, 2007

Capa O Esprito Santo

 

O Espírito Santo
Papa João Paulo II
- 34 catequeses sobre o espírito santo -

Ninguém melhor do que o Santo Padre para nos ensinar sobre a Pessoa e a Obra do Consolador, que o assiste muito de perto no governo da Igreja.

Nessas Catequeses ele enfoca temas importantíssimos como a Obra do Espírito em toda a História da Salvação, na vida de Jesus, na vida da Igreja, na Evangelização, no ecumenismo, na santificação pessoal de cada fiel, de modo especial na vida das pessoas consagradas; e os carismas e os ministérios suscitados pelo Espírito na Igreja para a sua edificação.

O Espírito Santo é a alma da Igreja e a alma da alma de cada cristão. São Paulo chega a dizer que “quem não possui o Espírito de Cristo não lhe pertence” (cf. Rom 8,9).

Ficha Técnica
ISBN: 85-88158-13-2
Ano: 2003
Edição: 2
Número de páginas: 144
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 14×21 cm

[+ Ver sumário e introdução]

Quem propõe o aborto não tem lugar na Igreja Católica

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:54 pm on Domingo, Maio 27, 2007

Cardeal Lozano: aquele que promover o aborto não tem lugar na Igreja

MÉXICO, 26 Ago. 2004

O Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Agentes Sanitários, Cardeal Javier Lozano Barragán, assegurou no México que quem promove o aborto não têm lugar no Igreja.
Em uma clara alusão a grupos de falsos crentes como a organização feminista Abortista Católicas pelo Direito a Decidir, precisou que “quem aconselha o aborto, quem realiza o aborto, quem o pratique, fica fora da Igreja”.

Do mesmo modo, sentenciou que o aborto nunca será uma “alternativa permitida” na Igreja. “Quinto mandamento, não matará. O aborto mata, portanto é um homicídio, o pior do pior, é que a mamãe mata a seu filho, que não pode se defender”, assinalou.

O Cardeal Lozano, como presidente da Sociedade Teológica Mexicana, participa do Encontro Pastoral da Saúde organizado pela Arquidiocese da Morelia.

“O aborto é quando alguém intencionalmente, deliberadamente conhecendo tudo isto e o pratica. De repente se dá por acidentes, não acontece nada, nosso Senhor não é tolo”, assinalou.

Do mesmo modo, precisou que a pílula do dia seguinte é abortiva e guarda as mesmas intenções que qualquer outro método, também recordou que a melhor prevenção para evitar a AIDS não é o uso de preservativos e sim a fidelidade conjugal.

“Nosso Senhor fez a prática sexual apenas para a geração humana e há outro mandamento que diz não fornicará”, indicou.

Fonte: ACI

Frei Betto defende a despenalização do aborto

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:07 am on Sábado, Maio 26, 2007

SÃO PAULO, 24 Mai. 07 / 12:00 am (ACI).- Um dos representantes mais conhecidos da teologia da libertação, o frade dominicano brasileiro Alberto Libanio Christo, “Frei Betto”, tem proposto legalizar o aborto na região e considera que a defesa da vida só teria sentido em um mundo ideal. 

A agência ALAI publicou a coluna “Aborto: Por uma legislação em defesa da vida” de sua autoria em que lamenta “as dificuldades que a Igreja Católica impõe” à discussão sobre o aborto e embora diga ser “contrário ao aborto, admito sua despenalização em certos casos e sou favorável ao mais amplo debate pois se trata de um problema real e grave que afeta à vida de milhares de pessoas e deixa seqüelas físicas, psíquicas e morais”. 

Frei Betto, vinculado ao grupo de pressão de teólogos da libertação “Ameríndia”, sustenta contra os ensinamentos da Igreja que a oposição católica ao aborto “permanece aberta” pois “ao longo da história a Igreja nunca chegou a uma postura unânime e definitiva. Oscilou entre condená-lo radicalmente ou admiti-lo em certas fases da gestação” e sustenta que “até hoje nem a ciência nem a teologia têm a resposta exata” sobre “em que momento o feto pode ser considerado ser humano”. 

Deixando de lado os ensinamentos do Código de Direito Canônico, o Catecismo da Igreja e a Encíclica Evangelium Vitae, o frade baseia suas afirmações nos textos de polêmicos teólogos e moralistas como Bernhard Haering e o bispo francês Duchene, desautorizados pela Santa Sé. 

Assumindo os ensinamentos da Santa Sé como uma opinião mais, Frei Betto sustenta que “Roma está contra a despenalização do aborto apoiando-se no princípio de que não se pode legalizar algo que é ilegítimo e imoral: a supressão voluntária de uma vida humana. Entretanto a história demonstra que não sempre a Igreja o aplicou com o mesmo rigor a outras esferas, pois defende a legitimidade da ‘guerra justa’ e da revolução popular em caso de tirania prolongada e inamovível por outros meios (Populorum Progressio). Trata-se do princípio tomista do mal menor. E em muitos países a Igreja aprovou a pena de morte para os criminosos”. 

Comentário  

Esta posição lamentável de frei Betto, adepto ferrenho da teologia da libertação e do grupo marxista Ameríndia, mostra de maneira inequívoca que os adeptos dessa linha teológica deixam muito a desejar em termos de moral, e caem com facilidade naquilo que o Papa Bento XVI tem chamado de “ditadura do relativismo” moral e religioso. Como pode alguém que se diz frei e religioso, contestar a posição oficial da Santa Igreja de que a vida começa no momento da fecundação.Como pode um religioso propor matar um criança inocente no ventre sagrado da mãe para resolver problemas sócias?Não é possível que os superiores hierárquicos do frei Betto não se importem com tudo isso?Os verdadeiros católicos não podem se calar diante de tal absurdo!  

Prof. Felipe Aquino Aquino 

 

 

 

 

Sereis uma só carne

Arquivado em: Livros do Prof. Felipe — Prof. Felipe Aquino at 9:43 pm on Quinta-feira, Maio 24, 2007

Capa Sereis uma só carne

Sereis uma só carne

Mais de 30% dos casais de hoje se separam antes de completar um ano de vida conjugal. É preciso parar e analisar profundamente essa questão vital para que também você não seja surpreendido de maneira tão dura.

É hora de refletir: De onde vêm as brigas, os desentendimentos, os rancores, que acabam levando o casal à separação, frustrando para muitos a sua vida conjugal e familiar?

Este livro apresenta algumas soluções para as crises dos casamentos. Certamente você – como todos nós – precisa conhecer estas soluções, válidas não só para os casais de hoje, mas, também, para os de amanhã.

Ficha Técnica
ISBN: 85-8559221-4
Ano: 2006
Edição: 20
Número de páginas: 72
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 14×21 cm

[+ Ver sumário e introdução]

Depoimento:

Conheço o Felipe Aquino, autor deste livro, desde 1970. Tive a graça de poder orientá-lo em sua formação cristã e humana, participando de sua intimidade; por isso, tenho-o como um filho muito amado.

Fico feliz e agradecido a Deus por suscitar em Felipe o desejo de escrever. Hoje, com a sua experiência conjugal de mais de vinte anos, pai de cinco filhos, professor e educador, ele pode falar aos casais sobre casamento.
É com satisfação e alegria no Senhor que recomendo este seu livro, rogando a Jesus e à sua Mãe que o façam dar muitos frutos.

Pe. Jonas Abib

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