28 dezembro,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

Qual a diferença entre graça e milagre?

A graça é uma ajuda divina que se obtém para o bom êxito das atividades do homem. Essa ajuda, todavia, não se exprime como perturbação das leis naturais, mas como um «suplemento» no seio da própria natureza, uma assistência particular que Deus concede intensificando as potencialidades naturais.

O milagre, por sua vez, manifesta-se precisamente como um acontecimento que se distingue do habitual desenvolvimento da realidade. Possui características particulares. Nas causas dos santos, geralmente, são as curas, os milagres que o Discatério examina; e isso porque elas são acessíveis ao controle dos sentidos. Devem-se à intervenção de Deus por meio da intercessão de um servo d’Ele.

Na prática da Congregação, antes de o Papa declarar que um fato é milagroso, todo o processo é estudado de forma científica. Nesta fase, os médicos, singularmente e de forma colegial, são chamados a esclarecer se uma determinada cura é realmente inexplicável à luz da ciência médica atual. Para que uma cura possa ser considerada miraculosa tem de se constatar cientificamente que esta foi instantânea, completa e duradoura (p. 97).

Cardeal Saraiva Martins fala sobre “O amor dos santos à Eucaristia e a Maria”. Confira:

<i>Pedidos</i>: Aqui entramos no mistério de Deus. Nós não conhecemos os planos d’Ele na escolha de quem será atendido. Conceder uma graça ou uma cura é um ato livre do Senhor. Ele pede-nos total confiança. Na documentação para o estudo de um milagre nota-se, com frequência, que Deus, por intermédio de um venerável ou de um beato, concede a sua própria intervenção a favor de pessoas dispostas a receber o dom da cura e sobretudo intencionadas a cumprir a Sua vontade: «Pedi e recebereis, batei à porta e ser-vos-á aberta», diz o Evangelho. A fé não só faz aderir à vontade do Todo-poderoso, mas é uma tensão viva do homem para entrar no mistério divino.

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo” de Cardeal Saraiva Martins; págs. 99-100)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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15 dezembro,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

Você sabe o que é um milagre?

O milagre (de miror: maravilho-me, admiro-me), indica algo de extraordinário, que chama a atenção e causa espanto. A melhor síntese está na definição dada pelo Cardeal Pietro Parente para o Dicionário de Teologia Dogmática, retomando, acima de tudo, as opiniões de Santo Agostinho e de Santo Tomás.

O primeiro destacou o aspecto objetivo, definindo milagre como um fato difícil e insólito, superior à capacidade de quem observa, querido por Deus para confirmar uma verdade religiosa e para transmitir uma mensagem ao homem. O segundo, por sua vez, sublinhou o aspecto subjetivo de uma intervenção extraordinária de Deus. O acontecimento é querido por Deus, como causa principal, que pode servir-se nomeadamente de uma criatura qualquer. É realizado no mundo fora da ordem material, isto é, de modo superior às forças da natureza e não contra a ordem natural.

O milagre, portanto, não é uma violação das leis da natureza, mas um fato essencial, determinado por uma virtude divina especial, que ultrapassa o ritmo normal das coisas. Deus, criador do universo, através do milagre, oferece ao homem um gesto de amor. Ele, que nos quer bem, alivia dores e sofrimentos de criaturas que voltam o rosto para Ele.

Cardeal Saraiva Martins fala sobre “santidade e ecumenismo”. Confira:

Concluiu ainda o Cardeal Parente: «A possibilidade do milagre assenta principalmente no domínio absoluto de Deus como causa primeira e livre do mundo, cujas leis físicas são subordinadas a Ele, contudo, não limitam nem a Sua liberdade nem a Sua potência. Só o absurdo e o pecado são impossíveis para Deus. O milagre pode ultrapassar as forças da natureza: a) quanto às substâncias do fato, por exemplo: a ressurreição da carne; b) quanto ao modo, por exemplo: uma cura instantânea. Enfim, alguns milagres são objeto de fé e, portanto, fora da experiência sensível; outros são fatos externos, de evidência tangível e são ordenados por Deus para demonstrar uma verdade de fé.»

Exemplo: Todas as curas, quando tomamos conhecimento delas, nos deixam assombrados. Entre os numerosos testemunhos sobre os milagres que li, impressionou-me imensamente o do pequeno Matteo Colella, que, com sete anos, quando frequentava a escola primária, foi repentinamente atingido por uma grave forma de meningite. Já desenganado pelos médicos e pelo pai, também ele médico, curou-se miraculosamente no dia 2 de fevereiro de 2000, depois de ter passado alguns dias no hospital. A cura foi definida como «cientificamente inexplicável» pelos médicos do Conselho e permitiu a canonização do Padre Pio de Pietrelcina.

No meio da quantidade de dados técnicos e de relatórios médicos, impressionou-me a candura e a simplicidade com que o pequeno Matteo contou a sua extraordinária experiência: «Eu estava perto das máquinas e um velho de barba branca e de vestido comprido e castanho deu-me a mão e disse-me ‘Matteo, não te preocupes, em breve ficarás curado’».

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo” de Cardeal Saraiva Martins; págs. 95-96)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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17 novembro,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

O milagre e o martírio na vida dos santos

Já o Papa Inocêncio IV (falecido em 1254), na sua Glosa às Decretais do Papa Gregório IX, exigia para a canonização que fossem provadas a «fides et excellentia vitae» (fé e excelência de vida) e os milagres realizados por intercessão de um servo de Deus. E o Papa Bento XIV, embora admita se poder chegar à prova certa da santidade heroica de um servo de Deus, também insiste nos milagres como forma de obter a confirmação divina para um não mártir.

Note-se, no entanto, que os milagres não suprem um eventual defeito de provas de heroicidade das virtudes, por isso, na prática plurissecular da Congregação, os milagres nunca são examinados antes da declaração sobre a heroicidade das virtudes. Gostaria, igualmente, de esclarecer que os milagres realizados, por vezes, enquanto os servos de Deus se encontram vivos não constituem uma prova de santidade: só os que ocorreram após a morte, por sua intercessão, confirmam definitivamente essa santidade com autoridade divina.

O número requerido para a beatificação e a canonização varia na história do direito eclesiástico. Na legislação do Código de Direito Canônico de 1917, para a beatificação eram exigidos dois milagres (e em alguns casos até mesmo três ou quatro), com a possibilidade de dispensa no caso de um mártir cujo martírio fosse evidente. A partir do ano santo de 1975, começou-se a dispensar o segundo milagre para a beatificação e, assim, se chegou à atual prática de um só milagre para a beatificação e outro a seguir para a canonização.

Deixando de lado a questão da variedade do número [dos milagres exigidos], que é um fato puramente jurídico e dependente dos tempos e das práticas, devo esclarecer que, no milagre, a Igreja vê a «marca de Deus» sobre a própria reflexão e sobre o próprio trabalho. As investigações testemunhais, os exames clínicos, as consultas teológicas desenrolam-se sempre com seriedade e acuidade até se atingir a certeza moral; nesta, porém, reside sempre a avaliação humana. Consciente desta precariedade, num espírito de humildade e expectativa, a Igreja invoca um sinal do Alto. O milagre é pois entendido como confirmação da fé, como uma espécie de marca aposta por Deus, por meio da qual Ele garante a santidade do candidato aos altares.

Cardeal Saraiva Martins fala sobre a “esperança cristã”. Confira:

Na nossa Congregação, a cada vez que se proclama um beato ou um santo, sentimos que os milagres são uma realidade. O que é que se pode dizer, por exemplo, quando uma respeitável comissão de médicos e cientistas, dentre os quais personalidades laicas, perante uma cura misteriosa afirma que não existem explicações científicas? Se há católicos que não acreditam nos milagres é apenas um problema de formação e informação. E aqui importa, como Igreja, trabalhar mais nas paróquias, nas dioceses, entre as pessoas, porque os milagres são uma realidade da vida de todos os dias que deve ser explicada, precisamente para combater a dúvida que pode surgir em qualquer pessoa.

Mártires: Tão rigorosa como a verificação da heroicidade das virtudes sempre foi a verificação do suposto martírio, que é válido quando se verificam simultaneamente diversas circunstâncias: a) a morte violenta do cristão; b) a aceitação da morte por fidelidade a Cristo; c) a ação do perseguidor como forma de ódio contra a fé ou contra outra virtude cristã. Juntamente com a prova do martírio material e formal, exigia-se ainda a prova do milagre. De fato, podia haver no presumível mártir ou no perfeito o martírio. O milagre, neste caso, serve de confirmação dada por Deus para garantir a existência do martírio.

Com a nova legislação, faz-se hoje a beatificação dos mártires sem a aprovação prévia de um milagre. A razão é sobretudo teológica. O Vaticano II, ao definir na Lumem gentium o martírio como «dom exímio e prova suprema de caridade», acrescentou que «o martírio é concedido a poucos». Esta expressão indica claramente que o martírio, como oferta da própria vida a Cristo, não é um fato puramente humano, mas sim, um dom do Alto, uma graça. Com outras palavras, o mártir aceita livremente a morte sob a ação do Espírito Santo, que o ilumina e o apoia interiormente, a ponto de exprimir o maior ato de caridade. Por conseguinte, onde é seguro o ato do martírio, é igualmente certa a intervenção de Deus, tornando assim supérflua a confirmação por meio de um milagre. Poder-se-ia dizer que o martírio é já em si um milagre que ultrapassa as forças pessoais daquele que se imola por Cristo.

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo” de Cardeal Saraiva Martins; págs. 90-93)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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14 outubro,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

Como funciona a Congregação para as Causas dos Santos

As questões mais relevantes são analisadas e avaliadas por diversos órgãos colegiais. Por exemplo, o congresso ordinário, que se reúne todas as semanas, decide sobre a validade jurídica das investigações diocesanas; a sessão dos consultores históricos avalia o valor científico e a suficiência da documentação relativa às causas antigas; o conselho médico ou técnico examina o aspecto científico dos supostos milagres; o congresso especial dos consultores teólogos, presidido pelo promotor geral da fé, exprime o seu voto acerca da heroicidade das virtudes, o martírio, a sobrenaturalidade dos supostos milagres; a sessão ordinária dos cardeais e dos bispos, presidida pelo Prefeito da Congregação, pronuncia-se sobre as matérias em relação às quais os consultores teólogos exprimiram já o seu parecer. As conclusões dos cardeais e do bispos são depois comunicadas pelo Prefeito ao Santo Padre, que toma a decisão definitiva.


Uma nova figura jurídica, resultante da legislação de 1983, é a do relator, que, na verdade, assumiu as funções que antes eram distribuídas pelo promotor da fé e pelos advogados das causas. O relator é coadjuvado no seu trabalho por um colaborador externo, indicado pela postulação interessada. Atualmente, os prazos para a preparação das posições são mais curtos do que acontecia antes de 1983. De fato, se os colaboradores dos relatores trabalharem ativamente, uma posição em poucos anos pode ficar concluída, impressa e posta em lista de espera para os referidos colegiais.

Para o reconhecimento das virtudes heróicas é promulgado um decreto específico na presença do Santo Padre. A partir desse momento, é dado ao servo de Deus o títudo de “venerável” que, no entanto, não implica nenhuma forma de culto público. Para se chegar à beatificação, é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do venerável. Depois disso, é preciso um outro milagre para a canonização.

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo” de Cardeal Saraiva Martins)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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18 setembro,2009  |  autor: redacao  |  Entrevistas

Preocupação com a verdade histórica na vida dos santos

O trabalho desenvolvido pela Congregação das Causas dos Santos é meticuloso, profundo, de elevado nível científico; nele estão envolvidas diversas disciplinas como a teologia, a história, o direito, a medicina, a psicologia, entre outras.

A preocupação com a verdade histórica sempre esteve presente no trabalho da Congregação,desde o seu início. Podemos encontrar uma elucidação concreta no decreto de Pio X, de 26 de agosto de 1913 – depois integrado ao Código de Direito Canônico de 1917 –, que estabelecia o recolhimento e o estudo de todos os documentos históricos relativos às causas. Mas a novidade fundamental foi introduzida pelo documento ‘Giá da qualche tempo’, de 6 de fevereiro de 1930, com o qual Pio XI instituiu, no seio da Congregação dos Ritos – assim era chamada a nossa Congregação – a ‘Seção Histórica,’ com a função de contribuir eficazmente para o tratamento das causas históricas, isto é, daquelas que não dispõem de testemunhas contemporâneas dis factos em questão.


O serviço prestado pela Seção Histórica, a partir de 1969, denominada Departamento Histórico-Hagiográfico, foi alargado a todas as causas, mesmo as recentes, aumentando a sensibilidade histórico-crítica em todas as fases do processo. Mais recentemente, a constituição apostólica Divinus Perfectionis Magister, de 25 de janeiro de 1983, seguida das Normae Servandae de 7 de fevereiro de 1983, estabeleceu definitivamente a contribuição determinante do método e da qualidade histórica no tratamento das causas dos santos.

A verdade histórica, tão diligentemente procurada por motivos ideológicos e pastorais, traz muitos benefícios nomeadamente à apresentação cultural dos santos. Os novos beatos e santos “saíram da sacristia” para serem estudados e apresentados também como personagens historicamente significativas, bem dentro da vida da sua Igreja, da sua sociedade, do seu tempo. Assim, já não dizem respeito apenas à Igreja e aos crentes, mas a todos aqueles que se interessam por história, cultura, vida civil, política, pedagogia entre outros. Deste modo, a missão destes extraordinários homens de Deus continua de outra maneira, e, ainda assim eficaz, para o bem de toda a sociedade.  É significativo, nesse propósito, o fato de o arquivo da Congregação para as Causas dos Santos ser hoje frequentado também, além pelos responsáveis eclesiásticos, por estudiosos leigos que aí se dirigem para teses de licenciatura, para estudos de história, de pedagogia, de sociologia etc. Precisamente porque aí encontram material em abundância e historicamente fiável.

(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo”,
página 28-29 de Cardeal Saraiva Martins)

Sobre o Cardeal

José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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