05. maio 2017 · Comentários desativados em Do céu para você 40º dia do avivamento pessoal · Categories: Do Céu para Você

Direcionamento 56 – Deus vencendo, você sairá vencedor!

Amo o Senhor, porque Ele ouviu a voz de minha súplica, porque inclinou para mim seus ouvidos no dia em que o invocarei.  (Sl 115, 1)

Esse versículo resume todo o percurso natural e espiritual traçado pelo Santo Espírito e vivido por nós nos Direcionamentos para um Avivamento pessoal.
Cada reflexão, cada mergulho no mistério, cada mudança de postura e pensamento, foi por amor ao Senhor. Não pode haver dúvida de que Ele ouviu a sua voz, voz que sai às vezes forme e potente, às vezes entrecortada e tímida… O importante é que a súplica saiu da terra, e o movimento que a terra (você) fez provocou a inclinação dos ouvidos de Deus.
Nenhuma oração é desprezada, nenhum esforço é despercebido. O Senhor não “piscou os olhos” desde seu primeiro ato no caminho de leitura desse livro. Na verdade, Ele observou as lutas, as contendas, os levantes contra a sua vida e missão. E, agora que você disciplinou um pouco melhor a sua carne, é tempo de fazê-la tocar a Glória do Senhor e permanecer na sua santa vontade.

Eu o convido, caro irmão, a fazer a santa e ousada tentativa de ver cumprir-se a partir de agora a profética palavra liberada pelo próprio Mestre e Senhor Jesus:
Coisas maiores verás! Eu vos asseguro que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por este Homem. (Jo 1, 51)
Seja corajoso, insistente, alegre e confiante. O que o Senhor separou para você, ninguém roubará. A quem Ele lhe destinou, você chegará. A que nação ele lhe confiou, você a pisará. E, através de você, o Espírito a avivará e todos saberão que o Senhor está com você, e que há um profeta nessa cidade.
O Avivamento pessoal é composto para o seu nome. Ele se robustece com a sua personalidade.

Faça uso da sua voz nesse dia para exaltar o Senhor que escreveu o seu nome entre os que colaborarão para a vitória que Ele mesmo irá celebrar na vida de muitos irmãos, de nossa nação e para onde mais Ele enviar.
Deus vencendo, você sairá vencedor!
Glorifique-o por todos os impedimentos, percalços e lutas que o cansaram. Olhe para trás e comprove: você avançou. Olhe para a Virgem Maria e faça o seu Magnificat; comporte-se como ela, comprometa-se como ela.

Do Céu para Você termina aqui, mas não a sua caminhada buscando o que é nobre, puro e santo. É agora a hora de comportar-se na terra como um cidadão do Céu. Não pare de “subir”, não cesse de buscar o que o Espírito lhe reservou.

Lectio Divina: Apocalipse 4, 1-11

Contemplei depois uma porta aberta no céu e ouvi a voz de trombeta que me falara no princípio: “Sobe aqui e te mostrarei o que vai acontecer depois”. Imediatamente apoderou-se de mim o Espírito. Vi um trono colocado no Céu e nele sentado alguém cujo aspecto era de jaspe e coralina; rodeando o trono havia um arco-íris como de esmeralda. Ao redor do trono havia vinte e quatro tronos e, sentados neles, vinte e quatro anciãos, com vestes brancas e coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos e ouviam-se trovões. Sete tochas de fogo ardiam diante do trono, os sete espíritos de Deus. Diante do trono havia como um mar transparente, semelhante a cristal. No centro, rodeando  trono, estavam quatro seres vivos cobertos de olhos pela frente e por trás. O primeiro ser vivo tinha aspecto de leão, o segundo de touro, o terceiro tinha rosto humano, o quarto tinha aspecto de águia voando. Cada um dos seres vivos tinha seis asas, cobertas de olhos por dentro e em volta. Nem de dia nem de noite descansam, dizendo: “Santo, santo, santo, Senhor Deus Todo-poderoso, aquele que era, é e será”.

Cada vez que os seres vivos davam glória, honra e ação de graças àquele que estava sentado no trono, àquele que vive pelos séculos dos séculos, os vinte quatro anciãos

Direcionamento 55 – A oração e a renúncia são as chaves para o novo derramamento espiritual.

O coração dos que clamam por Avivamento pulsa ofertando cada batida por ele. A mente, mesmo descansando, está pensando no Espírito Santo; às vezes, basta ouvir alguém citar o seu nome para alegrar o seu dia, mesmo que tenha vivido uma recente tristeza e grande combate.
A obra do Espírito Santo em nós, a oração abre-nos, por Cristo e em Cristo, à contemplação do rosto do Pai. (São João Paulo II – Novo Millennio Ineunte)

O Avivamento é obra do Espírito Santo em nós, obra livre de impedimento. O centro é a vontade do Cristo que soprou sobre nós e disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22).
Antes mesmo dos Apóstolos receberem aquele profético sopro na sala do Cenáculo, eles puderam contemplar o rosto resplandecente e luminoso do Ressuscitado.

O Avivamento faz com que, antes de você proferir qualquer palavra, quem olhar para o seu rosto identifique nele o mesmo brilho do Ressuscitado. É isso que tem acontecido em seus dias?
O profeta João Batista, que foi chamado pelo Senhor de “o maior entre todos os profetas”, em sua trajetória, preparando a chagada daquele que batizaria com o fogo e com o Espírito, foi abundantemente usado em palavras. Contudo, o que mais marcou seu ministério não foram as palavras firmes e até duras aos ouvidos que o escutavam, mas o gesto profético de apontar com convicção irreversível: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Esse gesto foi a sua maior pregação!

O período quaresmal de 2005 em Medjugorje foi marcado por uma mensagem muito convidativa da Virgem Rainha da Paz:
Queridos filhos, neste tempo de graças quaresmal, convido-os a abrirem seus corações aos dons que Deus deseja lhes dar; não se fechem, mas, com a oração e a renúncia, digam “sim” a Deus e Ele lhes dará em abundância, Assim como, na primavera, a terra se abre à semente e produz cem por um, também o seu Pai Celestial lhes dará em abundância. (25/02/2005).

Por mais que essa mensagem tenha sido entregue há mais de uma década, ele se torna imensamente atual – é para hoje, é para nós. Façamos uso de todos os recursos espirituais para umedecermos a terra de nosso corações e recebermos a semente do Espírito. A oração e a renúncia são as chaves para o novo derramamento espiritual.
Hoje, tomado dessa proposta, volte a fazer jejum, por tudo que cerca o desejo do Espírito em conceder o Avivamento.
Vamos jejuar pelos que não jejuam, orar pelos que não oram, renunciar pelos que não renunciam, É tempo de se levantar uma geração que esteja disposta a colaborar entusiasmadamente com o Espírito.

Lectio Divina: Efésios 2, 11-22

Por isso, vós que antes éreis pagãos de corpo, chamados incircuncisos por aqueles que se chamavam circuncidados de corpo, recordai que naquele tempo vivíeis sem Messias, excluídos da cidadania de Israel, alheios à aliança e suas promessas, sem esperança e sem Deus no mundo. Agora, graças a Cristo Jesus e em virtude do seu sangue, vós, que antes estáveis longe, agora estais perto.

Ele é a nossa paz, Ele que de dois fez um, derrubando com seu corpo o muro divisório, a hostilidade, anulando a lei com seus preceitos e cláusulas, criando assim, em sua pessoa, de duas uma só e nova humanidade, fazendo as pazes.
Por meio da cruz, matando em sua pessoa a hostilidade, reconciliou os dois com Deus, tornando-os um só corpo. Veio e anunciou a paz a vós, os que estão longe, a paz aos que estão perto.

Ambos com o mesmo Espírito e por meio dele, temos acesso ao Pai. De modo que já não sois estrangeiros sem adventícios, mas concidadãos dos consagrados e da família de Deus; edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e profetas, com Cristo Jesus como pedra angular. Por Ele todo edifício bem coeso cresce até ser templo consagrado ao Senhor, por Ele vós entrais com os outros, na construção, para serdes morada espiritual de Deus.

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Direcionamento 54 – Tudo que não é vivido em Jesus corre o risco de sofrer desvios egoístas.

A oração é a “plataforma”de encontro com Deus, o entrelaçamento entre o Criador e sua criatura, o doador e o beneficiário, juntos, no mesmo instante e lugar – comunhão entre Céu e terra.
Mesmo com nossas debilidades, um dia de oração faz toda diferença no processo de nossa humanidade corrompida desde o nascimento. O mais adequado e preponderante na oração não está ligado às sensações, mas ao bem que ele causa ao corpo, na meste e, principalmente, na alma.

Uma convicta e permanente oração rompe os laços da impureza, harmoniza os elos emocionais e protege você do desejo desenfreado que a carne tem pela curiosidade.
Como essa erva daninha tem se disseminado entre os filhos do Reino! Porém, reconhecidamente, ela só ganha espaço em vidas que não se ocupam com o sagrado.

Tudo que não é vivido em Jesus corre o risco de sofrer desvios egoístas. A curiosidade é um projeto egoísta; refere-se a algo em que você não foi envolvido, porém faz uso de sua liberdade para invadir um território em que ninguém o convidou para ter acesso ao que não chegou a você, mas que você foi atrás. Eis um péssimo uso da liberdade.
No plano sobrenatural do Reino de Deus, orando, você será colocado à disposição de todos. No plano natural ou até mesmo maligno, você é colocado cada vez mais à disposição de si mesmo – você se basta e pronto.

Isso posto, o Espírito lhe interroga…
Você é curioso?
Você tem feito uso de sua liberdade para “invadir territórios” em que não foi convidado?
Você tem “mexido seus pauzinhos” para envolver-se com aquilo que não envolve o seu nome?
Faça uso de sua oração para vencer esse sorrateiro inimigo que reside em seu interior. Não alimente sua curiosidade; ela corrompe sua vida virtuosa e o desvincula do progresso interior.

Lectio Divina: Sabedoria 18, 20-22

A prova da morte alcançou também os justos, e no deserto aconteceu uma grande matança. Mas a ira não durou muito, porque um homem irrepreensível se lançou em sua defesa, manejando as armas de seu ministério: a oração e o incenso expiatório, enfrentou a cólera e pôs fim à catástrofe, demonstrando ser teu ministro: venceu a indignação, não à força de músculos nem esgrimindo as armas; ele venceu o carrasco com a palavra, recordando-lhe os pactos e promessas feitos aos pais.

 

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Direcionamento 53 – A medida do sofrimento traz a medida do amor.

Ele, o Senhor, é quem decidiu nos amar primeiro – a decisão partiu Dele. Não somos merecedores, é bem verdade; porém, para que o amor fosse inaugurado, alguém precisava dar o primeiro passo. E Deus decidiu dar esse passo.
Essa verdade está registrada na Sagradas Escrituras através do Apóstolo João: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4, 19). Essa é, sem dúvida, a maior providência em sua vida.

Diante dessa palavra, o Espírito me recorda um acontecimento marcante em minha vida. Fui enviado em missão a uma cidade do interior do Mato Grosso do Sul, chamada Rio Verde, em 2015. Estava programada uma jornada missionária de quatro noites de oração com o povo daquela cidade, além de atendimentos de oração durante o dia. Pude ir à Câmara  Municipal da cidade, a convite do prefeito, e orar por ele e por sua equipe de trabalho. Foi um momento marcante, de grande batismo no Espírito sobre a vida daqueles homens constituídos. Mas o melhor ainda estava por vir.

Logo que cheguei à cidade, me informaram que eu ficaria hospedado em um convento dos freis capuchinhos, da mesma ordem de Santo Padre Pio – isso muito alegrou meu coração, pela devoção que tenho a esse santo. Já no convento, fui sendo apresentado aos freis que ali residiam, e o irmão que me apresentava aos freis me disse: “Aquele é o Frei Davi, muito devoto do Pe. Pio. Ele tem um temperamento bem parecido com o do Pe. Pio, tome cuidado com o que você vai dizer a ele…”.

Essa notícia, ao invés de me intimidar, me encorajou: eu queria partilhar com ele e comecei a pedir o Espírito e ao Pe. Pio que providenciasse o momento acertado para essa partilha. Todas as noites, quando terminava a noite de oração na igreja, eu voltava e o encontrava saindo da capela ou andando nos corredores. Às vezes ele estava na sala de TV, assistindo ao telejornal sozinho, mas eu sentia que ainda náo era a hora.

Até que, no penúltimo dia de missão, antes da pregação, lá estava ele, na capela do convento. Todos já estavam na igreja que fica ao lado e eu senti que havia chegado o momento oportuno para a minha abordagem. Entrei na capela, me pus ao seu lado e, após alguns instantes de silêncio, começamos a tão esperada partilha.

No ano anterior, eu havia ido a São Giovanni Rotondo, na Itália, cidade onde viveu o Pe. Pio, e pude orar diante do corpo incorrupto do santo, no dia de seu aniversário de nascimento, 25 de maio. Partilhei com o frei a experiência que vivi rezando diante daquele santo homem. Falei de minha vida familiar e missionária, e pedi que ele rezasse por mim. Foi quando ele decidiu abrir a “caixa de ferramentas do Espírito”e me disse: “A maior prova de amor de Deus por alguém é a quantidade de sofrimento que Ele envia a essa pessoa”. Eu fiz uma cara de quem não havia entendido nada e lhe perguntei: “Não entendi, frei…Como assim?”.

Ele emendou: “Como vocês, mais novos, são lentos para as coisas do Céu! Quando João Batista cumpriu sua missão, batizando Jesus, na mesma hora o Pai disse em alta voz: ‘Esse é o Meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu amor’ (Mt 3,17). Agora olhe para a cruz, Evandro”.
Ao olhar, ele me disse: “Por acaso o Pai amou alguém mais que o próprio Filho? Esse sofrimento encerrado na cruz é o resultado do grande amor do Pai para com o Filho. Deus enviou o maior sofrimento àquele que Ele mais amou”.

Eu fui constrangido naquele momento com o amor do Pai por mim. Ao final, o Frei Davi me fez um pedido: “Eu completei, nesse ano, sessenta anos de vida religiosa, e dia 8 de dezembro de 2015 completo cinquenta anos de sacerdócio. Reze por mim, Evandro, para que eu seja fiel aos sofrimentos, por amor ao Senhor”.

Assim acontece e continuará acontecendo conosco, caro irmão que responde ao amor do Senhor: os sofrimentos serão inevitáveis, mas o amor vencerá. A medida do sofrimento traz a medida do amor, e vice-versa. Quanto mais se ama, mais se sofre, e quanto mais se sofre, mais amor precisamos exprimir – tudo em favor do Reino.
Não refute, não fique choramingando pelos cantos, não “publique” seus sofrimentos; apenas viva-os e “o Pai que te vê no oculto te recompensará” (Mt 6, 4).

Lectio Divina: Eclesiastes 2, 11-26

Examinei todas as obras de minhas mãos e a fadiga que me custou realizá-las; tudo resultou vaidade e caça de vento, nada se aproveita sob o sol.
O que fará o homem que sucederá ao rei? O que já havia feito. Pus-me a examinar a sabedoria, a loucura e a insensatez, e observei que a sabedoria é mais proveitosa que a insensatez, como a luz é mais proveitosa que as trevas. O sábio leva os olhos no rosto, o néscio caminha em trevas. Mas compreendi que uma sorte comum toca a todos e eu disse a mim mesmo: a sorte do néscio será minha sorte; para que fui sábio? O que ganhei? E pensei comigo mesmo: também isso é vaidade. Pois jamais alguém se lembrará do néscio nem tampouco do sábio, já que nos anos vindouros tudo estará esquecido. Ai! Há de morrer tanto o sábio quanto o néscio!

E assim detestei a vida, pois achei mau tudo o que se faz sob o sol, tudo é vaidade e caça de vento. E detestei o que fiz com tamanha fadiga sob o sol, pois tenho de deixá-lo a um sucessor, quem sabe se será sábio ou néscio? Ele herdará o que me custou tanto esforço e habilidade sob o sol. Também isso é vaidade.
E acabei desenganado de todo trabalho que me afadigou sob o sol. Há quem trabalha com sabedoria, ciência e acerto, e tem que deixar sua porção a alguém que não trabalhou. Também isso é vaidade e grave desgraça. Então, o que aproveita o homem de todos os trabalhos e preocupações que o afadigam debaixo do sol? De dia sua tarefa é sofrer e penar, de noite sua mente não descansa. Também isso é vaidade.

O único bem do homem é comer e beber, e desfrutar do produto de seu trabalho, e mesmo isso eu vi que é dom de Deus.
Pois, quem come e desfruta sem permissão Dele? Ao homem que Lhe agrada Ele dá sabedoria, ciência e alegria: ao pecador Ele dá como tarefa juntar e acumular, para o dar àquele que agrada a Deus.

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