A união esponsal entre a Virgem Maria e São José nos ajuda a compreender a primazia do amor a Deus em nossas vidas.

Os esponsais da santíssima Virgem Maria e do gloriosíssimo São José são um sinal do amor de Deus por nós e, ao mesmo tempo, do amor que devemos consagrar a Ele. Nossa Mãe Imaculada, desde a sua mais tenra infância, queria dedicar-se totalmente a Deus num voto de virgindade. No entanto, ela sabia que na sociedade onde se encontrava isso era humanamente impossível. Pois, o casamento não era acertado pelo casal, mas era feito pelas famílias. Como nossa Senhora ficou órfã desde muito cedo, porque Sant’Ana e São Joaquim a conceberam na velhice, foi decidido pelos sacerdotes do Templo quem seria o esposo de Maria. Já estava tudo determinado e não havia alternativa.

A união esponsal entre a Virgem Maria e São José nos ajuda a compreender a primazia do amor a Deus em nossas vidas.

O casamento de São José e da Virgem Maria

Naquela época, o casamento era realizado em duas partes. Primeiro, havia o voto, a promessa de casamento, onde já acontecia o contrato matrimonial. Depois, havia uma segunda cerimônia em que o noivo era levado festivamente em procissão até a casa da noiva. Em seguida, a noiva seguia em procissão com o noivo para a sua casa, onde acontecia o desfecho da cerimônia. Esse processo de duas fases significava que, desde os votos, os esposos, se quisessem, poderiam consumar o casamento e até ter filhos. Eles não moravam juntos, mas já estavam casados, tanto que José foi chamado de esposo de Maria no Evangelho (cf. Mt 1, 19). Continue lendo…

O patriarca Abraão e a Virgem Maria são dois personagens bíblicos de grande importância para a fé da Igreja de todos os tempos.

Há uma analogia muito interessante que podemos estabelecer entre o patriarca Abraão e a Santíssima Virgem Maria, que nos ajuda a compreender como esses dois personagens bíblicos são importantes para a fé da Igreja. Abraão foi o grande patriarca da Antiga Aliança, e a Santíssima Virgem Maria, figura materna da Nova Aliança. Na narrativa da Anunciação da encarnação do Verbo, o Evangelho de Lucas ilumina a realidade da ação salvífica de Deus com alguns paralelos entre Abraão, nosso Pai na fé, e Nossa Senhora, nossa Mãe na fé (cf. Lc 1, 32-33; 1, 55; 1, 69; 1, 72-73).

O patriarca Abraão e a Virgem Maria são dois personagens bíblicos de grande importância para a fé da Igreja de todos os tempos.

Nossa Senhora das Dores

Nas experiências de fé de Abraão e Maria percebemos que há uma ligação íntima com a nossa relação com Deus: em suas vidas, vemos que “a fé inclui os elementos da fortaleza, da confiança, da dedicação, mas também o da obscuridade”[1]Nos momentos de escuridão, de sofrimento, ou apenas de aridez espiritual em nossa intimidade com Deus, reconhecemos que a abertura da alma a Ele é a fé. Em momentos como esse, de obscuridade, entendemos que, nesta relação do humano com o divino, entre nós e o Criador, existe uma distância infinita. Sendo assim, sem a fé, não somos capazes de perceber a ação e a presença do Senhor em nossas vidas, nem podemos compreender os momentos de escuridão e sofrimento, quando estes nos visitam.
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Saiba qual é o vínculo espiritual que une a Virgem Maria a João Batista e que os une às nossas vidas.

A Santíssima Virgem Maria foi importantíssima na vida espiritual de São João Batista, o precursor do Senhor Jesus Cristo. Neste dia, no qual celebramos a solenidade da Natividade de São João Batista, é significativo que meditemos sobre a Virgem Maria, Mãe de Deus, e este grande homem, que é o último e maior dos profetas do Antigo Testamento. “João Batista recebeu a santificação e a missão pela visita de Maria, que trazia Jesus em seu ventre”1 (Lc 1, 39-46). Dessa forma, João antecedeu no mistério Àquele que existia antes dele, e mais tarde se retirou com grande alegria, a fim de diminuir para que Ele crescesse e revelasse a Sua grandeza transcendente (cf. Jo 3, 29-30).

Saiba qual é o vínculo espiritual que une a Virgem Maria a João Batista e que os une às nossas vidas.

A Visitação da Virgem Maria a Santa Isabel

O mistério da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel, no qual João Batista foi purificado da mancha do pecado original, nos ajuda a perceber que há um vínculo espiritual que ultrapassa o nosso entendimento: a ligação entre a Maria e João. Entretanto, este vínculo diz respeito não somente ao Batista, mas também a cada um de nós, que somos também espiritualmente visitados pela Santíssima Virgem. Desta forma, compreendemos que a estreita ligação entre João e Maria se estende também a nós. Continue lendo…

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5, 10).

Em tempos, nos quais nós cristãos continuamos a ser perseguidos, ameaçados; em muitos países sofremos violências, torturas, somos escravizados e mortos, meditemos sobre esta promessa de nosso Senhor Jesus Cristo: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5, 10). Este é o tema do oitavo e último artigo da série “As Bem-aventuranças”, que a Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus produziu, e que apresentamos exclusividade:

“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5, 10).

A fuga de São José e a Virgem Maria com o Menino Jesus para o Egito.

A perseguição por causa da justiça

Logo no início da História Sagrada, vemos a presença da perseguição. Abel reconhecia Deus como seu Senhor e dava a Ele, em gratidão, o que era de melhor. Isto incomodava Caim, pois as suas ofertas não eram por amor, por reconhecimento. Caim não conseguia ter o mesmo desapego de seu irmão e para não mais se sentir importunado, resolveu o perseguir, e a melhor forma que encontrou de vingar-se foi assassinar Abel (cf. Gn 4, 1-8). Sabe o real motivo? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão, justas (1 Jo 3, 12). Esta perseguição perdurou em toda a história da humanidade, se faz presente até nossos dias e faz parte das nossas vidas muito mais do que imaginamos. Continue lendo…

No Sermão da Montanha, Jesus Cristo declara: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5, 9).

No tempo em que vivemos, no qual o ódio, a violência, os crimes, a guera e tantos outros males estão cada vez mais presentes nos mais diversos povos e culturas em todo o mundo, somos convidados a meditar sobre este ensinamento e, ao mesmo tempo, promessa de nosso Senhor Jesus Cristo: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5, 9). Este é o tema do sétimo artigo da série que a Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus produz sobre “As Bem-aventuranças”, e que apresentamos exclusividade:

No Sermão da Montanha, Jesus Cristo declara: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5, 9).

Nossa Senhora Rainha da Paz

Quando alguém questiona outra pessoa perguntando se ela é pacífica, o que necessariamente está querendo saber? Na verdade está examinando se ela tem sentimentos. Se for bondosa e caridosa, possivelmente é por ser pacífica! Se for maldosa, avarenta e briguenta não carregará no coração a paz, ou seja, não é pacífica. O coração, é a mais íntima parte do homem, refere-se a tudo o que diz respeito ao interior misterioso de um ser humano. “O coração contente alegra o semblante, o coração triste deprime o espírito” (Pr 15, 13). Onde estão os afetos humanos? No coração! Todos os corações podem ser bombardeados pelas adversidades da vida, mas só aqueles que estão em Deus, que esperam em Deus e levam Deus para os outros, permanecerão pacíficos. Ser pacífico envolve mais do que a temperança1. A pessoa pacífica toma a iniciativa de ser amigável e promover a paz àqueles com quem convive. Ser pacífico é ser caridoso, pois ele oferece a todos a paz. Continue lendo…

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