Estimulação Paraforniciana em pacientes com Doença de Alzheimer

Neuromodulação é o nome que se dá a um sistema que pode ser implantado em qualquer área do sistema nervoso central ou periférico que promova o controle de sintomas desfavoráveis. Neste caso estamos falando de Dor Crônica.

– Procedimentos invasivos para dor são todas as formas de interferir no mecanismo da iniciação da dor, da sua propagação e da sua interpretação.       

–        Seja intervindo diretamente no disco intervertebral com ablações por radiofreqüência ou coagulações nucleares,

–      Seja intervindo com radiofreqüência contínua ou pulsátil no gânglio da raiz dorsal, ou seja, intervindo nas facetas diminuindo os impulsos aferentes dolorosos. 

–     Seja com epiduroscopia entrando pelo forame sacral maior e podendo se estender até a altura da transição tóracolombar para a extirpação de fibroses peridurais, periradiculares ou perimedulares que causam estenose sintomática pós operatória ou até mesmo dores recorrentes mistas neuropáticas e compressivas.

Em Dezembro de 2015, pesquisadores de 8 Universidades Norteamericanas e a de Toronto ( Canada), publicaram um artigo em Renomado Periódico Americano ligado ao American Association of Neurological Surgeons a respeito de Esimulação Cerebral Profunda e Doença de Alzheimer (DBS). Estimulação cerebral Profunda vem sendo desde a decada de 80 uma revolução em várias patologias neurológicas( Distonia, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Anorexia , Tremor, Epilepsy, Sindrome de Tourette, Dor, Depressão maior refratária, adição , lesão cerebral traumática e Obesidade mórbida.  Dentre elas o carro chefe que é a Doença de Parkinson. Após toda a fase inicial, Fase UM do Trial, 12 meses, duplo cego e randomizado e controlado, pode se conferir  a segurança e a eficácia através não somente dos exames pós de neuropsicologia bem como exames de imagem como PETScan FDG.

Os resultados sugerem  que poderia estar havendo um retardo no declinio cognitivo dos pacientes com DA, e um aumento de metabolismo pelo PET SCAN pos op Parietal e Temporal sendo persistente num tempo maior que um ano. Esta observação é muito importante pois acompanha a melhora cognitiva comprovada pelos estudos Neuropsicológicos pós operatórios.

Estimulação Paraforniciana em pacientes com Doença de Alzheimer

Estimulação Paraforniciana em pacientes com Doença de Alzheimer

Os Estudos continuam agora em Fase III com maior numero de pacientes e deve estar publicado em breve. O mecanismo pelo qual DBS forniciano influencia na melhora forniciana até o momento é desconhecido. Como em outros alvos e doenças o DBS não reverte a doença mas modular os circuitos neurais de maneira a compensar funcionalmente os deficits e melhorar o prognóstico clinico.

Bilateral deepn brain stimulation of the fornix for Alzheimer´s disease: surgical safety in the Advance Trial

Ponce, FA, Asaad WF, Kelly DF, Anderson WS , Cosgrove R, Baltuch GH, Beasley K, Reymers DE, OH ES, Targum SD, Smith GS, Lyketsos CG, Lozano A.

J Neurosurg December 18,2015.

Estudos recentes vem colocando em terceiro lugar a depressão como fator de risco importante para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Importante salientar como é importante o reconhecimento da depressão ainda cedo na vida de uma pessoa. Como hábitos saudáveis, como alimentação adequada, exercicios fisicos e também uma espiritulaidade vivida no Amor pelos irmãos pode fazer com que uma pessoa consiga combater com altivez suas neuroses, e não alimentá-las, fomentá-las pois o passo seguinte para o desenvolvimento das doenças afetivas terá iniciado. Vejam como há uma importante cascada que se inicia precocemente vida, com transtornos de deficit de atenção não identificados, depois ansiedade juvenil, depois adição, tendencia a droga adição, depois sinais e sintomas de TOC, evoluindo com depressão cronica e finalmente as doenças degenerativas cerebrais. Portanto como temos que cuidar desde cedo da Saúde Mental, fatos como esses no leva então a poder até arriscar dizer que estas doenças degenerativas cerebrais de terceira idade, devem ser cada vez mais prevenidas com ações que cabem na infância, na meia idade e não quando a doença já tenha se desencadeada.