Direcionamento 1 – A purificação do templo

Tenho a firme convicção de que o Avivamento é uma vontade, uma oferta generosa da Trindade a todos nós, e que um povo sedento da novidade do Espírito aguarda a manifestação de Sua Glória através de nossas vidas. Mas, para o êxito de Deus, precisamos abraçar de forma comprometedora o que antecede a chegada do tão aguardado Avivamento.

Ouçamos o que o próprio Mestre Jesus nos ensina:
Quando ia se cumprindo o tempo para que O levassem, Ele tomou a firme decisão de subir para Jerusalém. (Lc 9, 51)

É preciso que você adote essa mesma postura, essa mesma firmeza, nesse tempo em que vivemos. Ou adestramos a carne, ou a carne vai falar mais alto, e o Espírito será contristado.
Nessa “subida”, a proposta de Do Céu para VOCÊ será de ajustes interiores: ajustando o seu interior, o exterior será beneficiado. Isso acaba se tornando um caminho inevitável!
Se brotar em seu coração uma firme decisão de buscar no Alto aquilo que é seu por direito, você não somente vai percorrer esses escritos com os olhos, nem irá adotar este pequeno livro como mais um de sua coleção, mas fará dele um trampolim para resgatar os sonhos mais nobres que o Pai e Criador determinou para sua vida. Vamos subir?

Caro leitor e amigo, para sua vida transcender, para experimentar o que é eterno e sobrenatural, não podemos abdicar de algumas ferramentas disponíveis a nós. Uma delas será especialmente útil no decorrer de nossa subida: a Sagrada Escritura. Sem ela, não acontece ascese!

Nesse trajeto de leitura, faremos o que chamamos de Lectio divina, que é a leitura orante da Palavra. Esse recurso é muito usado pelos santos, e tem dado um significado extraordinário ao exercício de nossa fé nesses tempos. Não é uma leitura superficial; pelo contrário, sua prática nos faz descobrir algo novo na Palavra que muitas vezes passou despercebido aos nossos olhos – é um descortinar da nossa experiência com a Bíblia. Você colherá muitos frutos, pode acreditar!

Uma mente orante, unida a um coração e uma alma orantes, torna-se uma casa agradável ao Senhor. Em sua primeira lectio, você irá notar que o Senhor identificou que a casa do Pai foi transformada em covil, ou seja, estava habitada por bandidos. Ele entra e expulsa o que não está em conformidade com o Céu, porque quer a Sua casa de volta.
O próprio Espírito Santo vai trazer à sua memória como você, que é uma casa sagrada, uma casa de negócios, uma casa desfigurada.
Exercite o silêncio e ouça o Senhor removendo os seus barulhos interiores, que o impediam de contemplar o agir do Espírito.

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Aprendendo com quem já está lá

Quando as coisas correm bem para os cordeiros, correm mal para os lobos. (São Josemaria Escrivá)

Nessa lectio, não considere o templo físico, mas o seu interior: “Vós sois o templo do Espírito” (1Cor 3, 16). Dê permissão consciente para que Ele entre e expulse os vendilhões que instalaram mesas de negociação no seu intelecto e em seus afetos. É o próprio Jesus fazendo a purificação do templo que é você!

Lectio Divina: Marcos 11, 15-17

Chegaram a Jerusalém e, entrando no templo, pôs-se a expulsar os que vendiam e compravam ali, virou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não deixava ninguém transportar objetos pelo templo. E lhes explicou: “Está escrito: minha casa será casa de oração para todos os povos, mas vós a convertestes em covil de bandidos”.

Direcionamento 2 – O preço da oração por você

Somos o resultado de joelhos dobrados, lágrimas derramadas, esperas dolorosas, orações devocionais direcionadas exclusivamente ao nosso nome, eucaristias comungadas, missas celebradas cuja meta era a manifestação do poder do Espírito em nossa história. Por algum tempo – ou por muito tempo – alguém concentrou orações em sua intenção.
Foram pessoas que empenharam muito amor em forma de oração por sua vida, que ofertaram madrugadas em preces, que iam àquela igreja para adorar o Santíssimo Sacramento e se esqueciam de si mesmas e de seus projetos pessoais – tudo isso para que o Senhor favorecesse você. Algumas dessas pessoas talvez nem estejam mais convivendo com você, pois já habitam na Glória, mas o desejo delas sempre foi ver você vivendo em Deus.

É bem provável que esteja agora passando um filme em sua memória, retratando pessoas que pagaram um alto preço em forma de oração por você, não é mesmo?
Isso é amor que não se mede. A isso damos o nome de cuidado de Deus. Ele transcorre de forma ininterrupta: mesmo quando descuidamos das coisas do Alto, o Senhor encontrou na disponibilidade dessas pessoas um jeito de cuidar de nós. É o cumprimento da Palavra do salmista:

Ele não nos mediu segundo as nossas faltas. (Sl 103, 10)

Reconhecendo e agradecendo ao Senhor e a essas pessoas todo bem que nos foi entregue, é hora de você avançar e se comprometer tanto quanto fizeram com você. É hora de deus fazer uso da sua oração e da sua vida para atingir outras vidas com Seu amor.
O povo que depende de nossas preces precisa ver em nós o resplendor do Pai, precisa enxergá-lo em nós antes que preguemos, cantemos, ministremos, celebremos, o resultado de nossa adoração a sós com o Pai. Essas pessoas anseiam contemplar em seus ministros o mesmo que aconteceu com Moisés, descendo do Sinai após uma fecunda adoração (Ex 34, 29-35).
Como tem saído da adoração?

A pele de seu rosto resplandecia porque havia falado com Ele (Ex 34, 29)

Moisés não havia dito uma palavra sequer a Aarão e aos israelitas, mas os olhos daqueles que estavam na planície comprovaram os efeitos do seu encontro com o Eu Sou na montanha da adoração.
Como iremos influenciar pessoas para que elas refaçam sua aliança com o Senhor, se a nossa adoração a Ele tem sido descompromissada, periférica?
É preciso fecundidade na adoração. Nela, o Senhor se revela e entrega Seus ministérios. Na adoração, os corações são avivados e as almas resplandecem; o efeito é um rosto que reluz o brilho do Avivamento. Em suma: quer impactar a humanidade? Adora!

A tarefa fundamental da evangelização da sociedade é o lembra-te da compaixão. O Senhor vem de Temã, o Santo do monte Farã, seu resplendor eclipsa o céu, e a terra se enche de seus louvores, seu brilho é como o sol, sua mão cintila, velando seu poder.

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Direcionamento 3 – Jejuar para festejar

Como homens e mulheres que aspiram ao Céu em seu cotidiano, nossa relação com o Senhor Jesus torna-se mais quente e mais profunda a partir não apenas do chamado feito naquele dia, naquele lugar, naquela circunstância, mas na forma como a resposta do chamado vai se intensificando e nosso desejo é um só: nos ofertar mais e mais.
É nessa hora que reconhecemos que !somos chamados ao mais estreito” (Mt 7, 13).

A eleição que paira sobre nós para atrair o tão sonhado e necessário Avivamento vai exigir rompimento, alargamento de visão e doação ao Evangelho em excelência.
Se observamos o transcorrer de nossa história, reconheceremos como Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7, 12). Mas, quanto mais próximo o Avivamento, mais intensa a exigência – não há espaço para pequenas “concessões”, pois elas interditam grandes renúncias.

É tal qual dizia Léon Bloy, um romancista francês: “Só há uma tragédia final: não ter sido um santo”.
Um dos caminhos para o êxito divino é o jejum. Quantos benefícios lhe são concedidos, quando bem usada essa arma espiritual!
A mortificação no corpo produz maior autoridade em nosso espírito, Já nos ensinou o Apóstolo Paulo: “Nossa luta não é contra homens de carne” (Ef 6, 12). Isso é bem verdade, mas o demônio, com sua astúcia, usa a carne para enfraquecer o espírito; por isso, ele o desmotiva à prática do jejum, pois sabe a potência que você será se o jejum fizer parte de suas práticas de fé. Não se iluda, caro amigo, a mortificação é via obrigatória para o crescimento espiritual. Quando o Espírito governa a carne, o seu interior mantém-se em harmonia e sua humanidade amadurece.

Sem dúvidas, existem vitórias em sua vida que estão diretamente ligadas ao jejum. Se você jejuar, colherá respostas por meio dessa prática e percorrerá novos caminhos na sua relação com o Senhor.
Comece dando o primeiro passo na retomada do jejum e veja, com o passar do tempo, o que Deus vai fazer em sua história. Não tenho medo de afirmar: quando você jejuar, em breve sua alma estará em festa.

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Aprendendo com quem já está lá

Nunca esqueça que existem apenas duas filosofias para reger sua vida: a da cruz, que se inicia com o jejum e termina com uma festa, e a outra, a de Satã, que começa com uma festa e termina com uma forte dor de cabeça. ( Cardeal Fulton Sheen, 1895-1979)

Lectio Divina: 2Pedro 1, 3-9

O poder divino deu-nos tudo o que produz à vida e à piedade, por meio do conhecimento daquele que nos chamou com sua própria glória e mérito.
Com elas, nos deu as maiores e mais valiosas promessas, para que por elas participeis da natureza divina e escapeis da corrupção que habita no mundo pela concupiscência.
Portanto, não poupeis esforços para acrescentar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a paciência, à paciência a piedade, à piedade o afeto fraterno, ao afeto fraterno o amo. Se possuírdes esses dons em abundância, não ficareis inertes nem estéreis para conhecer o Senhor nosso Jesus Cristo. E quem não os possui está cego e caminha às apalpadelas, esquecido de que o purificaram de seus velhos pecados.

 

Direcionamento 4 – Ele quer mais

Ter Jesus como Senhor é sobreviver neste mundo, é fazer o inferno desistir de você e de quem mais você convencer a respeito do Senhorio de Jesus.

Na ocasião da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Amerinaco e do Caribe, em maio de 2007, por meio do Documento de Aparecida, o desejo dos senhores Bispos em aprimorar e fazer avançar a evangelização neste tempo sentenciou, no parágrafo 150: “O Espírito na Igreja forja missionários decididos e corajosos, indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe aqueles que devem fazê-lo”. Essa forja se dá pelo fogo do Espírito; é Ele que nos molda, como fez com Jeremias, ordenando-o a entrar na casa do Oleiro (Jr 18, 3). Quem recebe o fogo, recebe responsabilidade!

Quando eu e você entramos na estrada rumo ao Avivamento, fomos sendo convencidos pela Trindade de que, lá no Céu, o Avivamento tem credibilidade – já foi aprovado pelos santos, pelos Apóstolos, pelos patriarcas, pelos santos inocentes, pelos mártires, pelos anjos e pela Rainha do Céu, a Virgem Maria. Mas não basta a credibilidade do céu; a terra precisa também receber o “selo” de aprovação. É aqui que entramos, mesmo tímidos, recolhidos, letárgicos.
Talvez você diga: “Mas eu tenho feito muitas orações, tenho pregado, cantado, participado do meu grupo de oração etc.”. Mesmo assim, o Céu não considera isso suficiente, ele quer mais! E só poderemos dar mais se tudo – absolutamente tudo – em nós estiver no Espírito.

O Senhor não economiza em graça e generosidade; porém, espera de nós uma entrega cada vez maior e mais intensa. Na vida espiritual, estagnar já é regredir. Precisamos aprender que tudo deve ser submetido ao Espírito. As questões mais ordinárias, mais simples, traduzem um alto grau de elevação do nosso ser. Limitar a ação do espírito só nas questões extraordinárias de sua vida é ser egoísta. Ele quer e pode colaborar em tudo que o cerca.
Observe o que nos ensina Atenágoras, Patriarca de Constantinopla (1886-1972):

Sem o Espírito Santo: Deus está longe,
O Cristo permanece no passado,
O Evangelho é letra morta,
A Igreja é uma simples organização,
A autoridade é uma dominação,
A missão é propaganda,
O culto é uma velharia e o agir cristão uma obra de escravos.
Mas, no Espírito Santo: O Cosmos é enobrecido pela geração do Reino,
O homem está em combate contra a carne,
O Cristo ressuscitado torna-se presente,
O Evangelho se faz poder e vida,
A Igreja realiza a comunhão trinitária,
A autoridade se transforma em serviço que liberta,
A missão é um Pentecostes,
A liturgia é memorial e antecipação,
O agir humano é deificado.

Aprendendo com quem já está lá

No despertar do Divino Esposo na alma, tudo é de uma perfeição singular, por ser realizado inteiramente por ele. O respirar de novo e o desertar da ama são como os de um homem que acorda e toma fôlego, a alma o sente como um sopro divino. Deste sopro divino não queria e nem quero falar, para qe se veja claramente que eu não o sei exprimir; se eu falasse, o faria parecer inferior ao que é. Porque é um sopro operado por Deus… Ao acordar para o conhecimento de Deus, a alma é soprada pelo Espírito Santo e fica inflamada pelo amor daquilo que viu. Ela fica fora de si de tanto amor e é elevada, de maneira incompreensível, para as profundezas de Deus. (Edith Stein)

Faça hoje no decorrer do dia um exame de consciência apurado sobre sua relação com o Espírito Santo.

Lectio Divina: Apocalipse 2, 18-29

Ao anjo da igreja de Tiatira escreve:
Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chamas de fogo e os pés como bronze polido: Conheço tuas obras: teu amor e tua fé, tua perseverança e tua honradez, tuas obras recentes, melhores que as precedentes. Reprovo-te, contudo, pois toleras Jezabel, que se declara profetisa e engana meus servos, ensinando-lhes a fornicar e a comer vítimas idolátricas. Dei-lhe um tempo para que se arrependa, mas não quer se arrepender de sua fornicação.
Vê, vou lançá-la num leito junto com os que com ela fornicam, e se não se arrependerem de sua conduta, lhes enviarei sofrimentos terríveis. Matarei seus filhos e saberão todas as igrejas que sou eu quem examina entranhas e corações, para pagar a cada um segundo as próprias obras. Aos outros de Tiatira declaro-vos que, se não aceitastes essa doutrina nem aprendestes os supostos arcanos de Satanás, não vos imporei outro peso. Basta que conserveis o que tendes até que eu volte. Ao que vencer e cumprir minhas instruções até o fim, darei poder sobre as nações: ele as apascentará com vara de ferro, as quebrará como vasos de argila – é o poder que recebi de meu Pai – e lhe darei a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, escute o que o Espírito dia às igrejas.

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Direcionamento 5 – Mergulhe, é seguro!

Somos unânimes em afirmar que uma sequência de Batismo no Espírito gera avivamento. Ou seja, o Batismo no Espírito recebido diariamente, e não apenas um registro histórico de um dia ter sido batizado no Espírito.
Os Evangelhos relatam um fato histórico da trajetória terrena do Mestre: o seu batismo (cf. Mt 3). Porém, estudiosos, teólogos e exegetas partem do princípio de que Ele, o Senhor, é o batizador por excelência.
Então, conclui-se que, na verdade, diante de João Batista e dos homens, as águas é que foram batizadas por Jesus quando ele adentrou o Jordão.

A partir disso, é urgente assumirmos que não podemos desperdiçar a chance de nos banharmos nessa água, renovar nosso Batismo no Espírito e encharcarmos nossa sequidão nas águas que descem do trono celestial.
A obra do Pai é estupenda. Quando recorremos ao primeiro capítulo de Gênesis, logo o primeiro versículo vai revelar: “Deus criou o céu e a terra.
A terra estava vazia, as trevas cobriram o abismo e o Espírito pairava sobre as águas”. Ou seja, Ele batizava as águas.

No decorrer do texto, veremos que Deus diz: “Haja Luz”, mas em nenhum momento Ele diz: “Haja água”, pois a água é a extensão de Deus, em um sentido teológico. Essa água precisa hoje tocar e banhar você. Como diz o salmista: “Esse é o dia que o Senhor fez para nós” (Sl 122), essa é a nossa chance!

Nessas águas puras, está nos aguardando a Santa Mãe de Deus, a Senhora do Avivamento. Como auxiliadora dos cristãos, ela vai olhar no fundo dos seus sonhos e dizer: “Mergulhe, é seguro!”.
Clame hoje, clame agora mesmo o Batismo no Espírito Santo e colha frutos inimagináveis.
Se nossas imundícies receberem o banho das águas do Espírito, nos deixarão!
As águas santas podem nos salvar. É hora de clamar:

Lava-me, Senhor, lava minha afetividade, lava meu intelecto, minha memória, lava nas Tuas águas a minha fala, minha audição espiritual. Eu reconheço de forma madura e consciente minhas sujeiras.

Faça também um profundo clamor pelo Brasil. As águas do Santo Espírito se derramam por meio de quem clama; elas têm o poder de purificar nossa nação em todas as suas dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais.
E não se esqueça do mais importante: Jesus entrou nas águas e, depois de batizado, “rapidamente saiu e o Espírito o impeliu ao deserto” (Mt 3, 16).

O Avivamento é assim, provoca extremos, nos encharca e nos desertifica. É uma santa pedagogia do Céu para nós. Ao mesmo tempo, é preciso lhe dizer: não se engane! Não podemos ficar no “Jordão” do nosso comodismo, da espera, da confirmação das confirmações… A proposta é banhar-se, revestir-se da unção e ir deserto a dentro, sem medo dos enfrentamentos pelos quais você passará. O Espírito o leva, e Ele mesmo o sustenta.
Aconteceu com o Mestre, acontecerá conosco. Afinal, “o servo não é maior que o seu Senhor” (Jo 15, 20).

Lectio Divina: Tobias 13

Tobit tomou, então, a palavra e, em um transporte de alegria, escreveu esta prece:
Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. Porque Vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais, e não há quem possa escapar de Vossa mão.
Celebrai o Senhor, filhos de Israel. Louvai-O em presença das nações. Porque se Ele vos dispersou entre povos que não o Conhecem, foi para que publiqueis as vossas maravilhas e lhes façais reconhecer que não há outro Deus onipotente senão Ele.

Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. Considerai agora o que fez por nós e bendizei-O com temor e tremor; por vosso comportamento, glorificai o rei dos séculos.
Quanto a mim, rendo-lhe graças na terra do meu cativeiro, porque manifestou sua majestade sobre um povo criminoso.
Convertei-vos, pecadores, e praticai a justiça diante de Deus, na confiança de que vos fará misericórdia.

Nele me alegrarei de todo o coração. Dai graças ao Senhor, vós todos, seus eleitos; celebrai dias de alegria e rendei-Lhe louvores.
Jerusalém, cidade santa! Deus te castigou por teu mau procedimento. Confessa a Deus como convém e louva o rei dos séculos, para que Ele reedifique o teu santuário.
Reúne em ti os que foram deportados e possas alegrar-te sem fim!
Hás de refulgir qual esplêndida luz e todos os povos da terra te vencerão.

Nações de longe virão a ti, com presentes, adorar o Senhor em teus muros e considerarão o teu solo como um santuário, porque em teu recinto invocarão o grande nome.
Maldito seja quem te desprezar, desonrado, quem te caluniar; bendito seja quem te reconstruir!
Tu te alegrarás nos teus filhos, porque serão todos abençoados e se reunirão junto do Senhor.

Ditosos todos os que te amam: na tua paz encontrarão sua alegria.
Ó minha alma, bendize ao Senhor, porque o Senhor, nosso Deus, livrou Jerusalém de todas as suas tribulações.
Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de Jerusalém: suas portas serão reconstruídas com safiras e esmeraldas, seus muros serão inteiramente de pedras preciosas, suas praças serão pavimentadas de mosaicos e rubis, e em suas ruas cantarão: Aleluia!
Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que Ele reine sobre ti eternamente!

 

Direcionamento 6 – Amor sem dor é fogo de palha

Como escolhidos do Senhor para clamar pelo Avivamento, somos muitas vezes acusados de querer pregar ou viver um Avivamento baseado exclusivamente nos deleites espirituais, na permanente bonança. Também nos acusam de refutar a cruz, de não a propagar por “medo de perder adeptos”, o que é mentira!

O Avivamento está diretamente ligado à cruz e seu itinerário obrigatoriamente passa pelo calvário. Assim como no calvário foi gerada a Ressurreição, nele será também gerado o Avivamento.
Nosso saudoso Papa João Paulo II, em sua encíclica Salvifici Doloris, nos ensinou:

Se um homem se torna participante dos sofrimentos de Cristo, isso acontece porque Cristo abriu o seu sofrimento ao homem, porque Ele próprio, no seu sofrimento redentor, se tornou, num certo sentido, participante de todos os sofrimentos humanos.

Se você quer um facilitador do Avivamento, se você quer um Avivamento pessoal, é preciso assumir as dores para gerá-los e, se isso não estiver ocorrendo na sua vida, é urgente uma correção de rota.
Diante disso, o Espírito nos questiona:

Como você tem se relacionado com os seus sofrimentos? Como você age? Como reage quando o sofrimento se instala?
Sendo comprovadamente vítima do sofrimento, eu o tenho usado para gerar autopiedade ou propagado os meus sofrimentos, a fim de angariar irmãos que se sensibilizem comigo?

Lembres-se: “Maria guardava tudo no coração” (Lc 2, 19).
No caminho de subida espiritual, somos capazes de chegar a um entendimento maduro do sofrimento vivido, a ponto de amarmos o sofrimento, pois a partir dele o Senhor nos concederá muitos frutos, grandes aprendizados e um inquestionável triunfo. Renovemos o amor ao sofrimento em prol do Avivamento.

Aprendendo com quem já está lá

A prova mais segura do Amor é a dor; todos sofrem, mas poucos são aqueles que sabem sofrer bem. Amor sem dor é fogo de palha. (São Pio de Pietrelcina)

Lectio Divina: Romanos 8, 18-27

Penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que será revelada em nós. A humanidade aguarda na expectativa de que se revelem os filhos de Deus. A humanidade foi submetida ao fracasso, não por sua vontade, mas por imposição de outro, mas coma  esperança de que essa humanidade se emancipará da escravidão da corrupção, para obter a liberdade gloriosa dos filhos de Deus.

Sabemos que até agora a humanidade inteira geme com dores de parto. E não somente ela, também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos por dentro aguardando a condição filial, o resgate de nosso corpo. Com essa esperança nos salvaram. Uma esperança que já se vê que não é esperança, pois alguém já o vê, para que esperá-lo? Contudo, se esperamos o que não vemos, aguardamos com paciência. Desse modo, o Espírito socorre nossa fraqueza. Ainda que não saibamos pedir como é devido, o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inarticulados. E aquele que sonda os corações sabe o que o Espírito pretende quando suplica pelos consagrados de acordo com Deus.

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Direcionamento 7 – O Avivamento de que precisamos é para influenciar.

Uma pessoa escrava do Santo Espírito carrega dentro dela uma convicção:
Em mim habita a força necessária para mudar a sorte da minha geração!

Foi dessa forma que os santos, casa um à sua época e com os recursos que possuíam, foram agentes que influenciaram a história da humanidade entre os seus. Essa fama se espalhou pelos quatro cantos do planeta, e o fez com tamanha força que suas histórias acabaram chegando até nós.
Quantas vezes não nutrimos essa verdade com nosso atos e até mesmo exercendo nossa espiritualidade?
O Avivamento de que precisamos é para influenciar, para intervir de forma direta em toda estrutura social atual e futura de nossa geração e daqueles que nos sucederão até a volta gloriosa de Jesus.

Reconhecidamente, se avaliarmos nossa conduta – o que temos feito de forma bem profunda nos direcionamentos anteriores – é bem provável que nos determinemos de modo inegociável a não mais cometer pecados mortais, pois os feitos do Senhor em nós e através de nós vão nos removendo de tal prática. Ao mesmo tempo, para consolidarmos nossa missão profética em nossa geração, precisamos avançar em nossa vigilância e combate no âmbito dos pecados veniais.
Lembro-me de um fato vivido por São João Maria Vianney, que disse certa vez:
Acabei de produzir uma cinza preciosa: queimei uma nota de quinhentos euros. Pois! Isso é menos mau que cometer um pecado venial.

Se mantivermos acesa em nós a chama do santo temor, como meditamos no Rosário ao Espírito Santo – “Vem, ó Espírito de temor de Deus, reina sobre minha vontade e faz que sejamos sempre dispostos a sofrer todos os males, antes que pecar” – experimentaremos resultados extraordinários, que não nos isentarão de cometer pecados, mas estaremos mais próximos de ser irrepreensíveis, como sonhado pelo Pai.

A sua maneira de viver a fé católica tem influenciado os homens e mulheres que convivem com você?
Nossa história milenar nos assegura que os homens que viveram de forma atrevida e decidida a sua fé tornaram-se referência. O mesmo Espírito que os consolidou e os honrou quer e pode fazer o mesmo com você.

Convido você a romper a superficialidade; ao fazê-lo, verá o rico tesouro que a fé lhe oferta para conquistar mais almas para o Senhor.
Sem sombra de dúvidas, o mais triste de nossa história de fé seria ouvirmos o Senhor nos dizer, no dia do nosso julgamento: “Meu filho, como eu gostaria de tê-lo usado mais… Só não o fiz porque você se limitou ao pouco. Como eu queria ter usado de sua vida para favorecer ainda mais a sua geração, mas você não fez a sua parte com a maestria e doação integral”.

Lectio Divina: Filipenses 2, 12-16

Portanto, meus queridos, sede obedientes como sempre: não só em minha presença, mas ainda mais em minha ausência, trabalhando escrupulosamente em vossa salvação. Pois é Deus quem, segundo seu desígnio, produz em vós o desejo e a execução. Fazei tudo sem protestar sem discutir, assim sereis íntegros e irrepreensíveis, filhos de Deus sem defeito, em meio a uma geração perversa e depravada, diante da qual brilhais como estrelas no mundo, ostentando a mensagem da vida. Esta será minha glória no dia de Cristo: a prova de que não corri em vão, nem me cansei inutilmente.

 Direcionamento 8 – Papai, você está feliz comigo?

O hábito da virtude evangélica é conquistado através de uma constante e firme adesão à vontade divina.
Eu estava me preparando e redigindo este direcionamento quando minha filha Maria Ester, de cinco anos, me interpelou e perguntou-me repentinamente: “Papai, você está feliz comigo?”
Respondi positivamente, e emendamos trocas de palavras amorosas.
A relação com Deus, nosso Pai, deve ser constituída na mesma medida. Nascemos para adorar a Deus, nascemos da vontade do Pai para sermos sua imagem e semelhança (Gn 1, 26). Logo, assemelhamo-nos quando a vontade entre Pai e filho, Criador e criatura se convergem, tornam-se uma só.

Devido à nossa natureza falível, corrompida e inconstante, os planos divinos são interrompidos, ou postergados. Isso gera sofrimento desnecessário a nós.
Temos feito diariamente o exame de consciência, solicitando ao Espírito Santo que nos envie luz e nos convença?
É o mesmo que perguntarmos: “Pai, você está feliz comigo?”
Não sei quanto tempo faz que você dirigiu a Deus essa mesma pergunta que minha pequena Maria Ester me fez, mas atreva-se a perguntar isso a Ele hoje. Pergunte agora e não tenha medo da resposta!

Se Ele disser que está com saudades, saiba que Seus braços já estão em posição de acolhimento para o seu retorno.
A partir de uma fé madura, que nos leva a adquirir envergadura espiritual e humana, assumimos que a felicidade do Senhor em nós comporta algumas dores e perdas. Deus nos faz felizes dando e tirando, falando e nos calando, agilizando e ordenando que aguardemos. Pois, ao final de nossa jornada, o que aspiramos ouvir da boca do Pai é: “Servo (filho) bom e fiel” (Mt 25, 21).

Aprendendo com quem já está lá

Quando me atemorizo por ser para Vós, consola-me o que sou convosco. (Santo Agostinho)

Sou rebelde ou sou Caleb?

Lectio Divina: Números 14, 11-24

O Senhor disse a Moisés: Até quando esse povo me desprezará? Até quando não crerão em mim, apesar de todos os sinais que fiz entre eles?
Vou feri-lo de peste e deserdá-lo. De ti tirarei um grande povo mais numeroso que eles”.
Moisés replicou ao Senhor: Os egípcios ficarão sabendo, pois do meio deles tiraste este povo com tua força e o contarão aos habitantes desta terra.
Ouviram que tu, Senhor, está no meio deste povo, que tu, Senhor, te deixas ver face a face, que tua nuvem está sobre eles, e caminhas à frente na coluna de nuvem durante o dia e na coluna de fogo durante a noite. Se agora ,atas este povo como um só homem, as nações ouvirão a notícia e dirão: O Senhor não conseguiu levar este povo à terra que lhes havia prometido, por isso os matou no deserto”. Portanto, mostra tua grande força, conforme o prometeste.

Senhor, paciente e misericordioso, que perdoas a culpa e o delito, mas não deixas ninguém impune, que castigas a culpa dos pais nos filhos, netos e bisnetos: perdoa a culpa deste povo, por tua grande misericórdia, já que trouxeste do Egito até aqui”.
O Senhor respondeu: Eu perdoo, conforme pedes. Mas, por minha vida e pela glória do Senhor que enche a terra, nenhum dos homens que viram minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e me puseram à prova, por dez vezes, e não me obedeceram, nenhum deles verá a terra que prometi a seus pais; nenhum dos que me desprezaram a verá. Mas ao meu servo Caleb, que tem outro espírito, e foi inteiramente fiel a mim, eu o farei entrar na terra que visitou, e seus descendentes a possuirão”.

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