Fundador da Canção Nova faz memória da vocação

Saiba mais sobre o Fundador da Canção Nova, Padre Jonas Abib

E posso  dizer que fui sustento para muita gente e durante muito tempo. Aguentei mesmo e sustentei a muitos, e vocês agora estão me sustentando, estão me dando coragem, força, ânimo, e eu agradeço. Todo pai precisa disso e neste momento eu estou recebendo.

E eu sinto que Deus já me fez entrar numa fase nova da minha vida, onde João Batista disse: “convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3, 30). Claro, eu vou continuar a agir, vou continuar a realizar aquilo que Deus me deu como missão, mas eu percebo que Ele já mudou as coisas, e na minha pobreza, na minha imensa pobreza, no meu esvaziamento, eu já sinto que o Senhor quer, Ele mesmo se manifestar no pouco que eu posso fazer, e eu peço a Ele que seja assim. Eu peço a Ele que seja assim!

Muitos de vocês me agradecem pelo meu sim. E graças a Deus eu só posso dizer que realmente eu precisei dar um sim ao Senhor, como Maria deu. Aliás, eu precisava, era obrigação minha, e eu não tinha outra possibilidade a não ser essa: dizer sim ao Senhor como Ela disse, para que o Senhor pudesse fazer as maravilhas que Ele fez. E eu bendigo ao Senhor por isso!

Entre os vários “sins” que eu tive que dar, eu agradeço muito a Deus o Sim que eu acabei dando no trem, e vocês já pensaram no trem que me trouxe de São Paulo para Lavrinhas! Não. Aquilo foi um sim de menino. Mas o trem que me levou de Lorena para Queluz, e durante a viagem inteira o Senhor foi me incomodando e dizendo que chegando a Queluz, naquele encontro que nós íamos ter no final de semana da Festa de Cristo Rei, eu fizesse o desafio para os jovens que quisessem viver em comunidade.

E vocês conhecem a história, ela é muito repetida, graças a Deus e precisamos repeti-la, porque a história tem que ser sempre celebrada e passada de uns para os outros, porque nós somos esta história, nós somos o resultado dessa história, e enquanto nós permanecermos na rota desta história, nós estaremos fazendo o que Deus quer, e se nós por acaso desviarmos do roteiro desta historia, nós já estaremos fora do que Deus quer. Então, por isso que a gente sempre volta a nossa história. Não são “fatosinhos”, não são “historietas”, mas é a nossa vida traduzida hoje numa maravilhosa história.

Pe. Jonas Abib