Eu posso saber tudo o que tenho que fazer e ainda assim não fazer tudo que tenho que fazer!

 

Há muitas coisas que nós sabemos que temos que fazer. Há ainda mais coisas que nós gostaríamos de fazer e não fazemos, mesmo sabendo como se faz. Como devemos começar? Como nos tornarmos pessoas que sabendo o que tem para ser feito, fazer?

 

Quando o assunto é Smart Phone, a media de toque em uma tela é : 2670 vezes por dia. Isso significa que você toca sua tela do telefone mais do que 100 vezes por hora, isso significa 2.4vezes por minuto por hora. Isso quer dizer que nós passamos muito tempo diante das telas.  Outro estudo demonstrou que a média mundial é de 6horas e 46minutos tocando o telefone. Nos EUA são 7horas e 4minutos.Duas horas e meia em Mídia social. Na África do Sul são 10horas 47minutos por dia. Calcule agora quanto tempo se passa por dia, fora o tempo de dormir, estão gastando no telefone. Na África do Sul 70% do tempo que está acordado, estaria na tela do Smart Phone.

Por que estou trazendo este assunto? Porque isso me diz que alguma coisa precisa ser mudada. Quando discutimos sobre isso, falamos que precisamos ter mais atividade esportiva, estarmos mais ocupando o tempo com outras coisas mais saudáveis, e a resposta é unânime: -Sim, eu sei! E a questão que se levanta é, e porque não faz?

Qual o objetivo da minha e da sua vida? Na verdade nós sabemos o objetivo da nossa vida e de tudo que temos que fazer, mas nós temos feito um trabalho muito bom mesmo, em complicar as coisas.

Faça as coisas simples primeiro!

Quando o assunto é uma vida com significado e ouvir sempre a voz divina dentro de nós e colocar em prática, quantas vezes nós complicamos as coisas. Em muitas áreas das nossas vidas, nós já sabemos o que tem que ser feito, e o problema está aí, por que não fazemos?

Eu posso saber tudo o que eu tenho que fazer e mesmo assim não fazer!

Todos nós conhecemos grandes nomes do mundo, grandes santos, que tiveram grandes batalhas, grandes sacrifícios, grandes conversões e ainda grandes desafios e todos tiveram uma coisa em comum;

– INTEGRIDADE NO MOMENTO DA ESCOLHA!

Isso que complementa com a seguinte coisa: – INTENÇÃO NÃO VALE DE NADA SEM AÇÃO!

Quantos de nós quando o assunto é agir e realizar uma coisa planejada,  nós não fazemos e criamos uma Desculpa! A desculpa é a arma dos fracos.

Vejamos a Parábola do Samaritano, todos tiveram a chance de agir, apenas o improvável fez. Todos se revestiram de desculpa e adiamento, ao invés de tomar a ação. Isso acontece na nossa vida todos os dias. Veja como nós necessitamos a reflexão diária sobre isso. Quando você começa a dar desculpas, vai chegar uma hora que você terá que fazer o que você vem dando desculpas ( Dr Peter Craig). Todos passamos por isso.

Salomão pediu a Deus Sabedoria, ele poderia ter pedido qualquer coisa, mas pediu Sabedoria e lhe foi dado. Salomão assombrava quanta Sabedoria saia de seus atos, de suas atitudes. Salomão parecia saber tudo que deveria saber para tomar a decisão correta, a Rainha do Sul, como está descrito, ao ver tudo aquilo, ficou sem fôlego. Contudo o tempo passa e certa vez, Salomão ao envelhecer se curva a outros deuses que não o Deus de Israel.  Salomão se desvia da verdade de Deus por algo como Molak, que tinha como costume sacrificar crianças. Pense nisso, alguém que tivera tanta sabedoria para saber o que tinha quer ser feito e fazia, agora rendido a uma devoção pagã, totalmente perdido em suas ações.

Quando o assunto é mudar radicalmente de caminho, mesmo sabendo  o que tem que ser feito, uma coisa é muito importante, quem são suas companhias. Pense nisso, relacionamento nos faz aproximar das coisas de Deus ou afastar fortemente. Nós sabermos o que temos que fazer mas porque estamos rodeados de pessoas que fazem outras coisas, nós acabamos sucumbindo aos erros pelos outros. Diga-me com quem andas!

Mesmo que estamos rodeados por lobos, precisamos saber e defender o que é certo. Muitas vezes também é hora de nos afastarmos de quem não tem os mesmos princípios que nós temos, ou que constantemente nos chama para o caminho que não nos aponta para a vida eterna.

Certa vez um casal que faz homeschooling com seus filhos foi questionado porque seus filhos mesmo fazendo aprendizado em casa, também tinham relacionamentos na escola. Eles responderam que era saudável as crianças terem interações, mesmo que tivessem realidades diferentes e tudo mais, mas o que eles falaram que se tornou emblemático foi: – Nós criamos e educamos nossos filhos e não a cultura.

Quando você tem que fazer o que tem que ser feito, é muito importante quem está a sua volta. Nós nos tornamos semelhantes as cinco pessoas que nós passamos os últimos cinco anos. Um dos maiores estudos nesta área feito em área médica foi feito por James Fowlers e  Nicholas Christakis a respeito de network de felicidade e atitudes viciosas.

Como poderosos são os grupos sociais quando o assunto é saúde e bem estar, para o bem e para o mal. Eles fizeram um estudo horizontal por 30 anos, sobre vários aspectos, por exemplo obesidade. Caso você tenha um amigo que se torna obeso, você tem 40 a 45% chance de aumentar de peso nos dois anos seguintes. Caso você tenha o amigo do amigo que se tornou obeso, você tem 20% de chance de se tornar obeso nos próximos 2 a 4 anos. E por ai vai, se é amigo, do amigo do amigo que se tornou obeso, você tem 10% de chance de se tornar. Quando o assunto é Cigarro, ou seja fumante, se você tem uma amigo que começou a fumar, você tem a chance de 61% de se tornar um fumante. Amigo do amigo? Você tem 29% de chance de se tornar fumante. Amigo, do amigo, do amigo que começou a fumar você tem 11% de chance de fumar. Isso é muito doido.

Por outro lado quando você se torna de estar feliz, tem a chance de contaminar na mesma proporção as pessoas que você convive. O percentual não é tão alto, pois é apenas 11%, contudo se você acha que é pouco? Pois bem, sem você tiver um aumento de 50 mil reais em seu salário, você terá um aumento de felicidade apenas de 2%.

O que isso tudo quer dizer? Que você é a média de todos os que estão a sua volta. Então a conclusão é simples. Quem são as pessoas que você está preenchendo a  sua volta?

Como começar a transformar tudo isso? Em primeiro lugar, as coisas simples. Faça as coisas simples primeiro. Ao seu redor, não complique, comece a escolher bem quem está a sua volta.

Esteja sempre com a Palavra de Deus ao seu lado e a mão estendida ao seu próximo. AME A JUSTIÇA e faça o que tem que ser feito! Comece e termine as suas tarefas. Faça o simples primeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

nasserperfilmedco

 

Muitas vezes em nossa vida estamos sempre pedimos algo a mais do que já recebemos. Chegamos no Natal, e pensamos em tudo pedindo sempre algo mais. Isso porque temos uma parte dentro de nós INSATISFEITO. Deus nos fez assim. Dependemos do Amor Dele para prosseguirmos e perseverarmos na Alegria. João Batista envia os seus a Perguntar Jesus se Ele é ou se eles deveriam esperar alguém a mais. Esta quebra dentro de nós, carentes por algo ou alguém, nos dirige para perto ou para longe de Deus, depende do que colocamos dentro desta fragilidade.

Quando diante de Deus não fazemos certos acordos interiores nossos! SE eu fizer algo ganharemos outra coisa. Se eu não ganhar o que estou pedindo eu fico irado com Deus ou com as pessoas. Pessoas fazem isso dizendo eu vou a Missa então…Fé condicional. Caso Deus não me atenda ele não me terá.

Nossa fé é condicional nossa alegria será condicional também. Jesus responde aos discípulos de João Batista: – Os cegos vêem, os surdos ouvem, os coxos andam…Mas não foram todos, mas foram o que Deus em sua sabedoria escolheu para seu beneplácito. Porque Ele sabe que nesta vida para preencher nossas expectativas, não importa o que aconteça nada será o suficiente.

Quando você diz alguém eu confio em você, não pode haver lugar para condições. Confiança significa plenitude. Confiança não cabe em condições. Verdadeira confiança implica em ser incondicional. Dando a mão de sua filha a alguém para namoro, noivado e casamento significa: Eu confio em você através da entrega da minha filha amada…Sem condições…Eu confio e  pronto!

Seja feita a Vossa Vontade…

Sem condições, não há condições para Alegria quando estamos nas mãos de Deus.

É possível em toda a nossa vida podermos escolher pela Alegria, não importa com o que aconteça em nossa  vida.

Marie Provet ainda viva, sobreviveu a um campo de concentração japonês depois do ataque a Pearl Harbor, capturada pelos japoneses e  levada para China em um campo de concentração. Ela e suas amigas filhas de missionários americanos e ingleses sobreviveram. O segredo? Todos  os dias elas se lembraram das coisas que elas mais gostavam e o tanto que Deus amava elas. E que aquele lugar seria onde esta Alegria seria provada. E assim elas sobreviveram. Mesmo em um campo de concentração, vendo gente morrendo todos os dias, e elas tinham 12, 14 16 19 anos.  As moças,  mais velhas ensinavam as crianças a terem esperança, mostrando na Alegria que Deus estava ali também. Porque Deus estava ali.

Victor Franckel, disse em seu livro o Sentido da Vida, que o alimento que o manteve em Aushwitz vivo! Esperança e fé ! Ele e seus amigos cristãos ambos proclamando ou Pai Nosso ou Shamah Israel.

 

Deus é mais glorificado em nós quando nós estamos mais  satisfeitos Nele.  E assim teremos a Alegria que não se esgota, que não termina. Por isso devemos desejar Deus em todo o tempo da nossa vida, sem condições, sem nenhum reparo, mudando de amor condicional para amor incondicional, então Deus converterá em nós a Alegria condicional para a Alegria Incondicional.

QUE A ALEGRIA DO SENHOR SEJA A VOSSA FORÇA (NEEMIAS 8:10)

 

Amigos estamos as vesperas do nosso evento em Cachoeira Paulista na sede da Canção NOva, com Profissionais de Saúde do Brasil todo. Todos para passarmos um final de semana em oração. Convidados, Momentos de Louvor e Adoração, Momentos de Reflexão e Partilha. Venha Celebrar conosco o inicio deste tempo Kairos de Glória.

inscrições: eventosposto@cancaonova.com

 

Você é o nosso convidado. nasserperfilmedco

UNIDOS NUM SÓ CORAÇÃO

NÃO DEIXE DE FAZER SUA INSCRIÇÃO PELO EMAIL: EVENTOSPOSTO@CANCAONOVA.COM

Quando nos falam de renunciarmos a nós mesmos, de aniquilar-nos; quando nos dizem ser esse o fundo da moral cristã, consistir nisso a adoração em espírito e verdade, tal palavra nos parece dura e até injusta: não queremos ouvi-la e repelimos quem no-lo prega da parte de Deus.

Convençamo-nos, uma vez por todas, de que esse preceito nada de injusto encerra e na prática é mais suave do que pensamos. Em seguida, humilhemo-nos se nos faltar coragem para pô-lo em prática, ao invés de condená-lo condenemos a nós mesmos.

Que nos pede o Senhor, ordenando que nos aniquilemos? Pede fazermos justiça a nós mesmos, colocarmo-nos em nosso lugar e reconhecermo-nos tais quais somos.

Quando mesmo tivessemos nascido e vivido sempre na inocência, quando jamais houvéssemos perdido a graça original, outra coisa não seríamos, por nós mesmos, senão nada; não poderíamos consider-nos de outro modo sem nos desconhecermos e injustos seríamos pretendendo que diversamente Deus ou os homens nos tratassem.

Que se pode dever ao que nada é? Que pode exigir o que nada é? Se a sua própria existência é uma graça, também e com razão maior é tudo quanto tem. Há, portanto, injustiça formal da nossa parte em recusarmos ser tratados e tratar-nos a nós mesmos como verdadeiros nadas.

Diz-se nada custar e ser justa essa confissão em relação a Deus; mas que assim não é a respeito dos homens, porquanto estes, nada sendo, como nós, não têm título algum para obrigar-nos a tal confissão e ás suas conseqüências. A confissão nada custa em relação a Deus, se nos limitamos a fazê-la de boca; porém, quando faz-se mister procedermos de acordo com ela, deixarmos que Ele se arrogue e exerça sobre nós todos os direitos que Lhe pertencem, consentirmos em que disponha ao Seu talante de nosso coração, de todo o nosso coração, de todo o nosso ser, custa-nos infinitamente e com grande dificuldade não chamamos ser injustiça.

Ele, todavia, poupa a nossa fraqueza, não usa dos Seus direitos com todo o rigor, jamais nos expõe a certas provas aniquiladoras, sem ter obtido o nosso consentimento.

Quanto aos homens, concordo não terem por si mesmos domínio algum sobre nós e que injusto é da sua parte qualquer dsprezo, humilhação ou ultraje. Mas nem por isso temos direito de nos queixarmos dessa injustiça, porque no fundo não é injustiça a nós, que nada somos, a quem nada é devido, mas para com Deus, cujo mandamento violam desprezando-nos, humilhando-nos, ultrajando-nos.

É, pois, o Senhor quem deve ressentir-Se da injúria que Lhe fazem maltratando-nos e não nós, que em tudo quanto nos acontece não devemos ser sensíveis senão á injúria feita a Deus. Meu próximo despreza-me; não tem razão, porque não é mais do que eu e Deus lho proíbe. Mas não terá ele razão porque eu sou verdadeiramente digno de estima, porque em mim nada há merecedor de desprezo? Não, porque se ele arrebata meus bens, mancha a minha reputação, atenta contra a minha vida, é certamente culpado e muito culpado para com Deus; mas será também para comigo? Estarei autorizado a querer-lhe mal, a vingar-me?

Não: porque tudo quanto possuo, tudo quanto sou, não pertence propriamente a mim; que só tenho de meu o nada e a quem nada se pode tirar. Se assim encararássemos, sempre do lado de Deus e jamais do nosso, tudo que nos acontece, não seríamos tão melindrosos, tão sensíveis, tão sujeitos a nos queixarmos e irritarmos.

Toda a desordem vem sempre de supormos que somos alguma coisa, de nos arrogarmos direitos que nos falecem, de em tudo começarmos sempre por nos considerarmos diretamente e não prestarmos atenção aos direitos e aos interesses de Deus, os únicos lesados no que nos concerne.


Confesso que isso é de prática muito difícil e para consegui-lo faz-se mister renunciarmos, absoluta e completamente, a nós mesmos. Mas, em suma, é justo e a razão coisa alguma pode opôr.

Deus, portanto, nada exige de nós que não seja razoável, quando a Seu respeito e a respeito do próximo quer que nos portemos como nada sendo, nada tendo, nada pretendendo. Isto como já se disse, seria justo, quando mesmo tivéssemos conservado a nossa primeira inocência. Mas, se nascemos culpados, se estamos  inteiramente cobertos de pecados pessoais, se contraímos infinitas dívidas para com a justiça divina, se merecemos não sei quantas vezes a condenação eterna, não é para nós castigo demasiado brando só sermos tratados como nadas?

E não deve o pecador colocar-se infinitamente abaixo do que nada é? Se qual for a provação imposta a ele por Deus, sejam quais forem os maus tratos suportados do próximo, terá direito de se queixar? Poderá acusar de rigor excessivo a Deus ou de injustiça os homens? Não deve, antes, considerar-se muito feliz em resgatar, com alguma pena temporal, tormentos eternos?

Se a religião não é uma ilusão, se é verdade o que a fé nos ensina acerca do pecado e dos suplícios que lhe estão reservados, como pode entrar no espírito de um pecador – a quem Deus se dispõe a perdoar – que não merece tudo quanto se possa suportar de males neste mundo, embora dure sua vida milhões de séculos?

Sim, é injustiça soberana, é monstruosa ingratidão de quem ofendeu a Deus (e quem de nós não O ofendeu?) não aceitar de boamente, em reconhecimento, por amor, por dedicação aos interesses de Deus, tudo quanto de sofrimentos, se essas humilhações aprouver á divina bondade enviar-lhe.

E que será se tais sofrimentos, se essas humilhações passageiras são, não só a compensação do inferno, mas o preço de uma felicidade eterna, o preço da posse eterna de Deus; se no céu seremos glorificados na proporção do nosso aniquilamento aqui na terra?

Teremos ainda horror a nos aniquilarmos?

Pensaremos que é nos fazer mal, quando, por sermos pecadores e para emergirmos do nada, exige-se a renúncia completa do nosso eu, com a promessa de uma recompensa que sempre durará?

Acrescento que semelhante forma de aniquilamento, contra a qual a natureza tanto se insurge e clama, ao invés de tão penosa como imaginamos, é até suave, porque antes de tudo Jesus Cristo a declarou tal: Tomai sobre vós o meu jugo, disse Ele; é doce e leve.Por mais pesado que seja esse jugo, Deus o suaviza para os que o tomam de boa vontade e consentem em carregá-lo por Seu amor. O amor não nos impede de sofrer, mas faz como que amemos o sofrimento e torna-o preferível e atodos os prazeres.

A recompensa presente do aniquilamento é a paz do coração, a calma das paixões, a cessação de todas as agitações do espírito, das murmurações, das revoltas interiores.


Vejamos, em pormenores, a prova disto. Qual é o maior mal do sofrimento? Não é a própria dor, é a revolta, a sublevação interior que a acompanha. A alma aniquilada sofreria todos os males imagináveis sem perder o repouso conexo ao seu estado: é fato de experiência. Custa-nos conseguir o nosso aniquilamento, temos que fazer grandes esforços sobre nós mesmos: mas também gozamos da paz na proporção das vitórias alcançadas.

O hábito de renunciarmos a nós mesmos, de não atendermos ao nosso eu, torna-se cada dia mais fácil; admiramo-nos de que não nos faça mais sofrer, no fim de certo tempo, aquilo que nos parecia intolerável, assustava a imaginação, sublevava as paixões e punha a natureza em estado violento.

Nos desprezos, nas calúnias, humilhações, o que no-las torna tão duras de suportar é o nosso orgulho; é o nosso desejo de ser estimados, considerados, tratados com certas atenções; é o pavor que temos das zombarias e do desprezo do próximo. Eis o que nos agita e enche de indignação, o que nos torna a vida amarga e insuportável.

Trabalhemos com afinco para aniquilar-nos; não demos alimento nenhum ao orgulho, deixemos caírem todos os artifícios de estima e amor próprio, aceitemos interiormente as pequenas mortificações que se apresentarem.

Pouco a pouco chegaremos a não mais nos inquietarmos com o que se pensa e diz de nós, nem com o modo pelo qual nos tratam. Um morto nada sente; para ele não há honra nem reputação; os louvores e as injúrias lhe são indiferentes.

A maior parte dos sofrimentos e desgostos por que passamos no serviço de Deus provém de não estarmos bastante aniquilados em Sua presença, de conservarmos certa vida própria no meio dos nossos exercícios, de imiscuir-se um secreto orgulho em nossa devoção. E por isso não somos indiferentes ás consolações e á sua falta; sofremos quanto Deus parece afastar-Se de nós; esgotamo-nos em desejos e esforços tendentes a fazê-Lo voltar; ficamos abatidos e desolados, se o afastamento perdura muito.

Por isso também temos falsos alarmes a respeito do nosso estado. Afigura-se-nos estarmos mal com Deus, porque Ele nos priva de algumas doçuras sensíveis. Julgamos más as nossas comunhões, porque as fazemos sem gosto, a mesma coisa acontecendo quanto ás nossas leituras, orações e outras práticas.

Sirvamos a Deus com espírito de aniquilamento; sirvamo-Lo por Ele e não em atenção a nós; sacrifiquemos os nossos interesses á Sua glória e ao Seu bel-prazer; então, estaremos sempre contentes com o Seu modo de tratar-nos, persuadidos de que nada merecemos e de ser imensa a bondade de Sua parte, não digo aceitando, porém suportando os nossos serviços.

Nas grandes tentações contra a pureza, a fé, a esperança, o que há de mais penoso para nós não é precisamente o temor de ofender a Deus, senão o medo de perder-nos, ofendendo-O. É o nosso interesse que nos ocupa muito mais do que a Sua glória.

Eis a razão de ter um confessor tanta dificuldade em tranquilizar-nos e reduzir-nos á obediência. Cremos que ele nos engana, transvia e perde, porque nos obriga a deixar de lado as nossas vãs apreensões. Aniquilemos o nosso conceito; não julguemos por nós mesmos… Encontraremos a paz e paz perfeita, no esquecimento total de nós mesmos. Nada há no céu, na terra, nem do inferno, capaz de perturbar a alma verdadeiramente aniquilada.

(Excertos do livro: Manual das Almas Interiores, do Pe. Grou)