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Muitas vezes em nossa vida estamos sempre pedimos algo a mais do que já recebemos. Chegamos no Natal, e pensamos em tudo pedindo sempre algo mais. Isso porque temos uma parte dentro de nós INSATISFEITO. Deus nos fez assim. Dependemos do Amor Dele para prosseguirmos e perseverarmos na Alegria. João Batista envia os seus a Perguntar Jesus se Ele é ou se eles deveriam esperar alguém a mais. Esta quebra dentro de nós, carentes por algo ou alguém, nos dirige para perto ou para longe de Deus, depende do que colocamos dentro desta fragilidade.

Quando diante de Deus não fazemos certos acordos interiores nossos! SE eu fizer algo ganharemos outra coisa. Se eu não ganhar o que estou pedindo eu fico irado com Deus ou com as pessoas. Pessoas fazem isso dizendo eu vou a Missa então…Fé condicional. Caso Deus não me atenda ele não me terá.

Nossa fé é condicional nossa alegria será condicional também. Jesus responde aos discípulos de João Batista: – Os cegos vêem, os surdos ouvem, os coxos andam…Mas não foram todos, mas foram o que Deus em sua sabedoria escolheu para seu beneplácito. Porque Ele sabe que nesta vida para preencher nossas expectativas, não importa o que aconteça nada será o suficiente.

Quando você diz alguém eu confio em você, não pode haver lugar para condições. Confiança significa plenitude. Confiança não cabe em condições. Verdadeira confiança implica em ser incondicional. Dando a mão de sua filha a alguém para namoro, noivado e casamento significa: Eu confio em você através da entrega da minha filha amada…Sem condições…Eu confio e  pronto!

Seja feita a Vossa Vontade…

Sem condições, não há condições para Alegria quando estamos nas mãos de Deus.

É possível em toda a nossa vida podermos escolher pela Alegria, não importa com o que aconteça em nossa  vida.

Marie Provet ainda viva, sobreviveu a um campo de concentração japonês depois do ataque a Pearl Harbor, capturada pelos japoneses e  levada para China em um campo de concentração. Ela e suas amigas filhas de missionários americanos e ingleses sobreviveram. O segredo? Todos  os dias elas se lembraram das coisas que elas mais gostavam e o tanto que Deus amava elas. E que aquele lugar seria onde esta Alegria seria provada. E assim elas sobreviveram. Mesmo em um campo de concentração, vendo gente morrendo todos os dias, e elas tinham 12, 14 16 19 anos.  As moças,  mais velhas ensinavam as crianças a terem esperança, mostrando na Alegria que Deus estava ali também. Porque Deus estava ali.

Victor Franckel, disse em seu livro o Sentido da Vida, que o alimento que o manteve em Aushwitz vivo! Esperança e fé ! Ele e seus amigos cristãos ambos proclamando ou Pai Nosso ou Shamah Israel.

 

Deus é mais glorificado em nós quando nós estamos mais  satisfeitos Nele.  E assim teremos a Alegria que não se esgota, que não termina. Por isso devemos desejar Deus em todo o tempo da nossa vida, sem condições, sem nenhum reparo, mudando de amor condicional para amor incondicional, então Deus converterá em nós a Alegria condicional para a Alegria Incondicional.

QUE A ALEGRIA DO SENHOR SEJA A VOSSA FORÇA (NEEMIAS 8:10)

 

Amigos estamos as vesperas do nosso evento em Cachoeira Paulista na sede da Canção NOva, com Profissionais de Saúde do Brasil todo. Todos para passarmos um final de semana em oração. Convidados, Momentos de Louvor e Adoração, Momentos de Reflexão e Partilha. Venha Celebrar conosco o inicio deste tempo Kairos de Glória.

inscrições: eventosposto@cancaonova.com

 

Você é o nosso convidado. nasserperfilmedco

UNIDOS NUM SÓ CORAÇÃO

NÃO DEIXE DE FAZER SUA INSCRIÇÃO PELO EMAIL: EVENTOSPOSTO@CANCAONOVA.COM

Quando nos falam de renunciarmos a nós mesmos, de aniquilar-nos; quando nos dizem ser esse o fundo da moral cristã, consistir nisso a adoração em espírito e verdade, tal palavra nos parece dura e até injusta: não queremos ouvi-la e repelimos quem no-lo prega da parte de Deus.

Convençamo-nos, uma vez por todas, de que esse preceito nada de injusto encerra e na prática é mais suave do que pensamos. Em seguida, humilhemo-nos se nos faltar coragem para pô-lo em prática, ao invés de condená-lo condenemos a nós mesmos.

Que nos pede o Senhor, ordenando que nos aniquilemos? Pede fazermos justiça a nós mesmos, colocarmo-nos em nosso lugar e reconhecermo-nos tais quais somos.

Quando mesmo tivessemos nascido e vivido sempre na inocência, quando jamais houvéssemos perdido a graça original, outra coisa não seríamos, por nós mesmos, senão nada; não poderíamos consider-nos de outro modo sem nos desconhecermos e injustos seríamos pretendendo que diversamente Deus ou os homens nos tratassem.

Que se pode dever ao que nada é? Que pode exigir o que nada é? Se a sua própria existência é uma graça, também e com razão maior é tudo quanto tem. Há, portanto, injustiça formal da nossa parte em recusarmos ser tratados e tratar-nos a nós mesmos como verdadeiros nadas.

Diz-se nada custar e ser justa essa confissão em relação a Deus; mas que assim não é a respeito dos homens, porquanto estes, nada sendo, como nós, não têm título algum para obrigar-nos a tal confissão e ás suas conseqüências. A confissão nada custa em relação a Deus, se nos limitamos a fazê-la de boca; porém, quando faz-se mister procedermos de acordo com ela, deixarmos que Ele se arrogue e exerça sobre nós todos os direitos que Lhe pertencem, consentirmos em que disponha ao Seu talante de nosso coração, de todo o nosso coração, de todo o nosso ser, custa-nos infinitamente e com grande dificuldade não chamamos ser injustiça.

Ele, todavia, poupa a nossa fraqueza, não usa dos Seus direitos com todo o rigor, jamais nos expõe a certas provas aniquiladoras, sem ter obtido o nosso consentimento.

Quanto aos homens, concordo não terem por si mesmos domínio algum sobre nós e que injusto é da sua parte qualquer dsprezo, humilhação ou ultraje. Mas nem por isso temos direito de nos queixarmos dessa injustiça, porque no fundo não é injustiça a nós, que nada somos, a quem nada é devido, mas para com Deus, cujo mandamento violam desprezando-nos, humilhando-nos, ultrajando-nos.

É, pois, o Senhor quem deve ressentir-Se da injúria que Lhe fazem maltratando-nos e não nós, que em tudo quanto nos acontece não devemos ser sensíveis senão á injúria feita a Deus. Meu próximo despreza-me; não tem razão, porque não é mais do que eu e Deus lho proíbe. Mas não terá ele razão porque eu sou verdadeiramente digno de estima, porque em mim nada há merecedor de desprezo? Não, porque se ele arrebata meus bens, mancha a minha reputação, atenta contra a minha vida, é certamente culpado e muito culpado para com Deus; mas será também para comigo? Estarei autorizado a querer-lhe mal, a vingar-me?

Não: porque tudo quanto possuo, tudo quanto sou, não pertence propriamente a mim; que só tenho de meu o nada e a quem nada se pode tirar. Se assim encararássemos, sempre do lado de Deus e jamais do nosso, tudo que nos acontece, não seríamos tão melindrosos, tão sensíveis, tão sujeitos a nos queixarmos e irritarmos.

Toda a desordem vem sempre de supormos que somos alguma coisa, de nos arrogarmos direitos que nos falecem, de em tudo começarmos sempre por nos considerarmos diretamente e não prestarmos atenção aos direitos e aos interesses de Deus, os únicos lesados no que nos concerne.


Confesso que isso é de prática muito difícil e para consegui-lo faz-se mister renunciarmos, absoluta e completamente, a nós mesmos. Mas, em suma, é justo e a razão coisa alguma pode opôr.

Deus, portanto, nada exige de nós que não seja razoável, quando a Seu respeito e a respeito do próximo quer que nos portemos como nada sendo, nada tendo, nada pretendendo. Isto como já se disse, seria justo, quando mesmo tivéssemos conservado a nossa primeira inocência. Mas, se nascemos culpados, se estamos  inteiramente cobertos de pecados pessoais, se contraímos infinitas dívidas para com a justiça divina, se merecemos não sei quantas vezes a condenação eterna, não é para nós castigo demasiado brando só sermos tratados como nadas?

E não deve o pecador colocar-se infinitamente abaixo do que nada é? Se qual for a provação imposta a ele por Deus, sejam quais forem os maus tratos suportados do próximo, terá direito de se queixar? Poderá acusar de rigor excessivo a Deus ou de injustiça os homens? Não deve, antes, considerar-se muito feliz em resgatar, com alguma pena temporal, tormentos eternos?

Se a religião não é uma ilusão, se é verdade o que a fé nos ensina acerca do pecado e dos suplícios que lhe estão reservados, como pode entrar no espírito de um pecador – a quem Deus se dispõe a perdoar – que não merece tudo quanto se possa suportar de males neste mundo, embora dure sua vida milhões de séculos?

Sim, é injustiça soberana, é monstruosa ingratidão de quem ofendeu a Deus (e quem de nós não O ofendeu?) não aceitar de boamente, em reconhecimento, por amor, por dedicação aos interesses de Deus, tudo quanto de sofrimentos, se essas humilhações aprouver á divina bondade enviar-lhe.

E que será se tais sofrimentos, se essas humilhações passageiras são, não só a compensação do inferno, mas o preço de uma felicidade eterna, o preço da posse eterna de Deus; se no céu seremos glorificados na proporção do nosso aniquilamento aqui na terra?

Teremos ainda horror a nos aniquilarmos?

Pensaremos que é nos fazer mal, quando, por sermos pecadores e para emergirmos do nada, exige-se a renúncia completa do nosso eu, com a promessa de uma recompensa que sempre durará?

Acrescento que semelhante forma de aniquilamento, contra a qual a natureza tanto se insurge e clama, ao invés de tão penosa como imaginamos, é até suave, porque antes de tudo Jesus Cristo a declarou tal: Tomai sobre vós o meu jugo, disse Ele; é doce e leve.Por mais pesado que seja esse jugo, Deus o suaviza para os que o tomam de boa vontade e consentem em carregá-lo por Seu amor. O amor não nos impede de sofrer, mas faz como que amemos o sofrimento e torna-o preferível e atodos os prazeres.

A recompensa presente do aniquilamento é a paz do coração, a calma das paixões, a cessação de todas as agitações do espírito, das murmurações, das revoltas interiores.


Vejamos, em pormenores, a prova disto. Qual é o maior mal do sofrimento? Não é a própria dor, é a revolta, a sublevação interior que a acompanha. A alma aniquilada sofreria todos os males imagináveis sem perder o repouso conexo ao seu estado: é fato de experiência. Custa-nos conseguir o nosso aniquilamento, temos que fazer grandes esforços sobre nós mesmos: mas também gozamos da paz na proporção das vitórias alcançadas.

O hábito de renunciarmos a nós mesmos, de não atendermos ao nosso eu, torna-se cada dia mais fácil; admiramo-nos de que não nos faça mais sofrer, no fim de certo tempo, aquilo que nos parecia intolerável, assustava a imaginação, sublevava as paixões e punha a natureza em estado violento.

Nos desprezos, nas calúnias, humilhações, o que no-las torna tão duras de suportar é o nosso orgulho; é o nosso desejo de ser estimados, considerados, tratados com certas atenções; é o pavor que temos das zombarias e do desprezo do próximo. Eis o que nos agita e enche de indignação, o que nos torna a vida amarga e insuportável.

Trabalhemos com afinco para aniquilar-nos; não demos alimento nenhum ao orgulho, deixemos caírem todos os artifícios de estima e amor próprio, aceitemos interiormente as pequenas mortificações que se apresentarem.

Pouco a pouco chegaremos a não mais nos inquietarmos com o que se pensa e diz de nós, nem com o modo pelo qual nos tratam. Um morto nada sente; para ele não há honra nem reputação; os louvores e as injúrias lhe são indiferentes.

A maior parte dos sofrimentos e desgostos por que passamos no serviço de Deus provém de não estarmos bastante aniquilados em Sua presença, de conservarmos certa vida própria no meio dos nossos exercícios, de imiscuir-se um secreto orgulho em nossa devoção. E por isso não somos indiferentes ás consolações e á sua falta; sofremos quanto Deus parece afastar-Se de nós; esgotamo-nos em desejos e esforços tendentes a fazê-Lo voltar; ficamos abatidos e desolados, se o afastamento perdura muito.

Por isso também temos falsos alarmes a respeito do nosso estado. Afigura-se-nos estarmos mal com Deus, porque Ele nos priva de algumas doçuras sensíveis. Julgamos más as nossas comunhões, porque as fazemos sem gosto, a mesma coisa acontecendo quanto ás nossas leituras, orações e outras práticas.

Sirvamos a Deus com espírito de aniquilamento; sirvamo-Lo por Ele e não em atenção a nós; sacrifiquemos os nossos interesses á Sua glória e ao Seu bel-prazer; então, estaremos sempre contentes com o Seu modo de tratar-nos, persuadidos de que nada merecemos e de ser imensa a bondade de Sua parte, não digo aceitando, porém suportando os nossos serviços.

Nas grandes tentações contra a pureza, a fé, a esperança, o que há de mais penoso para nós não é precisamente o temor de ofender a Deus, senão o medo de perder-nos, ofendendo-O. É o nosso interesse que nos ocupa muito mais do que a Sua glória.

Eis a razão de ter um confessor tanta dificuldade em tranquilizar-nos e reduzir-nos á obediência. Cremos que ele nos engana, transvia e perde, porque nos obriga a deixar de lado as nossas vãs apreensões. Aniquilemos o nosso conceito; não julguemos por nós mesmos… Encontraremos a paz e paz perfeita, no esquecimento total de nós mesmos. Nada há no céu, na terra, nem do inferno, capaz de perturbar a alma verdadeiramente aniquilada.

(Excertos do livro: Manual das Almas Interiores, do Pe. Grou)

SEMEANDO DONS COLHENDO VOCAÇÕES -NOVO LIVRO DR NASSER

LEIA O PRIMEIRO CAPÍTULO …

Capítulo I: Ser ou não ser?

Desde cedo ouvia as pessoas dizerem: “Pois é, filho, aprenda um ofício que possa lhe ser útil em tempos difíceis”. Ou ainda: “Estude para ser alguém”. Mas algo me intrigava: “O que é ‘ser alguém’? Será que nasci sem identidade?”. Tolos questionamentos que são comuns nos dias de hoje. As pessoas interrogam, mas não discutem; impõem idéias feitas e rejeitam o diálogo.
O diálogo é per se a característica do Homo sapiens. Dialogar significa abrir-se às idéias e explorá-las como um grande desbravador. É aprofundar-se naquilo que o outro me oferece; adicionar experiências de crescimento; avaliar posições e situações; e poder concordar ou discordar, com argumentos concisos, de alguma opinião.
O diálogo aproxima as pessoas. Isso pode ser confirmado quando , a partir de uma simples conversa, tornamo-nos grande amigo e admirador de pessoas que rejeitávamos. A Bíblia, o Próprio Verbo Divino, preparado para o homem no Antigo Testamento e revelado na Encarnação de Jesus Cristo, mostra-nos o carinho todo especial de um Deus que sempre se comunicou conosco para que pudéssemos saber quem somos. Por meio deste diálogo, melhoramos a cada dia como seres humanos. Quem tem um bom relacionamento com Deus, relaciona-se bem com as pessoas.
Desse modo, o primeiro passo para buscar um Dom e saber qual rumo seguir é ter intimidade com Deus. Saber falar e saber ouvir Dele. Em seguida, identificar o meio em que nos encontramos e as máscaras que usamos para enfrentar o mundo, com o objetivo claro de nos defender.
Quando olhamos para nós mesmo e aprofundamos este olhar, a fim de sermos verdadeiros em tudo, vamos nos descobrindo e, assim, conhecendo nossas fraquezas. Por isso, basta pedir sempre a graça, como ensina São Paulo em 2Cor 12-10: “Quando sou fraco é que sou forte, pois Ele vem em socorro das minhas fraquezas”. Sem as máscaras, somos verdadeiramente nós. Já não precisamos mais defender o que desconhecemos.
É muito bom, neste tempo, ter um diretor espiritual, um amigo que conheça bem as coisas do mundo e as de Deus para nos aprofundar no caminho. Um bom diretor estabelece um diálogo pausado, meditado, muitas vezes faz uso do silêncio, saindo um pouco do cenário conturbado que muitas vezes nos encontramos para avaliar os fatos. Um bom diretor conduz com muita sabedoria, guia, direciona, sem travar a autonomia do outro, somente interferindo quando há risco do “dirigido” sair dos trilhos.

Conhecer para Ser

Vamos explorar, neste item, o autoconhecimento. Ao conhecemo-nos, ganhamos uma verdadeira dimensão de para onde ir e qual direção seguir. Dessa forma, descobrimos qual é o nosso verdadeiro lugar neste mundo.
Estudos de diversas áreas das ciências podem nos ajudar nesta auto-avaliação. No autoconhecimento, o indivíduo penetra em seu ser e separa tudo o que é “ser” do “não ser”. A efetivação desta distinção deixa claro os limites entre dois elementos que não se misturam, como, porexemplo, a água e o óleo.
Neste momento, enfatiza-se a importância de seguir para o deserto e fugir de toda agitação e apelos do mundo para caminhar em direção ao seu “eu”. Os grandes profetas, e o próprio Jesus, nos ensinavam a buscar o deserto. São Paulo viveu oito anos de deserto em sua cidade antes de ir para Antioquia e iniciar seu apostolado.
Durante esta caminhada nos depararemos com tudo o que está estragado, deformado, corrompido em nós; desejos e desequilíbrios. Tais situações nos impedem de prosseguir, pois desencadeiam certos vícios, que sempre foram alimentados por nossas paixões, algocomo uma compulsão alimentar, que pode levá-lo ao desespero. a partir do momento que você oferece, durante o caminho, um jejum bem consciente. O jejum é uma arma poderosa para ser usada nesta caminhada.
Inúmeras outras formas de emoções e paixões associadas a vontades fracas nos mostram onde estávamos presos e acorrentados. É a descoberta de tudo aquilo que nos impede de prosseguir, de sermos nós mesmos, de sermos autênticos.
Que aqui seja bem pontuado: o homem precisa ser livre! Para ser livre, é preciso apresentar-se sem máscaras para si mesmo e diante de Deus, pois é assim que Ele nos vê. Deus sabe quem somos.
Portanto, para saber quem somos, precisamos nos ver como Deus vê. Santa Terezinha do Menino Jesus, ensina-nos uma grande lição com uma perfeita e pequena frase: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim”.
Este esclarecimento nos levará concretamente, a enfrentar o deserto e encarar nossas fraquezas, viscitudes, mazelas, compulsões, desejos estragados, mentiras, erros, culpa, auto-acusações, sentimentos de inferioridades, arrogâncias, prepotências, feridas, dores, maldades, mágoas, ressentimentos, remorsos, traumas, falta de convicção para terminar relacionamentos estragados, medos, pânicos, fobias, iniqüidades, impiedades, vergonhas, vaidades, apegos, egoísmo, soberba, cobiça, carência, sensualidade, promiscuidades, contaminações por elementos ilícitos ou coisas espirituais, concupiscências, amarguras, corrupção, crimes e distanciamento das coisas de Deus por vergonha dos meus erros. Entregaremos tudo isso nas mãos de um Deus vivo que cuida de nós e nos lava, purifica ediz para não desistirmos em momento algum, que devemos continuar a caminhar sem olhar para trás, pois Ele nos despe de toda podridão que nos sepultava. Ele nos chama pelo nome.
É claro que tudo o que está sendo arrancado de nós estava muito aderido, intimamente ligado a muitas partes do nosso corpo, do nosso psíquico e da nossa alma, e dói muito retirar a casca do machucado. Mas ,após a dor, vem o bálsamo, o nardo do Oriente. Assim como quando Maria lavou Jesus por inteiro, agora somos lavados e purificados, os pesos ficam para trás e as correntes caem, até o momento da última casca cair. Desfalecendo no cansaço e na dor, colocamo-nos diante da nossa cruz, tomamos-a e seguimos em frente. Já não há mais nada que nos retenha, pois o nosso melhor está de volta!
Agora sim podemos lançar um olhar com olhos curados para o nosso interior. Vamos reconhecer e assumir as nossas qualidades, habilidades, dons que foram plantados desde cedo na nossa vida.

O Meio

Sem um caminho de autoconhecimento, o indivíduo, muitas vezes, se espelha em casa. É natural que as pessoas, de maneira geral, optem pela escolha profissional dos pais, e, caso não obtenham sucesso, mudem o rumo. Mas, uma vez se conhecendo e observando com maturidade seus dons e potencialidade, a vocação para a qual é natural seguir já não é decidida pelo lógico, pela razão, mas pelo coração. É um desejo em forma de inspiração: inspiramos algo que nos lança em direção ao nosso futuro. Tudo isso pode parecer poético, mas é um sentimento verdadeiro e não ilusório. É uma pré-concepção de quem sabe o que realmente quer e vislumbra um futuro em Deus, que é o caminho dos vitoriosos. O avesso seria a busca da fama, da glória dos homens e fazer de uma identidade psíquica a sua fonte inspiradora. É o que percebemos, de forma corriqueira, no mundo de hoje.
Muitas pessoas se consideram tão importantes que saem perguntando: “Você sabe com quem está falando?”. A resposta para tal indagação deveria ser: “Quem você ‘pensa’ que é?”. Assim, remeteríamos o argüidor ao contexto do que estamos dissertando, ou seja, “ser ou não ser”. Evidentemente, isso lhe seria absorvido como um agente químico corrosivo, ou, como se diz popularmente, “desceria goela abaixo”. É isso mesmo. Apesar de na hora haver um certo embate, quando os ânimos estiverem menos exaltados, certamente o interrogador gastará muito tempo em conflito, refletindo sobre: “Quem eu penso que sou?”, “Quem eu sou?”.
Aqui, vale a pena expressar algumas palavras para as famílias. Às vezes, a falta de busca do autoconhecimento pode ser fruto da falta de exemplo em casa, falta de referencial de equilíbrio, indispensável para a convivência sadia de uma família, que dialoga, que guarda valores e princípios.
Quando ocorre uma indisposição para o autoconhecimento, possivelmente os valores – honestidade, ética, perdão, reconciliação, caridade, verdade, desprendimento, ousadia sadia, compaixão, fraternidade, amor, bondade, solidariedade, auxílio aos necessitados, partilha, temperança, equilíbrio e fortaleza – se perderam dentro de casa, pois as famílias foram sendo desagregadas. Em outros tempos, a hora das refeições era o melhor momento para reunir a família. Apesar deste momento ser restrito ao jantar, realizava-se um jantar de profunda comunhão. Todos tinham seus lugares na mesa. Os pais primeiramente ouviam os filhos e somente após a apresentação das angústias e conquistas deles pronunciavam suas palavras de sabedoria. Era o momento em que se partilhava valores e a profusão de sonhos se realizava antes mesmo de se tornarem reais.
O grande mal, que é plantado no coração das crianças e as torna vítimas de falsos heróis, de mensagens erosivas dos meios de comunicação, sem um acompanhamento dos pais, forma tantas carapaças nos jovens, que cada vez mais seu verdadeiro ser é escondido, o que os torna o que os outros dizem que elessão. Então, ou estão do lado da timidez e só vêem o negativo de si, ou a ignoram suas fraquezas e lideram seus colegas,, exigindo confetes e aplausos de todos. Todos esses jovens precisam de formação, precisam ansiar, buscar o seu melhor, romper com suas inseguranças e medos, e não se conformarem com o que está a sua volta. A família deve ser a primeira a levantar esta bandeira de resgate ao menor sinal de problemas de relacionamento dos filhos. Atualmente, os pais e mães se desdobram tanto para oferecer aos filhos os bens materiais que não tiveram e trabalham tão intensamente que mal têm tempo para dar atenção aos filhos, para ouvi-los, para compartilhar suas dúvidas, seus medos, suas incoerências. Comprovou-se que a falta de atenção provoca nas crianças timidez excessiva, medo, insegurança e irritabilidade. Para suprimir essas carências, os jovens viciam-se precocemente em programas televisivos, videogames, computadores e tudo o mais que possa “preencher vazios”.
Pais atentos acompanham os filhos, ensinam-os a fazer escolhas, a buscar algo mais do que o superficial, e, se possuem uma convivência sadia com eles , notam a carência estampada em seu rosto, aproximam-se e mostram como é preciso perder para aprender a ganhar. Ao final da conversa, , por meio de um sorriso e um olhar, dizem “Eu te amo meu filho… Eu sei quem você é e vou ajudar você a se conhecer”. Pais que amam sabem que duas coisas são fundamentais para os seus filhos: fé e estudo. O resto nasce das boas sementes.

Não podemos nos esquecer que o homem é, por natureza, um ser inquieto. Para se formar, busca seu melhor, a fim de se aperfeiçoar cada vez mais. As crianças, quando são “deixadas” e se tornam solitárias, certamente recolhem a sua capacidade inspiradora e deixam de saborear os sonhos, a criatividade, as fábulas, que perdem o encanto. Muitas vezes, agem como adultos tristes que não vêem o mundo com uma pureza de crianças que são.
A geração atual já deu seu grito de alerta. Cabe aos educadores instigar o repensar, o “reexistir”, o readquirir da dúvida, para que se reaprenda a dizer “Eu não sei, mas posso apreender se você me ensinar”.
O grande perigo do mundo, hoje em dia, é o excesso de informações, que gera, uma cultura de superficialismo, ou seja, os jovens não se não buscam o amadurecimento afetivo e o autoconhecimento. Assim, tornam-se uma geração de jovens que não sabem se dominar, não sabem contemplar um movimento da natureza, não exercitam mais a arte do deduzir, do surpreender com algo bom, novo e belo.
O excesso de informações, mas sem um conhecimento verdadeiro e um senso de valores, gerou um mundo de depressão, angústia,solidão, que denomina as coisas erradas de modernidade, criandoum imenso vazio que caminha para a morte. Mas como não se angustiar diante de tantas notícias ruins com as quais nos deparamos dia após dia?
Assim como o artista precisa de inspiração para criar, a criança e o jovem precisa do ar nos pulmões, do sopro vindo do Criador para fazer as coisas serem mais belas e não expirar para a morte, para o desmatamento de toda a mata virgem perfeitamente harmonizada que existe dentro de cada um de nós. Diga-me o que ouves, o que vês, o que falas, o que sonhas, o que crias e eu te direi quem és tu!
É preciso resgatar em nossas crianças o caminho para alcançar a verdadeira vocação, o instrumento colocado por Deus em nosso coração que nos levará à realização do nosso objetivo aqui, na passagem por este mundo. Antes de tudo, porém, precisamos entender que o objetivo principal da nossa vida é servir a Deus. Assim, nossa vocação é servi-lo, seja qual for o estado civil que Ele nos quer, ou a profissão que exerceremos. Enfim, que tudo seja realizado com o objetivo de edificar, a cada minuto, o meu próximo, caminhando sempre dentro da ética e da capacitação que nos seja exigida.
Escolas diferenciadas estimulam seus alunos em todas as áreas do conhecimento e da criatividade para que eles se identifiquem com o seu Dom. Falarei mais adiante sobre isso com mais profundidade.
Por outro lado, a maioria das instituições educacionais estimulam apenas o retorno financeiro das profissões, as leis de mercado, a informação rápida. O resultado disso é um contínuo estado de estresse: a pessoa “estará por fora” se não tiver seu celular tocando a cada cinco minutos, se sua caixa de correio eletrônico não estiver descarregando mensagens minuto a minuto, se não estiver em sintonia com todas as notícias via Internet.
Nunca se tratou tanto de doenças afetivas, medo, pânico, depressão, ansiedade, descontrole episódico, dores de cabeça, vertigem, fibromialgia, doenças intestinais de fundo psíquico e histeria como nos últimos anos. As indústrias farmacêuticas nunca lucraram tanto com medicamentos psicotrópicos.

Pelo meu grito de alerta tocarei seu coração. Feche bem os seus olhos, feche bem os seus pensamentos, abra somente o seu coração, pois falarei com a força do vento que arrancará você do chão, e as minhas palavras farão muito sentido, pois serão acolhidas no seu interior, sem os vícios do mundo moderno.
“A Felicidade está na entrega do seu talento ao serviço de todo aquele que dele necessitar”.