São-Jerônimo

     A Igreja celebra hoje, 30 de setembro, um dos santos mais importantes para a propagação do Evangelho e das Sagradas Escrituras: São Jerônimo. Presbítero e doutor da Igreja, foi ele o responsável pela tradução da Bíblia para o latim, língua oficial da Igreja, o que permitiu que mais pessoas tivessem acesso aos textos da Palavra de Deus! A edição ficou conhecida como Vulgata.

     A Igreja o escolheu padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, 30 de setembro.

“Carne da minha carne e osso dos meus ossos”

     “Graças a Deus, não posso negar: a Bíblia faz parte de minha vida. Ela se tornou carne da minha carne e osso dos meus ossos. Eu comi, mastiguei, digeri, ruminei, assimilei a Palavra de Deus como um alimento. Hoje ela é como sangue que corre em minhas veias”. Essas são palavras de um homem apaixonado pela Bíblia: Monsenhor Jonas Abib!

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     Monsenhor Jonas nos conta que muitas vezes as pessoas, ao mandar cartas ou bilhetes com pedidos de oração, acabava escrevendo “ao Pe. Jonas da Bíblia”, confundindo o sobrenome real do padre, Abib. Ele relata: “Foi a Palavra que fez em mim o que sou hoje. É a Palavra que me dá hoje a possibilidade de fazer o que eu faço. E tenho a certeza: ela tem muito ainda a fazer em mim. O que eu peço para mim, peço também para você. (…) Deixe que ela faça!”.

     A Palavra de Deus sempre esteve na história da Comunidade Canção Nova e de nosso fundador, Monsenhor Jonas Abib. Foi em um ‘encontro’ com a Sagrada Escritura, mais precisamente no capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, que o padre teve o primeiro encontro pessoal com Jesus Cristo. De fato, a Bíblia não é apenas uma coleção de livros, mas o próprio Deus que se revela e nos orienta na direção de uma vida íntima e ofertada a Ele, através da busca da santidade.

Sem título

     A Palavra é nosso alimento sólido para a construção do homem novo. É nosso encontro diário com a voz de Deus para nossas vidas. Não à toa que o Estudo da Palavra faz parte das práticas de piedade da Comunidade Canção Nova. Nossa vida de intimidade com Deus é perpassada pela luz do Evangelho, nossa primeira regra de vida. Todos os dias temos esse encontro com o Verbo, seja na Santa Missa, pela liturgia da Palavra, seja na leitura orante da Bíblia, baseada no método que o próprio Monsenhor Jonas nos ensina: A Bíblia no meu dia a dia (para saber mais clique aqui).

     Peçamos o auxílio de São Jerônimo para que em nossos corações pulse um amor apaixonado pela Palavra de Deus!

“Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia. São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos os adeptos das seitas evangélicas para que eles compreendam as Escrituras, e se dêem conta de que contradizem a religião Católica e a própria Bíblia, porque eles se baseiam em princípios pagãos e superticiosos. São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras.

São Jerônimo, rogai por nós. Amém.”

É estado de graça poder se deparar com as próprias angustias. A gente encontra graça quando fica angustiado, tenso ou triste porque existe uma graça própria para este momento, mas também o contrário, existe uma desgraça que nós podemos viver se tentarmos fugir das nossas questões.

O Senhor, Ele traz (permite) a nossa vida algumas angustias, algumas tristezas para nós nos depararmos com as nossas limitações e com isso dependermos mais d’Ele. Mas podemos cultivar e construir dentro de nós um certo sofrimento, certas tristezas, angustias,  certos movimentos de intolerância a nós mesmos, exatamente para cultivar em nós um gosto de estar mau, não porque é legal mas pelo o efeito que o mal pode trazer, porque até as coisas más tem algum beneficio.

Hoje a gente consegue identificar que tem gente que gosta de ficar depressivo, porque os outros vão lhe olhar, vão lhe tratar melhor, vão cuidar de você, vão dar o carinho que você não teve. Outros vão gostar de ficar doente porque vão receber uma atenção maior e melhor. É o cumulo do absurdo, mas existe, pois tem gente que cria doença para ser olhado, amado, para ter um tratamento diferenciado.

Nós temos esta estranha mania de criar coisas ou de ignorar aquilo que Deus dá. Porque tudo o que passa pelo coração e que vem de Deus traz bom fruto, tudo, tristeza, angustia, agitações traz bom fruto, só que fruto não é da noite para o dia, nem é no mesmo dia. Você vai guardar essa angústia, porque você precisa centrar as coisas. As nossas fugas é da angustia, a gente quer correr de ter que pensar a vida, de ter que amadurecer as coisas, de ter que organizar o nosso interior.

A graça está em você deixar gerar dentro de você o barulho, para deixar colher de Deus o fruto. Colher respostas fáceis não amadurece a sua fé. Resposta fácil não amadurece o coração, alivia a cabeça mas não amadurece coração. O que amadurece o seu coração é o caminho que você constrói  com a sua angústia para descobrir lá dentro o que Deus quer responder. O interessante que a resposta de Deus é silenciosa! Quando a gente descobre no silencio esta resposta de Deus o coração se enche de alegria, não é a cabeça. Quando a gente busca resposta em pessoas a cabeça alivia, mas não tira a angustia do coração, a gente só acumula  e guarda para a próxima crise que virá.

Padre Aluísio

Comunidade Canção Nova

Na manhã desta quinta-feira,16, em visita ao discipulado, Pe Mário Bonatti, com sua grande alegria estampada no rosto e com suas palavras profundas e cheias de vida, presenteou os discípulos da Casa de Maria.

Pe. Mário Bonatti ressaltou a devoção a Jesus abandonado. E nos disse: “Quem não sofre, não cresce. Quem abraça o caminho de Jesus, abraça as alegrias e as dores. Jesus era humano e abraçou as dores também. Aguente!”

Quando nos colocamos em oração diante de Deus que tudo pode, realmente não se fica o mesmo. Assim vivi na Casa de Maria durante o meu Discipulado, lugar onde são gerados homens e mulheres novos.

Também eu fui plasmado no ventre Daquela que plasmou o próprio Deus. Vivendo em estado de oração me deixei ser mudado na minha natureza, que por anos foi manchada pelo pecado. Agora no lugar das feridas, marcas que me remetem o desejo do céu, de querer realizar o sonho de Deus pra mim.

Cheguei à Casa de Maria desejoso de experimentar a graça que ouvi dizer que muitos viveram; de provar a força que existe naquela casa por conta do carisma Canção Nova. Força essa que tem a capacidade de transformar, assim fui ensinado a viver a oração. A buscar a cura, a maturidade, a libertação e uma vida de intimidade com Deus pela oração. Dessa maneira fui deixando transformar as minhas vontades nas de Deus e não transformar as de Deus nas minhas.

Foi necessário, e digo até que era a vontade do Senhor, que ao término do meu ano na Casa de Maria eu saísse mudado e por isso apliquei-me na oração alicerçada pela Palavra de Deus, onde pude ser lapidado, como se estivessem arrancando pedaços de mim, tirando pesos. Aos poucos fui deixando para trás o que era velho e vivendo a metamorfose do amor, para em Deus me tornar uma pessoa melhor.

Dessa maneira fui sendo mudado, provado e alcançado sempre pelo Senhor que me diz: “se o meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar a minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra”. II Cr 7, 14.

Fui visitado várias vezes, esvaziado por tantas outras e cheio por todo tempo, pelo Espírito Santo que emana daquele lugar, e sendo assim, como nas visitas sempre se deixa e leva algo nem que seja uma palavra, um gesto, um olhar, um sorriso ou simplesmente a certeza de ser amado, deixo e trago dentro de mim a felicidade de poder ter passado nesse lugar que é o Santuário do Carisma Canção Nova, por ter sido mudado também pela oração de intercessão dos irmãos e dos responsáveis por mim naquele tempo.

Agora me resta continuar a orar para que as mudanças em mim não parem e que a experiência daquele jovem que chegou desejoso a Casa de Maria não se perca com o passar dos anos, mas se renove com o prolongar da mesma.

Desta forma agradeço ao Deus que é infinito de misericórdia e rico em compaixão por apostar e esperar, que essa obra inacabada possa um dia o contemplar face a face.

Obrigado Senhor porque cumpres as tuas promessas.

Francisco Fábio Nunes
Comunidade Canção Nova [Juniorato]

Estar na Casa de Maria é voltar ao colo da Mãe

Tive a graça de morar na Casa de Maria em 2009, em meu segundo ano de formação inicial da Canção Nova, o Discipulado.

Começo aqui com minha primeira experiência na casa de Maria: Assim que cheguei aquela casa para iniciar o meu discipulado, no primeiro momento que pisei aquele solo, Deus já foi me surpreendendo.

Cheguei num domingo à tarde e fui subindo a escada em direção a Capela. Enquanto subia, sentia a presença do nosso Fundador Monsenhor Jonas Abib caminhando comigo em cada degrau. Falava-me: “Aqui você será feliz, aqui é a casa de Maria, portanto, a sua casa. Foi a Virgem Maria quem lhe trouxe para cá, estou feliz porque ela lhe trouxe para viver esse tempo. Aqui você será formada”.

Fiquei muito tocada com aquele sentimento e não entendia o porquê, visto que o fundador já não morava mais ali. Guardei no coração.

Depois de algum tempo, em uma das formações comunitárias, nossa mestra da época (Maria Cristina) partilhou que um dos padres da nossa comunidade que estava visitando a Casa de Maria constatou que é possível perceber naquela casa, muito fortemente, a presença do fundador. Naquela hora entendi a mística que existe na Casa de Maria. É o lugar do encontro. Encontro com Deus, encontro com a Virgem Maria, encontro com os irmãos e com o Carisma.

Morando naquela casa, ouvi muitas vezes dos meus irmãos de turma, as experiências que faziam com a Virgem Maria e eu sempre desejei também viver estas experiências. Num certo dia, enquanto o Padre Roger Luís celebrava a Santa Missa muitos de nós, senão todos, sentimos e percebemos durante a Missa a presença da Virgem Maria em nosso meio. Um após o outro foi confirmando esta presença com sentimentos, imagens, etc. Foi um momento muito forte que depois gerou grandes partilhas. Saímos todos muito tocados daquela missa, pois a Virgem Maria não somente nos visitou, mas permaneceu conosco.

Aprendi e toquei na realidade que a Casa de Maria é também a Casa da Acolhida e do Serviço. Somos servos da Casa de Maria.

Hoje morando em outra frente de Missão da Canção Nova, atualmente em São José do Rio Preto, retomo sempre: Sou serva da Casa de Maria. Em qualquer missão que eu me encontre, sou serva da Casa de Maria. Toda a Canção Nova é também a Casa de Maria.

Lembro-me que no período em que lá morei, aprendi com a Virgem Maria o caminho da capela, aprendi a não perder tempo para rezar. Foi ela quem me ensinou a viver o silêncio e a oração.

A Casa de Maria também é para mim o lugar do meu repouso e da retomada. Maria sempre me atrai à sua casa. Todos os anos, aproveito meu período de descanso para me refazer no colo da Mãe, para rezar, para encontrar-me com Deus e com os irmãos. Cada vez que eu vou é uma surpresa, uma experiência nova. Deus é criativo e Maria também é criativa. Lá me sinto à vontade, me sinto filha.

Quando lá eu chego, parece que nunca saí. Envolvo-me na dinâmica da casa, convivo com os meus irmãos. É muito bom estar na casa de Maria. Maria sempre atrai os seus filhos à sua casa, porque a casa da mãe é o lugar dos filhos.

Arlane Moreira
Canção Nova – São José do Rio Preto/SP

Veja também:

.: “Muitas vezes começar tudo de novo”
Post de Maurício Cataldo, da mesma turma da Arlane Moreira

As colheitas dependem da Palavra de Deus que foi lançada

Entrei madrugada a dentro meditando sobre o quanto um dia somos apenas sementes e a medida que o tempo passa árvores podem surgir.

Transportando–me para a Casa de Maria, o Santuário do carisma Canção Nova, fiquei imaginando cada um que chegou nessa casa de formação: como chegou, quem era… E como diz a Parábola do Semeador em Mateus 13,1-23 queria como que buscar na essência de cada um, que tipo de solo se deixou ser diante da semeadura do Senhor.

Se pudesse percorreria a história de cada pessoa que Deus atraiu para esse lugar para fazer dela um solo preparado, uma terra boa, para dar frutos 100 por um.

Como a Parábola do semeador nos conta e ilustra verdades espirituais, “em que espécie de solo caiu a semente lançada”? Cada pessoa que passa pela Casa de Maria responde dentro da sua realidade e dá resposta as Escrituras dependendo do seu estado de coração.

O Semeador coloca a semente no solo e a colheita depende da combinação do solo com a semente. Em ênfase deve estar a Palavra de Deus para melhor e maior colheita.

Cada conversão é regada com a plenitude do assentamento do Evangelho dentro coração tornando-se de fato regra de vida.

Deus nos quer formando homens novos para um mundo novo: Plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens e mulheres a nós confiados, pois é essa A Semente a ser semeada, a Sagrada Escritura.

Somente plantando a semente nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que Ele espera.

As Escrituras são iscas de Deus para atrair o peixe que Ele quer salvar.

Aprendemos com nosso fundador Monsenhor Jonas Abib e sabemos o quanto é importante ler, estudar, meditar dia a dia as Escrituras Sagradas e assim nessa escola podemos ver quantos frutos desde o início até hoje, dos que passaram pela Casa de Maria!

De fato as sementes brotaram e hoje são grandes árvores! É só olhar e ver.

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Doralice Resende
fb.com/doraliceresende.resende
Missionária da Canção Nova

Veja também:

.: LIVRO: Aprenda a fazer da Bíblia sua companhia do dia a dia

.: Outras formações da Canção Nova

.: Conheça o método para ler a Bíblia segundo monsenhor Jonas Abib

O segredo é ser livre!

“Um lugar de encontro”, assim começo contando minha experiência na Casa de Maria.

No tempo que vivi nesta Casa, tive o encontro da minha vontade com a vontade de Deus. Lugar onde Deus foi confirmando a cada dia, que era essa a Sua Vontade, que eu assumisse minha consagração “Para Sempre Canção Nova”.

Encontro da minha miséria com a misericórdia de Deus. Encontro com o amor incondicional de Deus que me escolheu, separou, e vê muito além das minhas misérias e feridas.

Faço parte da turma que ingressou na Comunidade CN em 1996. Nós vivemos um “noviciado” que descrevo no mínimo como extraordinário.

Deus nos convidava em cada momento a uma verdadeira fraternidade. Nós investimos nos relacionamentos, o que nos custou muito no final daquele ano, porque não queríamos nos separar. Queríamos que nossos responsáveis nos enviassem todos para a mesma missão, para continuarmos morando na mesma cidade, juntos. Foi como se estivéssemos nos separando dos membros da nossa própria família e de fato nos tornamos uma família.

O som deste lugar é um som de profundidade, de encontro.

Este ano que passei na Casa de Maria foi um ano de encontro da minha verdade com Aquele que é a Verdade.

Deus gritava aos nossos ouvidos todos os dias. Nós tivemos a graça que ter o monsenhor Jonas Abib todas as semanas conosco. Naquela época ele viajava o Brasil inteiro pregando sobre os fins dos tempos e quando chegava de missão se repousava na Casa de Maria, em Queluz/SP.

Creio que nenhuma turma de “noviciado” ouviu falar tanto da segunda vinda de Jesus como a nossa. More »

Gratidão a Nossa Senhora por me gerar como missionária

Há 8 anos sou missionária e atualmente moro na frente de missão da Canção Nova dos EUA.

Tive a graça de morar em algumas cidades onde a Comunidade Canção Nova está presente e me fizeram ser mais de Deus. Estar em missão é fazer a experiência que Jesus fez de ir ao encontro com o outro, de tocar e se deixar tocar, de olhar e ser olhado, de amar e ser amado.

Eu tive a graça de morar na missão de Cuiabá/MT por 4 anos e 6 meses. Morei em Teixeira de Freitas/BA apenas 4 meses. Também tive a graça de morar na nossa casa mãe em Cachoeira Paulista/SP por 6 meses e um tempo tão especial na Casa de Maria em Queluz/SP.

Hoje escrevo em especial do tempo em que vivi no Santuário do Carisma Canção Nova, em Queluz. Digo com toda verdade: na Casa de Maria aprendi ser missionária.

Providencialmente eu morei nessa casa por 9 meses. Nove meses é muito significativo, pois é o tempo em que um bebê passa dentro do ventre de sua mãe sendo gerado, formado, alimentado, para depois dali nascer e enfrentar todos os desafios da vida, chamado assim de período gestacional.

A minha vida na Casa de Maria foi exatamente isso, essa gestão. Foram 9 meses onde eu fui gerada no Carisma Canção Nova. A Casa de Maria é esse útero onde eu fui gerada, recebi toda a formação, o alimento para ir para as missões que o Senhor me confia.

Nesse ventre, na Casa de Maria, eu aprendi a rezar, a pregar, a cantar, a ouvir as pessoas. Eu me alimentei da Eucaristia, da Palavra de Deus, da oração. Durante a gestão alguns bebês acabam passando por algum probleminha, comigo não foi diferente. Esse trabalho ainda não acabou, mas dentro do ventre de Maria, eu pude ser envolta pelo Espírito Santo e ali receber todos os cuidados para viver uma profunda cura interior.

O ventre de Maria é envolto do Espírito Santo, que nos dá força. Ele nos fortalece nesse processo de gestão.

Na Casa de Maria eu pude aprender a ouvir a voz do fundador Monsenhor Jonas Abib e estar atenta na vivência daquilo que é do próprio do nosso Carisma. Dentro desse ventre materno eu pude chegar mais perto de Deus, mais perto do céu. Recebi o carinho da Mãe que cuida do seu filho. E por Ela, a mãe da Canção Nova, fui cuidada. Ela foi quem providenciou tudo para mim e continua fazendo isso até hoje.

Aquela mesma mãe que me acolheu em seu ventre na Casa de Maria, que me gerou e me formou, continua me guiando até hoje, me ensinando a dar passos, me formando.

Tudo o que hoje eu sou, como pessoa, como filha de Deus, como missionária eu posso dizer que foi Maria Quem me ensinou. Sinto que foi O Próprio Deus Quem me formou dentro do ventre d’Ela.

E hoje como filha missionária, sempre posso voltar na Casa de Maria, para nesse ventre, para ser cuidada quando preciso, para matar as saudades, para me sentir amada, para me reabastecer e me fortalecer.

Sou grata por Deus ter me dado a oportunidade de poder ser gerada nesse ventre, a casa de Maria!

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Priscilla Rodrigues
fb.com/Priscilla.RodriguesCN | @who_loves_wait
Missionária da Canção Nova atualmente nos Estados Unidos

Veja também:

.: WebRadio Canção Nova nos EUA – www.cnusa.com

.: Outros missionários da Canção Nova nos EUA

Mérito? Não! Puramente, graça de Deus…

O título deste texto é uma expressão que não é estranha para muitas pessoas, mas escolhi-o, porque fala daquilo que eu, Márcia Costa, membro da Comunidade Canção Nova há 22 anos, fiz quando nela vivi, durante quatro anos consecutivos.

Mas, antes de falar desta vivência, foi também na Casa de Maria, onde tive o primeiro atendimento com o meu acompanhador vocacional no ano de 1990, além de outros encontros vocacionais no mesmo ano.

Contudo, nesta pequena partilha, quero ressaltar a minha experiência nesta casa, onde durante quatro anos, trabalhei com os jovens que chegavam à Canção Nova para o seu primeiro ano de formação. Foram momentos fortes de experiência com Deus pelas mãos de Nossa Senhora, através de coisas muito simples, mas também, através de longos momentos de atendimento, onde a graça de Deus ia atuando na história de cada um, curando e libertando.

Deus fez muito na vida de cada um que foi dócil. Não foi mérito, mas foi pura graça de Deus, agindo durante os momentos de adoração, nas longas horas de oração comunitária, nos atendimentos, nos momentos comunitários de trabalhos na cozinha – que eram ótimos – nos momentos de recreação na segunda-feira a tarde. Enfim, na casa da Mãe, Ela age através das coisas simples, mas também em momentos muito fortes de formação, através de quem aplicava, como momentos com o nosso Pai-Fundador monsenhor Jonas Abib, que ao longo dos anos de 1994 a 1997 (foi o tempo em que vive nesta casa) sempre buscava estar conosco após as suas viagens missionárias. Podíamos sempre contar com a presença dele em nossa casa e com ele rezar, partilhar, receber tudo o que Deus queria nos dizer.

Foi nesta casa, que um dia, ao final de uma etapa formativa, ele disse algo que não me esqueço até hoje: Quanto mais difícil é uma vocação, mais vocação ela é! Ele falava isso, mostrando o quanto foi difícil a sua vocação como motivação para os noviços (nomenclatura usada na época) ao final de um ano de caminhada. Mas, como esta frase, muitas outras foram ditas e marcaram muito a nossa história.

Para mim, falar da Casa de Maria é falar de um privilégio de ser a primeira a Márcia Costa - consagrada na Comunidade Canção Novacontemplar a obra de Deus no coração das pessoas que me foram confiadas. Sou muito grata a Deus por me permitir fazer tal experiência.

Mas, na casa da Mãe, todos os filhos são muito bem-vindos e vi também o quanto Deus fez na vida de muitos que estavam para passar o final de semana, os que iam para os retiros, enfim, quem chega não sai de mãos vazias.

Esse é um pouco do que vivi na Casa da Mãe, onde Ela quis se servir de mim, para fazer na vida dos Seus filhos.

Depois destes quatro anos na Casa de Maria, Nossa Senhora me traz para estar novamente mais perto Dela, no Altar do mundo. Mérito? Não! Puramente, graça de Deus.

Bendito seja Deus por conceder-me tal graça.

Márcia Costa
Missionária da Canção Nova em Fátima – Portugal
www.cancaonova.pt

A experiência mais forte que vivi!

“Fazer memória” do tempo em que morei na Casa de Maria em Queluz (SP), é novamente retomar as maravilhas que o Senhor fez na minha vida pelas mãos da Virgem Maria.Adoração a JESUS SacramentadoEm 2008, tempo que vivi o meu discipulado, foi o ano que fiz a “Páscoa” com a minha história. Me recordo de uma experiência forte do amor de Deus que aconteceu quando nós fizemos o diário do perdão diante de Jesus Eucarístico. Passamos 2 dias sendo conduzidos a retomar a nossa história, recordando todas as pessoas que precisávamos dar e receber o perdão. Nestes 2 dias o Senhor foi me conduzindo a perdoar várias pessoas que passaram na minha vida, em especial a minha mãe. More »