A mensagem do Papa Bento XVI ao Dia Mundial para Comunicações Sociais de 2013 foi a Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização. Este tema nos conduz a tomar consciência daquilo que deve ser a pastoral da Igreja nas mídias sociais digitais como um novo espaço no qual devemos estar inseridos para anunciar a Boa-Nova.

O Papa nos fala da importância e da contribuição destes meios: “Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade.” [1]

A Igreja evidencia a importância do uso destes meios bem e equilibradamente. Exorta a vigilância, visto que muitos podem se perder em patologias e vícios neste mundo digital. Uma ferramenta que pode ser utilizada para o nosso bem, mas também pelo seu mau uso pode se tornar um instrumento de destruição. Por isso, ter responsabilidade e o devido equilíbrio na utilização destas ferramentas.

Algo interessante que destaco é o fato do Papa reconhecer este ambiente como parte da realidade do mundo: “O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens.”[Ibidem]

Deste maneira, este ambiente não é um simples mundo virtual, por isso Bento XVI exortou a sermos autênticos no anúncio do Evangelho pela Internet: A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, […] consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho… [Ibidem]

O testemunho de vida deve está intrínseco a tudo que postamos e compartilhamos, portanto exige responsabilidade. Não podemos fazer evangelização neste ambiental digital sem a Graça de Deus, sem o auxílio do Espírito Santo. Se não for desta maneira, será infrutífera e não terá força o nosso anúncio. É importante saber linguagens, técnicas, ser profissionais neste meio, mas a eficácia de nossa ação vem do Alto: “… a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da ação de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos.” [Ibidem]

Por fim, o Santo Padre fala do uso destas mídias digitais para um encontro pessoal e real. Não basta ficar somente nos relacionamentos virtuais, mas devemos convidar as pessoas a um encontro real e pessoal com Cristo: “Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contato inicial feito online – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas.” [Ibidem]

Precisamos sair ao encontro das pessoas. Podemos fazer da internet, das mídias sociais, este canal de convite a Cultura do Encontro, proposta recentemente pelo Papa Francisco. É certo que muitos no meio secular já têm feito uso destes meios para transformar o virtual em real, a exemplo do que aconteceu nas manifestações que reuniram milhares de pessoas por todo o Brasil. Com o auxílio do Espírito Santo podemos também fazer movimentos, para trazer de volta para a Igreja muitas pessoas com o uso das mídias digitais.

Esta mensagem do Papa Bento XVI é rica e deve ser guia para nossa missão de comunicadores do Evangelho pelas redes sociais, instrumentos que nos são confiados por Deus para evangelização deste mundo contemporâneo.

Referência

[1] PAPA BENTO XVI. Mensagem para o 47. Dia Mundial das Comunicações Sociais. 2013. Disponível em<http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20130124_47th-world-communications-day_po.html>

Forte abraço,

Ademir Costa

Na Igreja, as obras de caridade deve testemunhar Jesus Cristo. Em um dos meus textos passados falava que o testemunho de vida pela caridade tem a primazia na ação missionária. Esta atitude de testemunho de vida está sempre acompanhada por ações caritativas.

Porém, as ações caritativas sem a graça de Deus é filantropia, não é evangelização, não é anunciar o nome de Jesus Cristo. Como nos fala o Papa Francisco: Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor.” (Homilia Santa Missa com os Cardeais, 14/03/2013)

Não se podem tirar os méritos de tais gestos de solidariedade feitos por tantas pessoas de boa vontade e instituições seculares pelo mundo, mas tudo isso sem Cristo não é evangelização. Nos gestos de caridades desempenhados nestas ações caritativas executadas nas missões pela Igreja tem como finalidade pelo Espírito Santo dar testemunho da verdade: Jesus Cristo!

A solução é bem simples: Sermos cristãos na evangelização! A palavra “cristão” denomina àqueles que se fazem “novos cristos”, ou seja, seguem e fazem as  obras de Jesus no mundo. Talvez em primeiro momento não seja possível anunciar com palavras o Evangelho, mas que a nossa vida grite por nossas obras que Jesus Cristo é o Senhor.

Forte abraço,

Ademir Costa

@ademircn

Mês de agosto, a Igreja celebra as vocações, um tempo propício para cada um dar uma resposta concreta de amor a Deus.

Este ano foi providencial, pois com a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, muitos jovens tiveram um Encontro profundo com Jesus Cristo, uma experiência de uma Igreja viva e jovem. Jovens sentiram-se tocado ao sacerdócio, a vida consagrada e missionária da Igreja. É alegria viva para a Igreja! É resposta ao apelo do Papa Francisco! A juventude deseja dar uma resposta concreta de entrega a Deus na Igreja.

Inclusive, muitos jovens por meio das Redes Sociais tem me pedido orientações de como dar passos para esta consagração de amor ao Senhor.

Faço uma pergunta a todos esses:  O que te impedes? É preciso ser corajosos e ousados: Dê passos concretos!

Partilhe com seu pároco ou com seu bispo, procure conversar com religiosos e religiosas, partilhe com consagrados de Novos Movimentos e Comunidades. Não basta ficar só pesquisando no google e nas Redes Sociais. De princípio estes meios ajudam, mas é preciso sair e ir conhecer pessoalmente  estas realidades, para que você se identifique com aquilo que é seu chamado especifico. Conhecer, a realidade no qual você vai viver o resto de sua vida.

Cada Comunidade, Congregação, Instituto, Movimento, Diocese tem o seu caminho vocacional. Identificando-se, comece um processo de conhecimento mais específico. Pois é preciso conhecer e deixar-se conhecer. Mas não perca tempo! Dê passos!

Por fim, uma coisas é certa: Quando dizemos “sim” a Deus, a Providência Divina sustenta e acompanha nossa resposta de Amor. Deus caminha ao nosso lado, orientando e conduzindo-nos a sua vontade.

Ele nunca ferirá nossa liberdade, a última resposta sempre virá de nós.

Volto a perguntar: “Jovem, O que te impedes de dizer “sim” a Deus?”

Um forte abraço de um consagrado feliz e realizado,

Ademir Costa

Com a Jornada Mundial da Juventude no Rio fomos impulsionados à missão: “Ide, pois, e fazei discípulos a todos os povos.” (Mt.28,19)

Mas como empenhar uma ação missionária a todos os povos sem ferir princípios culturais e a consciência das pessoas?

Em minha opinião é que a primeira maneira de empenhar uma ação missionária é pelo testemunho de vida. Pois não fere a cultura e nem oprime a consciência das pessoas por coação e alienação. Portanto, é uma forma de apresentar a minhas convicções religiosas sem proselitismo, de maneira que as pessoas possam ver na minha escolha religiosa um caminho eficaz para chegar a um encontro com o transcendente. Esta deve ser a minha “primeira pregação”.

É assim que nos ensina o Papa João Paulo II: “O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos factos do que nas teorias. O testemunho da vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão: Cristo, cuja missão nós continuamos, é a testemunha por excelência e o modelo do testemunho cristão. O Espírito Santo acompanha o caminho da Igreja, associando-a ao testemunho que Ele próprio dá de Cristo.” (Redemptoris Missio, 42)

É certo que para uma eficaz ação missionária será necessária uma formação específica, pois para cada cultura e região do mundo serão necessárias maneiras diferentes de evangelizar. Por isso a importância do aprofundamento do estudo da missiologia que fornecerá subsídios para àqueles que desejam evangelizar outros povos e culturas.

Estas ferramentas formativas serão muito úteis e necessárias nos campos de missões, mas é comprovada pelas experiências missionárias que o testemunho de vida, demonstrado pelo amor ao próximo, sempre será um caminho fecundo de evangelização, uma maneira do cristão se apresentar como Cristo que se doa a todos os povos. Tudo isso guiados e conduzidos pela graça do Espírito Santo, o verdadeiro protagonista das missões.

É tempo de Nova Evangelização, sigamos a ordem de Jesus: “Ide, pois, e fazei discípulos a todos os povos.” (Mt.28,19)

Na última semana fiz uma experiência eclesial fantástica com a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Em torno de nosso Sumo Pontífice, o povo de todo mundo reunido por um só motivo: Louvar e adorar Deus!

As pessoas unidas não pelo idioma ou nacionalidade, mas unidas por Cristo, com Cristo e em Cristo. Todas as diferenças de nacionalidade caiam por terra, quando falávamos a linguagem do amor.

Neste momento vi a JMJ como uma prefiguração da Civilização do Amor no qual viveremos na eternidade junto a Deus em adoração perpétua, todos iguais sem distinção de idioma, classe social, raça e etc…

Tenho certeza esta Civilização do Amor já começa aqui, quando vivemos este verdadeiro amor de Cristo.

Por isso, digo sem medo, que fiz a experiência  da JMJ como uma antecipação do Céu aqui na Terra. Pois é assim que viveremos no Céu. Todos unidos no Amor de Deus.

Forte abraço!

Ademir Costa

A experiência que tenho feito nesta semana missionária em preparação para a JMJRIO2013 é de que em Jesus Cristo falamos a mesma língua, a linguagem do amor.

Mesmo com todas as diferenças culturais entre as pessoas de vários lugares do mundo que tive contato nestes dias, percebi que não se existem barreiras quando falamos a linguagem do amor. Mesmo que não se entenda o idioma do irmão, a fé que nos une pelo amor de Jesus nos faz entender e compreender a todos na linguagem universal do amor.

Um mundo no qual as pessoas não se entendem nem mesmo dentro de suas próprias casas. A Igreja mostra a riqueza do acolhimento e da partilha. Não simplesmente a partilha ou troca de uma lembracinha com um irmão. Mas a partilha do amor! Do amor encarnado! Jesus Cristo! Que riqueza nossa Igreja Católica apresenta para esse mundo!

Por isso, nesta semana missionária falamos a mesma língua. O idioma universal do Amor!

Esta semana tem marcado minha vida e vocação.

Forte abraço,

@ademircn

Em uma época no qual o homem tem perdido o verdadeiro sentido do sagrado em seu coração. Quando para muitos, Deus é uma utopia, uma projeção de defesa mental para os fracos. Ou quando simplesmente acreditam que Deus existe, mas é um Ser distante que nos criou e nos jogou no mundo. Alguns outros vivem uma fé de conveniência e sem compromisso.

Todas estas coisas têm consequências nas práticas sacramentais. Os sacramentos são buscados para se cumprir preceitos ou simplesmente como um fim social. Neste meio secularizado, o sagrado é relativizado e depreciado.

Por exemplo: No sacramento do Matrimônio “preocupa-se com a festa, com as roupas, maquiagem, cabelos, carro, lua de mel e etc”. As pessoas casam-se para realizar um sonho, mas como um compromisso de amor diante de Deus. Por isso, muitos casamentos não duram mais que alguns meses. Muitos dos quais são nulos, quer dizer nem existiram, não aconteceu um compromisso consciente de amor. O sacramento foi recebido por conveniência, foi como a “semente lançada em terreno pedregoso”, que logo morre, ou “pérola lançada aos porcos”.

Precisamos como cristãos elevar a dignidade dos sacramentos. De um modo especial do sacramento matrimonial que é tão atacado por esse mundo secularizado.

Forte abraço,

Ademir Costa

Em nossos dias, a palavra amor foi desfigurada de sua verdadeira essência, por motivo do homem tirar Deus do centro de sua vida.

Por isso, muitas pessoas ao ter uma relação sexual sem compromisso dizem que fizeram “amor”. Este não é o verdadeiro amor. Não é ágape – o amor gratuito de Deus que é doação; talvez uma distorção do amor “eros”, que também não é um objeto ou brinquedo para satisfação carnal e egoísta do homem, mas é uma força vital para sobrevivência humana. Amor sem Deus é puro nominalismo.

O Papa Bento XVI nos fala do amor como mercadoria de consumo: “Mas o modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro « sexo » torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma « coisa » que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria.”(Deus Caritas Est, Bento XVI, 2005)

A sociedade contemporânea não conhece o verdadeiramente o amor. A tirar Deus do centro de sua vida, tira do essência do amor. O resultado é um mundo cheio de pessoas sem sentido existencial.

Se o homem quiser experimentar uma verdadeira realização pessoal e o verdadeiro amor terá de voltar-se para Deus, porque Deus é amor.

Forte abraço,

Até a próxima!

Ademir Costa

Com o clima de Conclave que vivemos, mergulhamos nas especulações de quem será o próximo papa. É normal ter uma simpatia e torcer por um cardeal ou outro. Alguns querem um papa brasileiro, italiano, canadense ou etc…

Quanto a ter uma preferência ou outra não é problema, mas não podemos ter uma atitude de repulsa com um ou com outro, já ouvi até alguns irmãos dizendo: “Deus me livre este Cardeal ser eleito Papa”.

Não podemos ser hipócritas, pois a escolha do Papa é pela Graça do Espírito que age no coração dos cardeais na eleição. E independente daquele que for escolhido, vamos ter que amar, rezar e seguir seus ensinamentos, porque somos católicos.

Meus irmão, coincida ou não com o seu cardeal preferido, o favorito para o Conclave está no “coração” do Espírito Santo.

Vinde Espírito Santo!

Veni Creator Spiritus,
Mentes tuorum visita,
Imple superna gratia,
Quae tu creasti, pectora.
Qui Paraclitus diceris,
Altissimi donum Dei,
Fons vivus, ignis, caritas,
Et spiritalis unctio.
Tu septiformis munere,
Digitus Paternae dexterae,
Tu rite promissum Patris,
Sermone ditans guttura.
Accende lumen sensibus,
Infunde amorem cordibus,
Infirma nostri corpis
Virtute firmans perpeti.
Hostem repellas longius,
Pacemque dones protinus;
Ductore sic te praevio,
Vitemus omne noxium.
Per te sciamus da Patrem
Noscamus atque Filium;
Teque utriusque Spiritum
Credamus omni tempore.
Deo Patri sit gloria,
Et Filio, qui a mortuis
Surrexit, ac Paraclito
In saeculorum saecula.
Amen.

Ademir Costa

A humildade e simplicidade da renúncia do Papa Bento XVI continua a ressoar em meu coração. Em um mundo tão voltado para busca da fama e do poder, a lição antropológica dada por este santo homem, fala no interior de toda humanidade.

Para muitos um sinal de fraqueza humana, mas para nós que vivemos da fé um grande sinal de fortaleza: “E é por isso que eu me alegro nas fraquezas, humilhações, necessidades, perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.” (II Cor. 12,10)

Devo aprender a viver a transparência de alma para viver bem esta vida. Devo abandonar o orgulho das máscaras que me faz parecer quase um super herói, mas no interior a humanidade definha. Preciso perceber os momentos em que minhas forças se esvaziam e por vezes vai ser necessário dizer: “não dá mais, não tenho mais forças para cumprir tal encargo.”

“Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.” (Catequese, 27/02/2013)

O exemplo do Papa despertou-me para esta verdade de não apegar-me as coisas terrenas e passageiras, pois sou apenas um peregrino nesta terra. Sei que terei mais lá no Céu. Isto não significa, nas minhas fraquezas e limites, vou deixar de dar o máximo de mim para o bem da Igreja e da humanidade no serviço de salvar almas para o Reino do Senhor. Vou seguir este exemplo do Papa:

“Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra. Mas gostaria ainda, de trabalhar, com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, para o bem comum e o bem da Igreja, da humanidade.” (Discurso de despedida, 28/02/2013)

Profetizo: “Um dia ainda diremos, Bento XVI rogai por nós!”

Forte abraço,

Ademir Costa

Meus amigos, oficialmente, neste dia 28 de fevereiro de 2013 às 20h00 (16h00 horário de Brasília) a Sede Papal ficou vaga pela renúncia de Vossa Santidade o Papa Emérito Bento XVI.

É tempo de colocarmos os joelhos no chão e orar para que o Espírito Santo conduza tudo o que envolverá o Conclave para escolha do novo Papa.

Neste momento, como bons católicos, devemos fugir dos sensacionalismos e especulações – fofocas – que surgirão por parte de pessoas más intencionadas. Tomar cuidado com os “profetas do apocalipse” que por sensacionalismos baratos, dizem que o próximo Papa será a besta do apocalipse ou coisas semelhantes. Esta é quase sempre uma atitude protestante que devemos ter cuidado.

Desculpem-me, mas preciso dizer que bobas são as pessoas que acreditam em “profecias manipuladas e idiotas”, colocando em dúvida a graça e ação do Espírito Santo que conduz a Igreja por mais de dois milênios.

Devemos ter a certeza que quem conduz a Igreja é o Espírito Santo, que guiará os Cardeais no Conclave à escolher o futuro Pontífice, seja ele de que nação for é o Espírito Santo que guiará a escolha.

Meus irmãos, como fiéis católicos, formamos o Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Devemos vigiar e rezar, mas não desesperadamente, orar com sobriedade e esperança. Porque a promessa de Cristo é presente em sua Igreja: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt.16,18)

Unidos em oração como Igreja neste tempo de Sede Vacante

Ademir Costa

Em um mundo tão profano no qual impera o pecado, tenho a necessidade de ser homem de oração. A Palavra de Deus já nos alerta: vigiai e orai para não cairdes em tentação.

Não é possível viver uma vida santa e casta sem o auxílio da graça do Espírito Santo. Já não basta somente o esforço humano, é preciso desta força sobrenatural para se trilhar um caminho na vontade de Deus e não cair nas seduções do inimigo.

Ninguém está isento e livre das tentações e sugestões do demônio. Ele vai entrando nas brechas de nossa vida, vai infiltrando-se em nossas fraquezas. Vai nos empurrando de pecado venial a pecado venial até que o mesmo se torna um pecado mortal, caímos em uma cegueira espiritual que transforma-se em uma escravidão difícil de desvencilhar-se, a consequência é a morte espiritual, com um risco iminente de perder a salvação eterna.

Isto é muito sério! Eu conheço as minhas fraquezas e limites, sei que o demônio está a espreita esperando uma oportunidade para devorar-me. Por isso, devo me fortalecer na graça de Deus pela oração, pois sozinho nunca conseguirei vencer minhas debilidades.

Em nossos dias para ser um homem de Deus é uma necessidade indispensável uma fecunda e profunda vida de oração. Vigiai e orai para não cairdes em tentação.

Forte abraço

Ademir Costa

“O céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.” (CIC 1024)

Como cristãos esta esperança nunca pode desaparecer de nossos corações. A começar, no coração daqueles que tiveram um Encontro Pessoal com o Senhor. É certo que teremos muitos sofrimentos, lutas e dificuldades nesta nossa peregrinação terrestre. Por vezes, vamos sentir como que Deus estivesse tão distante de nós que chegaremos a duvidar do seu Amor. Mas temos uma âncora, uma certeza: um dia Deus tocou nossa alma, tivemos um Encontro, uma felicidade que pessoa e nada neste mundo pode dar.

Irmãos, estes momentos são apenas pequenos “aperitivos” aqui na terra da infinidade do Amor de Deus que viveremos no Céu. Por isso, devemos proporcionar com a evangelização a oportunidade de todas as pessoas terem um Encontro Pessoal com Deus, uma certeza do Céu.

Vivemos neste mundo, não somos criaturas celestes. Mas devemos ter a certeza da realidade que tudo passará e no fim só restará Deus, a Vida Eterna. Por isso, não é utopia – uma coisa irreal – dizer que no Céu está o nosso tesouro, está nossa meta, nossa Vida Eterna.

Forte abraço

Ademir Costa


“As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina; Deus pô-lo no coração do homem para o atrair a Si, o único que o pode satisfazer”. (CIC 1718)

Todos trazemos em si este desejo natural de busca da felicidade, mas no mundo em que vivemos muitas pessoas desviaram-se de Deus e buscam saciar sua sede de felicidade nas coisas passageiras deste mundo.

Deus criou todas as coisas neste mundo para que estivesse a serviço do homem, mas o mesmo vem se tornando escravo das coisas afim de alcançar a felicidade. Na ganância pelo dinheiro e obtençao de lucro, na busca pelos prazeres carnais, no anseio de notoriedade e reconhecimento, faz-se qualquer coisa para alcançar estes objetivos, alguns até mesmo vendem a alma para o inimigo.

Muitos destes caem em um grande vazio interior, perdem o ânimo da vida, e escondem suas tristezas, frustrações e vazios em drogas, anti-depressivos e outros até no suicídio.

Meus irmãos: “Só Deus sacia”. Só Ele é capaz de saciar esta sede interior e natural de felicidade inerente ao homem, Deus é o único que o pode satisfazer.Devemos viver bem neste mundo com as coisas que o Senhor nos dá, mas nossa meta deve estar focado n’Ele, na Vida Eterna.

Por isso, devemos voltar a nossa vida para Deus, seguir os passos de Cristo para que digamos como Paulo: “Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo.” (Fl. 3,8)

Forte abraço,

Até a próxima

Ademir Costa

10. dezembro 2012 · Write a comment · Categories: Ano da Fé · Tags:

Neste Hosana Brasil tive a oportunidade de presenciar a fé simples de um povo simples. Algo que me fez refletir e me questionar sobre a minha fé. Penso, que muitas vezes, com a desculpa de ter uma fé amadurecida tenho tido uma “fé orgulhosa e estéril”.

Por vezes, nós que estudamos teologia queremos complicar a fé do povo de Deus com teorias, pensamentos e palavras difíceis. A verdadeira teologia vem para simplificar o entendimento da fé de um povo simples.

Por isso, a começar em mim não devo formular teorias tolas que ao invés de esclarecer, complica a fé e até causa divisões entre os irmãos. Isso é estupidez e tolice. Deus é simples!

Eu respeito demais àqueles que tem uma fé intelectualizada, mas prefiro ter uma fé simples como a de São Francisco de Assis e Madre Teresa de Calcutá, uma teologia da Vida. Eu fico com estes…

Eu levo muito à sério o estudo da teologia, quero ser um padre muito bem formado, por isso me empenho muito nos estudos, não somente para tirar excelentes notas, mas em aprender com profundidade tudo o que é ensinado na Teologia. Eu estudo e leio pra caramba, não estou diminuindo a importância da Teologia… Mas que eu não me perca em debates teológicos, mas sim lute na rivalidade do amor.

Que toda teologia que aprendo não seja somente fonte de conhecimento intelectual, preciso saber transformá-la em espiritualidade que me conduza a uma fé simples, como daquele povo simples que vi aqui na Canção Nova neste fim de semana.

“Senhor dá-me uma fé viva, dá-me uma fé nova, traduzida em vida, testemunhada no amor pelos irmãos.” Amém!

Forte abraço!

Ademir Costa