Uma reflexão natalina magistral da filósofa judia que se converteu a Cristo, morreu mártir em Auschwitz e foi canonizada pela Igreja

No recolhimento da abadia beneditina de Beuron, em 1932, três anos antes de entrar no Carmelo, Edith Stein escreveu uma riquíssima meditação teológica sobre o Natal. O texto, pronunciado numa conferência da Associação de Acadêmicos Católicos de Ludwigshafen, na Renânia-Palatinado, Alemanha, foi publicado pela primeira vez em 1950, em Colônia.

 

Filósofa, judia, ateia, convertida, religiosa e mártir, essa mulher especial começa a meditação não com uma citação erudita, como quem se esforçasse por captar as atenções, e sim com uma reflexão que surpreende pela simplicidade; pela simplicidade de quem tem o olhar inclusivo da fenomenologia. Edith Stein destaca que o fascínio do Natal atinge a todos, mesmo os que pertencem a outras religiões e os não crentes, para quem a antiga história do Menino de Belém não diz nada.

Nas semanas anteriores ao dia de Natal, “uma cálida corrente de amor inunda toda a terra“, porque “todos preparam a festa e tentam irradiar um raio de alegria“. É sempre apreciável o gesto de procurar e dar alegria, de preparar e de preparar-se para uma festa: são gestos estruturalmente humanos. Para o cristão, porém, especialmente para os cristãos católicos, a estrela que leva até a manjedoura é diferente. O coração de quem vive com a Igreja, desde o repicar do Rorate Coeli até os cantos do Advento, começa a bater em uníssono com a sagrada liturgia que emoldura um momento único: o tempo de uma espera que é também ardente nostalgia. Uma espera-nostalgia que cresce durante o Advento e encontra satisfação somente quando os sinos da Missa do Galo anunciam que “o Verbo se fez carne“. Com este anúncio, vemo-nos sempre diante do fascínio do Menino na manjedoura, que estende as mãos e parece já dizer, sorrindo, o que mais tarde os seus lábios de Mestre repetirão até o último suspiro na cruz: “Segue-Me“.

 

Atenção: a Luz da estrela e o encanto do Menino na manjedoura duram um piscar de olhos. “À luz descida do céu, opõe-se, ainda mais escura, a noite do pecado“. Diante do Menino, ao mesmo tempo, os espíritos se dividem em “contra” e “a favor”. Diante do “Segue-Me“, quem não é por Ele é contra Ele. Não por acaso, no dia depois do Natal, enquanto ainda ecoam os sons festivos dos sinos da noite e das festivas liturgias natalinas, a Igreja se desveste do branco de festa e se reveste do vermelho do sangue, e, no quarto dia, já usa o roxo do luto para recordar o primeiro mártir, Estêvão, e as crianças inocentes que foram mortas por Herodes. O que isto significa? Onde foi parar o encanto do Menino na manjedoura? Onde está o bem-aventurado silêncio da noite santa?

 

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O santo que adorava meditar sobre o Natal

 

 

O dia em que Padre Pio segurou o Menino Jesus nos braçoO mistério da noite de Natal, escreve Edith Stein, carrega uma verdade grave e séria que o encanto da manjedoura não deve encobrir aos nossos olhos: “O mistério da encarnação e o mistério do mal estão intimamente unidos“.A alegria do Menino e das figuras luminosas que se ajoelham em torno da manjedoura, das crianças inocentes, dos pastores esperançosos, dos reis humildes, dos mártires, dos discípulos, dos homens de boa vontade que seguem o chamado do Senhor, essa alegria, enfim, caminha de mãos dadas com a constatação de que nem todos os homens são de boa vontade; de que a paz não alcança “os filhos das trevas“; de que, para esses, o Príncipe da Paz “traz a espada“; de que, para esses, Ele é a “pedra de tropeço” que os derruba. Aquele Menino divide e separa, porque, enquanto o contemplamos, Ele nos impõe uma escolha: “Segue-Me“. Ele a impõe a nós também, hoje, e nos coloca diante da decisão entre a luz e a escuridão. As mãos do Menino “dão e exigem ao mesmo tempo“.

Se colocarmos as nossas mãos nas do Menino Deus e respondermos sim ao seu “Segue-Me“, o que recebemos?

“Oh, maravilhoso intercâmbio! O Criador da humanidade nos dá, assumindo um corpo, a sua divindade!“. Aqui reside a grandeza do mistério da Encarnação: quem escolhe a luz, quem fica do lado do Menino, “abre caminho para que a sua vida divina se derrame sobre nós” e traz “de forma invisível o Reino de Deus dentro de si“. O Natal é o começo da aventura de deixar a graça “permear de vida divina toda a vida humana“. Por que Deus se fez homem? Deus se tornou um filho do homem para que os homens se tornem filhos de Deus. Escreve Edith Stein: “Um de nós tinha rasgado o vínculo da filiação divina; um de nós tinha que reatá-lo e pagar pelo pecado. Mas nenhum descendente da antiga progênie, doente e bastarda, tinha condições de fazê-lo. Era preciso enxertar-lhe um ramo novo, saudável e nobre“. Estas palavras de Edith Stein evocam, por analogia óbvia, uma passagem do “Cur Deus Homo” (CDH), de Santo Anselmo, que contém a mesma lógica da redenção: “A restauração da natureza humana não teria acontecido se o homem não tivesse pagado a Deus o que lhe devia pelo pecado. Mas a dívida era tão grande que a satisfação, de obrigação apenas do homem, mas possível somente a Deus, precisava ser dada por um homem-Deus” (CDH 2,6).

Edith Stein tinha aprendido, na escola dos professores do Carmelo, Teresa de Ávila e João da Cruz em particular, que a graça se desenvolve em nós como uma semente que nos transforma, deixando-nos participar da própria vida de Deus. Por esta razão, a meditação seguinte insiste nos sinais fundamentais de uma vida humana unida a Deus.

O primeiro sinal da filiação divina é “ser um só com Deus“. O Menino desceu ao mundo para ser um “corpo misterioso” conosco: “Ele é a nossa cabeça, nós os Seus membros“. Não existimos mais “um ao lado do outro, como pessoas isoladas, autônomas, e sim, todos juntos, como uma só coisa com Cristo“. O segundo sinal da filiação divina é “ser um só em Deus“: “Se, no corpo místico, Cristo é o corpo e nós os membros, então somos membros uns dos outros e, todos juntos, somos um só em Deus“. A medida do nosso amor a Deus é o nosso amor para com o próximo, “seja parente ou não, seja-nos simpático ou não, seja moralmente digno da nossa ajuda ou não; quem ama com o amor de Cristo, ama a humanidade por Deus e não por si“. O terceiro sinal da filiação divina é a disponibilidade para aceitar qualquer coisa da mão de Deus: o “faça-se a Tua vontade!“, em toda a sua extensão, deve ser o critério da vida cristã. Ele deve permear a jornada da manhã até a noite, o curso do ano e de toda a vida. “Deve ser a única preocupação do cristão. Todas as outras o Senhor as toma para Si“.

À luz e ao calor da Noite Santa, quando mal começamos a nos confiar ao Menino, apertamos confiantes a Sua mão e vemos com clareza o que devemos fazer ou não fazer. Mas a situação não ficará assim para sempre. Quem vê o encanto do Menino na Noite Santa não pode fingir que não percebe que o caminho que parte de Belém conduz ao Gólgota, vai da manjedoura até a cruz. “Quem pertence a Cristo deve viver toda a vida d’Ele“. A noite de Natal e a noite da cruz são uma única noite. Chegará o tempo do sofrimento e da morte para cada homem. Quando ele vier, a confiança em Deus permanecerá firme? Estaremos dispostos a aceitar qualquer coisa da Sua mão? Seremos ainda capazes de dizer “faça-se a Tua vontade“, mesmo na “noite escura“, quando a luz divina já não brilhar e a voz do Senhor silenciar?

Os mistérios do cristianismo são um todo indivisível. Quem se aprofunda em um, acaba por tocar os outros todos, escreve Edith Stein. Sobre o luminoso esplendor da manjedoura paira a sombra da cruz. A luz da Noite Santa se apaga na escuridão da Sexta-Feira Santa, mas volta a brilhar mais forte na manhã da Ressurreição. O Filho encarnado de Deus, através da cruz e da paixão, chega até a glória da ressurreição. É assim que cada homem deve sofrer e morrer. Se for um membro vivo do Corpo de Cristo, porém, o seu sofrimento e a sua morte se tornarão, graças à divindade da Cabeça do corpo, redentores: “Cada um de nós, toda a humanidade, chegará, com o Filho do homem, através do sofrimento e da morte, até a mesma glória“. E o Salvador, sabendo que somos homens em luta diária com as nossas fraquezas, vem em nosso auxílio com aqueles que Edith Stein chamava de “meios de salvação“: “estar todos os dias em relação com Deus” através da escuta da Palavra, da oração litúrgica e interior, da vida sacramental. Mas é principalmente para o “Salvador eucarístico” que precisamos abrir espaço, para podermos transformar a nossa vida na d’Ele. Assim como o corpo terreno precisa do pão de cada dia, assim também a vida divina aspira em nós a ser alimentada continuamente: “Em quem realmente faz d’Ele o seu pão de cada dia, cumpre-se diariamente o mistério do Natal, a encarnação do Verbo“. E esta é, sem dúvida, a maneira mais segura de manter ininterrupta a união com Deus e de enraizar-se todos os dias e cada vez mais firmemente no corpo místico de Cristo.

Edith Stein escreveu vinte páginas de meditação sobre o Natal, densíssimas, para lembrar que os mistérios do cristianismo são um todo indivisível, porque todos são mistérios portadores de salvação. Encarnação, cruz e ressurreição são inseparáveis. Só porque verdadeiramente o Filho, que é Deus, “se fez carne” é que Ele poderia morrer e ressuscitar, arrebatando-nos da morte e nos abrindo um futuro em que esta “carne”, a nossa existência terrena, entrará na eternidade do Reino de Deus. Celebramos o Natal como um convite a nos deixar transformar por Aquele que entrou em nossa carne, que se uniu a nós e nos uniu a Si, para permear de vida divina toda a vida humana.

Que o mistério da noite de Natal nos lembre que algo extraordinário acontece mediante a encarnação: a carne se torna o instrumento da salvação.

“Verbum caro factum est“: o Verbo Se fez carne, escreve João Evangelista, e um autor cristão do século III, Tertuliano, afirma: “Caro salutis est cardo“, a carne é o eixo da salvação.

“Se a alma se torna totalmente de Deus, é a carne que o torna possível! A carne é batizada para que a alma seja purificada; a carne é ungida para que a alma seja consagrada; a carne é marcada pela cruz para que a alma fique incólume; a carne é coberta pela imposição das mãos para que a alma seja iluminada pelo Espírito; a carne se nutre do Corpo e do Sangue de Cristo para que a alma se sacie de Deus. Elas não serão, pois, separadas no dia da recompensa, porque estiveram unidas durante as obras” (De carnis resurrectione, 8,3: PL 2,806).

 

 

                          

                  Nós precisamos aprender a Adorar a Deus, da mesma maneira que nós aprendemos a adorar a Palavra de Deus. Quanto mais nós sabemos o que estamos fazendo, a Quem estamos oferecendo, Porquê é fundamental Adorar, e o quanto nós devemos focar,  para sermos mais capazes de fazer mais do que apenas assistir…Nós  seremos capazes de ADORAR!

                  Ao final dos anos 1990  Bonnie Raitt  compôs : – I Can’t Make You Love Me . Esta canção é considerada a música mais triste já composta. Isso é possível. A letra é realmente muito triste, você não pode fazer alguém te amar se a pessoa não te deseja. Todos nós já passamos por isso em nossas vidas e quando o assunto é Fé, isso se faz presente, quando nós tentamos levar alguém que nós desejamos até o altar para Adorar a Deus e a pessoa não quer. É malhar em ferro frio. Contudo a Adoração é o ato humano mais elevado que você experimentar em toda a sua vida. Mas se você não deseja, eu não posso fazer nada. Sabemos nessa série que estamos repetindo nesses dias que o coração da Religião é a adoração e o coração da Adoração é o Sacrifício.

         Não há maior ato humano nessa vida que Adorar a Deus no altar, fazer o que Deus nos pede do jeito que Ele nos pede. Mas eu não posso fazer você Adorar se você não quer!

         Por outro lado, muitas pessoas querem vir ao Altar e adorar a Deus e não sabem como fazer. Muitas pessoas quando começam a frequentar a Igreja, pois são neo-catecúmenos, algumas vezes ficam pensando que a Missa deveria ser mais simples, mas não é. Como a Palavra de Deus, pode parecer algo fácil para alguns leitores superficiais mas não É! Então além da Palavra de Deus, a Liturgia Eucarística ainda é muito mais misteriosa e maravilhosa no seu aprofundamento. Pela Consagração nós oferecemos o Filho ao Pai. Nós reapresentamos ao Pai, a paixão, morte e Ressurreição do Filho ao Pai.

         A questão mais importante aqui é que o Pão é o Corpo de Cristo, é o Sacrifício, e o Vinho é o Sangue após a Consagração. João Capítulo 6 está demonstrado que Jesus após ter multiplicado pães e peixes, no dia seguinte, Ele se apresenta a todos os que foram alimentados, e nesta manhã Ele se diz: Eu sou o Pão do Céu, o pão que eu vos darei será minha carne para a Salvação do Mundo, para remissão dos pecados. Os judeus achavam que essa Palavra era apenas figurativa, assim como quando Ele se apresenta como o Bom Pastor eles ficavam criticando que ele carpinteiro. Mas aqui Jesus está dizendo com todas as letras e o Sentido é LITERAL e não figurativo, Ele não diz isso representa minha carne e meu sangue, Ele diz Literalmente Isso É!

         Jesus quando diz em Verdade em Verdade vos digo, Ele está proclamando verdade eterna: – Se vocês não comerem minha carne e não beberem meu sangue não terão parte comigo. Jesus também diz: Isso é minha carne e isso é meu sangue. Foi o único momento em que se lê que  muitos deixaram Jesus nesse momento. Jesus então atesta que Ele estará sempre presente na EUCARISTIA! Eu não posso fazer você me amar se você não deseja! Mas Jesus sempre desejará que você o Ame como Ele o ama!

         Jesus, me chama para o altar pois no Altar o Senhor realmente está!

         Ao longo desses dois mil anos, muitos milagres Eucarísticos estão em vários ponto do mundo, no momento em que Deus em sua Sabedoria se manifestava fazendo o povo ver o músculo cardíaco, ou o sangue ( Lanciano, Olivetto, etc), o Corpus Christi.

         Desde a Santa Ceia, onde Jesus demonstra aos seus Apóstolos e Institui a Eucaristia até hoje em todas as Missas Celebradas no mundo o Milagre da Transubstanciação ocorre. Pão e Vinho se tornam Corpo e Sangue e essa é a Interpretação de João Capítulo 6 desde o início até hoje.  Pensar que isso não é isso, então nós Católicos somos os piores idólatras do mundo, mas Deus jamais toleraria esse tipo de idolatria por dois mil anos, basta ler no Livro do Êxodo quando o povo de Israel começa a adorar o bezerro de ouro e Deus age em apenas 24 hs. Jesus está presente na Eucaristia não apenas como um Milagre mas como o Sacrifício!

         Todas as vezes que o Sacerdote celebra uma Missa não importa onde, sendo para uma multidão sendo para uma pessoa. Em todas essa Missas o PAI é glorificado não importa qual seja a Missa! Todas as vezes o mundo É REDIMIDO!

         Hoje eu convido você para vir a Próxima MISSA para participar do SACRIFICIO ao Pai, junto ao Sacerdote! Não venha à Missa apenas para assistir mas para participar do SACRIFÍCIO! No momento em que o Sacerdote eleva a Hóstia consagrada e oferece ao Pai, segue-se então  o grande AMÉM! Por isso deveria sempre ser cantado, cantado alto, muito alto, poderosamente forte para estremecer as paredes da IGREJA, pois nesse momento os anjos estão ao nosso lado para essa grande ADORAÇÃO!!! Não assista  mas ADORE o SENHOR!!!!Ofereça o Sacrifício, Adore o Senhor, glorifique ao Pai !

         O Templo dos judeus  havia o  Santo dos Santos, o local Sagrado onde somente o Sacerdote poderia pisar, nesse local  havia   no Altar três objetos: – o altar do incenso,  o Candelabro (Menorah),  A mesa com O pão da Presença ou Pão da FACE de Deus! Os sacerdotes traziam para frente da Assembléia esse Pão e diziam: – Contemplem o amor de Deus por vocês!

         A Eucaristia demonstra para cada um de nós o AMOR DE DEUS que nós podemos comer, consumir o AMOR!  O Pão da Presença, a FACE DE DEUS!

         Em toda Missa podemos consumir o Amor de Deus por nós, o Corpo , o Sangue, Alma e Divindade do Nosso Senhor Jesus Cristo como remédio de imortalidade, pão vivo descido do Céu, tudo isso feito para cada um de nós, repetindo todos os dias: – EU TE AMO, és precioso , seu nome marcado está em minhas mãos!

          

                 

        

                  Oremos: Abbá (Pai) Amado, hoje eu quero me aproximar do Santo dos Santos, esvaziando-me de tudo que hoje me afasta de Ti. Hoje eu necessito Senhor desse Alimento eterno que me faz renascer, da morte à vida, das minhas misérias a sua fortaleza, da minha mediocridade à sua Sabedoria. Senhor eu preciso de ti, quero caminhar sempre contigo e não mais andar sozinho eu Preciso de TI. TE AMO para sempre Senhor.

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém

 Jesus teve de estabelecer limites, então nós ainda mais ainda necessitamos de estabelecer nossos limites.

                          

                  O que são relacionamentos tóxicos? São aqueles que nos sugam, relacionamentos vampirescos. São amigos, familiares ou colegas de trabalho. Tiram mais do que nós podemos oferecer. Esse sendo o seu caso, como darmos LIMITES? A tentação é como se livrar desses relacionamentos?  Uma resposta sábia para essa questão: Um passo anterior deve ser dado e eu te convido a partilhar comigo sobre isso.

                  Para darmos sequencia a nossa vida em meio à essas pessoas, precisamos estabelecer LIMITES. Muitas pessoas podem estar questionando nesse momento, o que Jesus faria? Jesus seria totalmente disponível em sua vida na terra para essas pessoas? A resposta bíblica é :- Não. Jesus em toda sua vida pública tinha seus momentos com a multidão, com os seus discípulos, chega a citá-los 72, com doze apóstolos, com três apóstolos e com o Pai e o Espírito Santo em seu momento de recolhimento.

                  Pense como Jesus delimitava seus limites ao final de suas pregações, milagres e prodígios, com Ele se afastava apenas com os doze dessa multidão, e ainda quando tomava os três apóstolos e subia o Tabor ou ainda como Ele delimitava seu limite e subia o monte sozinho. Jesus teve de estabelecer limites, então nós ainda mais ainda necessitamos de estabelecer nossos limites.

                  Muitas vezes estamos em convivência e queremos ajudar a todos que estão ao nosso redor, e muitos se confundem querendo agradar a todos com sua disponibilidade. Cuidado! Aqui é o primeiro passo: – Deixe claro que você pode fazer quando está disponível e quando não está disponível. Deixe claro também o que este relacionamento é.Deixe claro que você não é um amigo de plantão. O que inicialmente pode soar como uma pessoa fria, vai delimitar que se você não estabelece este limite de que você não é um amigo de plantão depois de seis meses sendo acionado para todo o tipo de problema você estará exaurido e isso pode trazer mais malefícios do que benefícios.  Deixar claro que horas você está disponível e quando não está. Deixar claro o que você pode fazer e o que não pode fazer. Já é um bom começo e um bom limite, ao menos seguro e salutar. Assim você pode servir melhor por mais tempo e ainda pode servir a mais pessoas. Além disso você pode ser ajudado tendo o  tempo para fazer suas próprias coisas.

                  Impondo limites você então vai se deparar com:

–        Quando você estabelece limite você entende que você só pode controlar o que você pode fazer e não o que os outros podem fazer, assim eu posso reclamar de mim.

–        Eu não posso controlar o que os outros fazem mas posso controlar como me afastar dessas coisas. Exemplo é pontualidade. Quando você determina um horário, cumpra o horário e não fique esperando além do combinado. Caso faça a primeira vez, a outra pessoa sempre achará que você vai esperar.

–        Quando eu estabeleço um limite, a maneira com eu falo as coisas faz diferença. Quando você diz que vai embora, Vá! Não fique enrolando sua partida, pois isso te suga, ficar adiando a ida corrompe seu limite. Ir embora no momento certo significa que você se importa com a outra pessoa e com o tempo dela para que ela faça suas coisas ou descanse. Aqui está o importante é sempre ser claro com a pessoa. Isso mostra onde você disponível e quando não está.

                  Exemplo final que ilustra tudo isso passa por nossa própria casa. Muitas mães e pais, ao se depararem com os filhos em casa que estão estudando seriamente, ou seja, já estão no Ensino Médio ou Superior, ou mesmo já estão trabalhando, tentam toda hora interromper seus filhos com assuntos não pertinentes para aquele momento. Como dar limites aos pais? Isso se torna muito difícil as vezes. Então estabelecer uma conversa franca com seus pais, dizendo que avise antes para saber quando você está disponível. Isso ajuda a manter inclusive a confiança de que o filho ou filha está fazendo algo sério e interromper custará algo. Não se esqueça de que uma distração diante de um problema difícil levará quarenta minutos até que se estabeleça o raciocínio inicial. Ao dizer isso, você continua amando entre vocês e que os assuntos importantes terão sempre a hora correta para serem discutidos.

                  Finalizando, entre casais, cuidem bem um do outro, mesmo que seu dia tenha sido cheio de coisas interessantes e sua esposa tenha ficado em casa cuidando de outros negócios, saiba chegar, saiba amar antes de despejar sobre ela suas histórias e seus problemas. Talvez mais da metade das suas novidades não passem de histórias sem fim, nem valeria a pena partilhar e as vezes não é hora nem de falar mas de silenciar e esperar a hora certa do diálogo. A paciência e a temperança faz a vida do casal se santificar e frutificar.

 

 

                          

                  Oferecendo nossos primeiros frutos revela e aumenta a profundidade da nossa confiança. A tentação de experimentar uma adoração vazia, sem graça é universal. A solução divina para os nossos corações é ofertar a Deus os nossos primeiros frutos. Sacrifício que sejam intencionais, sejam consequência de um propósito, e ser algo que representa o que temos para oferecer. Essas características têm o poder de transformar nossos corações e preencher o que seria uma adoração vazia ou oca.

                  Um exemplo histórico sobre criar uma demanda é a indústria de diamantes. Diamantes era para mundo uma raridade com alguns lugares na Índia que possuíam jazidas. Isso até a metade do século dezoito. Após os Ingleses descobrirem inúmeras jazidas na África do Sul o valor desta comodide foi quase a zero. A empresa que detinha as reservas, De Beers Diamond Consolidated Mines Limited ( 1888), tiveram uma idéia espetacular que serve de modelo nas Escolas de Negócio até hoje. Eles limitaram a circulação de diamantes. Em seguida eles criaram em Nova Iorque uma campanha de que para consolidar um noivado apropriadamente deveriam os noivos ter como um símbolo o Diamante. O símbolo do verdadeiro amor, pois Diamantes são para sempre! Eles passaram a presentear as pessoas que formavam opinião, além da realeza com diamantes, inclusive o Japão que ninguém usava diamantes como símbolo, hoje quase todo noivado no Japão e no mundo é selado com anel de diamante.

                  Todos nós sabemos que é somente mais uma pedra, mas para o noivado nós compramos o melhor que podemos para nossa noiva. Hoje se tornou um símbolo do amor. Quanto mais caro menos vazio ele é. Ele sempre vai ser completado pelo Amor. O Sacrifício preenche tudo que é vazio.

                  No campo da fé, vamos à Missa e muitas vezes nos sentimos vazios, sentimos nada nessa adoração. Abrimos nosso coração à Deus e Deus vem com sua Palavra nos fortalecer. Na Carta aos Hebreus 9:24, lida essa semana, o autor descreve que o Sacerdote vem ao Altar com o sangue que não é dele, não custou nada a ele, por isso muitos Padres se sentem vazios. Contudo não era assim com alguns Sacerdotes da história da Igreja, principalmente com o Santo Padre Pio. Ele participava diretamente através de seus estigmas, o preço do Sacrifício do Senhor pela humanidade. Ele sangrava copiosamente no momento da Consagração participando diretamente da Paixão de Nosso Senhor.  O povo de Israel no Antigo Testamento, traziam para não se sentirem vazios, os seus primeiros frutos, sejam das colheitas, sejam do rebanho. Pense nisso, se nós oferecêssemos ao Senhor os primeiros reais do nosso salário, antes mesmo dos descontos, os primeiros dez % do que ganhamos, isso significa na verdade a profundidade da nossa confiança. Pois se recebemos é Dele que recebemos. Deus não precisa nada disso de cada um de nós, mas nós é que precisamos, pois quando ofertamos dessa maneira, nós sentimos menos vazios.

                  Dar ao Senhor o que sobra é o que fazemos. Muitas vezes nós damos ao Senhor nosso tempo, quando já fizemos tudo antes. Damos o que sobra do salário. Nossa adoração, nosso louvor se torna vazio. Deus me chama para rezar e eu rezo nos momentos que me sobra. Eu dou esmola do que não me serve.

                  Deus me solicita meus primeiros frutos e eu não faço isso ao Senhor. Apenas quando me sobra tempo. Deus me mostra os pilares para serem Primeiros Frutos: – Deve ser Intencional, representacional  e  consequencial. Intencional não pode ser nada que não seja planejado. Muitas pessoas doam seus cabelos para Institutos do Câncer, isso é primeiro fruto. O contrário é fazer as coisas depois que as pessoas falaram. Algumas vezes você planeja fazer essa entrega dos primeiros frutos (intencional) e você pode não sentir nada no momento, mas mais adiante virão os frutos.  Essa é diferença entre dar as sobras e dar os primeiros frutos. Quando é consequência de algo, é porque custou alguma coisa. Primeiros frutos está ligado ao Risco, eu não vou ter isso de volta nunca mais. O que isso representa significa eu estou dando meus primeiros frutos e eles representam o meu coração.

                  Jesus está observando todos os que estão doando no templo e ao ver a viúva que oferece as duas moedas ele exclama: – Essa mulher deu tudo o que ela tinha. No momento em que ela doava, Jesus viu que não somente as moedas eram suas ofertas, mas todo o seu coração. Sacrifício parcial diz respeito a uma substituição, eu dou algo ao invés de mim, o que não foi o caso da viúva que se deu por inteira.

                  São Tomas de Aquino contempla a cruz e aponta que não é o quanto Jesus sofreu na cruz que nos salvou, mas o quanto ele nos Amou na Cruz que nos salvou e nos salva. Não é substitucional mas Representacional. Não é ao invés de, mas em nome de , Ele nos representa.

                  Na Consagração o Sacerdote está oferecendo Jesus em nome de cada um nós. Estamos na Missa para em nome de todos que nos pedem oração oferecer ao Senhor, representá-los na Missa, no Sacrifício. Por isso não estamos aqui para assistir, mas para adorar e louvar.

                  Voltamos ao anel de noivado. Não é tome esse anel ao invés do meu amor, mas como sinal do meu amor, como a minha própria vida. Meu coração agora é seu. Por ele eu selo minha fidelidade. Fora disso, se torna vazio e sem graça, oco.

                  Quando damos nossos primeiros frutos ao Senhor isso revela nossa confiança e também revela nosso compromisso. Saímos do assistir para o adorar. Todas as vezes que adoramos, que damos nosso coração, nós transformamos o Sacrifício em nosso Sacrifício ao Senhor.

                 

                 

                 

        

                  Oremos: Abbá (Pai) Amado, hoje eu quero me entregar de corpo e alma como um sacrifício de agradável odor. Sim Senhor, eu quero renovar minha aliança com o Senhor, me oferecendo de todo o meu coração, em louvor e adoração. Sim Senhor, tu és o centro da minha vida e da minha existência. Preciso ir até o altar demonstrando que os meus primeiros frutos são e serão sempre do Senhor! Não quero mais dar ao Senhor as minhas sobras, mas o que me é precioso, pois se tenho recebi de ti, oh Senhor.

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém

 

                           O coração da religião é ADORAR A DEUS!  E o coração da Adoração é sempre o SACRIFÍCIO, um Dom que está  sendo derramado no altar. Onde o seu dom está sendo derramado? Onde é o seu altar?

                           Quando nós nos tornamos fãs de um determinado esporte, nós temos duas posições dentro desta realidade, uma é se tornar um atleta dentro daquele determinado esporte e o outro é ser um torcedor, ou seja, assistir o que outros estão praticando. Isso também serve para música, alguns decidem ser músicos e outros preferem ouvir músicas, ir ao concerto e assistí-lo. Quando vamos a um jogo de futebol, mesmo sendo expectadores desejamos fazer parte disso, temos a chance de participar e quando alguém do nosso time faz um gol, sentimos como se fosse nós mesmos a fazê-lo.

                  Problema quando o assunto é Religião Católica, quando vamos a Missa, e fazemos o mesmo. Ao invés de Participar da Celebração Eucarística, queremos apenas assistir os outros participarem. Nós não fomos batizados para assistir a Missa. Nós não fomos chamados para ficar a distância mesmo dentro da Igreja. Temos que fazer parte disso, pois fomos chamados para ADORAR a Deus.

                  Ninguém vem a Missa para ouvir a música, para ouvir o que o Padre irá falar nesse dia, para encontrar as pessoas. Nós devemos vir a Missa  para o Altar! Esse é o objetivo maior de mergulhar no Mistério da Missa. Sim, para entendermos o mistério é preciso mergulharmos nele. Quando dizemos que amamos alguém, não conseguimos traduzir isso em palavras, mas podemos dizê-lo porque mergulhamos no mistério do coração do outro.

                  Todos os que vieram à Missa no dia de hoje, têm algo em comum. Todos desejaram ao vir, amar a DEUS. E ainda mais, todos que vieram quiseram amar mais a DEUS!

                  Quando Jesus dialogou com um judeu, que de todo o coração perguntou a Ele :- Qual era o maior mandamento?  Jesus respondeu:

          – Amar a Deus sobre todas as coisas e amar aos outros como a si mesmo. Duas maneiras de amar à Deus: – Obedecer à Deus e o segundo é ADORÁ -lo.  A palavra hebraica Shachah: quer dizer não somente obedecer mas Adorá-lo.  O coração da religião não é o Credo. A Bíblia não é o coração da Religião. Tudo tem o seu lugar. Mas o coração  da Religião é a ADORAÇÃO e o coração da adoração é : SACRIFÍCIO.

                  Assim temos então a seguinte questão: Qual o lugar do Sacrifício? O local do Sacrifício é o ALTAR. Este o local da Adoração.

         Por isso é o local maior dos Judeus desde o antigo testamento. O local do altar é Templo. Não era Sinagoga, pois esse era o local da escola da fé, mas no Templo em Jerusalém era o local da Adoração. Quando os babilônios destruíram o Templo, o povo de Israel ficou sem local de adoração. O Templo é e será sempre o lugar de vencer todos os rivais, para ali adorarmos um Só Deus e Senhor. Romanos 10:9: Jesus é Senhor!

                  Falando sobre o Velho testamento, mais ainda no tempo da Escravidão do Egito, quando Deus através de Moisés anuncia a libertação e vitória sobre o grande Rival, os sinais que marcam a manifestação de Deus no Egito sobre o fenômenos naturais mostra o Poder de Deus sobre os rivais, sobre os falsos deuses que o povo egípcio cultuava e que tinham contaminado a fé do povo de Israel. Deus tornou o Rio Nilo num Rio de sangue dizendo eu sou maior que o rio Sagrado que vocês cultuam. Deus desce sobre o povo  as pragas e torna o sol em escuridão. Yahweh vence os falsos deuses e demonstra ao seu povo e ao povo egípcio o seu Poder. O Deus de Israel, Yahweh se faz presente,  o alfa e o ômega. Deus ordena ao povo de Israel que tomasse um cordeiro, preparassem cada um o seu e com o sangue marcassem suas casas, para que o anjo exterminador poupasse aquela casa. A marca do cordeiro era para que o povo cortasse definitivamente os laços com o Egito, que para os egípcios o cordeiro era sagrado e ninguém o sacrificava. Assim o povo matava o último rival e adorasse somente o Senhor dos Exércitos. Assim poderiam adorar a Deus no Altar! Moisés executando o que Deus  o instruía, toma o sangue do cordeiro no altar, metade derramava no altar  e metade sobre o povo ancião representando o povo. Olhe agora para Missa, comemos e bebemos o Sacrifício na presença de Deus.

                  Muitos vem para a  Missa e não sentem nada, pois não buscam a adoração. O  povo de Israel vinha ao templo mas antes ficavam uma semana com o cordeiro que iriam ofertar, para que pudessem ter afeto ao animal, e assim seu sacrifício ainda fosse mais valioso, pois era algo que tinha para eles muita valia agora e era o dono do animal e chefe de família que cortava a garganta do animal. Após o corte, colhiam o sangue do animal e ia ser depositado no altar e esse animal limpo iria para a casa para servir de alimento na ceia. Para Deus tudo! Não era mais anônimo o sacrifício, era algo que para eles tinha muito apreço.

                  O que nós temos que ver no Altar e no Sacrifício  não somente receber mais oferecer algo. Assim não se pode dizer que vem à Missa apenas para assistir após tomar consciência do que esse grande Mistério representa. Jamais diga que uma Missa é isso ou aquilo, pois toda Missa é composta dos mesmos mistérios, onde tudo está dirigido ao Senhor que dá através da nossa oferta o Sacrifício de suave odor a Deus. Devemos vir para adorar o Senhor, e tudo virá por acréscimo. Queremos fazer o que Deus quer, Adore o Senhor no Altar!

                  Quando Jesus se ofereceu por nós? Em primeiro lugar no Calvário, mas Ele disse que Ele se entregava como Sacrifício, na Última ceia. Jesus disse: –  Esse é o sangue que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Ele segue dizendo fazei isso em memória de mim! Meu corpo é verdadeiro alimento e o meu sangue verdadeira bebida.

                  O ofertório é o momento da Missa em que colocamos o Cordeiro no nosso ombro e caminhamos para o altar para oferecer a Deus. Esse é o Cordeiro que é o nosso mais precioso que trazemos no altar para Adorar o Senhor em Espírito e em Verdade.

                 

                 

                 

        

                  Oremos: Abbá (Pai) Amado, retira de mim todo o Espirito de tibieza para com as coisas sagradas da minha vida. Sim, Senhor, as coisas sagradas não são somente os dons que o Senhor me deu, mas as pessoas que o Senhor me confiou e as minhas funções em cada lugar onde o Senhor me coloca a cada dia para ser presença viva Dele onde eu estiver. Senhor que as minhas mãos estejam sempre limpas para ofertar de maneira pura tudo que tenho e sou, para a Glória do Seu Nome, para o nosso bem e de toda a Santa Igreja. Senhor me ensine a Adorá-lo em Espirito e em Verdade, com toda minha mente, com toda a minha memória com toda minha alma e com todo o meu ser! Desce sobre mim Senhor o Teu Santo Espirito!

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém