Nossos Princípios de Vida: Autoridade e Submissão 

A autoridade vinda de Deus é diferente da autoridade vinda do mundo, afirma monsenhor Jonas.

Toda Autoridade vem de Deus, e, para existir submissão, é preciso haver autoridade. A verdadeira submissão é o sair de si mesmo para fazer aquilo que Deus quer. – Ele usa das pessoas para manifestar o Seu querer.

Com a entrada do pecado no mundo, uma das feridas que combatemos, nos dias de hoje, é a rebelião. Satanás não quis submeter-se à autoridade de Deus, ficar sob a tutela d’Ele, e sim de si mesmo. Não se submeter é colocar-se sob a tutela de Satanás, o insubmisso, o rebelde. A obediência traz bênção, a insubmissão traz maldição!

Jesus foi o obediente por excelência, por isso, lhe foi conferida toda a autoridade. Sua autoridade ficou caracterizada pela obediência (Cf. Fl 2,8). Ele nunca precisou dizer que era autoridade, Sua vida era uma demonstração, tudo era exercício no amor. Jesus, por obediência ao Pai, aceitou morrer numa cruz. E o preço dessa obediência foi a morte, mas junto veio a ressurreição (Cf. Mt 21,23-27).

Nosso modo de viver a Obediencia

Autoridade e Submissão

Deus se manifesta a nós, Canção Nova, através das autoridades constituídas. De quem exerce autoridade, maior responsabilidade se exige. A autoridade vinda de Deus é diferente da autoridade vinda do mundo, porque a sabedoria de Deus é loucura para o mundo: no Reino dos Céus, é maior aquele que serve.

Aceitar e obedecer às pessoas constituídas pelo Senhor é obedecer ao próprio Deus, e toda autoridade deve ser exercida e obedecida dentro de uma liberdade. Quando a autoridade é exercida humanamente e com imposição, causa nas pessoas a obediência por medo ou por conveniência, não por submissão em amor (estar submisso = estar sob a missão de…).

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A obediência é, na verdade, um fardo leve, um instrumento eficaz de libertação. Jesus, pela obediência, libertou-nos da desobediência; tornou-nos capazes de realizar a vontade de Deus. A obediência não se faz senão na renúncia de si próprio, na humilhação e no sofrimento. Não existe outro caminho de obediência a não ser o da cruz.

Submissão também é pobreza, mas, para o homem ser submisso a Deus, ele deve, em primeiro lugar, treinar o ser submisso aos que estão ao seu lado. Estar submisso é estar como um escravo, sempre disponível, fazendo a vontade do seu Senhor.

 

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova