Depois de fazer esta linda experiência de alcançar o cume e contemplar Deus na beleza da criação, é preciso descer da montanha. O meu lugar é o Céu, mas ainda habito este mundo terreno.

Não podíamos descer muito tarde para não anoitecer. Foram mais três horas e meia de descida. A história que “para baixo todo santo ajuda”, não tem nada de verdade em uma descida de uma montanha de mais de 2400 metros.

Saímos do Pico às 13h00. A descida exigiu muito esforço físico, muito cuidado para não escorregar e cair nas pedras. Exigiu muito dos braços, das costas, das pernas e principalmente dos joelhos. Resumindo: “Já estávamos cansados da subida, imagine como estávamos na descida”.

Chegamos a base às 16h30. Missão cumprida, sonho realizado, muitas histórias para partilhar, muitas lições que levarei para minha vida espiritual das quais algumas partilho aqui:

  • É preciso seguir as sinalizações, nunca sair da trilha: Em todo o caminho existem referências chamadas “totens” que conduz a pessoa ao cume por um caminho seguro. Por isso, é importante nunca sair da trilha. Sempre existirá a tentação da auto-suficiência humana de seguir o próprio caminho: “Vimos pessoas subindo pelo caminho errado, não seguindo os “totens”, provavelmente estes não chegaram ao cume”. A lição: Eu preciso ter referências e nunca sair da trilha que a Igreja vem traçando a dois mil anos, caminho seguro que me levará ao Cume.
  • Saber onde pisar para não contundir-se. Sempre em nossa vida devemos saber onde estamos pisamos para cair nos erros da vida que nos machucam e pode fazer-nos desistir da caminhada.
  • Caminho lindo, mas difícil: A escalada – subida e descida – é linda e extasiante, mas não é fácil. É um longo caminho, cheio de pedras, barreiras, muitas escaladas, alguns escorregões e quedas. Assim é minha caminhada humana e espiritual rumo ao Céu. Sempre cheio de obstáculos, lutas, escorregões e quedas. Mas um constante erguer-se e seguir em frente.
  • Ascese: Exigiu-se muito esforço físico, foi necessário ter um bom condicionamento físico para aguentar as subidas e descidas. Assim, também acontece com minha espiritualidade, necessito de muita “ascese espiritual” para manter-se firme na caminhada, pois terei altos e baixos na minha humanidade e espiritualidade. Será preciso esforço humano e espiritual para alcançar o Alto. Por isso, treinar e exercitar-se humanamente e espiritualmente para aguentar os “trancos” da vida.
  • Não se alcança o cume sozinho, será preciso a ajuda de um guia (diretor espiritual), a ajuda dos irmãos (vida fraterna), e principalmente da graça de Deus.
  • Se alimentar e se hidratar bem para não passar mal na escalada. A subida exige muito fisicamente e consome muita energia. Por isso, foi importante sempre estar tomando água e comendo algum alimento leve. Mas sem exageros. Assim, também devemos sempre alimentar e hidratar a nossa alma com os Sacramentos e com nossa vida de oração. Sem isso é impossível alcançar o Cume da espiritualidade – o Reino de Deus.
  • O necessário descanso: precisamos parar algumas vezes na subida e na descida para descansar o corpo. Em nossa vida sempre serão necessárias paradas para descanso e retiros – necessidade fisiológica, humana e espiritual. Serão necessárias paradas – dia de descanso, férias, retiros – para com o corpo e alma são alcancemos a meta, a salvação.
  • É preciso descer da montanha: Assim como Moisés, Elias, São Francisco de Assis, nosso Senhor Jesus. Precisamos descer da montanha para manifestar aquilo que Deus falou ao meu coração. Devo, todos os dias, subir a montanha da minha intimidade com Deus. Mas descer para testemunhar e descrever a vivência daquilo que vivi no cume: “Eu vi o Senhor.”

Concluo a partilha desta maravilhosa experiência de vida, agradecendo aos amigos que tiveram comigo neste momento especial: Sargento Nilton, Edilberto, Gilmar, Joaquim, Cícero, Diego, Daniel e Paulo Martins.

Forte abraço,

Até a próxima!

Ademir Costa CN

Chegou o momento do último trecho. O trecho mais difícil! Um enorme paredão de uns quatrocentos metros que conduz ao pico. Quarenta a cinquenta minutos de subida. Sempre unidos em grupo e conduzidos pelo guia.

Depois de quatro horas e meia, momentos de cansaços, pernas pesando, ar faltando pela altitude, muitas pedras e escaladas… Alcançamos o Cume!

É difícil descrever a sensação que vivi naquele momento. Um prêmio, uma meta alcançada, uma realização pessoal, uma recompensa esplendorosa, um contemplar a beleza da criação.

Entendi um pouco da razão de muitos personagens bíblicos, santos e o próprio Jesus Cristo se retirar para os cumes das montanhas: É um lugar no qual se facilita o contato com Deus, facilita a oração e a contemplação. Neste lugar Deus fala e si revela por sua criação.

Foi impossível não sentir Deus falando pela beleza da natureza. Deus gritava naquele silêncio! Realmente a sensação é de estar entrando em um “santuário” esplendoroso.

Fiquei extasiado com a beleza da natureza. Senti a presença de Deus pela obra da criação. O Deus que si revela pelas coisas criadas. Louvei a Deus em meu coração por poder fazer esta experiência.

Foi simplesmente fantástico!

Chegamos ao cume! Mas ainda não acabou. É preciso descer da montanha. No próximo artigo falarei da descida que foi uma experiência desafiadora, e também descreverei as diversas lições que tirei desta aventura para minha vida espiritual.

Até a Próxima!

Continuando nosso caminho ao cume quero partilhar uma experiência muito especial que fizemos de fraternidade, unidade e comunhão.

A fraternidade que já se manifestou na nossa ida até a cidade de Delfim Moreira no sul de Minas Gerais, que foi um ato de profunda caridade de nosso amigo Paulo Martins. Ele veio nos buscar em Cachoeira Paulista às 5h da madrugada. Um detalhe: Ele não subiu! Por problemas físicos ficou na base dos Marins. Mas fez questão de nos levar. Valeu Paulão!

Nossa equipe e o Cícero que tirou essa foto

Depois do Morro do Careca (1900m de altura) continuamos nossa escalada e as subidas eram cada vez mais íngremes e a beleza da natureza cada vez mais exuberante. Neste trecho, fizemos uma linda experiência de família, fraternidade e comunidade.

Um cuidava do outro. Ajudando-se a transpor os diversos obstáculos, sendo apoio para não cair nas pedras, sempre em grupo, em família… Muito legal a experiência que fizemos da partilha: da água, da farofa, da paçoca, do chocolate, de vida e de oração…

A alegria da fraternidade foi um combustível. A unidade era o ânimo àqueles que tinham mais dificuldades na subida. Nós tínhamos uma meta em comum: O cume!

Foram quase três horas de caminhada até o último ponto com água, já nas alturas… Momento de descansar um pouco, lanchar e preparar-se para o último trecho, a escalada final.

Fonte de água a mais de 2000mts de altura

Precisamos em nossa vida sempre ter este sentido de fraternidade para que juntos alcancemos nosso objetivo principal que é a salvação. Se preciso for, fazer-se como o Cirineu que ajudou Jesus Cristo a carregar a Cruz até o fim.

No próximo artigo, continuaremos nossa aventura ao cume, trecho final.

Até a próxima!

Continuo a partilhar da minha inesquecível experiência de subida ao Pico dos Marins. Neste artigo quero dar valor a pessoa do “Guia” que nos conduziu.

Nós saímos da base por volta das 7h da manhã, e começamos a subida com todo gás. Foi necessário esta primeira disposição física, pois o ânimo inicial foi muito importante para impulsionar a caminhada. Mas não sabíamos o que viria pela frente. O instinto individual era de subir até o Pico afoitamente e sem paradas. Mas aqui foi importante a presença de uma pessoa muito importante: o Guia. Ele nos fez parar com 40 a 50 minutos de caminhada em um primeiro trecho. Pois, ainda faltava quase 4 horas de caminhada e escalada. E assim, durante todo o percurso, ele foi dosando nossa energia, para que chegássemos até o cume.

A lição espiritual que tomei neste momento foi o seguinte: Na nossa vida espiritual devemos ter o impulso inicial, geralmente consequência do nosso encontro pessoal com o Senhor, no qual como recém convertido, queremos fazer tudo de maneira afoita e sem discernimento. Mas aqui vem a importância de seguir as orientações de um Guia. Uma pessoa (um diretor espiritual ou pessoas santas) que conhecem o caminho, e nos orientem e nos conduzam por todo o caminho até o Céu.

Sargento Nilton Bento – Nosso Guia – 64 subidas ao Picos dos Marins

O caminho é longo e não é fácil. Sem um guia ficaremos pelo caminho, pois cansaremos, nos perderemos e desanimaremos. Não teremos forças para superar as barreiras e alcançar o objetivo. Assim na minha caminhada rumo ao Céu, preciso de pessoas que orientem meus passos para chegar ao cume.

A partir deste ponto – Morro do Careca a 1900 metros de altura – ainda tinha quase quatro horas de caminhada.

No próximo artigo continuaremos a aventura! Até a próxima…

Na Igreja, as obras de caridade deve testemunhar Jesus Cristo. Em um dos meus textos passados falava que o testemunho de vida pela caridade tem a primazia na ação missionária. Esta atitude de testemunho de vida está sempre acompanhada por ações caritativas.

Porém, as ações caritativas sem a graça de Deus é filantropia, não é evangelização, não é anunciar o nome de Jesus Cristo. Como nos fala o Papa Francisco: Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor.” (Homilia Santa Missa com os Cardeais, 14/03/2013)

Não se podem tirar os méritos de tais gestos de solidariedade feitos por tantas pessoas de boa vontade e instituições seculares pelo mundo, mas tudo isso sem Cristo não é evangelização. Nos gestos de caridades desempenhados nestas ações caritativas executadas nas missões pela Igreja tem como finalidade pelo Espírito Santo dar testemunho da verdade: Jesus Cristo!

A solução é bem simples: Sermos cristãos na evangelização! A palavra “cristão” denomina àqueles que se fazem “novos cristos”, ou seja, seguem e fazem as  obras de Jesus no mundo. Talvez em primeiro momento não seja possível anunciar com palavras o Evangelho, mas que a nossa vida grite por nossas obras que Jesus Cristo é o Senhor.

Forte abraço,

Ademir Costa

@ademircn

Vivemos em uma sociedade influenciada pelo secularismo que tolhe Deus das situações humana no mundo. Por fruto da soberba humana o homem afasta-se de Deus e perde o sentido do seu fim último. Pensando que a liberdade total será uma saída para sua realização humana pela satisfação de seus apetites carnais. Mas por fim, depara-se sempre com o vazio.

Assim, impera em nossa sociedade o primado do individualismo. Alicerçado em um sistema voltado a busca do material e do prazer, que são bens passageiros. O homem fechado para Deus se fecha em si mesmo, caminha por uma via no qual tem que se viver tudo o que pode nesta vida. Tudo se torna objeto para satisfazer os seus apetites e suas realizações carnais e humanas. Os fins justificam os meios.

Neste primado do individualismo não importa um amor ao próximo – altruísmo -, mas o que importa é o eu – meu ego – o egoísmo. Este egoísmo no qual estão impregnadas as pessoas atinge todas as estruturas da sociedade, e diretamente a família. Os cônjuges tornam um objeto de consumo de um para com outro. Quando o objeto não é mais útil, joga-se fora, no matrimônio acontece a separação.

Em uma época no qual o homem tem perdido o verdadeiro sentido do sagrado em seu coração. Quando para muitos, Deus é uma utopia, uma projeção de defesa mental para os fracos. Ou quando simplesmente acreditam que Deus existe, mas é um Ser distante que nos criou e nos jogou no mundo. Alguns outros vivem uma fé de conveniência e sem compromisso.

Todas estas coisas têm consequências nas práticas sacramentais. Os sacramentos são buscados para se cumprir preceitos ou simplesmente como um fim social. Neste meio secularizado, o sagrado é relativizado e depreciado.

Por exemplo: No sacramento do Matrimônio “preocupa-se com a festa, com as roupas, maquiagem, cabelos, carro, lua de mel e etc”. As pessoas casam-se para realizar um sonho, mas como um compromisso de amor diante de Deus. Por isso, muitos casamentos não duram mais que alguns meses. Muitos dos quais são nulos, quer dizer nem existiram, não aconteceu um compromisso consciente de amor. O sacramento foi recebido por conveniência, foi como a “semente lançada em terreno pedregoso”, que logo morre, ou “pérola lançada aos porcos”.

Precisamos como cristãos elevar a dignidade dos sacramentos. De um modo especial do sacramento matrimonial que é tão atacado por esse mundo secularizado.

Forte abraço,

Ademir Costa

A juventude vive um momento difícil em nossos dias, com a chamada liberdade total no qual quase tudo é permitido. Os jovens são conduzidos por uma consciência corrompida e alienada. Os jovens se perdem nos meios modernos que eram para servidos para o seu crescimento, educação e desenvolvimento humano. Surgindo, assim, os mais diversos tipos de relacionamentos sem compromissos nos quais desfiguram até mesmo seu gênero sexual.

Com isso, cada vez mais cedo, os jovens vêm mergulhando em uma vida sexual ativa e desregrada. Muitos se perdendo nos vícios das bebidas e das drogas. Os jovens têm perdido a sua personalidade, deixando-se conduzir pelas modas de momento. Não é fácil para o jovem não ser arrastados pelas correntezas do mundo.

Mas também é certo que por fruto de uma má educação dada por certos pais que mimam os seus filhos. Muitos pais se esquivam da educação de seus “bebês”, terceirizando a educação dos mesmos. A consequência disso é a juventude laxa de nossos tempos.

É preciso destacar também a débil educação institucional por parte do governo que por vezes incentiva situações antiéticas e imorais, como é o caso do governo brasileiro com o “Kit Gay” e a distribuição de camisinhas aos adolescentes nas escolas.

A formação humana destes jovens já está totalmente deformada e comprometida. Por isso, já vemos tantas pessoas com os seus 30 a 40 anos com a cabeça de um adolescente de 15 anos. Perderam o sentido antropológico daquilo que são como pessoas, consequência de  uma má formação na família e na sociedade.

Caminhamos para um futuro de idosos com cabeça de adolescentes… Eita mundo doido é este que vivemos.

Ademir Costa

As relações abertas está se tornando uma moda na sociedade. Principalmente, para aqueles que não querem assumir um compromisso estável e definitivo, com o argumento de ferir sua “autonomia e liberdade”.

A pessoa tem um relacionamento de total conveniência – aberta. Os casais moram debaixo do mesmo teto, mas são livres para que cada qual viva livremente sua vida privada e econômica, como as suas libertinagens, inclusive com outros parceiros.

Para exemplificar, neste contexto de secularismo, existe uma moda na classe média, dos casais frequentarem “Casas de Swings” – locais nos quais os cônjuges fazem sexo sortidamente com outros casais. Este é somente um exemplo da banalização da sexualidade que tem conduzido as pessoas a fazer verdadeiras aberrações que causa grandes danos dentro do exemplo de família na sociedade.

Por fim, a liberdade total e as relações abertas na família é uma falsa autonomia de um mundo sem Deus, que tenta ser criativo, mas cai na desgraça de ser escravo do pecado, por uma vida sem sentido e vazia. O homem sem Deus sempre será escravo de uma falsa liberdade.

Forte abraço!

@ademircn

Refletindo sobre a sociedade atual, é importante se aprofundar em pensar os meios de comunicação modernos. De um modo especial, a internet. Este meio que é um avanço tecnológico muito importante para o homem.

Hoje praticamente ninguém vive sem internet. É quase uma necessidade vital. Mas no âmbito de uma sociedade de pessoas carentes e sem sentido existencial, existe um grande risco das pessoas viverem uma vida totalmente virtual, uma fuga da realidade.

Em um mundo no qual as pessoas estão cada vez mais solitárias, os relacionamentos virtuais proporcionam oportunidades informais de relacionamentos. É certo que algumas pessoas tem feito bom uso destes meios, inclusive para ter relacionamentos sérios. Mas em muitas situações o uso da internet é para finalidade não idônea como para o sexo virtual e a pornografia. Além disso, muitas pessoas buscam a possibilidade de encontros reais para sexo casual. Surgem assim, os abusos de menores, estupros, traições e etc…

Pode parecer algo distante, mas a tentação no uso da internet para fins pecaminosos está bem próxima de todos e podem abalar e destruir famílias. Por isso, a Igreja sempre alerta para a importância da educação dos filhos para o bom uso deste meio, como também a vigilância pessoal, pois a tentação se transforma em pecado e a destruição pode vir apenas em um “click”.

Hoje, neste meio, mais que nunca devemos seguir a orientação de Jesus para os seus discípulos: “Vigiai e orai para não caírdes em tentação. O espírito está cheio de ardor, mas a carne é fraca” (Mt. 26,41).

Forte abraço!

@ademircn

Nesta sociedade capitalista e globalizada na qual o lucro é colocado acima da pessoa, o sexo e o prazer são dos seus instrumentos mais sustentáveis. Não tenho medo de afirmar, que o sexo é maior produto de venda deste sistema que rege o mundo.

Por isso, acontece mediante todos os meios possíveis, um incentivo subliminar ou direto ao sexo livre. Não importa a idade, todos são atingidos, desde crianças até idosos. Homens e mulheres são escravos da correnteza que empurra as pessoas a acreditarem que o sexo e o dinheiro são os ápices de um caminho para a realização pessoal. O ser humano se engana, pois um amor reduzido ao sexo e ao prazer desvirtua e reduz o homem aos seus instintos mais primitivos, chegando às vezes a igualar-se a animais irracionais.

O incentivo ao sexo livre tem como consequência todo o tipo aberração: como os estupros, a pedofilia, a pornografia, incestos, sexo com animais, swings, por fim todos os tipos de fetiches e patologias sexuais.

A atitude dos meios de comunicação é apelativo e imoral, fere a dignidade humana. Por meio de novelas, programas, seriados, desenhos, filmes, sites, propagandas, reality show e etc. Ao invés de apresentar um remédio para curar os sintomas das patologias sexuais, despertam as doenças, fraquezas e desequilíbrios de muitas pessoas.

É certo que existe um “sistema”, cabeças pensantes, que maquinam todas estas coisas. O que podemos fazer é denunciar e formar os fiéis cristãos a terem uma consciência crítica diante dos meios de comunicação.

A sociedade tenta excluir Deus de seu contexto ético sexual, mas se perde em seus princípios básicos, cedo ou tarde a natureza irá cobrar por esta rebeldia contra si própria. Como a simbologia bíblica apresentada narrada na destruição de Sodoma e Gomorra. Um amor reduzido ao sexo e prazer é uma ofensa à racionalidade humana. A sociedade capitalista irá colher, cedo ou tarde, os frutos de tal perversidade da alienação que impõe ao homem.

@ademircn

Em nossos dias, a pessoa usa a outra para satisfazer-se carnalmente. Muitas vezes pelo sexo sem compromisso. No qual a “carne” vai se acostumando e com o tempo não mais se contentará com este prazer físico oferecido pelo objeto de consumo – o homem ou a mulher.

A partir de então começa um efeito em cadeia que pode suceder-se da seguinte maneira: A pessoa passa do sexo desregrado e se dirige para o álcool, da dependência do álcool para o vício da maconha, da maconha para cocaína, da cocaína para o crack, do crack para heroína, da heroína para o vazio existencial, do vazio existencial para depressão profunda, da depressão profunda para o suicídio.

O Apóstolo Paulo nos fala: “O salário do pecado é a morte”(Rm.6,23a).  Não porque seja algo fulminante como um ataque cardíaco, mas porque é uma reação em cadeia. É como descer uma escada degrau a degrau para o “fundo do poço”: Os prazeres carnais nunca saciará plenamente um ser humano.

Não dá para preencher vazio com vazio, a sociedade vende uma falsa ilusão, vende uma mentira que gera a morte. Tudo consequência do egoísmo humano, alimentado por um mundo capitalista voltado para o lucro.

Como cristãos não podemos ser seduzidos e arrastados por essa correnteza do pecado que gera morte. Que Deus conceda a nossas famílias a graça do verdadeiro amor que satisfaz e realiza o homem plenamente no seu corpo e no seu espírito.

Sabemos que “… a morte é o salário do pecado, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm.6,23)

Forte abraço,

Até a próxima!

@ademircn

Como vimos no post anterior, neste ambiente de egoísmo e individualismo, o amor conjugal torna-se objeto utilitarista do homem. Este é uns dos motivos da crescente quantidade de separações matrimoniais em nosso tempo.

O Amor conjugal, principalmente quanto ao ato sexual é tratado como simples objeto de prazer. Com isso, a criatividade sexual dos casais sai do natural para atos que vão contra a natureza e dignidade humana. Posso exemplificar o sexo anal e oral, a participação de “terceiros”, a utilização de diversos fetiches e objetos masturbatórios, reprodução dos atos sexuais feitos em filmes pornográficos… Tentam ser criativos por serem vazios!

E por fim, quando ambos estão esgotados da paixão, da atração, do prazer venéreo, simplesmente separa-se porque não existe um amor puro, e procura-se outra pessoa para servir como seu novo objeto utilitário. Assim, em nossos dias, troca-se de cônjuge como se troca de carro.

O amor conjugal reduzido a um objeto de consumo egoísta sempre terminará no vazio. A pessoa usada como objeto de consumo individual torna-se como uma latinha de refrigerante no qual depois de consumida no seu conteúdo, não serve para mais nada, você amassa a latinha e joga no lixo. Pode até se reciclar para uso de outro, mas vai chegar o momento que de tanta reciclagem o “objeto” não servirá para mais nada. As consequências desta atitude de pecado no homem sempre será o vazio existencial.

Os casais precisam ter Deus como centro de seu Matrimônio, para que não seja mais um casamento destinado a separação.

Forte abraço!

Até a próxima…

Ademir Costa

Em nossos dias, a palavra amor foi desfigurada de sua verdadeira essência, por motivo do homem tirar Deus do centro de sua vida.

Por isso, muitas pessoas ao ter uma relação sexual sem compromisso dizem que fizeram “amor”. Este não é o verdadeiro amor. Não é ágape – o amor gratuito de Deus que é doação; talvez uma distorção do amor “eros”, que também não é um objeto ou brinquedo para satisfação carnal e egoísta do homem, mas é uma força vital para sobrevivência humana. Amor sem Deus é puro nominalismo.

O Papa Bento XVI nos fala do amor como mercadoria de consumo: “Mas o modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro « sexo » torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma « coisa » que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria.”(Deus Caritas Est, Bento XVI, 2005)

A sociedade contemporânea não conhece o verdadeiramente o amor. A tirar Deus do centro de sua vida, tira do essência do amor. O resultado é um mundo cheio de pessoas sem sentido existencial.

Se o homem quiser experimentar uma verdadeira realização pessoal e o verdadeiro amor terá de voltar-se para Deus, porque Deus é amor.

Forte abraço,

Até a próxima!

Ademir Costa

“Mas ele respondeu-lhes: Dai-lhes vós mesmos de comer. Replicaram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para dar-lhes de comer? Ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. Depois de se terem informado, disseram: Cinco, e dois peixes.” (Mc. 6,37-38)

Neste trecho do Evangelho segundo São Marcos é apresentado a cena da primeira multiplicação dos pães no qual uma multidão vai atrás de Jesus como ovelhas sem pastor. Um povo sedento e faminto de alimento físico e espiritual. Diante desta situação vem a ordem de Jesus aos seus discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer.”

Meus irmãos, sentimo-nos pequenos diante de tal pergunta de Jesus. Pois como, em nossos dias, podemos dar de comer a uma multidão tão sedenta que vivem como ovelhas sem pastor?

Penso que devemos ter a mesma atitude de fé dos discípulos, devemos apresentar os nossos cinco pães e dois peixes, ou seja, apresentar o nosso pouco, os nossos pequenos e miseráveis dons humanos ao serviço do Senhor que será multiplicado por sua graça e alimentará milhares de pessoas neste mundo.

Amigos não podemos ser omissos no serviço do Senhor. Se você tem o dom de pregar, rezar, cantar, tocar, administrar, ensinar, conduzir grupos, visitar e servir os pobres, pastorear… apresente isto ao Senhor! Este é o seu cinco pães e dois peixinhos que só serão eficazes com a benção do Senhor que irá multiplicá-lo alimentando milhares de pessoas sedentas do verdadeiro alimento da vida que é Deus.

Portanto, a ordem de Deus para nós, discípulos do século XXI continua sendo: Dai-lhes vós mesmos de comer!

Forte abraço

Até a próxima!

Ademir Costa