Eu o vi rastejando, sem mãos, sem pés, sem olhos. Mas com o sorriso mais lindo que já vi

Sr. Samuane. Um leproso agradecido a Deus. Mesmo que não curado da lepra, mas curado na alma. Vai sempre a Celebração Dominical mesmo que rastejando. Desde 1970 está no leprosário de Nkondezi a cuidado das Irmãs Mercedárias. Incrível como um homem nessa situação sorri, conta histórias e ama a Deus com profunda devoção.

Paremos de reclamar e murmurar por qualquer coisa. Converta-me Senhor!

 

A experiência desta semana foi forte demais…

 

Deus abençoe a todos,

 

 

Forte abraço!

 

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova /Moçambique

Neste sábado saí com a Cauany Marcondes – voluntária salesiana – para fazer missão na região montanhosa de Nkondezi na Aldeia de Chiziro.

Saímos por volta da 7h da manhã com o carro velho que um missionário italiano deixou aqui no Zobué por motivo de obras na paróquia. Seguimos até a Casa Religiosa das Irmãs Mercedárias, 30 km de Zobué, para pegarmos uma irmã e seguir para aldeia. Ao chegar lá encontramos padre Ângelo, salesiano, atual administrador paroquial, que também estava rumo a outra aldeia naquela zona pastoral.

Ali nos alertaram que aquele carro do qual estávamos não chegaria conseguiria chegar a aldeia. Esta aldeia de Chiziro está localizada a uns 15 a 20 km – da boa estrada asfaltada que leva a Ângonia. Portanto, não tão distante como a outra que fomos na semana passada na aldeia de Mutche. Mas o percurso de 20 km até a aldeia é de terra com muitas erosões e grandes pedras a se superar. O padre Ângelo nos cedeu o seu carro, que é maior e em melhores condições, e ele ficou com o nosso “carango”, porque a comunidade da qual iria estava ao lado da estrada de asfalto.

Seguimos para Aldeia, conosco foi ainda uma freira mercedária e os animadores da comunidade. E realmente nos deparemos com a estrada muito ruim, fomos com muito cuidado, pois tivemos que passar por terreno de “Rally” com erosões e com pedras enormes do qual o carro tinha que escalar para seguir a estrada. Depois de mais ou menos uma hora de viagem chegamos a Comunidade Santa Maria Gorete. O povo como sempre é um espetáculo de acolhida, esperando hospitaleiramente para nos saudar com canto e danças de boas vindas.

Apresentamo-nos e saudamos a todos. Mas demoramos ainda um bom tempo para começar a Santa Missa, porque tínhamos Batismos de crianças e adultos e também Matrimônios, assim antes devíamos preencher os livros dos sacramentos. Enquanto isso a Cauany e a freira brincavam e animavam as muitas crianças.

 

Começamos a nossa Santa Missa. As crianças que seriam batizadas e os dois casais apostos em seus lugares. A austera capela feita de galhos e palhas repleta de fiéis e muita gente do lado de fora. Como sempre um grupo Coral que toca o mais profundo da alma, cantando com alma, com o coração. Incrível é que são todos simples camponeses que nunca tiveram aulas de canto nunca frequentaram os mais famosos conservatórios, mas cantam e louvam a Deus de coração. Realmente eles vivem essa frase de Santo Agostinho de que “quem canta reza duas vezes”.

A celebração muito simples, nada de Missa Afro, tudo conforme o Missal Romana, do Sinal da Cruz a benção final, com a aspectos culturais totalmente aprovado pela Conferência e pela Santa Sé. Assim, é claro que o padre esforçou-se para celebrar na língua chewa, louvado seja Deus pelo Concílio Vaticano II, que nos permitiu celebrar na língua nativa. A celebração seguiu por algumas horas com muita alegria junto com os batismos e matrimônios. Concluímos a Missa e ainda ficamos para o almoço – Xima e frango – antes de partimos de volta para casa.

Despedimos do povo e pegamos a mesma estrada ruim para chegar a casa das Irmãs Mercedárias, deixar a freira e os animadores e seguir eu e Cauany para nossa casa no Zobué.

Deixo aqui para vocês mais um pouquinho de nossa ação missionária aos fins de semana em Moçambique.

 

Forte abraço,

 

Até a próxima

 

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova /Moçambique

 

Continuação da partilha da missão em Mutche e Khokwe (parte 2)

Saímos de Mutche nas montanhas e fomos para uma região mais baixa, que lembra o sertão do nordeste do Brasil, para Aldeia de Khokwe. Ainda de moto, mas já a noite e sem enxergar muita coisa, pois o farol da moto era bem fraco, por vezes, alguns “animais não identificáveis” passavam pela estrada a frente da moto. Mas, depois de uma hora e trinta chegamos a Khokwe.

Que coisa linda a uns 500 metros da comunidade o povo já estava nos esperando no escuro, cantando e acolhendo com muita alegria a chegada do padre. Nós celebraríamos somente no domingo de manhã, mas chegamos para dormir na aldeia. Ali jantamos e convivemos com o povo já vindo de várias aldeias na região de Khokwe, alguns me disseram que caminharam mais de três horas. Pelas 21h foram todos dormir. Dormimos todos na terra mesmo em uma esteira. A capela ainda em construção aberta e sem teto, a nossa luz era a lua e a estrela. Nunca dormir tão bem em minha vida.

Acordamos bem cedo para preparativos finais dos Batismos, Matrimônio e Primeiras Comunhões. O povo se vestindo e se ajeitando com aquilo que tinha de melhor. As 8h da manhã começamos a celebração e terminamos ao meio-dia. Tudo muito lindo! Como sempre com muita alegria e bem celebrado pelo povo de Deus.

Depois da Missa confraternizamos com o povo com o almoço, dispensamos o povo no qual muitos caminhariam horas até suas palhotas e também nós pelas 13h da tarde seguimos viagem de retorno a Zobué.

Seguimos mais uma vez de motocicleta, como sempre três na moto, mas agora tinha ainda o ofertório da Missa e o galo que ganhei. No meio do caminho, a motoca não aguentou o tranco e depois de uma hora e meia de viagem avariou.

Por Providência caminhamos somente alguns minutos para encontrar uma aldeia. Ali o nosso animador foi pedir ajuda ao régulo – chefe da aldeia -, depois de alguns longos minutos de negociação, cedeu-nos a sua moto para levar-nos de volta ao rio Nkondezi, mais uma hora de moto dali.

Seguimos até o rio e pegamos a canoa para atravessá-lo de volta. Observação.: O Rio Nkondezi tem crocodilos e hipopótamos, mas graças a Deus não vimos nenhum rsrs…

Subimos até a casa do catequista de Samoa onde deixamos o carango. Pegamos o carro e seguimos de volta a nossa paróquia. Cheguei em casa por volta das 18 horas, estava cansadíssimo, mas muito muito feliz por ter levado Cristo ao povo de Deus. Nada paga a alegria da alma de poder viver e se realizar no Ministério confiado por Deus a mim.

 

“Leva-me aonde os homens necessitem tua Palavra // Necessitem de força de viver // Onde falta a esperança // Onde tudo seja triste simplesmente por não saber de ti.”

 

Forte abraço,

 

Deus abençoe a todos,

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova em Moçambique

Uma pequena partilha da missão deste fim de semana – visita pastoral as Aldeias de Mutche e Khokwe em Moçambique.

Neste fim de semana fui conhecer e fazer missão em algumas de nossas comunidades mais distantes da paróquia a quase 100 km da nossa sede.

Sai de carro – um carango bem velho e emprestado – no sábado por volta das 5h30 da manhã e segui para pegar no meio do caminho o animador – Sr. Paulo Viagem – que me acompanharia pelas aldeias. Encontrei-o e seguimos viagem.

Chegamos à margem do Rio Nkondezi no povoado de Samoa por volta das 7h30 da manhã. Deixamos o carro na casa de um catequista da aldeia e atravessamos o rio de canoa.

E do outro lado esperaríamos a motocicleta que nos buscaria as 7h30, mas que só apareceu pelas 10h da manhã. Mas, coitado do jovem que veio da Comunidade de Mutche a duas horas e meia de distância.

Subimos os três na motoca e seguimos viagem. As estradas muito ruins, alguns lugares muita areia e outros lugares com muitas pedras soltas, atravessar riachos e um forte calor. Mas tudo vale pela missão…

Por volta de 12h30 – duas horas e meia de viagem – chegamos a Aldeia de Mutche, já numa parte de montanhas muito bonita e completamente isolada. O povo já estava a esperar. Recebeu-nos com muito canto, com muita alegria, com muito amor, só por isso já valeria todo sacrifício da viagem. Este povo estava a mais de um ano sem Missa, mas nunca deixaram de rezar e celebrar a Palavra aos Domingos.

Ali me apresentei aquele povo, pois não me conheciam – tudo traduzido pelo animador, pois só se fala chewa na aldeia. Depois preparamos o povo para receber o sacramento do Batismo. Tomamos “banho” – não tem banheiros, são pequenos cercados de palha -, almoçamos a Xima e celebramos com o povo em sua simples capela de palha, galhos e bambu. Experiência inesquecível.

 

Um detalhe interessante desta comunidade é que as crianças tem muito medo do homem branco. Eu já tinha tido a experiência em outros lugares daqui, mas nesta comunidade era fora do normal. Muitas delas talvez nunca tinha tido esse contato com o branco. Como também as pessoas daqui de Moçambique tem o costume de fazer medo às crianças falando que o mzungo – homem branco – vai levá-los embora para fazer mal.

Celebramos a Santa Missa com muita alegria até quase anoitecer. Como a chuva estava chegando pelas montanhas, despedimo-nos do nosso povo e tivemos que descer rapidamente para outra comunidade a uma hora e trinta de distância.

 

 

No próximo post continuamos a testemunhar nossa aventura missionária… Chegaremos a aldeia de Khokwe! 

 

Mais que cantar é viver a música: “Leva-me onde os homens necessitem tua Palavra. Necessitem de força de viver…”

 

Forte abraço

 

Deus vos abençoe

 

Padre Ademir Costa –

Missionário da Canção Nova/Moçambique

 

 

Em agosto do ano de 2017, o fundador da comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, fez-me uma proposta em viver experiência missionária em Moçambique no norte do país na Província de Tete. Aceitei o desafio e embarquei para África junto com o seminarista Lucas Paulino.

No ano de 2018, inserimo-nos na missão da Paróquia salesiana São João Batista na Vila de Moatize na diocese de Tete na qual conta com uma pequena rádio comunitária. Essa paróquia conta com trinta comunidades, algumas das aldeias atendidas estão a 100 km da Sede. Ali desenvolvemos nossos trabalhos juntos aos missionários salesianos. O seminarista Lucas Paulino voltou ao Brasil para seus estudos teológicos.

Já no ano de 2019 mudamos de paróquia, eu e o missionário Cristian Boher nos inserimos na missão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição na Aldeia do Zobué na fronteira com o Malawi. Uma paróquia que estava quase há 40 anos sem padre residente, recebia uma ajuda pastoral dos salesianos que vinha da paróquia vizinha a 100 km daqui.

Defrontamo-nos com muitos desafios, mas também como muitas riquezas de experiências missionárias e encontro com a cultura africana que contarei a vocês nas próximas postagens.

 

Até a próxima!

 

Forte abraço,

 

Deus abençoe

 

Padre Ademir Costa / Missionário CN em Moçambique

 

Queridos amigos paz e bem,

Sou padre Ademir Costa, missionário da Comunidade Canção Nova. Comecei com este blog em 2011 ainda quando era seminarista e estava em meu ano de pastoral em São José dos Campos.

Mas nos últimos anos depois de minha ordenação diaconal e sacerdotal, pelos muitos serviços e compromissos, não consegui mais postar neste canal. Pretendo retomar e movimentar o Blog. Não prometo um diário, mas algo que mostre periodicamente nossa missão com o povo de Deus.

Hoje vivo missão na África em Moçambique, mostrarei para vocês um pouco da realidade do meu dia-a-dia como missionário em terras africanas, como também no possível comentarei outros assuntos ligados a missão, a cultura local e a Igreja.

Salve, salve…

Diário de um Consagrado – O Retorno!

 

Forte abraço,

 

Deus abençoe a todos

 

Padre Ademir Costa – Missionário Canção Nova/Moçambique

 

10441274_10152661782529632_606549931681531227_n

Dom Alberto Taveira nos ensina: “É possível fazer compromissos definitivos.”

O dia 02 de fevereiro de 2015 foi um dia muito especial para mim, pois fiz o meu Compromisso Definitivo com a Comunidade Canção Nova. Foram oito anos de amadurecimento, lutas, alegrias e etc… para chegar este momento de graça em minha vida.

Diante de um mundo do descartável e do perecível, eu digo que é possível, com a Graça de Deus, fazer compromissos definitivos nesta vida.

Sou feliz, sou realizado, sou todo do Senhor! Pra Sempre Canção Nova!

Forte abraço!

Até a próxima….

 

Ademir Costa

Seminarista da Comunidade Canção Nova

 

10320601_527879683991075_7146482802019789149_n(1)

A minha alegria de seguir um profeta, que com sua vida nos anuncia o Cristo ressuscitado que virá uma segunda vez para estabelecer “céus novos e terra nova” (cf. 2Pd. 3,13).

Não sigo o Monsenhor Jonas por fanatismo ou alienacao. Ele não fez nenhuma “lavagem cerebral” em mim. Este sacerdote sempre guiado pelo Espírito Santo simplesmente deixou-se conduzir por Deus como uma pluma soprada pelo vento.

Assim, foi toda a sua vocação no seminário salesiano – anos 50, seu contato com a música, sua ordenação sacerdotal, seu encontro pessoal com a Palavra de Deus, sua efusão no Espírito Santo – anos 60; como os encontros com os jovens – inícios dos anos 70 – que preparam o caminho para a fundação da Comunidade Canção Nova – anos 78, a partir dos encontros de evangelização veio o trabalho com os meios de comunicação, rádio – anos 80, TV – 1988 e internet – na virada do século…

Em 2008, veio o Reconhecimento Pontifício da Igreja desta obra de Deus. A Igreja dizendo que este carisma é capaz de fazer santos.

Deixei tudo para fazer parte desta obra de Deus chamada Canção Nova, de maneira muito consciente e livre. A vocação é um mistério de Deus! Em sete anos de comunidade tenho cada vez mais a certeza que fui criado desde sempre para fazer parte deste corpo.

Aqui sou feliz, sou realizado como pessoa… O mundo não é capaz de oferecer tudo aquilo que experimento no meu dia-a-dia dentro desta Obra.

Sigo com muita alegria este profeta chamado Monsenhor Jonas Abib. E com ele desejo no profundo de meu coração preparar o caminho do Senhor para sua “segunda vinda”.

Forte Abraço,

Até a próxima!

 

Ademir Costa

Seminarista da Comunidade Canção Nova

“Nas montanhas resplandece a glória de Deus.
O sol brilha nas colinas,
Meu coração também brilha de amor por Jesus.

Como um pássaro  pousar nas mãos do Senhor.
Pequeno pássaro, sempre cantar seu louvor.
Aleluia, aleluia, aleluia.”

Este é hino de nosso Compromisso na Canção Nova, no qual renovamos dia 02 de Fevereiro. Esta música inflama minha alma no anseio de consumir minha vida na missão de evangelizar nesta comunidade que eu amo. Ser Canção Nova não é fácil, exige muitas lutas, suor e lágrimas. Mas a alegria de viver nesta comunidade é infinitamente superior as estas coisas pequenas.

Muitos no mundo caminham sem rumo a procura de algo. Eu encontrei este “algo”. Encontrei Cristo. E Ele me trouxe para dentro do seu coração que é a Igreja. E me trouxe para um cantinho mais profundo e muito especial de seu coração que é Canção Nova.

Meus irmãos, não tenho medo de testemunhar: Sou feliz e realizado por servir esta Obra de Deus. Por ter sido escolhido e consagrado desde sempre por Deus para ser Arca deste carisma.

Aqui quero morrer e consumir a minha vida pela Igreja do Senhor. Cantar esta Canção Nova é a alegria de minha juventude.

Somos da geração Bento XVI!

“Em meio a globalização, redes sociais, crise econômica…muitas vezes, os jovens, sem raízes, são levados para fora do caminho da vida. Essa geração precisa, mais do que outras, de edificar-se em Cristo” (Cardeal Antonio Maria Rouco – homília de abertura da JMJ 2011)

O grito do Papa Bento XVI para os jovens ao chegar a Madrid para JMJ foi “Não vos envergonheis do Senhor”. Mais que um grito esta foi uma convocação. Colocou os Jovens em ordem de batalha. Como que dizendo, agora é a hora, vamos testemunhar a verdade. O Papa sabe que jovem é movido por desafios, curte a radicalidade.

A Jornada Mundial da Juventude é um testemunho da verdadeira radicalidade a ser seguida. A origem da palavra radical vem de raiz. Por isto, afirmo que a geração Bento XVI é radical, como diz o tema da Jornada: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé.”(Cl.2,7)

Sejamos em nossos dias, testemunhas para muitos jovens que estão à procura da verdade, estes mergulham inconsequentemente nesta busca, muitos se perdem em movimentos que desfiguram a imagem e a personalidade da juventude. Com nossas vidas apresentemos-lhes o caminho da verdade, o rosto da verdade é Jesus Cristo.

Sejamos radicais no nosso testemunho de juventude sempre enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé.

“Cantai ao Senhor um cântico novo, exorta o salmista. E é um programa de vida cristã muito precioso…O homem novo sabe qual é o canto novo…“Cantem com a voz, cantem com a boca, cantem com o coração, cantem com um comportamento reto…”(Dom Stanislaw Rylko, 03/11/2008)

Eu devo cantar esta Canção Nova, este é o meu programa de vida. Grita em minha alma esta busca do homem novo. Que não é uma caminhada fácil. É um caminho difícil e doloroso. É preciso deixar-se humilhar, apresentar as feridas e limitações para que sejam curadas e trabalhadas por Deus.

Minha vida tem que ser um canto novo. Como disse o Cardeal Rylko, este cantar não fica apenas nas palavras, mas esta canção acontece na vida. Por isto é um programa de vida. Porque deve fazer parte do meu cotidiano.

Senhor ensina-me a cantar todos os dias de minha vida uma Canção Nova, porque quero ser um homem novo para um mundo novo. Amém.

A presença de Nossa Senhora é discreta e silenciosa. Ela faz de tudo para levar todas as pessoas para o seu Filho.

Irmãos, tive a graça de visitar Fátima em Portugal em 2008, não consigo descrever a experiência que tive com Nossa Senhora naquele lugar. Foi algo muito simples, mas profundo. Em todos os lugares em que passava, era muito forte a presença d’Ela, era como ela tocasse minha alma.

Naqueles dois dias, rezei muito nos locais das aparições e no Santuário, onde consagrei toda minha vida e minha vocação a Nossa Senhora de Fátima, coloquei ali no Altar do Mundo, como nos dizia o Beato João Paulo II, toda minha vida.

Em Fátima, minha devoção a Nossa Senhora deu uma guinada. Hoje trago no meu coração a fé viva e a certeza que Maria sempre caminha ao meu lado me levando para junto de seu Filho para curar-me e salvar-me.

Nossa Senhora de Fátima rogai por nós…


Para servir bem ao Senhor devemos estar bem espiritualmente, psicologicamente e fisicamente. Santo Tomas de Aquino nos ensina que o ser humano é formado de alma e corpo. Muitas vezes cuidamos do espiritual, mas esquecemos de cuidar do corpo.

Nós encontramos tempo para fazer tanta coisas supérflua, será que não é possível cavar um tempinho para fazer algum exercício físico, meia-hora pelo menos três vezes por semana. O seu corpo irá agradecer, e você verá que isto fará um grande bem para sua vida.

Hoje você está bem, porém no futuro seu corpo irá te cobrar, nisto já será tarde.

Por isso, faça um bem para você mesmo, cuide de seu corpo.

Na vida enfrentamos muitos sofrimentos e enfermidades, que às vezes parece ser impossível aguentar. Devemos nestes momentos nos apoiar nos exemplos dos santos.

Um grande santo que carregou durante toda sua vida sofrimento e enfermidade, foi Padre Pio de Pietrelcina.

Desde da infância já sofria com muitas enfermidades, sobreviveu por graça de Deus, e ainda por não bastar isto, ainda era perseguido pelo demônio. Padre Pio foi com muita dificuldade ordenado sacerdote. Depois de ordenado teve a graça de receber no seu corpo os estigmas do Senhor durante mais de quarenta anos.

Nos momentos de sofrimentos e enfermidades devemos invocar a intercessão deste grande amigo. Faça a experiência e testemunhe.

Santo Padre Pio rogai nós…


Depois de meu encontro pessoal, servia ao Senhor em minha Paróquia era fiel e procurava uma vida de santidade. Porém, me faltava algo…

Nesta época conheci a Canção Nova, me encantei, encontrei meu tesouro. Deixei pais, irmãos, casa, emprego, carro, namorada…Para consumir minha vida pelo Evangelho. Encontrei o que me faltava.

Tudo o que se vive neste carisma é o que alimenta e sustenta minha alma. Ser Canção Nova me realiza como filho de Deus, sou feliz.

Sou Canção Nova para glória do Senhor…