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… que ele cresça, e eu diminua.”  (Jo 3, 30)

 

Estas palavras de João Batista no Evangelho de João marcaram minha vocação. A minha vocação é consequência da experiência de Batismo no Espírito Santo. Recordo-me que voltando daquela experiência de oração no ano de 1996, desejava deixar tudo e doar a vida para Deus pela evangelização como sacerdote.

Ainda naquele primeiro fervor, lembro-me que refletia sobre o serviço de Deus e a humildade, pensava em ser como “tapete” para os irmãos para que a Obra de Deus acontecesse nas suas vidas, e muitos pudessem fazer a mesma experiência que fiz. Neste tempo, rezei muitas vezes com esta passagem, … que ele cresça, e eu diminua.” (Jo 3, 30). Eu tinha uma enorme gana de servir ao Senhor. Desejava trabalhar para de Deus na Igreja, mas de maneira que somente Jesus aparecesse. Nunca usando do serviço de Deus para minha exaltação pessoal e autopromoção.

E foi o que aconteceu, durante três anos, meu serviço foi nos bastidores, tinha uma profunda vida de intimidade com Deus. No serviço da Igreja, ficava na Capela do Santíssimo, como um simples intercessor dos grupos de jovens e nas experiências de oração da paróquia. Ele crescia em minha vida e vocação e eu diminuía. Sabia que tudo provinha d’Ele em minha vida.

Neste tempo, o fogo vocacional permaneceu vivo. Porém, a voz de Deus pedia para esperar passar a empolgação inicial para dar passos. Depois de três anos, resolvi dar passos concretos no meu chamado. Conheci a Canção Nova neste período inicial de caminhada, encantei-me pela obra, pela espiritualidade e forma de vida missionária, e ainda como a possibilidade de ser padre dentro da comunidade.

No ano 2000, fui chamado para fazer os encontros vocacionais. Mas, recebi já no segundo encontro uma resposta negativa para minha vocação na comunidade. Tive um sentimento de recusa de Deus. Tive um sentimento de inutilidade vocacional. “Briguei” com Deus, mas permaneci fiel… Porém, ainda continuou viva uma brasa vocação a fumegar em meu coração. Ela permaneceu viva pela graça de Deus por 4 anos. Neste tempo, continuei servindo a Deus em minha paróquia. Foi um longo tempo de deserto interior.

No ano de 2004, Deus me tirou deste deserto e devolveu-me a esperança vocacional. Consegui, por graça divina, retomar o caminho vocacional com a Canção Nova. Sempre trazendo para a minha vocação as palavras de João Batista: “… que ele cresça e eu diminua”.  Depois de dois anos de vocacional, com muitas provações, ingressei na comunidade em 2007.

Entrando na comunidade Canção Nova esta passagem sempre me acompanhou, foi como uma bússola para minha vocação. Quando o orgulho humano tentava se sobressair em mim, as correções de Deus vinham forte sobre minha vocação, sempre acompanhada por esta passagem do Evangelho de João.

Por isso, escolhi como lema do meu diaconato esta passagem: …que ele cresça, e eu diminua.” (Jo 3,30). Alguns comentaristas bíblicos falam que com estas palavras João Batista desaparece dos Evangelhos. Rezo a Deus e peço a graça de que isto também aconteça comigo, que eu desapareça e somente Jesus apareça por meu ministério. Amém!

 

Diácono Ademir Costa 

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A verdadeira Igreja Corpo Místico de Cristo que nos apresenta o Concílio Vaticano II não é fundamentada em ideologias humanas. Mas aquela que tem Cristo como seu centro, alicerce e cabeça, e nós como seus membros devidamente organizados.

Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. […] Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. (ICor.12,18-22.27)

Meus irmãos e irmãs, tomemos cuidado com alguns movimentos extremistas que estão inseridos na Igreja! Alguns que pregam uma anarquia na Igreja, dizendo não precisa de uma Hierárquia eclesial para governá-la… Outros que são contrários ao Concílio Vaticano II, e protestam contra o Papa, mesmo que de maneira velada, estes são muito perigosos, porque são lobos disfarçados de cordeiros, estão dentro da Igreja disseminado “tradições medievais” como se fosse a única verdade.

Dá minha parte, sempre estou e estarei com Roma, estarei com o Papa, sempre seguirei a voz de meu Bispo, porque sei que devo ser um “membro saudável” no Corpo de Cristo e não um “câncer” a causar-lha mal. Se sou um “câncer” no Corpo de Cristo devo ser extirpado!

Sou Igreja Católica! Faço parte do Corpo de Cristo…

Louvado seja Deus!

Forte abraço! Até a próxima!

Ademir Costa

seminaristaSomos seminaristas católicos apostólico romano. Felizes por corresponder ao chamado de Deus.

Realmente digo isto de coração: Sou feliz por corresponder ao chamado de Deus para minha vida!!

Quero ser padre não por dinheiro, fama ou sucesso. Se fosse para isso teria buscado outros caminhos. Mas quero ser padre para ser todo de Deus, uma doação total e integral em sua Igreja.

Isto é dom e tarefa. Quer dizer acima de tudo é dom de Deus, é graça que nada e ninguém no mundo pode dar; é Deus que sustenta meu chamado. Mas é tarefa porque depende de mim, na liberdade da disposição e na reposta diária que dou a Deus a minha vocação.

Meus irmãos sou profundamente felizes por ser seminarista e seguir este caminho rumo ao sacerdócio.

Desafio a você meu irmão que sente a voz de Deus no seu coração, a dar uma resposta. Mesmo diante dos medos e inseguranças, não se perturbe, Deus não chama os perfeitos! Não relute em responder a Deus. É certo que Ele não vai ferir sua liberdade, mas aconselho é mais feliz aquele que corresponde ao chamado do Senhor.

Mais uma vez repito: “Sou seminarista católico apostólico romano. Felizes por corresponder ao chamado de Deus!”.

 

Forte abraço,

 

Até a próxima!

 

Ademir Costa

Seminarista da Comunidade Canção Nova/Diocese de Lorena-SP

 

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A um ano atrás subia a fumaça branca da Capela Sistina: “Habemus Papam!”.

Em meios a tantas especulações de quem seria o novo papa, veio uma grande surpresa: Giorgio Mario Bergoglio! Com o nome de Francisco!

Mas quem era este Cardeal? Poucos sabiam que era um argentino. Um cardeal até então pouco conhecido no mundo.

Mas quando apareceu na bancada da Basílica de São Pedro, já se viu a grande simplicidade de se apresentar com uma veste muito simples. E ainda, a suas palavras simples e pessoal, como a humildade de pedir oração ao povo de Deus. Já conquistou nossos corações.

Começava o pontificado do Papa Francisco, que surpreendeu o mundo trazendo uma dimensão mais pastoral e humana para Igreja. Com certeza o Espírito suscita um papa para necessidade de cada tempo. Foi o mesmo grito de Deus de 800 anos atrás: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja”.

Este papa que fala muitas coisas que não ficam somente na mente, mas vai ao coração, como quando diz da Cultura do Encontro, de lutar contra a cultura do descartável, de ir contra a corrente, de ser um pastor com o cheiro das ovelhas.

Este Papa nos incomoda! Sou sincero com todos vocês em dizer que o pontificado do Papa Francisco tem sido um grito em minha alma de seminarista, um tempo de conversão para mim. Não posso ficar no comodismo, tenho que sair de mim para ir ao outro.

O Papa Bento XVI disse de sua alegria sobre o pontificado do Papa Francisco: “Estou muito contente com a minha renúncia, porque Deus preparou, depois de mim, um fenômeno”.

 

Realmente o Papa Francisco é um fenômeno, por sua humildade e simplicidade. Neste dia em seu twitter pediu apenas uma coisa: “rezai por mim!”

 

Façamos isto! Rezemos por nosso Santo Padre!

 

 

Forte abraço!

 

 

Até a próxima,

 

 

Ademir Costa

 

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Meus irmãos e amigos paz e bem!

Penso que entre nós católicos existe uma unanimidade: Nossa Senhora é nossa mãe!

Por isso, como fazemos com nossa mãe terrena, façamos com nossa mãe do Céu. Peçamos sempre sua ajuda e socorro em todas as nossas lutas e dificuldades do dia-a-dia.

Devemos se fazer criança e pedir o colo da mãe para que recebamos consolo e alí possamos descansar um pouquinho diante de tantas lutas e sofrimentos que vivemos em nossa vida.

“Nossa Senhora está sempre ao nosso lado, sobretudo quando o peso da vida se faz sentir com todos os seus problemas.” (Papa Francisco, Twitter 24/02/2014)

Ela nunca toma o lugar de Deus, mas sempre nos leva para Deus; nos conduz para junto de seu Filho no qual recebemos a força para continuar com alegria nossa peregrinação terrena.

Desculpem meus irmãos evangélicos, mas quanto a Nossa Senhora não existe diálogo. Falem o que quiser, Ela é a Mãe de Deus e nossa. Ou melhor: pode até falar mal de mim, mas não fale de minha Mãe!

Meus amigos, coloquemo-nos sempre no colo de Nossa Senhora, coloquemos os pesos desta vida que faz-nos, por vezes, em pensar em desistir de tudo. Ela sempre está e estará ao nosso lado para nos levar a Jesus Cristo.

Em minhas lutas, eu sempre chamo pela Mãe!

Forte abraço,

Até a próxima!

@ademircn

 

Linguona

A palavras do Papa Francisco são tão simples e mansas, mas sou sincero em dizer: “quebram as minhas pernas!”. Cada vez que o ouço ou leio os seus textos, vejo o quanto preciso de conversão. A última foi ontem na reflexão antes da oração dos Ângelus, quando falou do mal que a fofoca faz:

“…as fofocas podem matar, porque matam a fama das pessoas! É tão bruto fofocar! No começo pode parecer uma coisa agradável, até divertida, como chupar uma bala. Mas no fim enche o coração de amargura e envenena também nós.”

Como isto é verdade! Falo por mim! Parece que muitas vezes minha língua “coça” para falar mal dos irmãos. Como isto me faz mal! Como preciso de conversão!

Penso que mais que lamentar-me, preciso ter uma atitude prática de conversão: Vigiar e cortar as fofocas de minha vida! Ver os irmãos a partir do seu positivo; e não a partir do negativo, das suas fraquezas e pecados.

“Digo-vos a verdade, estou convencido de que se cada um de nós fizesse o propósito de evitar as fofocas, no fim se tornaria santo!”

Papa Francisco: Eu quero ser santo! Vou lutar para tirar este “veneno” de minha vida. Por isso peço a ajuda do Espírito Santo para vencer este mal da fofoca.

Forte abraço,

Até a próxima!

Ademir Costa

Seminarista Comunidade Canção Nova

O Papa Francisco nos fez um pedido pelo twitter: “Rezemos pelos seminaristas, para que ouçam a voz do Senhor e a sigam com coragem e alegria.” @pontifex_pt

1780704_834926166533048_378533836_nA vida de seminarista é um entrar na “forma” para ser formado e modelado na vontade de Deus. Não é fácil! Vivemos em tempo integral a nossa formação espiritual, humana, comunitária, pastoral e intelectual.

Realmente deve ser assim! Àqueles que desejam realmente de coração se  tornarem bons padres, deve viver bem este tempo. O verdadeiro seminarista é aquele que ouviu o chamado do Senhor e deu uma resposta sincera, não está no seminário por fugas ou frustrações humanas.

É certo que existem muitas renúncias, lutas, crises, saudades… Mas também muita alegria, como por exemplo, a vida fraterna e comunitária, aqui não caminhamos sozinhos, temos os irmãos que nos ajudam e dão forças para continuar a caminhada. Um sustenta o outro. Como também irmãos mais experientes, nossos reitores e formadores, que são instrumentos de Deus a nos modelar bons sacerdotes do Senhor.

Sou muito feliz por ser seminarista e viver este tempo profundo de formação e discernimento na vontade do Senhor.

Rezem por nós para que ouçamos a voz do Senhor e a sigamos com coragem e alegria! Porque somos os padres de amanhã!

 

Forte abraço,

 

@ademircn

seminarista Canção Nova/Diocese de Lorena

 

 

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Refletindo as palavras do Papa na sua mensagem para o dia mundial das comunicações sociais de 2014, coloquei-me a observar como tenho feito uso das redes sociais. Fiz-me algumas perguntas: Como tenho vivido uma Cultura do Encontro neste verdadeiro espaço de convivência humana? Tenho feito bom uso destes meios?

Meus amigos, sou vibrado por redes Sociais. Mas venho algum tempo delimitando e moderando o uso dos mesmos, visto não dar conta de utilizar todos ao mesmo tempo. Como também, não posso esquecer que tenho pessoas que vivem ao meu lado, da qual devo ser presença real.

Como disse, não consigo fazer uso de tudo, não sou tão “geração YZ”. O que faço? Organizo meu tempo para que em certos momentos do meu dia possa navegar nas redes sociais.

De um modo especial, o meu favorito é o Instagram. Mas não quer dizer que passo horas conectado nesta Rede. Uso 10 minutos no meio do dia e 10 minutos a noite com algumas verificações esporádicas durante o dia. O mesmo está linkado com o meu Facebook, Twitter, Google+, dos quais também verifico durante o dia em horários pré-determinados, mas não fico preso aos mesmos por muito tempo. Já o Whatsapp somente para necessidades pessoais e essenciais… Talvez para alguns eu esteja atrasado na maneira de usar as redes, mas é a maneira que otimizo o meu tempo.

Sou sincero em dizer que usando a rede desta maneira, tenho feito algumas amizades sinceras e autênticas acompanhada por um encontro fraterno real. Feito amigos e amigas que saem do virtual para o real, uma verdadeira Cultura do Encontro em Cristo.

Eu organizei-me desta maneira para fazer um bom uso das redes Sociais. Não sou um modelo ou exemplo para ninguém. Mas é a minha maneira de viver bem minha “vida virtual”.

Sou eu que domino a minha vida na Rede Social e não ela que me domina.

Forte abraço,

Até a próxima!

@ademircn

Precisamos em primeiro lugar saber o que é o relativismo. O Papa Bento XVI te explica:

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“O relativismo é deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades. (Ratzinger, Homilia da Missa Pro Elegendo Pontífice, 18/04/2005)

Nesta cultura, eu construo as minhas verdades como convém. Incluindo as verdades religiosas. Vivo a minha fé como quero. Eu mesmo faço o meu Catecismo e minhas regras de fé! Diminuo e menosprezo aquilo que a Igreja ensina e não me agrada. Não sigo seus ensinamentos, porque vai contra as minhas vontades. Penso, a Igreja é atrasada e conservadora com suas leis arcaicas que não se enquadram ao nosso tempo. Eu não seguirei estas bobagens…

Vai nessa! Segue pela “cabeça” dos outros e lá na frente com certeza vai se lascar…

Desculpem, mas ser cristão católico deste jeito é ser hipócrita! Relativizar a fé ao meu bel-prazer é querer enganar a Deus. É tonto, quem vive de máscaras! Por exemplo: Na Igreja é uma pessoa santa, piedosa, carismática, reza até em “línguas”… Porém, fora da Igreja vive de maneira profana e libertina – sexo, bebidas, noitadas, rolezinhos, ficando com um, ficando com outra, pegando ali, pegando aqui e etc… Entra no “laxismo”, que me empenharei em escrever em um artigo futuro.

Papa Francisco também nos exorta sobre esta cultura: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã.”(Papa Francisco, Discurso aos Voluntários da JMJ)

Meus irmãos, os mornos serão vomitados! (cf. Ap.3,16) Viver a ditadura do relativismo dentro da Igreja é ser morno. Repito: Os mornos serão vomitados! Não vale a pena!

Sei, que não é fácil nadar contra esta correnteza. Mas temos que nadar!

“Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E também tenham a coragem de ser felizes!” (Ibidem)

 

 

Coragem meus irmãos,

 

Até a próxima!

 

@ademircn

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Em primeiro lugar, devemo-nos perguntar: O que é o secularismo radical?

O secularismo radical é a exclusão de todo aspecto religioso na vida civil. Inclusive anulando a pessoa religiosa de toda a influência na sociedade. Nesta ideologia, a Igreja e as outras religiões não podem interferir em nenhum assunto que não seja religioso. Uma exclusão dos debates públicos: como aborto, eutanásia, moral familiar, política, liberação das drogas e etc… Um cala a boca ao nosso direito de expressão.

É na verdade uma “tentativa de “redução da liberdade religiosa à simples liberdade de culto, sem garantias de respeito a liberdade de consciência”.

Isto já acontece!

A Igreja deve manter silêncio sobre certos assuntos. Calar a boca e ir para sacristia. Agora vocês conseguem entender o motivo de algumas pessoas e países estar tentando tirar a voz da Santa Sé na ONU. Tudo isso é bem planejando por pessoas que perseguem e querem acabar com a Igreja.

Neste secularismo radical, os caras também tentam de todas as formas denegrir a imagem e debilitar a credibilidade da Igreja no mundo. Fechando-se em notícias que não expressam a totalidade da verdade. É como tem dito o Papa Francisco: “…faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce.”

É este sistema que rege e organiza todos estes movimentos pelo aborto, deturpação da família tradicional, casamento homoafetivo, descriminalização da maconha, eutanásia, perseguição à Igreja… O demônio age disfarçadamente no mundo.

O que fazer? Desesperar-se? Aderir ao sistema?

Diante deste secularismo radical, não devemos aderir e nem nos acomodar ao sistema, muito menos se desesperar. Devemos vigiar e orar! Nós estamos inseridos no mundo, na sociedade, não somos Et’s. Por isso Jesus orou ao Pai para que nos não nos tirasse deste mundo, mas concedesse forças para viver aqui.

Em meio a correnteza que tentam nos arrastar constantemente, sejamos sal da terra e luz no mundo pela graça de Deus, pela força do Espírito Santo. Não estamos sozinhos, Cristo está conosco!

Forte abraço,

Até a próxima!

@ademircn

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Aconteceu na noite do dia 7 de novembro, as 18: 30 horas, a celebração de instituição ao leitorato e acolitato dos Seminaristas da diocese de Lorena a serviço da Comunidade Canção Nova, no Seminário Canção Nova, aos seminaristas do 2º ano de Teologia, sob a presidência de Dom Benedito Beni dos Santos, Administrador Apostólico.

A Instituição ao leitorato e acolitato são etapas importantes da formação do candidato ao sacerdócio que, depois de alguns anos de formação, gradativamente vai dando passos concernentes ao futuro exercício do ministério presbiteral. Isto não deve ser encarado como uma “burocracia eclesiástica”, mas sim passos significativos e aprofundados no compromisso que deve levar os seminaristas ao ministério ordenado segundo a graça de Deus.

As funções até então chamadas ordens menores e subdiaconato passaram a ser designadas como ministérios, reduzidos a dois para toda a Igreja Latina: Leitorado e Acolitado.

Os ministérios do Leitorato e do Acolitato podem ser conferidos a leigos, mas devem necessariamente ser conferidos aos candidatos às Ordens sacras, que os exercerão por algum tempo.

O leitor tem a função de proclamar a Palavra de Deus, ao passo que o Acólito serve ao altar, podendo distribuir a Comunhão em casos extraordinários.

Estes dois ministérios são conferidos pelo bispo ou, nos Institutos religiosos clericais, pelo superior Provincial ou Geral assim como pelo Abade, através de rito litúrgico próprio.

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A instituição de Acólito e a de Leitor, conforme a Tradição ficam reservadas aos varões, sem se excluir que tais funções temporariamente sejam exercidas por mulheres.

Seminaristas que receberam os Ministérios de Acolitato e Leitorato:

Ademir Costa
Alexsandro Freitas
Edilberto Carvalho
Edison de Oliveira 
Gilberto Duarte
Givanildo Xavier 
Halan de Melo
Leandro Couto

Um dia histórico e profético para cidade de Assis e para Igreja.

No século XIII (anos 1200), Francisco de Assis foi a Roma pedir ao Papa Inocêncio III a aprovação pontifícia do modo de vida de sua fraternidade. Os cardeais relutavam na aprovação, mas o Papa teve um sonho no qual Francisco de Assis sustentava sozinho a Basílica de Latrão da queda e destruição. Depois deste sonho, Inocêncio III aprovou a forma de vida da fraternidade, por ser um sinal profético para reforma da Igreja da época. Hoje este sonho profético se atualiza com o Papa Francisco que sustenta a Igreja com seus ombros.

Pintura do século XIII do sonho do Papa Inocêncio III

800 anos depois da vida e missão do santo, um Papa chamado Francisco visita Assis. Neste dia, o Papa foi como um grito do próprio santo para apresentar qual é o verdadeiro sentido de sua mensagem de amor e paz ao mundo, pois muitos interpretam a seu bel-prazer o que foi a figura do Irmão de Assis:

“A paz franciscana não é um sentimento piegas. Por favor, este São Francisco não existe! E também não é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmos… Também isto não é franciscano, mas uma ideia que alguns se formaram. A paz de São Francisco é a de Cristo, e encontra-a quem «toma sobre si» o seu «jugo», isto é, o seu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei (cf. Jo 13, 34; 15, 12).” (Homilia do Papa Francisco em Assis, 04/10/2013)

Assim o grito do Santo de Assis continua a ressoar em nosso meio mediante o Papa Francisco que purifica e amplifica esta mensagem de amor e paz tão necessárias para os nossos dias.

Neste dia que celebramos sua memória litúrgica, rezemos:

São Francisco de Assis rogai por nós!

Ademir Costa

Observamos no contexto atual da Igreja, muitos padres e religiosos que tem o dom artístico para música, televisão, rádio, internet e etc. E isto é muito importante na época histórica que vivemos na Igreja. O Magistério sempre nos alerta, mediante muitos documentos, para a inserção e o bom uso dos meios de comunicações para evangelização: A Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados. É servindo-se deles que ela “proclama sobre os telhados”,(72) a mensagem de que é depositária. Neles encontra uma versão moderna e eficaz do púlpito. Graças a eles consegue falar às multidões..(Evangelii Nuntiandi, 45)

Nesta minha reflexão não julgo os padres e religiosos que já estão na “mídia”. A maioria destes faz um lindo e fecundo trabalho de evangelização. Mas tem uma “galera” que tentam chegar à fama a todo custo, não importando os meios… Padres, religiosos e até seminaristas que colocam os meios de comunicação social como centro de sua vida, perdendo-se na busca de fama, do poder e até de dinheiro, sendo carreiristas na busca do sucesso.

Como relatei é muito importante para Igreja o uso dos meios de comunicação, mas aquele que traz o dom e a disposição de evangelizar por estes meios, precisa ter uma boa formação humana, intelectual e teológica. A formação humana para que não se iluda e não se perca com o possível sucesso e fama; formação intelectual e teológica, para que não leve o povo um “falso evangelho” em um caminho de ilusões e soluções mágicas, não apresentando a essência do Evangelho que é Jesus Cristo.

Ainda, nesta questão de padres e religiosos nos meios de comunicação, sempre quem deve sobressair é Jesus Cristo. As palavras de João Batista devem acompanhar aqueles que estão nas mídias de massa: É preciso que ele cresça e eu diminua. (Jo. 3, 30)”

O empenho da pessoa deve ser o anúncio de Jesus Cristo. Se não de nada valerá. Será um simples modismo estéril que durará um tempo e passará sem dar nenhum fruto de fé, ou ainda estragará o ministério e vocação do religioso porque perdeu o foco em Cristo e pôs no seu sucesso pessoal.

Que Ele cresça e eu diminua!

Até a próxima!

Ademir Costa

A mensagem do Papa Bento XVI ao Dia Mundial para Comunicações Sociais de 2013 foi a Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização. Este tema nos conduz a tomar consciência daquilo que deve ser a pastoral da Igreja nas mídias sociais digitais como um novo espaço no qual devemos estar inseridos para anunciar a Boa-Nova.

O Papa nos fala da importância e da contribuição destes meios: “Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade.” [1]

A Igreja evidencia a importância do uso destes meios bem e equilibradamente. Exorta a vigilância, visto que muitos podem se perder em patologias e vícios neste mundo digital. Uma ferramenta que pode ser utilizada para o nosso bem, mas também pelo seu mau uso pode se tornar um instrumento de destruição. Por isso, ter responsabilidade e o devido equilíbrio na utilização destas ferramentas.

Algo interessante que destaco é o fato do Papa reconhecer este ambiente como parte da realidade do mundo: “O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens.”[Ibidem]

Deste maneira, este ambiente não é um simples mundo virtual, por isso Bento XVI exortou a sermos autênticos no anúncio do Evangelho pela Internet: A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, […] consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho… [Ibidem]

O testemunho de vida deve está intrínseco a tudo que postamos e compartilhamos, portanto exige responsabilidade. Não podemos fazer evangelização neste ambiental digital sem a Graça de Deus, sem o auxílio do Espírito Santo. Se não for desta maneira, será infrutífera e não terá força o nosso anúncio. É importante saber linguagens, técnicas, ser profissionais neste meio, mas a eficácia de nossa ação vem do Alto: “… a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da ação de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos.” [Ibidem]

Por fim, o Santo Padre fala do uso destas mídias digitais para um encontro pessoal e real. Não basta ficar somente nos relacionamentos virtuais, mas devemos convidar as pessoas a um encontro real e pessoal com Cristo: “Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contato inicial feito online – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas.” [Ibidem]

Precisamos sair ao encontro das pessoas. Podemos fazer da internet, das mídias sociais, este canal de convite a Cultura do Encontro, proposta recentemente pelo Papa Francisco. É certo que muitos no meio secular já têm feito uso destes meios para transformar o virtual em real, a exemplo do que aconteceu nas manifestações que reuniram milhares de pessoas por todo o Brasil. Com o auxílio do Espírito Santo podemos também fazer movimentos, para trazer de volta para a Igreja muitas pessoas com o uso das mídias digitais.

Esta mensagem do Papa Bento XVI é rica e deve ser guia para nossa missão de comunicadores do Evangelho pelas redes sociais, instrumentos que nos são confiados por Deus para evangelização deste mundo contemporâneo.

Referência

[1] PAPA BENTO XVI. Mensagem para o 47. Dia Mundial das Comunicações Sociais. 2013. Disponível em<http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20130124_47th-world-communications-day_po.html>

Forte abraço,

Ademir Costa

Em nossos dias é essencial a formação de uma consciência reta sobre a informação. É necessário, sobretudo, que todos os interessados na utilização destes meios de comunicação formem retamente a consciência acerca de tal uso, em especial no que se refere a algumas questões acremente debatidas nos nossos dias. (Inter Mirifica, 5)

Alienação

A pessoa alienada não compreende que é o formador da sociedade e da política, e aceita tudo sem questionar, toma para si algo que não lhe pertence. Em nosso tempo, não se tem ética e nem escrúpulo em alienar a consciência do povo. Por exemplo, existem as agências de propaganda que sabem cientificamente como manipular a cabeça do povo mediante mensagens subliminares que age no inconsciente.

Imprensa tendenciosa

É perceptível que os veículos de comunicação – emissora de TV, Rádio, Imprensa impressa, Portal de internet e etc. – segue uma ideologia, segue uma linha política ou filosófica. Assim sendo, a informação sempre nos chegará a partir deste um foco ideológico peculiar de cada canal de notícias e informações. Com isso, surge as manipulações de consciência ou alienação.

Exemplos de alienação e manipulações de informações ou notícias:

Manifestações do mês de julho – Uma bonita manifestação democrática, porém um exemplo de como a “massa” está alienada. Não houve mudança de consciência no povo. Resumindo, foi um jogo de interesses políticos, maus explicados, que fizeram as pessoas irem alienadamente para ruas. Muitos nem sabiam a intenção de estar nas manifestações. Foram manipulados por grupos ocultos de pessoas mal intencionadas.

Lobbys sociais – Tendência geral da imprensa e da sociedade em incutir na cabeça das pessoas algo que não pertencem às suas consciências. Um prova disto, é que foram feitas algumas enquetes em sites e portais, que demonstraram que o povo é contra estes lobbys a favor do aborto, o casamento homossexual, liberação da maconha e etc. Mas mesmo assim é empurrado na consciência do povo, falsas verdades que se transformam em “leis”.

Ibope – O sobe e desce nos índices de aprovação dos políticos ou nas pesquisas de intenção de votos são produzidas mediante uma metodologia que manipula os dados em favor de “alguns”. Exemplo: Entre os muitos erros pesquisas nos últimos processos eleitorais, destaco a de prefeito de Curitiba, no qual o candidato que estava em primeiro lugar, segundo as pesquisas, nem chegou ao segundo turno. Um grande erro ou uma tentativa de manipulação?

Conclusão

Não podemos receber de forma passiva notícias e informações. Devemos ter uma consciência crítica, um filtro, diante de tudo que recebemos. Até mesmo na Igreja, em um curso de teologia, existem posições tendenciosas sobre seguimentos de linhas teológicas. Na dúvida fiquemos com o Magistério, com a voz do Papa, busquemos o verdadeiro pensamento da Igreja. Em tudo devemos ter uma reta formação de consciência para não ser mais um alienado na sociedade, e até mesmo dentro na Igreja.

Forte abraço,

Até a próxima…

Ademir Costa