FULTON Sheen em sua reflexão natalina se refere ao Natal comentando sobre a passagem de Maria  cobrindo   seu filho Jesus com os lençóis e faz referência   ao momento da Sua morte. E também,  por que o Evangelista Lucas vai descrever que, após seu nascimento, Maria o coloca numa manjedoura? Porquê manjedoura é um local de alimentar um ser vivo. Jesus desce do céu para alimentar toda a criação. Para alimentar a cada um de nós, o Pão vivo que desceu do céu! Ele se dá em alimento. Aqui está o Grande PORQUÊ!

                  Ciência é muito importante pois nos leva a questionar o Universo inteiro, e como ele funciona. A pouca fé nos afasta de Deus a muita nos aproxima ( Pasteur). Muitos grandes cientistas ao longo dos séculos eram católicos, muitos inclusive religiosos como padres ou monges.

                  Ciência e Fé não devem se contradizer pois são complementares. Ciência pergunta Como  e O quê, a Fé pergunta O Porquê e Quem!

                  Há duas formas de olhar o Universo, a primeira é olhar como se Deus não existisse e a outra como se Deus existisse.

                  Do ponto de vista de Deus não existir, nada do que você fizer faz diferença pois não existirá o porquê, vida sem significado. É como se tudo fosse um acidente.

                  Se Deus existe eu não deveria fazer o que eu quero apenas, porque tudo que eu faço tem consequências. Tudo que você fizer importará.

                  Do ponto de vista ateísta você pode vencer ou perder. Do ponto de vista do que crê, você pode perder para ganhar. O PORQUÊ do que  crê está acima de tudo, e há uma vida eterna onde não haverá mais choro ou ranger de dentes.

                  Simon Sinek escreveu um livro eu já citei aqui, chamado de Comece com um grande porquê! Ele menciona a Apple, dizendo que nós compramos produtos Apple baseados não em como ou o quê, mas porquê. Porque há inúmeras qualidades nos produtos que fazem deles os ícones perante o mundo moderno. Apple começou dizendo que eles poderiam mudar o mundo com uma tecnologia diferente , usando produtos de altíssima qualidade. O porquê da Apple define o quê da tecnologia.

                  Voltando a esse dia tão maravilhoso o porquê desse Dia nos remete ao LOGOS. Logos traz SIGNIFICADO. Dentro desse LOGOS todos nós somos importantes. Nenhuma outra Religião no mundo traz a prova ou ao conhecimento de que com a vinda do Messias VOCÊ se tornou importante para DEUS!

                  Diga comigo: EU SOU IMPORTANTE PARA DEUS!!!

                  O que eu tenho que atrai Deus para você e para mim? NADA. São Paulo na sua Carta aos Romanos 5, diz que Jesus deu sua vida por nós, por todos os desvalidos, os improváveis, os perdidos, os derrotados. Alguém poderia talvez dar a vida por um justo, mas Ele não fez objeções ao Seu Amor, foi por todos. Neste Natal nós ouvimos São João nos dizer que no principio o Verbo era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. O Logos se fez carne  e habitou entre nós. Aqui está o porquê e o QUEM! Aqui está o sentido da vida de todos nós!

                  Infelizmente mesmo sabendo de tudo isso ainda continuamos vivendo a vida como um ateu prático, ou seja, numa vida que parece sem sentido, parece que a mensagem de São João acima não faz diferença na vida, a vida parece um  acidente.  Fazendo coisas e não demonstrando que sabemos o Porquê de tudo isso aqui.

                  Isso me remete a Viktor Frankl , em seu livro , O Sentido da Vida, escrito a partir da sua experiência no campo de concentração de Auschwitz. Qual era a diferença entre os que caíam e os que se mantinham em pé? Ele concluiu que o ser humano pode sobreviver a qualquer O quê, se tiver um grande PORQUÊ! Um momento emblemático do seu livro, ele narra  os que não suportavam e sucumbiam e os que iam sóbrios a caminho da câmara de gás cantando Shema Israel ou rezando o Pai Nosso!

                  O PORQUÊ se fez carne e viveu entre nós. O significado da nossa vida andou entre nós. Viveu como um de nós. Viu tudo o que os seus passam aqui, e sofreu todo tipo de maldade desse mundo e tomou tudo sobre seus ombros para nossa Redenção. Aqui está o grande Porquê, a nossa Salvação! Tudo o que Ele fez entre nós, tudo sem exceção : PARA FAZER A VONTADE DO PAI!

                  E fazer a Vontade do Pai, é amar sem medida! Deus nos escolhe um por um pois Ele nos ama, individualmente, para cada um de uma maneira particular  de nos amar. Aqui está o Grande Porquê!

                  Feliz Natal de um Deus que apesar de todas as nossas quedas, Ele com Amor sabe nos erguer e nos apontar para o significado da nossa existência, amar a Ele acima de tudo e a todos como a nós mesmos!

                 

                 

                   

                 

                          

                                   

        

                  Oremos: Abbá (Pai) Amado, diante do Presépio eu só posso te contemplar de alma aberta e te agradecer por ter vindo habitar no meio de nós. Com São Francisco eu quero derramar as minhas lágrimas por admirar o Senhor no mais pobres dos pobres lugares do mundo. Eu quero acolher em meus braços e te aquecer. Eu mal posso esperar para com o Senhor vir fazer a Tua vontade em mim. Renova-me como seu nascimento em todo o meu interior que necessita de restauração e de redenção. Como Santo Agostinho, dá-me o que me pedes e pedes o que quiseres!

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém

 

Uma reflexão natalina magistral da filósofa judia que se converteu a Cristo, morreu mártir em Auschwitz e foi canonizada pela Igreja

No recolhimento da abadia beneditina de Beuron, em 1932, três anos antes de entrar no Carmelo, Edith Stein escreveu uma riquíssima meditação teológica sobre o Natal. O texto, pronunciado numa conferência da Associação de Acadêmicos Católicos de Ludwigshafen, na Renânia-Palatinado, Alemanha, foi publicado pela primeira vez em 1950, em Colônia.

 

Filósofa, judia, ateia, convertida, religiosa e mártir, essa mulher especial começa a meditação não com uma citação erudita, como quem se esforçasse por captar as atenções, e sim com uma reflexão que surpreende pela simplicidade; pela simplicidade de quem tem o olhar inclusivo da fenomenologia. Edith Stein destaca que o fascínio do Natal atinge a todos, mesmo os que pertencem a outras religiões e os não crentes, para quem a antiga história do Menino de Belém não diz nada.

Nas semanas anteriores ao dia de Natal, “uma cálida corrente de amor inunda toda a terra“, porque “todos preparam a festa e tentam irradiar um raio de alegria“. É sempre apreciável o gesto de procurar e dar alegria, de preparar e de preparar-se para uma festa: são gestos estruturalmente humanos. Para o cristão, porém, especialmente para os cristãos católicos, a estrela que leva até a manjedoura é diferente. O coração de quem vive com a Igreja, desde o repicar do Rorate Coeli até os cantos do Advento, começa a bater em uníssono com a sagrada liturgia que emoldura um momento único: o tempo de uma espera que é também ardente nostalgia. Uma espera-nostalgia que cresce durante o Advento e encontra satisfação somente quando os sinos da Missa do Galo anunciam que “o Verbo se fez carne“. Com este anúncio, vemo-nos sempre diante do fascínio do Menino na manjedoura, que estende as mãos e parece já dizer, sorrindo, o que mais tarde os seus lábios de Mestre repetirão até o último suspiro na cruz: “Segue-Me“.

 

Atenção: a Luz da estrela e o encanto do Menino na manjedoura duram um piscar de olhos. “À luz descida do céu, opõe-se, ainda mais escura, a noite do pecado“. Diante do Menino, ao mesmo tempo, os espíritos se dividem em “contra” e “a favor”. Diante do “Segue-Me“, quem não é por Ele é contra Ele. Não por acaso, no dia depois do Natal, enquanto ainda ecoam os sons festivos dos sinos da noite e das festivas liturgias natalinas, a Igreja se desveste do branco de festa e se reveste do vermelho do sangue, e, no quarto dia, já usa o roxo do luto para recordar o primeiro mártir, Estêvão, e as crianças inocentes que foram mortas por Herodes. O que isto significa? Onde foi parar o encanto do Menino na manjedoura? Onde está o bem-aventurado silêncio da noite santa?

 

O que preciso mudar para ser mais feliz?

 

 

Gestos de amor e carinho que quebraram o protocolo da família real britânica

 

 

Como encontrar ajuda e esperança para depressão durante as festas de fim de ano

 

 

O santo que adorava meditar sobre o Natal

 

 

O dia em que Padre Pio segurou o Menino Jesus nos braçoO mistério da noite de Natal, escreve Edith Stein, carrega uma verdade grave e séria que o encanto da manjedoura não deve encobrir aos nossos olhos: “O mistério da encarnação e o mistério do mal estão intimamente unidos“.A alegria do Menino e das figuras luminosas que se ajoelham em torno da manjedoura, das crianças inocentes, dos pastores esperançosos, dos reis humildes, dos mártires, dos discípulos, dos homens de boa vontade que seguem o chamado do Senhor, essa alegria, enfim, caminha de mãos dadas com a constatação de que nem todos os homens são de boa vontade; de que a paz não alcança “os filhos das trevas“; de que, para esses, o Príncipe da Paz “traz a espada“; de que, para esses, Ele é a “pedra de tropeço” que os derruba. Aquele Menino divide e separa, porque, enquanto o contemplamos, Ele nos impõe uma escolha: “Segue-Me“. Ele a impõe a nós também, hoje, e nos coloca diante da decisão entre a luz e a escuridão. As mãos do Menino “dão e exigem ao mesmo tempo“.

Se colocarmos as nossas mãos nas do Menino Deus e respondermos sim ao seu “Segue-Me“, o que recebemos?

“Oh, maravilhoso intercâmbio! O Criador da humanidade nos dá, assumindo um corpo, a sua divindade!“. Aqui reside a grandeza do mistério da Encarnação: quem escolhe a luz, quem fica do lado do Menino, “abre caminho para que a sua vida divina se derrame sobre nós” e traz “de forma invisível o Reino de Deus dentro de si“. O Natal é o começo da aventura de deixar a graça “permear de vida divina toda a vida humana“. Por que Deus se fez homem? Deus se tornou um filho do homem para que os homens se tornem filhos de Deus. Escreve Edith Stein: “Um de nós tinha rasgado o vínculo da filiação divina; um de nós tinha que reatá-lo e pagar pelo pecado. Mas nenhum descendente da antiga progênie, doente e bastarda, tinha condições de fazê-lo. Era preciso enxertar-lhe um ramo novo, saudável e nobre“. Estas palavras de Edith Stein evocam, por analogia óbvia, uma passagem do “Cur Deus Homo” (CDH), de Santo Anselmo, que contém a mesma lógica da redenção: “A restauração da natureza humana não teria acontecido se o homem não tivesse pagado a Deus o que lhe devia pelo pecado. Mas a dívida era tão grande que a satisfação, de obrigação apenas do homem, mas possível somente a Deus, precisava ser dada por um homem-Deus” (CDH 2,6).

Edith Stein tinha aprendido, na escola dos professores do Carmelo, Teresa de Ávila e João da Cruz em particular, que a graça se desenvolve em nós como uma semente que nos transforma, deixando-nos participar da própria vida de Deus. Por esta razão, a meditação seguinte insiste nos sinais fundamentais de uma vida humana unida a Deus.

O primeiro sinal da filiação divina é “ser um só com Deus“. O Menino desceu ao mundo para ser um “corpo misterioso” conosco: “Ele é a nossa cabeça, nós os Seus membros“. Não existimos mais “um ao lado do outro, como pessoas isoladas, autônomas, e sim, todos juntos, como uma só coisa com Cristo“. O segundo sinal da filiação divina é “ser um só em Deus“: “Se, no corpo místico, Cristo é o corpo e nós os membros, então somos membros uns dos outros e, todos juntos, somos um só em Deus“. A medida do nosso amor a Deus é o nosso amor para com o próximo, “seja parente ou não, seja-nos simpático ou não, seja moralmente digno da nossa ajuda ou não; quem ama com o amor de Cristo, ama a humanidade por Deus e não por si“. O terceiro sinal da filiação divina é a disponibilidade para aceitar qualquer coisa da mão de Deus: o “faça-se a Tua vontade!“, em toda a sua extensão, deve ser o critério da vida cristã. Ele deve permear a jornada da manhã até a noite, o curso do ano e de toda a vida. “Deve ser a única preocupação do cristão. Todas as outras o Senhor as toma para Si“.

À luz e ao calor da Noite Santa, quando mal começamos a nos confiar ao Menino, apertamos confiantes a Sua mão e vemos com clareza o que devemos fazer ou não fazer. Mas a situação não ficará assim para sempre. Quem vê o encanto do Menino na Noite Santa não pode fingir que não percebe que o caminho que parte de Belém conduz ao Gólgota, vai da manjedoura até a cruz. “Quem pertence a Cristo deve viver toda a vida d’Ele“. A noite de Natal e a noite da cruz são uma única noite. Chegará o tempo do sofrimento e da morte para cada homem. Quando ele vier, a confiança em Deus permanecerá firme? Estaremos dispostos a aceitar qualquer coisa da Sua mão? Seremos ainda capazes de dizer “faça-se a Tua vontade“, mesmo na “noite escura“, quando a luz divina já não brilhar e a voz do Senhor silenciar?

Os mistérios do cristianismo são um todo indivisível. Quem se aprofunda em um, acaba por tocar os outros todos, escreve Edith Stein. Sobre o luminoso esplendor da manjedoura paira a sombra da cruz. A luz da Noite Santa se apaga na escuridão da Sexta-Feira Santa, mas volta a brilhar mais forte na manhã da Ressurreição. O Filho encarnado de Deus, através da cruz e da paixão, chega até a glória da ressurreição. É assim que cada homem deve sofrer e morrer. Se for um membro vivo do Corpo de Cristo, porém, o seu sofrimento e a sua morte se tornarão, graças à divindade da Cabeça do corpo, redentores: “Cada um de nós, toda a humanidade, chegará, com o Filho do homem, através do sofrimento e da morte, até a mesma glória“. E o Salvador, sabendo que somos homens em luta diária com as nossas fraquezas, vem em nosso auxílio com aqueles que Edith Stein chamava de “meios de salvação“: “estar todos os dias em relação com Deus” através da escuta da Palavra, da oração litúrgica e interior, da vida sacramental. Mas é principalmente para o “Salvador eucarístico” que precisamos abrir espaço, para podermos transformar a nossa vida na d’Ele. Assim como o corpo terreno precisa do pão de cada dia, assim também a vida divina aspira em nós a ser alimentada continuamente: “Em quem realmente faz d’Ele o seu pão de cada dia, cumpre-se diariamente o mistério do Natal, a encarnação do Verbo“. E esta é, sem dúvida, a maneira mais segura de manter ininterrupta a união com Deus e de enraizar-se todos os dias e cada vez mais firmemente no corpo místico de Cristo.

Edith Stein escreveu vinte páginas de meditação sobre o Natal, densíssimas, para lembrar que os mistérios do cristianismo são um todo indivisível, porque todos são mistérios portadores de salvação. Encarnação, cruz e ressurreição são inseparáveis. Só porque verdadeiramente o Filho, que é Deus, “se fez carne” é que Ele poderia morrer e ressuscitar, arrebatando-nos da morte e nos abrindo um futuro em que esta “carne”, a nossa existência terrena, entrará na eternidade do Reino de Deus. Celebramos o Natal como um convite a nos deixar transformar por Aquele que entrou em nossa carne, que se uniu a nós e nos uniu a Si, para permear de vida divina toda a vida humana.

Que o mistério da noite de Natal nos lembre que algo extraordinário acontece mediante a encarnação: a carne se torna o instrumento da salvação.

“Verbum caro factum est“: o Verbo Se fez carne, escreve João Evangelista, e um autor cristão do século III, Tertuliano, afirma: “Caro salutis est cardo“, a carne é o eixo da salvação.

“Se a alma se torna totalmente de Deus, é a carne que o torna possível! A carne é batizada para que a alma seja purificada; a carne é ungida para que a alma seja consagrada; a carne é marcada pela cruz para que a alma fique incólume; a carne é coberta pela imposição das mãos para que a alma seja iluminada pelo Espírito; a carne se nutre do Corpo e do Sangue de Cristo para que a alma se sacie de Deus. Elas não serão, pois, separadas no dia da recompensa, porque estiveram unidas durante as obras” (De carnis resurrectione, 8,3: PL 2,806).

 

 

 

         ALGUMAS pessoas sabem exatamente o que elas querem e exatamente o que elas necessitam.  A Maioria de nós não! Por isso, me incluo neste grupo. Enquanto eu não necessitar verdadeiramente por um Salvador eu não serei capaz de experimentar a Alegria desta chegada. Mas quando eu sei o que eu espero e o que eu anseio, Natal se torna algo muito maior do que um simples feriado.

                             Nesta época do ano as pessoas tem a cada ano se transformados numa preocupação absurda sobre presentear as outras pessoas. Problema nenhum, se o convívio entre estas pessoas fossem no resto do ano, algo que justificasse. Muitas coisas nós ganhamos e não gostamos. Mais um trabalho para ter que trocar.

                             Mas hoje, o Senhor está te perguntando o que você Anseia, o que você quer?

                             NO Capitulo 7 Isaias, descreve o momento onde Deus revela ao seus filhos de Israel, que Ele iria lutar pelo povo judeu. Não somente iria lutar ao lado de Israel mas Ele viria habitar no meio de nós e seu nome seria Emanuel ( Deus Conosco). Muitas vezes em nossas vidas não sabemos o que queremos. Não sabemos pedir a Deus. Por isso Natal é tão profundo que nos leva a refletir sobre o nosso coração. A medida que eu Necessito do Natal, da vinda do Senhor maior é a minha expectativa da sua chegada.

                             MUITAS vezes estamos experimentamos estar fazendo as coisas da Igreja  de forma superficial e sem compromisso. De repente você se confronta com  uma necessidade vital por Cristo. Daí sua vida muda. NO momento em que você acorda para a realidade do Natal, para a necessidade de um Redentor, de um Salvador, de Jesus, então você está diante da realidade de quem sem Ele estaria morto.

                             A Alegria do Natal está diretamente relacionada a verdadeira expectativa daquele que reconhece que precisa de um Salvador. Isso é pessoal. E tem que ser. Mais de 40% dos católicos brasileiros não sabem que se podem ter um relacionamento pessoal com Jesus. Então a Celebração do Natal se torna coisa de criança, ou apenas uma festa de família.

                             Natal é um feriado religioso, no coração! Neste dia estamos então estamos num lugar muito maior do que alegria, música… Eu não sei se o que eu quero é o que Deus quer. Este dia revela o que Deus quer, como Ele responde: – Eu quero meu povo! Ou seja, Eu quero você, diz o Senhor. Deus sabe exatamente o que Ele quer. Então diga ao Senhor que você quer saber amá-lo de volta assim como Ele nos ama. Diga que quer um coração que ama a Deus. Assim neste momento abra seu coração e Louve o Senhor do jeito que você está agora. E o Natal acontecerá em você! Deus nos ama e nos quer imediatamente  quando nós nos abrimos. Venha ao Presépio ser amado pelo Senhor!

                                  

                             Oremos: Abbá (Pai) Amado, eu te peço hoje , que venha revelar nos corações dos descrentes o verdadeiro sentido do Natal. Senhor, seu povo tem se perdido em meio as preocupações do fim de ano, e principalmente em adquirir coisas, presentear coisas que muitas vezes é obrigação. E todas as pessoas foram às compras como tem ido a Igreja, simplesmente por obrigação. Senhor revela nos corações o que o verdadeiro sentido do Natal representa. Sim Senhor, os que se reconhecem precisar  ou necessitar de um Salvador se alegrarão com sua chegada. Ajuda-me nestes dias de Natal a te fazer contínua companhia no Presépio, que é o mais querido por ti, o meu coração! Amém.

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém

capa do livro ecos do silencio

 

Todos nós dizemos coisas erradas. Nenhum ser humano diz o que deve ser dito todas as vezes. Em algum momento na nossa vida nós acabamos dizer uma coisa e arrepender logo em seguida. Viver é perigoso. Este mundo é perigoso. Este mundo não é seguro. Nós podemos viver no medo, ou escolher outra coisa, ou seja, escolher a voz do Senhor que diz: Não tenhais medo, por Ele mesmo ou pelos anjos, neste caso deste tempo, é Gabriel o Anjo que acalma os corações. Ele sempre diz isso e depois desaparece. Que interessante Deus dizendo que fiquemos calmos e depois some. Mas olhando para Maria e José os dois entenderam e disseram OK. Todos eles souberam que o queria dizer o anjo era: Eu estarei contigo até o fim. Deus não fica descrevendo as incertezas Ele somente diz: Eu estou contigo. Nós católicos pensamos muitas vezes que se nós fizermos tudo certo, receberemos o que pedimos. Deus oferece a missão, o chamado, e Ele mesmo.

Lembre que Natal é a Epifania, Emanuel está conosco. Ele se oferece neste mundo perigoso. Além de se arriscar neste mundo Ele simplesmente como Mateus descreve a Genealogia de Jesus, mostrando todo o tipo de gente que a própria Bíblia já havia descrito as histórias das pessoas que seriam seus ancestrais, incluindo prostitutas, e outras famílias defeituosas. Lembre da história de Judah, e Teimar. São os avós de Davi, o grande Rei. Deus não tem vergonha de sua descendência. Mateus sabia que Deus entra nas nossas vidas, que não fica em posição de conforto, Ele se arrisca e vem em nossas famílias defeituosas. A vida de um Cristão é um risco.

Deus que vem neste Natal, Ele se arrisca não somente na Manjedoura mas na Cruz, onde Ele é o Redentor de todo o mundo, mesmo os ateus, se eles aceitarão é outra coisa. Mas a Salvação veio para todos.

Nós precisamos estar prontos todos os dias para lutar, para combater. Não pense em viver uma vida cristã sem risco. Pense em alguém vivendo na China, Shen, de Foujan , lugar completamente Ilegal ser católico. As Missas na China até hoje são quase que domiciliares e proibidas. Fechadas. Um dia Sr. Shen estava abrindo sua casa pela Missa, quando os oficiais chegaram, após todos terem partido, e levaram este homem preso. Totalmente nu e sendo torturado por dias para que entregasse todos os Padres da região. Chegando ao limite de suas forças ele não traiu Jesus e se manteve forte até o fim.

Após liberado tempo depois foi para os Estados Unidos. Chega nos EUA onde tem Missas diárias e ele poderia participar da Missa todos os dias. Mas ao mesmo tempo ele encontrou o outro deus dos americanos. O Dinheiro, se trabalhar muito fará muito dinheiro.  E pela ganância de mais e mais dinheiro, em dois anos não iria mais a Missa dominical nem mesmo no Natal. Um homem que suportou tortura e manteve a fé, mas quando chegou nos EUA, ele deixou de se arriscar, e o mundo tomou conta de sua vida. Ser cristão nos Estados Unidos e aqui no Brasil é  necessária  muita luta para que continue Católico, para que vença as seduções que são muito maiores que as piores torturas da China.  Mas que noticia boa, que aqueles que perseverarem no Nome do Senhor será salvo. Então oremos neste tempo de Natal, pela Igreja Perseguida, Pela Igreja militante, Pela Igreja que sofre, por todos nós e pelo Clero.

Na certeza de que Jesus disse: Eu estarei sempre convosco até fim, renovado em cada Eucaristia até a vinda Final do Senhor Jesus.