Nós sabemos que Deus é fiel porque Ele tem cumprido tudo o que Ele prometeu. Contudo Ele não precisa cumprir tudo o que Ele não prometeu!

           

            Hoje estamos no Natal. Comecemos nossa meditação através da promessa. Quantas expectativas nossas vidas estão cheias. Quão interessante é quando nós temos que dar uma nota, ou um tipo de pontuação, com estrelas, como no UBER, e como quando o assunto são nossas expectativas, nós temos a tendência em pontuar menos, como uma  ESTRELA apenas, porque estávamos esperando algo que nunca nos foi prometido. A mentalidade deste mundo de ser : Mentalidade de uma ESTRELA!

            Hoje estamos meditando a Carta de São Paulo aos Hebreus, e o autor relata que hoje as Promessas de Deus no Velho Testamento se cumpriram. Hoje as promessas de Yaweh através do Profetas em diferentes tempos se cumpriram. E quantas foram? Pois bem, foram 156 profecias a respeito de Jesus. TODAS ELAS FORAM CUMPRIDAS.

            Do ponto de  vista da  Matemática(Estatística), interessante notar que  por exemplo, para que Jesus Cristo nascesse em Belém, naquele dia, a probabilidade era de 1/300.000, para que uma pessoa cumprisse isso, deveria cumprir esta estatística. E a Estatística de todas as profecias serem cumpridas é tão mínima que é difícil descrever em números e sim em potência.

            Isaias profetiza todo o nascimento de Jesus, depois a sua Paixão, morte e Ressurreição. Recentemente muitos críticos duvidaram dos Capitulos 52-53 do Livro de Isaías. Suspeitaram  que a Paixão tivesse sido  incluída no Livro de Isaias pelo homem! E Deus se manifesta novamente, deu um jeito todo inconstestável como sempre.  Todo o Livro de Isaías e claro, contendo Isaias 52-53 do servo sofredor, é totalmente exposto no Museum Histórico  Judaico em Jerusalém dentro dos manuscritos de Qumran, transcritos muitos antes de Jesus nascer.

            Deus prometeu que sofreria por nós, que por suas chagas nós fomos e seremos curados. Olhe bem nas escrituras de Isaias neste tempo de Natal: – Príncipe da Paz, Emanuel, é o próprio Deus.

            Tudo o que Ele prometeu Ele cumpriu e cumpre até hoje e para sempre. O que o mundo pontua tudo isso! Uma estrela! Indiferença.

            Um fato bastante interessante a respeito de uma das canções natalinas mais tocadas no mundo, com uma letra absolutamente comovente vem de um fato curioso. Um famoso poeta, católico afastado, ou seja, cresceu na Igreja e depois se afastou encontrou seu Pároco desde sua infância. O Pároco veio até ele e pediu para que pudesse compor uma poesia ou canção para a noite daquele Natal. Ele imediatamente disse que sim, e ao meditar o nascimento de Jesus através do Evangelho de São Lucas escreveu uma das letras mais lindas até hoje compostas. Como ele não era músico, recorreu a um grande compositor, seu amigo pessoal e mostrou a letra a este amigo que era Judeu. O resultado é foi Holly Night! Veja como Deus age através de dois improváveis para que algo de extraordinário aconteça e toque o mundo. Infelizmente para os dois , tudo isso foi pontuado provavelmente em apenas UMA ESTRELA!

            O problema sempre será quando após a manjedoura, após toda a maravilha da criação se dobrar a vinda do Seu Criador feito homem, após seu crescimento Ele irá dizer: – Renuncie a si mesmo, tome sua Cruz e me siga. Além disso vai dizer no Mundo terei muitas provações, muitos sofrimentos, mas Eu venci o mundo! Ele vai ser Fiel a tudo aquilo que Ele prometeu! Jesus não vai ser fiel ao que Ele não prometeu! Nós não seremos fiéis.

            A questão a seguir é : Ele nunca prometeu que não sofreríamos. Ele nunca disse que não teríamos problemas, que não morreríamos para esta vida. Ele nunca disse que era fácil. Porém Ele disse que estaria ao nosso lado até o fim!

            Nós então damos apenas uma ESTRELA a tudo isso.  Jesus pode confiar em mim,  e em você? Eu aceito Jesus como Ele é?

            Franz Jagerstatter por outro lado, era um grande maestro, cresceu como católico, mas se afastou. Contudo no seu casamento, ao visitar Roma, teve um Encontro Pessoal com Jesus, um verdadeiro tornado. Voltou para sua terra natal, transformado pela Palavra e pelo desejo de servir aos outros e ao Senhor. Era a Segunda Guerra, e o Nazismo tomou conta da sua região. Franz foi contra tudo que o Nazismo pregava e pregava publicamente. Ao combater o Partido Nazista, recusando fazer parte do Exército Nazista, professou sua objeção de consciência. Franz vendo todos a sua volta se rendendo ao Nazismo, foi contra! Ele de peito aberto proclamava que Jesus o pedia que fossa fiel até o final. E assim foi morto pelo Exército Nazista em 1943. Para Franz, Jesus era 5 Estrelas.

            Deus nos deu por outro lado, uma forma diferente de ser uma estrela. Ele nos deu a grande Estrela, a Luz do mundo , Jesus!

            Deus deu aos três  Reis sábios uma Estrela. Os Reis seguem a Estrela e vêm parar em Jerusalém e se dirigem ao Palácio, onde os Reis vivem e encontra Herodes. Herodes  os recebe e se mostra surpreso por não saber de quem eles estavam falando. Continuam seguindo a Estrela Solitária e chegam a uma Manjedoura e dentro daquele estábulo encontram um casal e um bebê. Ali encontram a pobreza da pobreza habitando aquele lugar. Ali estava o Rei dos Reis. Eles precisaram tomar uma decisão, dar ou não os três presentes que trouxeram para um Rei. Pela fé eles o fazem! Não era o que eles esperaram , mas o que foi prometido por Deus, e ao reconhecerem em suas almas Jesus o Rei dos Reis, se prostraram e adorando o Menino Deus  viram a promessa ser cumprida!

            Aceitem Deus como Ele é. Uma profecia, Uma  Estrela e Deus como Ele é! Uma Estrela neste caso é o suficiente.  

 

 

 

 

            DEUS NÃO PRECISA DE NÓS. CONTUDO ELE TEM DEMONSTRADO QUE  NÃO QUER CURAR, TRANSFORMAR OU SALVAR O MUNDO SEM A NOSSA AJUDA. ELE PRECISA DE PESSOAS QUE SEJAM DISPONIVEIS E CAPAZES PARA SEU SERVIÇO.

            Para começarmos a reflexão de hoje, a pergunta que se segue é: – Deus ainda necessita de nossa ajuda hoje? Neste exato momento?  Neste tempo em que estamos vivendo? Será que Deus ainda se importa conosco?  Você crê nisso?

            Eu Creio não somente que Deus se importa conosco, que ele ainda age no mundo em todo momento , e sim, necessita da nossa ajuda neste exato momento!

            Desde a criação onde Deus realiza e cria tudo até a criação do homem, Ele o fez por si. Após nos fazer a Sua imagem e semelhança, tudo, tudo o que Ele decidiu fazer foi com a nossa colaboração. Abra a Bíblia em qualquer livro que não seja o início do Gênesis e você irá encontrar Deus agindo através do ser humano.

            Deus está sempre dizendo:- Escuta Israel, eu quero fazer uma coisa, mas não quero fazê-lo por mim mesmo, Eu quero fazer contigo.

            A única questão é : – Eu quero fazer com Deus?  Emanuel é Deus conosco. Anjo Gabriel, Lucas 1, aparece à Maria e anuncia: – Você será a Mãe do Salvador! Deus não diz que aparecerá um ser adulto ao lado de Maria, mas O Espírito do Senhor descerá sobre você Maria e em você se dará a Concepção do Filho do Homem. O Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós através do Sim de Maria. Nada que Ele faz deixa de passar  pela nossa concordância.

            Olhe para José, São José. José é chamado a ser pai, mas não um pai após uma relação intima com sua esposa Maria. José tomará Jesus como seu filho crendo que Maria foi concebida pelo Espírito Santo ( Deus ).  Inicialmente ele não entende, tenta fugir, tenta proteger Maria de um escândalo. Porém ao ser interceptado por um Anjo em sonho, vê a realidade da Glória de Deus que chega e anuncia diante de seus olhos. José volta e retoma a história junto ao desejo de Deus. Para que alguém possa servir a Deus, duas coisas precisam estar juntas, DISPONIBILIDADE E CAPACIDADE. Quando Deus o chama e nos chama, precisamos estar disponíveis para nos mover na direção que Ele apontar e sermos capazes de realizar sua tarefa, como a Palavra diz, não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.

            A FORÇA  vem dessas duas virtudes acima e delas José era um ser cheio dessas virtudes, não era perfeito, pois não era livre do pecado como Maria, mas era virtuoso, tanto que a Palavra de Deus dirá sobre José poucas coisas  e a maior delas : – José era um homem BOM!

            Padre Joseph F. Callahan, escreveu muitas coisas sobre o bravura e o homem. Muitos de seus escritos versam sobre a personalidade de São José , inclusive a Consagração a São José. Em momento nenhum na história de São José vamos ver algo que os Ocidentais sempre tentaram fazer com São José, que seria fazê-lo velho. José não era velho, nem tampouco fraco. José era um homem viril, porém em todo tempo soube controlar sua virilidade. Que ser humano teria tido a coragem de voltar quando o Anjo lhe apresentou a missão?  José voltou, e tomou o seu lugar na história da Salvação. José era descendente de Davi e tinha o sangue de Davi, o grande Rei em suas veias. José sabia lutar e como lutar, sabia trabalhar, sabia prover, sabia defender , sabia se guiar pelos caminhos das decisões. José era um homem de fé, pois somente assim reconheceria a ação transcendental de Deus em seus atos. José era um homem de oração,  sabia se relacionar com Deus e se por a caminho, José era um homem Disponível e Capaz.

            Beato Fulton Shean descreve a respeito do que as ideologias  recentes vem fazendo ao ser Homem, como uma forma antinatural de fazer os homens, antes dominadores, desbravadores, guerreiros em várias conotações, em pessoas fracas, porque assim todos estariam mais seguros. Fazendo os homens fracos, estes não seriam mais perigosos. ERRADO, você pai e mãe , se vocês estão criando homens para as batalhas que temos hoje e as que virão, que façam dos mesmos meninos perigosos! Que palavra forte. Jamais tente domesticar um ser que nasceu para ser guerreiro. Precisamos filhos que se tornem guerreiros para o futuro. O que é melhor, ser um menino homem legal ou BOM! Lembre-se de alguém em sua faculdade, em sua vida como homem, que quando você fazia algo de errado ele te fazia concertar, não somente com palavras mas também com atos! Sim, o que você pensa desta pessoa?  Que  este cara é um cara legal, ou que este cara é um cara perigoso, que por ser bom no sentido correto da palavra, ele sabe te trazer para o caminho certo!

            A virtude verdadeira da Força é que eu tenho força suficiente para fazer o que eu quero, mas eu a uso para fazer o que é CERTO, ou melhor, ao que eu sou chamado a fazer de forma correta, e se alguém do meu convívio está se desvirtuando, eu sei trazê-lo de volta com moral ao cominho da retidão.

            Leonard Sax em seu Livro Boys Adrift ( 5 conversas que você deve ter com seu filho) aborda a crise dos jovens meninos em nossa cultura. Nossa cultura tem criado duas formas de meninos na atualidade, a primeira é o Bruto, o que tem força e  abusa dos outros, o menino é o CARA. A  a segunda é o cara Preguiçoso. Ele é capaz desperdiçar sua força, ou seja, passa o tempo da sua vida em vídeo games, media social de forma compulsiva ou dormindo, não faz nada perigoso, mas não faz nada   de bom. Ambos usam suas forças de forma errada! A alternativa é cultivar sua força para colocar a serviço dos outros. Usar a força para servir os outros.

            Voltando para nossa reflexão de hoje sobre a figura de São José, podemos afirmar que Deus escolheu um cara Perigoso para uma Missão Perigosa. José  também foi  o escolhido. José tinha que proteger o Filho de Deus, o menino Jesus do Rei Herodes. Ele tinha que ser destemido, ser perigoso, ser bravo e ser valente.

            Na Evangelho, Jesus descreve suas características pessoais : -Eu sou manso e humilde de coração. Bem, aqui temos um termo MANSO que merece toda a nossa atenção para não nos confundirmos, manso com ser fraco. Jesus não era nem um pouco fraco e em todos os momentos que foi necessário usou sua força com total controle de tudo. Manso, podemos referir a um cavalo selvagem, que após a doma, passa a ser o mesmo cavalo anterior, com toda sua força, com todo o seu poder, mas que agora está sobre controle, isso é ser Manso, totalmente diverso de fraco.

            Jesus ao dizer manso, diz que todo o seu poder divino está sob controle, para ser usado quando fosse necessário.

            Lembremos do nosso pai quando nós éramos crianças?  Nosso pai era o cara, o forte, o nosso tudo, o mais inteligente. Quando chegamos a adolescência já começamos a achá-lo estúpido. O que muda é que os Pais gastam as suas energias e forças com seus filhos por serem mais jovens, mas o tempo passa e os traços da idade começam a pesar. Gastaram suas energias com seus filhos e agora o tempo pesa. Mas outros pais gastam suas energias com o trabalho, com seus hobbies, com hábitos errados que enfraquecem o homem.

            O Mal odeia a paternidade. Todos os homens neste mundo são a imagem e semelhança de Deus Pai, por isso o tentador quer denegrir a figura paterna de alguma maneira, seja fazendo com que  os filhos comparem seus pais, seja fazendo com que os filhos de alguma forma guardem ressentimentos dos seus pais, sempre começando com coisas pequenas e cultivando-as para torna-las maiores e até mortais. O Pai é para os filhos o rumo da vida e o rumo da fé. Tantos filhos desejam a carreira do pai. Pai significa também Proteção. Como é bom estar perto do Pai, e poder abraçá-lo quando tantos não o tem mais.

            O demônio é como o Leão que ronda pelo mundo para devorar as almas e quando as encontra desprevenidas, as devora. Exemplo : O leão mais jovem quando decide tomar o lugar de um leão mais velho, ele se aproxima da alcateia e desafia o mais velho, não se mostrando apenas, mas trazendo para uma luta onde o objetivo é triturar os órgãos  genitais do outro, pois se o fizer, já o tirou daquele lugar para sempre. Assim o Mal vem nos retirar da nossa comunhão com Deus e assim nos fazer vagar pelo mundo com a morte nos assolando, pois o salário do pecado é a morte, não é Deus que se afasta de nós, mas somos nós que decidimos nos afastar pela ação do Mal, que é uma pessoa.

            Muitos pais hoje estão perdendo suas forças buscando as coisas sugeridas pelo que vem aos seus olhos. Muitos perdendo suas forças sendo castrados pela pornografia, principalmente pelos computadores e telefones e tablets. Como estes homens estarão Disponíveis e Capazes para a missão do Senhor se estão distraídos pelos desejos pervertidos mundanos?  Por isso pais, peçam a intercessão, se consagrem a São José, que um dos seus títulos é : – Terror dos demônios!  A Tradição da Igreja nos ensina que São José era carpinteiro ou operário. Todas as vezes que se punha a trabalhar os demônios jogavam suas ferramentas no chão e José  as recolhia  cantando Salmos e louvando ao Senhor!

            Quão fantástico é São José. Ele é o único ser humano que Jesus chamou de Pai! São José é o modelo de paternidade. Ele era perfeito?  Não , ele era capaz e disponível. Ele ensinou com Maria o seu filho  Jesus rezar.  Ele educou Jesus desde sua infância. Ensinou o Verbo Divino.  Por isso Deus realizou junto com São José o que ele quer fazer hoje comigo e com você, desde que estejamos DISPONÍVEIS E CAPAZES.

           

           

           

           

           

 

Oremos: Abbá (Pai) Amado, hoje eu quero Senhor me colocar inteiramente a disposição da Sua vontade. Quero entregar tudo o que eu sou capaz hoje ( diga sua profissão e seus talentos) a toda Missão que o Senhor hoje deseja me confiar. Senhor eu peço como Pai, que me faça consagrar à São José , aquele que te protegeu de todos os perigos visíveis e invisíveis. Aquele que não mediu forças para te fazer crescer na Fé no Senhor!

Amém

 

 

                  FULTON Sheen em sua reflexão natalina se refere ao Natal comentando sobre a passagem de Maria  cobrindo   seu filho Jesus com os lençóis e faz referência   ao momento da Sua morte. E também,  por que o Evangelista Lucas vai descrever que, após seu nascimento, Maria o coloca numa manjedoura? Porquê manjedoura é um local de alimentar um ser vivo. Jesus desce do céu para alimentar toda a criação. Para alimentar a cada um de nós, o Pão vivo que desceu do céu! Ele se dá em alimento. Aqui está o Grande PORQUÊ!

                  Ciência é muito importante pois nos leva a questionar o Universo inteiro, e como ele funciona. A pouca fé nos afasta de Deus a muita nos aproxima ( Pasteur). Muitos grandes cientistas ao longo dos séculos eram católicos, muitos inclusive religiosos como padres ou monges.

                  Ciência e Fé não devem se contradizer pois são complementares. Ciência pergunta Como  e O quê, a Fé pergunta O Porquê e Quem!

                  Há duas formas de olhar o Universo, a primeira é olhar como se Deus não existisse e a outra como se Deus existisse.

                  Do ponto de vista de Deus não existir, nada do que você fizer faz diferença pois não existirá o porquê, vida sem significado. É como se tudo fosse um acidente.

                  Se Deus existe eu não deveria fazer o que eu quero apenas, porque tudo que eu faço tem consequências. Tudo que você fizer importará.

                  Do ponto de vista ateísta você pode vencer ou perder. Do ponto de vista do que crê, você pode perder para ganhar. O PORQUÊ do que  crê está acima de tudo, e há uma vida eterna onde não haverá mais choro ou ranger de dentes.

                  Simon Sinek escreveu um livro eu já citei aqui, chamado de Comece com um grande porquê! Ele menciona a Apple, dizendo que nós compramos produtos Apple baseados não em como ou o quê, mas porquê. Porque há inúmeras qualidades nos produtos que fazem deles os ícones perante o mundo moderno. Apple começou dizendo que eles poderiam mudar o mundo com uma tecnologia diferente , usando produtos de altíssima qualidade. O porquê da Apple define o quê da tecnologia.

                  Voltando a esse dia tão maravilhoso o porquê desse Dia nos remete ao LOGOS. Logos traz SIGNIFICADO. Dentro desse LOGOS todos nós somos importantes. Nenhuma outra Religião no mundo traz a prova ou ao conhecimento de que com a vinda do Messias VOCÊ se tornou importante para DEUS!

                  Diga comigo: EU SOU IMPORTANTE PARA DEUS!!!

                  O que eu tenho que atrai Deus para você e para mim? NADA. São Paulo na sua Carta aos Romanos 5, diz que Jesus deu sua vida por nós, por todos os desvalidos, os improváveis, os perdidos, os derrotados. Alguém poderia talvez dar a vida por um justo, mas Ele não fez objeções ao Seu Amor, foi por todos. Neste Natal nós ouvimos São João nos dizer que no principio o Verbo era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. O Logos se fez carne  e habitou entre nós. Aqui está o porquê e o QUEM! Aqui está o sentido da vida de todos nós!

                  Infelizmente mesmo sabendo de tudo isso ainda continuamos vivendo a vida como um ateu prático, ou seja, numa vida que parece sem sentido, parece que a mensagem de São João acima não faz diferença na vida, a vida parece um  acidente.  Fazendo coisas e não demonstrando que sabemos o Porquê de tudo isso aqui.

                  Isso me remete a Viktor Frankl , em seu livro , O Sentido da Vida, escrito a partir da sua experiência no campo de concentração de Auschwitz. Qual era a diferença entre os que caíam e os que se mantinham em pé? Ele concluiu que o ser humano pode sobreviver a qualquer O quê, se tiver um grande PORQUÊ! Um momento emblemático do seu livro, ele narra  os que não suportavam e sucumbiam e os que iam sóbrios a caminho da câmara de gás cantando Shema Israel ou rezando o Pai Nosso!

                  O PORQUÊ se fez carne e viveu entre nós. O significado da nossa vida andou entre nós. Viveu como um de nós. Viu tudo o que os seus passam aqui, e sofreu todo tipo de maldade desse mundo e tomou tudo sobre seus ombros para nossa Redenção. Aqui está o grande Porquê, a nossa Salvação! Tudo o que Ele fez entre nós, tudo sem exceção : PARA FAZER A VONTADE DO PAI!

                  E fazer a Vontade do Pai, é amar sem medida! Deus nos escolhe um por um pois Ele nos ama, individualmente, para cada um de uma maneira particular  de nos amar. Aqui está o Grande Porquê!

                  Feliz Natal de um Deus que apesar de todas as nossas quedas, Ele com Amor sabe nos erguer e nos apontar para o significado da nossa existência, amar a Ele acima de tudo e a todos como a nós mesmos!

                 

                 

                   

                 

                          

                                   

        

                  Oremos: Abbá (Pai) Amado, diante do Presépio eu só posso te contemplar de alma aberta e te agradecer por ter vindo habitar no meio de nós. Com São Francisco eu quero derramar as minhas lágrimas por admirar o Senhor no mais pobres dos pobres lugares do mundo. Eu quero acolher em meus braços e te aquecer. Eu mal posso esperar para com o Senhor vir fazer a Tua vontade em mim. Renova-me como seu nascimento em todo o meu interior que necessita de restauração e de redenção. Como Santo Agostinho, dá-me o que me pedes e pedes o que quiseres!

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém

 

Uma reflexão natalina magistral da filósofa judia que se converteu a Cristo, morreu mártir em Auschwitz e foi canonizada pela Igreja

No recolhimento da abadia beneditina de Beuron, em 1932, três anos antes de entrar no Carmelo, Edith Stein escreveu uma riquíssima meditação teológica sobre o Natal. O texto, pronunciado numa conferência da Associação de Acadêmicos Católicos de Ludwigshafen, na Renânia-Palatinado, Alemanha, foi publicado pela primeira vez em 1950, em Colônia.

 

Filósofa, judia, ateia, convertida, religiosa e mártir, essa mulher especial começa a meditação não com uma citação erudita, como quem se esforçasse por captar as atenções, e sim com uma reflexão que surpreende pela simplicidade; pela simplicidade de quem tem o olhar inclusivo da fenomenologia. Edith Stein destaca que o fascínio do Natal atinge a todos, mesmo os que pertencem a outras religiões e os não crentes, para quem a antiga história do Menino de Belém não diz nada.

Nas semanas anteriores ao dia de Natal, “uma cálida corrente de amor inunda toda a terra“, porque “todos preparam a festa e tentam irradiar um raio de alegria“. É sempre apreciável o gesto de procurar e dar alegria, de preparar e de preparar-se para uma festa: são gestos estruturalmente humanos. Para o cristão, porém, especialmente para os cristãos católicos, a estrela que leva até a manjedoura é diferente. O coração de quem vive com a Igreja, desde o repicar do Rorate Coeli até os cantos do Advento, começa a bater em uníssono com a sagrada liturgia que emoldura um momento único: o tempo de uma espera que é também ardente nostalgia. Uma espera-nostalgia que cresce durante o Advento e encontra satisfação somente quando os sinos da Missa do Galo anunciam que “o Verbo se fez carne“. Com este anúncio, vemo-nos sempre diante do fascínio do Menino na manjedoura, que estende as mãos e parece já dizer, sorrindo, o que mais tarde os seus lábios de Mestre repetirão até o último suspiro na cruz: “Segue-Me“.

 

Atenção: a Luz da estrela e o encanto do Menino na manjedoura duram um piscar de olhos. “À luz descida do céu, opõe-se, ainda mais escura, a noite do pecado“. Diante do Menino, ao mesmo tempo, os espíritos se dividem em “contra” e “a favor”. Diante do “Segue-Me“, quem não é por Ele é contra Ele. Não por acaso, no dia depois do Natal, enquanto ainda ecoam os sons festivos dos sinos da noite e das festivas liturgias natalinas, a Igreja se desveste do branco de festa e se reveste do vermelho do sangue, e, no quarto dia, já usa o roxo do luto para recordar o primeiro mártir, Estêvão, e as crianças inocentes que foram mortas por Herodes. O que isto significa? Onde foi parar o encanto do Menino na manjedoura? Onde está o bem-aventurado silêncio da noite santa?

 

O que preciso mudar para ser mais feliz?

 

 

Gestos de amor e carinho que quebraram o protocolo da família real britânica

 

 

Como encontrar ajuda e esperança para depressão durante as festas de fim de ano

 

 

O santo que adorava meditar sobre o Natal

 

 

O dia em que Padre Pio segurou o Menino Jesus nos braçoO mistério da noite de Natal, escreve Edith Stein, carrega uma verdade grave e séria que o encanto da manjedoura não deve encobrir aos nossos olhos: “O mistério da encarnação e o mistério do mal estão intimamente unidos“.A alegria do Menino e das figuras luminosas que se ajoelham em torno da manjedoura, das crianças inocentes, dos pastores esperançosos, dos reis humildes, dos mártires, dos discípulos, dos homens de boa vontade que seguem o chamado do Senhor, essa alegria, enfim, caminha de mãos dadas com a constatação de que nem todos os homens são de boa vontade; de que a paz não alcança “os filhos das trevas“; de que, para esses, o Príncipe da Paz “traz a espada“; de que, para esses, Ele é a “pedra de tropeço” que os derruba. Aquele Menino divide e separa, porque, enquanto o contemplamos, Ele nos impõe uma escolha: “Segue-Me“. Ele a impõe a nós também, hoje, e nos coloca diante da decisão entre a luz e a escuridão. As mãos do Menino “dão e exigem ao mesmo tempo“.

Se colocarmos as nossas mãos nas do Menino Deus e respondermos sim ao seu “Segue-Me“, o que recebemos?

“Oh, maravilhoso intercâmbio! O Criador da humanidade nos dá, assumindo um corpo, a sua divindade!“. Aqui reside a grandeza do mistério da Encarnação: quem escolhe a luz, quem fica do lado do Menino, “abre caminho para que a sua vida divina se derrame sobre nós” e traz “de forma invisível o Reino de Deus dentro de si“. O Natal é o começo da aventura de deixar a graça “permear de vida divina toda a vida humana“. Por que Deus se fez homem? Deus se tornou um filho do homem para que os homens se tornem filhos de Deus. Escreve Edith Stein: “Um de nós tinha rasgado o vínculo da filiação divina; um de nós tinha que reatá-lo e pagar pelo pecado. Mas nenhum descendente da antiga progênie, doente e bastarda, tinha condições de fazê-lo. Era preciso enxertar-lhe um ramo novo, saudável e nobre“. Estas palavras de Edith Stein evocam, por analogia óbvia, uma passagem do “Cur Deus Homo” (CDH), de Santo Anselmo, que contém a mesma lógica da redenção: “A restauração da natureza humana não teria acontecido se o homem não tivesse pagado a Deus o que lhe devia pelo pecado. Mas a dívida era tão grande que a satisfação, de obrigação apenas do homem, mas possível somente a Deus, precisava ser dada por um homem-Deus” (CDH 2,6).

Edith Stein tinha aprendido, na escola dos professores do Carmelo, Teresa de Ávila e João da Cruz em particular, que a graça se desenvolve em nós como uma semente que nos transforma, deixando-nos participar da própria vida de Deus. Por esta razão, a meditação seguinte insiste nos sinais fundamentais de uma vida humana unida a Deus.

O primeiro sinal da filiação divina é “ser um só com Deus“. O Menino desceu ao mundo para ser um “corpo misterioso” conosco: “Ele é a nossa cabeça, nós os Seus membros“. Não existimos mais “um ao lado do outro, como pessoas isoladas, autônomas, e sim, todos juntos, como uma só coisa com Cristo“. O segundo sinal da filiação divina é “ser um só em Deus“: “Se, no corpo místico, Cristo é o corpo e nós os membros, então somos membros uns dos outros e, todos juntos, somos um só em Deus“. A medida do nosso amor a Deus é o nosso amor para com o próximo, “seja parente ou não, seja-nos simpático ou não, seja moralmente digno da nossa ajuda ou não; quem ama com o amor de Cristo, ama a humanidade por Deus e não por si“. O terceiro sinal da filiação divina é a disponibilidade para aceitar qualquer coisa da mão de Deus: o “faça-se a Tua vontade!“, em toda a sua extensão, deve ser o critério da vida cristã. Ele deve permear a jornada da manhã até a noite, o curso do ano e de toda a vida. “Deve ser a única preocupação do cristão. Todas as outras o Senhor as toma para Si“.

À luz e ao calor da Noite Santa, quando mal começamos a nos confiar ao Menino, apertamos confiantes a Sua mão e vemos com clareza o que devemos fazer ou não fazer. Mas a situação não ficará assim para sempre. Quem vê o encanto do Menino na Noite Santa não pode fingir que não percebe que o caminho que parte de Belém conduz ao Gólgota, vai da manjedoura até a cruz. “Quem pertence a Cristo deve viver toda a vida d’Ele“. A noite de Natal e a noite da cruz são uma única noite. Chegará o tempo do sofrimento e da morte para cada homem. Quando ele vier, a confiança em Deus permanecerá firme? Estaremos dispostos a aceitar qualquer coisa da Sua mão? Seremos ainda capazes de dizer “faça-se a Tua vontade“, mesmo na “noite escura“, quando a luz divina já não brilhar e a voz do Senhor silenciar?

Os mistérios do cristianismo são um todo indivisível. Quem se aprofunda em um, acaba por tocar os outros todos, escreve Edith Stein. Sobre o luminoso esplendor da manjedoura paira a sombra da cruz. A luz da Noite Santa se apaga na escuridão da Sexta-Feira Santa, mas volta a brilhar mais forte na manhã da Ressurreição. O Filho encarnado de Deus, através da cruz e da paixão, chega até a glória da ressurreição. É assim que cada homem deve sofrer e morrer. Se for um membro vivo do Corpo de Cristo, porém, o seu sofrimento e a sua morte se tornarão, graças à divindade da Cabeça do corpo, redentores: “Cada um de nós, toda a humanidade, chegará, com o Filho do homem, através do sofrimento e da morte, até a mesma glória“. E o Salvador, sabendo que somos homens em luta diária com as nossas fraquezas, vem em nosso auxílio com aqueles que Edith Stein chamava de “meios de salvação“: “estar todos os dias em relação com Deus” através da escuta da Palavra, da oração litúrgica e interior, da vida sacramental. Mas é principalmente para o “Salvador eucarístico” que precisamos abrir espaço, para podermos transformar a nossa vida na d’Ele. Assim como o corpo terreno precisa do pão de cada dia, assim também a vida divina aspira em nós a ser alimentada continuamente: “Em quem realmente faz d’Ele o seu pão de cada dia, cumpre-se diariamente o mistério do Natal, a encarnação do Verbo“. E esta é, sem dúvida, a maneira mais segura de manter ininterrupta a união com Deus e de enraizar-se todos os dias e cada vez mais firmemente no corpo místico de Cristo.

Edith Stein escreveu vinte páginas de meditação sobre o Natal, densíssimas, para lembrar que os mistérios do cristianismo são um todo indivisível, porque todos são mistérios portadores de salvação. Encarnação, cruz e ressurreição são inseparáveis. Só porque verdadeiramente o Filho, que é Deus, “se fez carne” é que Ele poderia morrer e ressuscitar, arrebatando-nos da morte e nos abrindo um futuro em que esta “carne”, a nossa existência terrena, entrará na eternidade do Reino de Deus. Celebramos o Natal como um convite a nos deixar transformar por Aquele que entrou em nossa carne, que se uniu a nós e nos uniu a Si, para permear de vida divina toda a vida humana.

Que o mistério da noite de Natal nos lembre que algo extraordinário acontece mediante a encarnação: a carne se torna o instrumento da salvação.

“Verbum caro factum est“: o Verbo Se fez carne, escreve João Evangelista, e um autor cristão do século III, Tertuliano, afirma: “Caro salutis est cardo“, a carne é o eixo da salvação.

“Se a alma se torna totalmente de Deus, é a carne que o torna possível! A carne é batizada para que a alma seja purificada; a carne é ungida para que a alma seja consagrada; a carne é marcada pela cruz para que a alma fique incólume; a carne é coberta pela imposição das mãos para que a alma seja iluminada pelo Espírito; a carne se nutre do Corpo e do Sangue de Cristo para que a alma se sacie de Deus. Elas não serão, pois, separadas no dia da recompensa, porque estiveram unidas durante as obras” (De carnis resurrectione, 8,3: PL 2,806).

 

 

 

         ALGUMAS pessoas sabem exatamente o que elas querem e exatamente o que elas necessitam.  A Maioria de nós não! Por isso, me incluo neste grupo. Enquanto eu não necessitar verdadeiramente por um Salvador eu não serei capaz de experimentar a Alegria desta chegada. Mas quando eu sei o que eu espero e o que eu anseio, Natal se torna algo muito maior do que um simples feriado.

                             Nesta época do ano as pessoas tem a cada ano se transformados numa preocupação absurda sobre presentear as outras pessoas. Problema nenhum, se o convívio entre estas pessoas fossem no resto do ano, algo que justificasse. Muitas coisas nós ganhamos e não gostamos. Mais um trabalho para ter que trocar.

                             Mas hoje, o Senhor está te perguntando o que você Anseia, o que você quer?

                             NO Capitulo 7 Isaias, descreve o momento onde Deus revela ao seus filhos de Israel, que Ele iria lutar pelo povo judeu. Não somente iria lutar ao lado de Israel mas Ele viria habitar no meio de nós e seu nome seria Emanuel ( Deus Conosco). Muitas vezes em nossas vidas não sabemos o que queremos. Não sabemos pedir a Deus. Por isso Natal é tão profundo que nos leva a refletir sobre o nosso coração. A medida que eu Necessito do Natal, da vinda do Senhor maior é a minha expectativa da sua chegada.

                             MUITAS vezes estamos experimentamos estar fazendo as coisas da Igreja  de forma superficial e sem compromisso. De repente você se confronta com  uma necessidade vital por Cristo. Daí sua vida muda. NO momento em que você acorda para a realidade do Natal, para a necessidade de um Redentor, de um Salvador, de Jesus, então você está diante da realidade de quem sem Ele estaria morto.

                             A Alegria do Natal está diretamente relacionada a verdadeira expectativa daquele que reconhece que precisa de um Salvador. Isso é pessoal. E tem que ser. Mais de 40% dos católicos brasileiros não sabem que se podem ter um relacionamento pessoal com Jesus. Então a Celebração do Natal se torna coisa de criança, ou apenas uma festa de família.

                             Natal é um feriado religioso, no coração! Neste dia estamos então estamos num lugar muito maior do que alegria, música… Eu não sei se o que eu quero é o que Deus quer. Este dia revela o que Deus quer, como Ele responde: – Eu quero meu povo! Ou seja, Eu quero você, diz o Senhor. Deus sabe exatamente o que Ele quer. Então diga ao Senhor que você quer saber amá-lo de volta assim como Ele nos ama. Diga que quer um coração que ama a Deus. Assim neste momento abra seu coração e Louve o Senhor do jeito que você está agora. E o Natal acontecerá em você! Deus nos ama e nos quer imediatamente  quando nós nos abrimos. Venha ao Presépio ser amado pelo Senhor!

                                  

                             Oremos: Abbá (Pai) Amado, eu te peço hoje , que venha revelar nos corações dos descrentes o verdadeiro sentido do Natal. Senhor, seu povo tem se perdido em meio as preocupações do fim de ano, e principalmente em adquirir coisas, presentear coisas que muitas vezes é obrigação. E todas as pessoas foram às compras como tem ido a Igreja, simplesmente por obrigação. Senhor revela nos corações o que o verdadeiro sentido do Natal representa. Sim Senhor, os que se reconhecem precisar  ou necessitar de um Salvador se alegrarão com sua chegada. Ajuda-me nestes dias de Natal a te fazer contínua companhia no Presépio, que é o mais querido por ti, o meu coração! Amém.

Pai em tuas mãos entrego meu coração! Cura-me Senhor, Restaura-me Senhor!  Amém