No 2 de fevereiro, dia da Apresentação do Senhor, celebramos de forma muito especial o dia da vida consagrada. Para Comunidade Canção Nova, este é um dia de festa e ação de graças, porque juntos, em comunidade, renovamos nosso compromisso com Deus neste Carisma que nasceu da vontade de Deus.

A partir do “sim” de um sacerdote que, conquistado pelo Senhor e movido pelo Espírito Santo, ousou fazer também um chamado aos jovens em 1977 para seguirem mais de perto a Cristo, nasceu a comunidade. Ao longo dos anos, muitos outros foram chegando, cada um a seu tempo e, junto aos primeiros, protagonizam esta linda história que completa 37 anos. More »

Na manhã desta quinta-feira,16, em visita ao discipulado, Pe Mário Bonatti, com sua grande alegria estampada no rosto e com suas palavras profundas e cheias de vida, presenteou os discípulos da Casa de Maria.

Pe. Mário Bonatti ressaltou a devoção a Jesus abandonado. E nos disse: “Quem não sofre, não cresce. Quem abraça o caminho de Jesus, abraça as alegrias e as dores. Jesus era humano e abraçou as dores também. Aguente!”

_20140220_163257Meu nome é Éderson José, tenho 30 anos e estou fazendo o meu discipulado na Comunidade Canção Nova. Estou na Casa de formação em Queluz conhecida como a Casa de Maria, santuário do carisma Canção Nova e gostaria de partilhar a minha experiência com ela aqui neste tempo, dizem que ela caminha nesta casa, isso é fato. Esta é a descoberta que fiz aqui na Casa de Maria, então, quero usar o jardim como referência para que você possa entender melhor a minha experiência. Gosto muito de pisar onde tem terra, me sinto bem assim, me sinto dentro do carisma, dentro da simplicidade. A Comunidade Canção Nova começou aqui neste chão de terra que piso.

A casa de Maria e também o jardim é assim simples e discreto. O jardim da casa da Virgem não possui muitas flores, como disse ele é discreto, talvez você não consiga entender um jardim com poucas flores. Mas com muitas ou poucas flores ele será sempre um jardim, por isso nunca desista do seu jardim mesmo que hoje ele se encontre com poucas flores. Ele continuará sendo sempre esse jardim.

Neste ano de discipulado estou disposto a ser esse jardim nas mãos de Maria, estou disposto a nascer de novo no ventre da Mãe. Neste tempo eu tenho a possibilidade de nascer de novo para o Carisma Canção Nova. Quero começar pequeno, um broto, como diz em Isaías 11,1: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes um ramo brotará”’. Jesus começou sendo pequeno, um broto que nasceu da descendência de Davi. Eu também quero ser esse broto que vai surgindo no dia a dia o homem novo. Quando chegar a primavera, final do discipulado, esse ramo brotará, como brotou Jesus no ventre de Maria.

No ventre de Nossa Senhora tem um lugar pra você, no jardim dela tem um lugar pra você. Seja bem vindo! Não tenha medo de ser jardim nas mãos de Maria! Ela, todo dia, bem discreta, pela manhã terá a sensibilidade de regar esse seu jardim – de muitas ou poucas flores – com seu regador que é a pureza e a santidade. Hoje esse jardim sou eu e você. Precisamos de muita terra e de muita água que é o Espírito Santo. Mas não se preocupe, ela que é mãe e mestra conhece tudo sobre jardim, sobre você. Na Canção Nova ela tudo fez, na sua vida não vai ser diferente.

Maria é muito simples, tão simples que continua usando as mesmas palavras que usou com Jesus nas Bodas de Caná da Galileia e me diz ao coração: “Éderson José, ‘fazei tudo aquilo que Ele vos disser’” (cf. Jo 2,5). A mãe hoje fala pra você que gosta ou não de jardim: “meu filho, minha filha, fazei tudo aquilo o que Ele vos disser”. Convido você a, todos os dias, seguir os passos de Jesus, de Maria e também de São José, que conhecia muita coisa sobre jardim, principalmente sobre lírios, sobre pureza.

No seu jardim que é o seu coração não poderá faltar esta flor, o lírio. A pureza precisa habitar neste jardim. No jardim da Virgem, São José sempre estará presente. Hoje você é um lírio nas mãos de Deus, dentro ou fora do jardim, na pureza ou não, Ele te acolhe novamente. Entretanto, muito cuidado, flor que não permanece no jardim não recebe cuidado, fica sem água e, sem água, ela não sobrevive.

Discípulo Éderson José

São José Valei-nos

História do Deus Imenso

Certo dia, padre Aluísio Ricardo foi até Osaco (SP), na Paróquia de seu amigo padre Nelson. De lá trouxe emprestado para a Casa de Maria em Queluz (SP), um ostensório muito grande, normalmente usado nas procissões de Corpus Christi. Quando o padre Aluísio retornou para casa, já era noite e havia no céu uma lua linda. Quem conhece a Casa de Maria, em Queluz, sabe como é lindo ver a lua da escadaria. O padre chegou trazendo o ostensório tão grande e tão pesado que, no seu caminho para a sacristia, fez uma parada na escadaria. Ivonise (Nise), vendo o ostensório grande, riu e com seu jeito bem-humorado me chamou, dizendo “Márcia, venha ver o Deus Imenso!” Rimos ali nós três, conversamos um pouco e fomos cada um para o seu quarto dormir.Deus ImensoNa manhã seguinte, à mesa do café, voltamos ao assunto do ostensório grande. Conversamos muito, porém não usamos mais a expressão “Deus Imenso”. Nesta conversa, eu senti meu coração pulsar rapidamente. Senti também como se algo me queimasse por dentro e uma alegria pareceu invadir-me inteiramente. Saindo dali, fui para a capela viver meu momento de adoração e orações pessoais. Neste momento, voltei a sentir as mesmas sensações e me pus a rezar, para compreender o que Deus estava me dizendo. Ali, comecei a cantarolar a música de Walmir Alencar “Deus Imenso”. Os sentimentos interiores e aquelas sensações que já falei avolumaram-se e eu silenciei. Não compreendi, mas permaneci atenta, vigilante, certa de que o Senhor queria me fazer entender alguma coisa.

Durante mais ou menos 3 ou 4 dias, isso se repetiu nos meus momentos de oração. Percebi que em nossas conversas na casa sempre nos referíamos ao ostensório grande com a expressão “o Deus Imenso”. Observei, também, que isso não soava aos ouvidos como uma brincadeira, mas era uma expressão do que Deus queria nos fazer entender. Rezei muito, mas de início não comentei com ninguém.

Num outro dia, também n o café da manhã, começamos a conversar e desta vez falávamos de adoração ao Senhor, de Cerco de Jericó. Foi quando contei ao padre Aluísio e a Nise sobre esta experiência que eu havia vivido em Cuiabá (MT): em 1997, padre Paulo Ricardo me disse para fazer, em preparação para a Festa de Pentecostes, 50 dias de adoração; pois o papa João Paulo II tinha decretado 3 anos dedicados cada um a uma Pessoa da Santíssima Trindade. E assim fizemos. Porém, quando faltava pouco mais de uma semana para a Festa de Pentecostes e, então, encerraríamos os 50 dias de adoração, tivemos de pará-la, de maneira que não foram completados esses 50 dias. Ao narrar este fato, senti-me profundamente emocionada e todas aquelas sensações voltaram ao meu coração. More »

Na simplicidade de uma criança, um grande ensinamento

Certa vez uma criança, filha de uma amiga de outra religião, me perguntou:

Patrícia Felix em adoração ao Santíssimo na Capela da Casa de Maria em Queluz– Não entendo por que você “tia” fica naquela casinha – isso é, na capela – “sozinha” como se tivesse ouvindo algo ou alguém e depois sai…

Eu sorri para ela e disse:

– Fico aguardando o brilho do sol da luz que sai daquele lugar tocar meu rosto…

– É “tia”? Aquela portinha dourada brilha? Que brilho é esse? – me perguntou a criança.

E eu respondi:

– É como o brilho do olhar, só que mais forte; vai no coração e dá alegria e consolo. Eu olho para ele e ele olha pra mim… E mesmo que eu não fale nada, ele me conhece e sabe do que preciso, e, é por isso que gosto de ali estar, pois a paz que isso me dá é incomparável.

Ela disse:

– Agora entendi! Toda vez que minha mãe disser que ali é uma portinha na parede e que não tem nada, eu vou dizer: não mãe, ali é de onde sai a paz!

Parece brincadeira mas isso aconteceu comigo. As crianças conseguem muitas vezes ver e entender o que muitos adultos não entendem.

Tenho muitos amigos e não faço distinção de religião. Respeito a todos e os amo, mas fé é algo individual e como tratamos e vivemos a nossa fé é o que faz a diferença.

Quando você estiver na Igreja, eu desejo que o brilho que sai daquele lugar, o Sacrário onde está guardado o Santíssimo Sacramento, toque o seu rosto e o seu coração.

Patrícia Felix
Missionária da Comunidade Canção Nova

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.: Corra para onde tem a luz vermelha
por Fernando Fantini

O perdão requer sair de si, tomar uma decisão

Em 2008 ingressei no tempo de formação chamado na Canção Nova de “discipulado” na cidade de Queluz (SP).

Quando cheguei, senti Nossa Senhora me dizendo que eu seria gestada no Carisma Canção Nova. Esta gestação se daria nas podas e curas do próprio Deus, durante aquele ano.

Vou relatar um pouco da minha historia para você entender:

Nossa SenhoraSou de uma família de origem humilde. Meus pais tiveram dez filhos: seis homens e quatro mulheres. Com o falecimento do meu pai, minha mãe precisou cuidar de tudo, se sentindo muito sozinha na época. Por falta de conhecimento, ela entregou os filhos para serem criados por outras famílias. Com cinco anos de idade, fui morar com um casal, mas sentia muita saudade da minha mãe… Era uma dor na alma viver na distância e sem compreender qual o motivo, pois eu era muito pequena. Depois de um ano morando com esta família voltei para casa com minha mãe e alguns irmãos. Foi um recomeçar!

A distância só me afastou da minha mãe, interferindo no sentido do amor familiar. Foram três anos vividos com minha mãe passando por muitas dificuldades financeiras.

Aos nove anos fui morar com outra família. Novamente recomeçar! Lá, vivi várias situações conflitantes, mas foi onde Deus me resgatou, mostrando todo Seu amor por mim. Vejo minha história semelhante a de José do Egito, da Bíblia: numa situação ruim, Deus sempre tem o Seu plano de amor. Através desta família, em Vitória da Conquista (BA), conheci a Canção Nova e depois de uma longa história de acompanhamento vocacional, me identifiquei com a missão e ingressei na Comunidade.

Não vivi uma experiência com Nossa Senhora antes de morar na Canção Nova. Penso que inconscientemente eu relacionava a Virgem Maria com a difícil convivência com minha mãe. Na Casa de Maria é que fui pedindo para Nossa Senhora curar o meu coração de todo ressentimento e falta de perdão, pois eu pensava que já tinha perdoado minha mãe… No entanto, eu não tinha atitudes, não ligava para minha mãe, nem manifestava carinho, afeto. O perdão requer sair de si, tomar uma decisão.

Na nossa “capela  grande”,  da Casa de Maria em Queluz – SP,  há uma imagem de Nossa Senhora de Fátima [foto acima] e tantas vezes chorando, eu pedia à  Ela que curasse o meu coração… Num dia More »

A experiência mais forte que vivi!

“Fazer memória” do tempo em que morei na Casa de Maria em Queluz (SP), é novamente retomar as maravilhas que o Senhor fez na minha vida pelas mãos da Virgem Maria.Adoração a JESUS SacramentadoEm 2008, tempo que vivi o meu discipulado, foi o ano que fiz a “Páscoa” com a minha história. Me recordo de uma experiência forte do amor de Deus que aconteceu quando nós fizemos o diário do perdão diante de Jesus Eucarístico. Passamos 2 dias sendo conduzidos a retomar a nossa história, recordando todas as pessoas que precisávamos dar e receber o perdão. Nestes 2 dias o Senhor foi me conduzindo a perdoar várias pessoas que passaram na minha vida, em especial a minha mãe. More »