Saiba o que é e como fazer um ato de fé, que é indispensável para nosso crescimento na vida espiritual.

Muitos de nós, no início da vida espiritual, achamos que sabemos o que é um ato de fé e também como fazer um ato de fé. No mais das vezes, pensamos que o ato de fé são sentimentos, consolações, que acontecem em momentos de oração, de intimidade com Deus. No entanto, as sensações de amor, paz, alegria, são apenas consequências do ato de fé, são frutos da ação do Espírito Santo em nossas almas (cf. Gl 5, 22). Nossos atos de fé podem ser acompanhados de sentimentos e consolações, mas estes não são a essência da vida espiritual.

Saiba o que é e como fazer um ato de fé, que é indispensável para nosso crescimento na vida espiritual.

Monsenhor Jonas Abib rezendo em ação de graças

A essência da espiritualidade católica consiste basicamente naquilo que comumente chamamos de ato de fé. Ter essa consciência é muito importante porque, da mesma forma que acontece no amor entre um homem e uma mulher, os sentimentos passam. “Os sentimentos vão e vêm. O sentimento pode ser uma maravilhosa centelha inicial, mas não é a totalidade do amor”[1]. Na vida espiritual, os sentimentos e consolações também passam. Mas, isso não significa que nossa fé acabou, que não temos mais fé. Ao contrário, esses tempos podem ser de aridez espiritual, de tentações e provações, nos quais somos chamados a crescer na fé e no amor.

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A consagração a Virgem Maria é uma verdadeira escola de espiritualidade, testada a aprovada na vida de muitos santos e santas há séculos.

A consagração, ou escravidão de amor, a Jesus por Maria, é uma verdadeira escola espiritual. Graças a Deus, a Igreja Católica tem inúmeras escolas espirituais. Algumas delas são mais conhecidas, como a escola de Santa Teresa d’Ávila e as “Sete Moradas”, a de Santa Teresinha do Menino Jesus e a sua “Pequena Via”, a de São João da Cruz e a sua “Noite Escura”. A escola de espiritualidade mariana é uma dessas escolas consagradas pelos santos, como São Bernardo de Claraval e São Boaventura. Esta escola espiritual, que já havia se desenvolvido durante séculos na Igreja, recebeu com São Luís Maria Grignion de Montfort, uma formulação mais acessível para todas as pessoas, desde as mais simples até aquelas mais letradas. A consagração é um método extraordinário para entrar nesta escola de santidade, sem dúvida, inspirada pelo Espírito Santo.

A consagração a Virgem Maria é uma verdadeira escola de espiritualidade, testada a aprovada na vida de muitos santos e santas na Igreja Católica há séculos.

Nossa Senhora e São João Paulo II, o Papa Todo de Maria

Os ensinamentos de São Luís Maria a respeito da consagração a Virgem Santíssima estão presentes em todos os seus principais escritos: “O Amor da Sabedoria Encarnada”, “O Segredo de Maria”, “Carta aos Amigos da Cruz”, especialmente no “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Montfort deu à tradicional escola mariana de espiritualidade uma formulação que respondia a três tendências na Igreja do o século XVII: a espiritualidade barroca, bastante tradicional; a exaltação da razão, por causa das influências filosóficas do Racionalismo e do Iluminismo1; e a espiritualidade popular, mais simples e devocional. Esta característica profundamente católica deste método fez do Tratado um verdadeiro tesouro de espiritualidade mariana para a Igreja. Durante esses últimos trezentos anos a consagração difundiu-se pelo mundo inteiro. Mas, foi no século XX que a consagração ganhou uma visibilidade sem precedentes em toda a Igreja, especialmente por causa do Papa João Paulo II, grande propagador desta devoção, que tinha como lema do seu pontificado a expressão em latim: “Totus Tuus”, que significa “Todo Teu”, ou “Todo de Maria”. Continue lendo…

Saiba o que significa o mistério da inabitação da trinitária e em que este conhecimento pode nos ajudar em nossa vida espiritual.

Na última aula do curso “Ensina-nos a orar”, Padre Paulo Ricardo nos explica o que é o mistério da inabitação da Santíssima Trindade através da experiência mística de Santa Elisabete da Trindade. Também conhecida como Santa Isabel da Trindade, esta monja carmelita foi canonizada recentemente pelo Papa Francisco. Conhecer a experiência de fé desta Santa nos ajudará a contemplar esse mistério sublime da Santíssima Trindade em nós, o que favorecerá muito em nossa vida de oração.

Saiba o que significa o mistério da inabitação da trinitária e em que este conhecimento pode nos ajudar em nossa vida espiritual.

Santa Elisabete da Trindade

Ao chegarmos ao final do nosso pequeno curso “Ensina-nos a orar”, é importante meditar sobre o grande mistério da inabitação, para não perdermos de vista a presença de Deus em nossas vidas. No site padrepauloricardo.org, nós tivemos há três meses um programa ao vivo a respeito de Santa Elisabete da Trindade. Recordar esta Santa é importante por que ela nos ensina verdadeiramente aquilo que é o mais importante na vida de oração: a Presença interior. Continue lendo…

Descubra a relação que existe entre a vida de oração e o apostolado e por que este é tão importante para a nossa espiritualidade.

Nesta aula do curso “Ensina-nos a Orar”, Padre Paulo explica-nos por que a vida de oração está intimamente ligada com o apostolado: Neste curso, em que nós estamos aprendendo a orar, é necessário agora, já na reta final, nós amarrarmos as coisas, deixar uma coisa bem clara. Já acenamos algumas vezes para esta realidade. Mas, precisamos explicar, com muita clareza e muita insistência, o que faz com que progridamos na vida espiritual e sejamos verdadeiramente santos.

Descubra a relação que existe entre a vida de oração e o apostolado e por que este é tão importante para a nossa espiritualidade.

O encontro de São Paulo com Jesus Cristo à caminho de Damasco.

Não é o tipo de oração que estamos vivendo, mas é o tipo de vida que temos que nos fará santos. Se estamos seguindo todos os conselhos dados até agora a respeito da vida espiritual, mas olhamos para a nossa vida e vemos que ela não está mudando, deve haver alguma coisa profundamente errada no nosso jeito de rezar. Provavelmente há alguma coisa que temos que reformular, porque a oração bem-feita necessariamente muda as nossas vidas. Continue lendo…

Conheça quais são os remédios mais importantes para as distrações involuntárias na oração.

Nesta aula do curso “Ensina-nos a Orar”, Padre Paulo Ricardo nos indica alguns remédios para as nossas distrações involuntárias durante as orações. Nas aulas anteriores, nós já vimos que há dois tipos de distrações: as voluntárias e as involuntárias. Para as distrações voluntárias, o remédio é muito simples: tomar vergonha na cara e ser virtuoso. Pois, nesse caso, estamos distraídos por nossa culpa.

Conheça quais são os remédios mais importantes para as distrações involuntárias na oração.

Santa Teresa d’Ávila

Nas distrações involuntárias, é necessário nós compreendermos que, em primeiro lugar, não adiantará usar uma força de vontade excessiva. Quando queremos domar um animal, não o domamos pela força, não o matamos de tanto bater ou o deixamos morrer de fome. Temos que saber equilibrar o rigor e a recompensa. Com este cuidado é que nós devemos lidar com as distrações. Pois, estas requerem de nós um discernimento, para não sermos tão folgados a ponto de deixar a dissipação tomar conta. Ao mesmo tempo, não podemos ser tão rigorosos que nos sufoquemos e façamos uma violência excessiva ao nosso mundo interior. Continue lendo…

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